terça-feira, 12 de agosto de 2014

Capítulo 27: I Hate You, Don't Leave Me



*Este capítulo é contra indicado em caso de suspeita de choro compulsivo.

Uma semana se passou.

Demi não apareceu no trabalho durante toda a semana. Joe tentou falar com ela algumas vezes, mas ela não o recebeu ou atendeu suas ligações. Ele entendia seu lado, mas queria pelo menos poder explicar e falar sobre a decisão que tinha tomado. Mas se ela não queria vê-lo era melhor assim.

Demi chegou ao trabalho na segunda feira tranquilamente. A noticia de seu casamento havia vazado, mas como ninguém conseguiu tirar fotos que comprovassem o evento a família conseguiu desmentir que havia acontecido. Ninguém ousou comentar o ocorrido na revista, mas Demi via os olhares de pena direcionados a ela, e aquilo a irritava profundamente, não precisava da pena de ninguém. Andou feito uma bala até sua sala, entrou e se trancou lá. Queria um pouco de paz e enfiar a cabeça no trabalho pra tentar esquecer o que passou. Mas quem ela estava querendo enganar?
Ela estava sofrendo feito uma condenada, amava aquele desgraçado e não se conformava de ter sido deixada no altar por ele. Ela estava com ódio e queria se vingar, mas ao mesmo tempo ela o queria ali, a abraçando, enchendo o saco com as piadinhas idiotas e fora de hora dele, a beijando a cada cinco minutos e dizendo o quanto ela era linda. Estava com saudade daquele energúmeno mesmo depois de tudo. Realmente agora ela entendia quando as pessoas diziam que quando se ama se fica idiota, porque ela havia virado uma.

Enquanto isso na sala de Joe, Paul e Patrick conversavam sobre o que havia acontecido. Paul conversou com Joe havia uns dias, e estava contando a Patrick o que ele havia decidido. Patrick ficou surpreso e admirado pela atitude de Joe.

Demi resolveu ir buscar uma revisão com Selena no andar de cima e passou pela porta da sala de Joe. Ela queria entrar, mas não conseguia. Parada em frente a porta ela ouviu vozes e chegou mais perto para poder compreender o que diziam.

– Ele realmente fez isso Paul?
– Fez, eu achei absurdo eu confesso, mas depois entendi o que ele queria e quando me dei conta eu acabei aprovando. Estou muito orgulhoso do filho que criei.

Aquilo deixou Demi possessa, como ele falava aquilo pro seu pai e ele concordava depois de tudo que passou? Entrou feito um furacão na sala assustando os dois homens presentes.

– Você realmente está orgulhoso pela cagada que o seu filho fez?
– Demi...
– Pai não se mete, aliás, como você é capaz de concordar com ele? Pai o filho dele me fez de palhaça na frente de um monte de gente, dos nossos amigos, de vocês, sinceramente eu não entendo.
– Se você me deixasse falar entenderia
– E o que vai dizer? Que foi um erro, mas que ele fez o certo? Me diz que mentira ele te contou pra te convencer disso.
– DEMETRIA JÁ CHEGA! – Paul esbravejou assustando a garota que parou de falar no mesmo momento – Eu estou cansado de ouvir você falar e ser tão injusta com o meu filho, você não tem idéia do quanto ele estava sofrendo. E pelo jeito não sabe de nada sobre o caráter dele.
– Paul – ele suspirou tentando se acalmar – Ele me largou no altar, por acaso isso é uma atitude louvável?
– Não, e você tem todo direito de estar com raiva, mas ele fez o que fez porque você não o ama Demi.
– O que?
– Ele me contou a verdade, me disse que o namoro de vocês era uma farsa pra que a sua mãe não sofresse mais com a doença dela, pelo menos foi esse o motivo que ele me deu – Ela assentiu com a cabeça – E bom, ele queria que você fosse feliz, e sabia que você não o amava e queria desfazer tudo isso. Ele então desistiu pra que você pudesse correr atrás da sua felicidade, e Demi, ele fez mais que isso.
– Como assim?
– O seu pai pode te explicar melhor
– Filha, o Joe me procurou uma semana antes do seu casamento, ele me disse que o acordo ainda estava feito, mas me fez uma exigência: Que quando eu reconhecesse em cartório a venda das ações, que eu as colocasse no seu nome. E foi o que eu fiz. Você agora tem metade das ações da People Demi, a outra metade continua com o Paul. Tenho certeza que você vai saber como cuidar muito bem dela, e acho que Joe também sabia, já que te entregou.

Demi estava perplexa, porque ele havia feito aquilo? Ele sempre quis ter a revista pra si, porque agora que ele teve a chance fez isso. Lembrou-se do dia que seu pai havia dito, ele havia mentido sobre onde esteve. Ele estava com Patrick e não com seu pai como havia falado. Ela estava confusa e não sabia o que fazer. 

– Você já se tocou ou quer que eu desenhe? Ele te ama menina, eu discuti com ele por ter feito essa burrice, mas então ele me explicou que apenas queria que você fosse feliz, porque ele te amava. Juro que ele não fosse meu filho e eu não soubesse o tanto de mulher que ele já pegou, acharia que ele era gay. Nunca vi o Joseph assim. Não sei o que você fez Demi, mas deu certo porque meu filho está louco de amor por você. Ele se sacrificou pra que você pudesse ser feliz e agora está sofrendo. Eu só espero que essa viagem faça bem à ele.

Espera aí, viagem? Novo país?

– Espera Paul, como assim viagem? Onde é que ele está indo?
– Ele não te disse? Esta indo embora dos Estados Unidos, de vez pelo que me disse.
– Como assim pra sempre? Eu não... Não quis falar com ele essa semana – ela disse de cabeça baixa
– Ele vai pra Inglaterra, recebeu uma proposta de trabalho lá.
– O que? Não, ele não pode ir, eu, eu preciso fazer alguma coisa, Paul onde ele está? Eu preciso falar com ele. – ela dizia aflita
– Bom, acho que essa hora ele já deve estar no aeroporto, o vôo dele parte em menos de meia hora, então se você quer vê-lo e melhor cor...

E ela já havia saído correndo pelo corredor a fora, Patrick olhou o amigo que estava parado na porta, chegou perto dele e olhou pro elevador a tempo de ver Demi entrar correndo feito uma maluca dentro dele.

– Ele não vai embora pra sempre, vai?
– Não exatamente.
– Então porque disse aquilo?
– Porque sua filha é tão lerda quanto o pai dela, o que significa que ela precisava de um empurrãozinho pra ir atrás da própria felicidade.
– Eu vou fingir que não entendi o comentário que você acabou de fazer apenas porque eu também queria que ela fosse.
– É por isso que você é meu melhor amigo – ele disse rindo.
– Seu babaca! – ele respondeu rindo também-
– Ah que ótimo as ofensas começaram, bom o babaca aqui vai te convidar pra almoçar então vamos parar com os elogios sim? - ele disse rindo.
– Ótimo porque o lerdo aqui está com fome – ele disse rindo enquanto andava lado a lado com o amigo em direção ao elevador.

Demi corria feito uma maluca pelo transito de Nova York. Tentava chegar o mais rápido possível ao JFK Airport para tentar impedir Joe de ir embora. Ela estava desesperada e andava contra o relógio. Milagrosamente vinte minutos depois, ela estacionava o carro de qualquer jeito do lado de fora e entrava correndo, e a multa e o reboque do carro que se fodessem depois.
Corria em meio à multidão tentando encontrar Joe. Foi então que o avistou sentado em um banco com a mala ao lado, pensativo próximo ao portão de embarque. Ela correu em meio a um mar de gente, mas que merda, porque logo agora metade de Nova York resolveu viajar de avião? Depois de alguns bons minutos de “Com licença” e “Me desculpe” ela finalmente chegou até onde ele estava sentado.

– Joe – ela estava ofegante de tanto correr e ele se assustou ao vê-la ali parada.
– Demi? O que você está fazendo aqui?
– Vim dar adeus pros aviões decolando... PORRA JOSEPH! EU VIM FALAR COM VOCÊ NÃO É OBVIO?
– Desculpe, é que é estranho já que você não quis me ver nem atendeu as minhas ligações.
– É, eu não queria mesmo te ver.
– Então o que voc..
– É verdade o que seu pai me disse? É verdade que você pediu pra que as ações da revista fossem nominadas a mim?
– Ah, claro, a revista. Será que por um momento você pode parar de pensar em si mesma e nessa maldita revista?
– Hey, não fale assim comigo, você sabe muito bem o que essa revista significa pra mim
– Exatamente, ela significa mais que qualquer coisa Demi, incluindo a mim.
– O que? Do que você ta falando?
– Disso, do fato de você estar tão preocupada com a sua amada revista e tentando arranjar um jeito de não perdê-la que acabou não enxergando que havia um homem do seu lado completamente apaixonado por você.
– Joe...
– É isso mesmo Demetria, eu te amo. Satisfeita? Você venceu o jogo, pode comemorar.
– Eu não quero ganhar nada Joe, você poderia ter me contado. Eu teria entendido, mas você resolveu me humilhar publicamente não é? Achou que essa vingança seria o bastante pra mim. E nem vem com essa porque você nunca me falou sobre amor, pelo contrario, fazia o possível pra deixar claro que você não amava ninguém.
– Você PIROU? Por mim eu não teria saído daquela igreja, qual parte do EU TE AMO você não compreendeu? Eu não queria te humilhar, eu queria te deixar livre pra ser feliz e me poupar da dor de ver você desistir assim que voltássemos da lua de mel. E eu só me dei conta de que te amava pouco tempo antes do casamento.
– AI QUE MERDA JOE! Porque você não me disse nada? Eu poderia.. Eu..
– Você o poderia o que Demi?

Demi não sabia o que dizer, queria poder abrir o coração e dizer o que sentia, mas ainda tinha medo de se entregar. Ela então fez a primeira coisa que veio a cabeça. Ela deu um passo e o beijou com vontade, o segurando pela lapela da jaqueta que ele vestia. Ele correspondeu o beijo a altura e terminou com selinhos demorados. Enquanto acabavam de ouvir chamarem seu vôo.

– Fica, não vai embora - ela sussurrou ante a seus lábios ainda de olhos fechados e testa colada na dele.
– E porque eu deveria ficar? –ele também sussurrava.
Embora estivessem rodeados por um barulho infernal, conseguiam se ouvir perfeitamente em meio ao caos.
– Porque...porque... – ele deu um longo suspiro e se separou dela que abriu os olhos assustada.
– Três palavras, sete letras. Diga e eu sou seu.
– Eu.. Eu..

–Adeus Demi.


XXX
É isso aí! Demi acabou com as chances de ser feliz ao lado dele. #sóacho
Bom meninas, Leka e eu amamos os comentários e ela que me MANDOU postar hoje, tá? Agradeçam a ela. ;)

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Capítulo 26: I Hate You, Don't Leave Me



(Botem para carregar a música >>> SaySomething 


Uma semana se passou correndo e chegou o tão esperado casamento de Joe e Demi.
O dia foi uma correria imensa, não só pelas famílias responsáveis pela organização, mas pela adrenalina dos noivos que estavam loucos enquanto se arrumavam. Demi apesar de tudo estava feliz, aquele casamento não seria de todo uma mentira, já que ela amava Joe e tinha consciência disso. Mas se via preocupada em como seria sua vida dali em diante. Será que ela estava disposta a lutar para fazer com que Joe a amasse também? E por sua vez Joseph estava desesperado, estava sofrendo por saber que tudo aquilo não passava de uma mentira. Ele queria que Demi o amasse, que ela desejasse aquilo tanto quanto ele desejava agora, mas ele sabia que era em vão, e sua consciência o alertava do que era o certo a se fazer.

Todos já estavam na igreja, que foi fortemente guardada por seguranças para que a imprensa não penetrasse. Era uma precaução, já que eles não revelaram a data da cerimônia e fizeram questão de que todos os convidados fizessem o mesmo. Nicholas e Selena estavam juntos no altar, eram padrinhos de Demi assim como Miley e Zac que eram os padrinhos de Joe. O noivo estava muito nervoso e todos pensavam que era por causa do casamento. E era, mas por motivos diferentes. Quando a musica começou a tocar, Demi entrou acompanhada por Patrick que sorria contente. Joe olhou em sua direção. Ela olhou em seus olhos e sorriu. Ele pensou nunca ter visto tamanha beleza na vida a não ser quando olhava as estrelas na praia, ou de um lugar bem alto.
Ele sorriu também, mas um sorriso torturado, por saber que ele não poderia sacrificar a felicidade da mulher que ele tanto amava por puro egoísmo. Suspirou sabendo que ia se condenar a ser infeliz pra sempre, pois ela era a única pessoa capaz de fazê-lo feliz. Mas ele percebeu que preferia ser infeliz pra sempre, a ver a mulher que amava sofrer. Então decidiu que aquele era o momento. Demi se aproximou, Patrick o cumprimentou e foi para seu lugar no altar. Ela sorriu pra ele, que retribuiu forçadamente, Demi logo percebeu que havia algo estava errado. Ela podia ver em seus olhos. Ele parecia torturado, com algum tipo de angustia em seu olhar.

(Dê play na música)

– Caros irmãos, estamos aqui neste dia para celebrar a união de dois corações apaixonados...

“Say somenthing, i’m giving up on you
'll be the one, if you want me to
Anywhere, I would've followed you
Say something, I'm giving up on you”

– Joseph você aceita Demetria como sua legítima esposa, para ser fiel, ama-la e respeita-la todos os dias de sua vida?

“And I, am feeling so small
It was over my head
I know nothing at all

And I, will stumble and fall
I'm still learning to love
Just starting to craw”

– Não
– O que?
Demi estava espanta, chateada.. ela não sabe o que pensar no momento.
– Eu… Eu não posso Demi, Não posso fazer isso.
– O que? Por quê?  
– Porque não é o certo.
– Joseph, isso não é hora de você bancar o certinho. – ela dizia visivelmente assustada assim como todos ali presentes.

“Say something, I'm giving up on you
I'm sorry that I couldn't get to you
Anywhere, I would've followed you
Say something, I'm giving up on you”


– Demi, isso não devia ter chegado a tanto.
– Ah, e agora que você percebe isso?
– Eu não devia ter levado isso adiante..
– Então agora você vai desistir é isso? Vai me humilhar na frente de toda essa gente?
Ela já dizia aquilo com os olhos marejados, não pela vergonha ou pela humilhação que sofreria, mas por entender que ele a deixaria.


“And I will swallow my pride
You're the one, that I love
And I'm saying goodbye”


–Demi, isso é o certo a se fazer, o melhor, pra nós dois.
–Joe – ela sussurrou sentindo a primeira lágrima descer por sua bochecha.
Ele a limpou acariciando seu rosto uma última vez
–Me perdoe – ele sussurrou torturado.
Segurando sua mão ele deu um beijo em sua bochecha e virou as costas, indo embora o mais rápido que podia daquela igreja sob os olhares curiosos dos convidados, e o olhar dolorido da pessoa que ele havia deixado. Da mulher que ele gostaria que corresse e lhe dissesse pra ficar, mas que apenas observou em lágrimas com o coração quebrado enquanto ele ia, aquela que mesmo querendo fazê-lo ficar, o deixou partir.

“Say something, I'm giving up on you
And I'm sorry that I couldn't get to you
And anywhere, I would've followed you
Say something, I'm giving up on you”

Joe entrou no carro ainda tremendo, ligou e começou a dirigir sem rumo enquanto as lágrimas caiam de seu rosto e molhavam seu fraque. Sem perceber chegou até o prédio antigo onde na semana anterior ele teve uma noite maravilhosa ao lado dela. Ele entrou e seguiu direto ao terraço. Não queria ver ninguém, apenas queria chorar e colocar pra fora toda a sua dor.  
E ele o fez.
Chorou. Não soube dizer por quanto tempo ficara ali, despejando seu sofrimento ao vento, para que talvez ele pudesse levá-lo até Deus para que ele pudesse se compadecer de sua dor, e dar a ele um pouco de paz, ou talvez, sendo um pouco abusado, que trouxesse o amor da mulher de sua vida.

“Say something, I'm giving up on you
Say something…”


****


– Demi, você está bem?
– Sim, só preciso ir pra casa.
Demi disse secando as lágrimas que ainda caiam em seu rosto.
– Eu te levo.
– Não precisa Nick, eu estou bem.
– Não te perguntei se é preciso, eu vou e pronto. Sel, você vem com a gente, certo?
– Óbvio que sim.
– Tio Patrick, é melhor o senhor ficar aqui e ajudar o Sr. Jonas com os convidados. Acho que a senhora Jonas e a tia Di estão meio perdidas ali. Nós levamos a Demi.
– Obrigada Selena, você é um amor, Nicholas obrigada pela ajuda, rapaz.
– Não me agradeça senhor Lovato, Demi é minha amiga e melhor amiga da minha namorada, não poderia deixar de ajudar.

Zac e Miley haviam ido atrás de Joe, apesar de todos estarem preocupados com Demi, eles sabiam que ele não estava bem. Nick e Selena seguiram com Demi até seu apartamento. Ao chegarem a porta do prédio, Sel impediu Demi de descer do carro.
– Demi, você está vestida de noiva, não pode descer assim.
– E o que você espera que eu faça Selena? Que eu morra dentro desse maldito carro? –Selena se calou e recostou no banco do passageiro e Demi suspirou cansada – Desculpe, eu estou nervosa.
– Tudo bem. – Selena se virou e sorriu compreensiva – Você quer que eu suba e pegue alguma roupa pra você não sair assim?
– Faça melhor Sel, pegue uma mala pequena no armário, aquela cinza que você sabe qual é, coloque algumas roupas, suficiente pra uma semana. Não quero ficar aqui, vou pra casa dos meus pais. Nick você se importa de me deixar lá?
– Claro que não Demi, eu te levo.
Selena subiu e pegou as coisas como Demi explicou, logo desceu e eles seguiram rumo à casa de seus pais.
– Tem certeza que você não quer que eu fique?
– Não Sel, eu estou bem, vá curtir seu namorado, amor.
– Tudo bem, amanhã passo aqui pra ver como você está.

Selena a deixou e saiu com Nick. Demi então tirou o vestido que foi aberto por Selena e o deixou cair ao chão. Entrou no chuveiro e assim que a água começou a cair sobre a cabeça ela finalmente se permitiu chorar abertamente. Seus soluços eram encobertos pelo barulho da água caindo e ela sentada no degrau do Box chorou até aliviar seu coração da dor. Ela sabia que ele nunca havia sido dela, mas jamais pensou que esperaria até o altar para desistir. Ela sabia que não daria certo, sempre soube. Mas depois daquela noite no terraço, sentiu um pingo de esperança de que ele pudesse amá-la, de que ela não fosse apenas um passa-tempo e uma maneira de ganhar mais poder. Chorou todas as lágrimas que podia, sofreu tudo o que seu coração permitiu sofrer, pois havia decidido que não derramaria mais nenhuma lágrima quando saísse dali, que não sofreria por alguém que não valia nem suas lágrimas, nem o seu amor.

****

Zac e Miley encontraram Joe entrando no carro no centro e logo foram ao seu encontro. Era visível o estado deplorável em que se encontrava.
– Cara, o que foi aquilo?
– Aquilo fui eu deixando de ser egoísta e permitindo que pelo menos alguém pudesse ser feliz, Zac.
– Eu devia te bater pelo que você fez com a minha amiga, mas vejo que você mesmo já esta se castigando o suficiente.
– Obrigado, eu acho
– Bom, melhor você ir pra casa, eu vou ligar pro seu pai e avisar que você está bem.
– Valeu cara, se eu ligar eles vão me encher de perguntas.
– Tranquilo cara, vai la.

Joe chegou em casa, tomou banho e pôs uma roupa qualquer. Queria tanto explicar direito as coisas a ela, não queria que ela se magoasse. Mas sabia que ela o odiaria pra sempre por isso.



XXX
Sim, isso não é pegadinha! ele a deixou no altar.
São dois idiotas #sóacho
Esse capítulo é contra indicado em casa de suspeita de choro compulsivo ou ataque cardíaco.
COMENTEM E EU POSTO! 

domingo, 3 de agosto de 2014

Capítulo 25: I Hate You, Don't Leave Me


Algumas semanas se passaram após o “acordo” feito entre Joe e Patrick.
Demi assistia sua mãe e a mãe de Joe preparar tudo para a cerimônia e estava se sentindo perdida no meio daquele caos. Estava confusa, não sabia se aquilo era certo.

Casar sem amor?

Ela não queria isso, mas também não queria desfazer o acordo, pois seu pai dependeu disso para garantir mais alguns anos de vida para a sua mãe que por sinal estava radiante com tudo aquilo. Ela estava bem melhor e o médico havia dito que a doença havia regredido bastante depois da cirurgia. Joe não se pronunciava a respeito e ela também não queria discutir. Por incrível que pareça eles estavam se dando bem e ela gostava de acordar em seus braços todas as manhãs. Tinha se acostumado com sua presença e seus costumes esdrúxulos. Ela se sentia segura, protegida, e desde o incidente com o vizinho ela tinha ficado com medo de ficar sozinha muito tempo.

Pensando bem, até que não era de todo ruim a ideia de ter Joe como marido. Ele era uma boa companhia quando não tentava bancar o idiota. Era carinhoso e vamos admitir, fazia o melhor sexo oral que ela já viu na vida, alias, ele fazia qualquer sexo com a maestria de um mestre. Além disso, ela nutria um grande carinho e gratidão por ele ter salvado sua vida e cuidado dela.
Pelo menos era isso que ela pensava.

Joe por outro lado estava desesperado, não conseguia parar de pensar no que ia fazer de sua vida. De uma hora pra outra ele estava apaixonado e não sabia o que fazer. Ele que tanto tempo disse pra si mesmo que nunca iria ser pego pelo Lovebug, estava completamente e irremediavelmente apaixonado por Demetria. E ele se deu conta disso, quando se viu pagando até o que não tinha, para devolver o sorriso ao rosto dela.

Ele pretendia comprar a revista, claro. Mas não agora, não assim. Só que ao ver as lágrimas dela de desespero no hospital, ao ver seu rosto tomado pelo sofrimento, ele sentiu como se seu coração fosse ser esmagado. Morreu de angústia por não poder fazer nada para aplacar seu sofrimento naquele momento. E ao se dar conta de que aquilo poderia trazer um pouco de paz a ela, pelo menos temporariamente, ele não hesitou em fazê-lo. Foi aí que percebeu que era isso o que as pessoas faziam quando amavam alguém de verdade. Elas fazem tudo para ver o outro feliz. É claro que ele queria estar ao lado dela pra sempre, pois agora sabia e entendia que aquilo era amor. Mas sabia que ela não concordava, que ela não queria aquele casamento, que era uma farsa. E ele passou todo esse tempo se torturando, pois estava confuso entre fazer o que era certo, ou ser egoísta e pensar apenas em si. E não sabia o que fazer.

Era um sábado e Joe havia passado todo o dia fora. Demi estava em casa entediada e revoltada por ele tê-la deixado sozinha. Faltava uma semana exatamente pro casamento e os dois estavam com os nervos à flor da pele. Tanto por seus conflitos internos, quanto pela recomendação do padre de não manter relações até o dia do casamento. Joe entrou cansado em casa, mas satisfeito. Ele havia preparado uma surpresa pra ela, estava bem mais romântico depois de se descobrir apaixonado, Demi percebeu a mudança e estava adorando, mas nesse momento ela queria matá-lo por deixá-la sozinha em casa.
– Posso saber aonde você se meteu? E nem adianta dizer que estava com o Zac, porque eu liguei pra ele mais cedo.
– Eu não estava com Zac, tive que resolver uns assuntos e acabei demorando mais do que o planejado.
– Espero que esses seus assuntos não usem perfume barato e tenham facilidade em abrir as pernas – ela falou
Logo indo para a cozinha possessa enquanto ele sorria atrás dela.
– Está com ciúme?
– EU? Ah, pelo amor de Deus Joseph, eu apenas não quero meu nome jogado na lama e sendo chamada de corna por aí, não se esqueça que pro resto do mundo somos um casal.
Ele rapidamente deu um passo e a abraçou por trás, beijando seu pescoço delicadamente.
– E pra você Demi? Pra você somos um casal? – Demi suspirou, se virou alcançando seus botões, começando a brincar com eles, sem olhá-lo nos olhos.
– Eu não sei Joe, sinceramente, não sei nomear o que temos. – Joe suspirou dessa vez.
Como ele queria que ela dissesse que sim eles eram um casal, que ela estava com ciúmes e que ele era só dela, porque ele era. Agora era.

– Eu fui buscar os ternos com meu pai, ele me pediu pra tomar uma cerveja com ele e eu fui. Fazia um tempinho que não nos víamos então acabei me atrasando.
– Você poderia ter deixado um bilhete, você sempre deixa um bilhete quando precisa sair antes de eu acordar. – ela disse manhosa fazendo Joe sorrir – Fiquei preocupada.
– Eu sei, eu na correria acabei esquecendo, me desculpe sim? – ele se aproximou e lhe deu um beijo calmo que foi prontamente correspondido.
– Tudo bem, na verdade foi até bom porque você iria morrer de tédio junto comigo. Odeio sábados, eu não faço nada de útil e não saio durante o dia. – Joe riu do comentário.
– Acho que você é a única pessoa no planeta que odeia sábados, bom já que a senhorita está entediada vamos fazer algo, vá se arrumar, nós vamos sair.
– Vamos? – Seus olhos brilharam e Joe abriu mais o sorriso – e aonde vamos?
– Bom isso é surpresa, eu vou me arrumar em casa pra ser mais rápido sim?
– Joe você sabe que eu odeio surpresas - ela disse emburrada.
– Não se preocupe, dessa você vai gostar.
Ele então saiu deixando uma Demi emburrada pra trás.
Ele se arrumou rapidamente e esperou mais vinte minutos até que ela estivesse pronta.
– Vamos?
– Você não vai me dizer, né?
– Noop
– Ai você me irrita sabia? – ela comentou
E se encaminhou porta com ele logo atrás que a abraçou e falou em seu ouvido.
– Sabia, e sabia que você fica linda assim irritadinha?
– Sai seu chato, me deixa fechar a porta – ela disse sorrindo.
Joe dirigia concentrado enquanto Demi o olhava discretamente e pensava quando ele havia ficado tão lindo? Joe era completamente diferente do que ela pensava e especialmente do que mostrava as pessoas. Ela conhecia um lado dele que poucos conheciam. E ela estava completamente encantada por ele. Não podia negar, estava gostando demais da ideia de se casar com ele, mesmo que não fosse exatamente “real”.
Quarenta minutos depois eles chegaram ao seu destino, um prédio antigo no centro de Manhattan.
– O que estamos fazendo aqui?
– Você já vai saber – disse ele enquanto entravam no elevador-
– Wow!

Foi o que Demi conseguiu dizer ao entrar no telhado do prédio. Joe havia preparado um jantar ao ar livre. O prédio era bem alto e no meio da cidade, então a vista era incrível. Demi estava encantada olhando pra tudo quanto Joe falava com o senhor que cuidou das coisas para ele enquanto ia buscar Demi.
– Obrigado Antonio, está tudo certo.
– De nada senhor Jonas, a comida está quente e o vinho no ponto.
– Ótimo, mais uma vez obrigado
– Por nada, vou descer agora, aproveite o jantar e me chame quando precisar.
– Pode deixar.
Joe chegou por trás dela e a abraçou. Ela sorriu e encostou sua cabeça no peito dele.
– Joe esse lugar é incrível!
– É sim, eu adoro esse prédio, gosto de vir aqui pra pensar, é mais perto que Jersey – ele disse sorrindo e ela também sorriu – Vamos comer?

O jantar seguiu com conversas e risadas, os dois aproveitaram tudo e ficaram por um tempo admirando à vista abraçados. E ali naquele momento, Demi percebeu o quanto estava feliz naquela noite, e que não queria estar em nenhum outro lugar, com ninguém mais. Que era ele a causa do seu sorriso por nada ou qualquer coisa, que ela adorava brincar de brigar com ele todos os dias, só pra poder fazer as pazes com um sexo incrível. Que era pra ele que ela corria quando estava com medo ou perdida, era seu porto seguro, e amava estar em seus braços. Ela percebeu que aquele imbecil era o cara mais perfeitamente imperfeito que ela já teve, que aquele idiota era o cara com quem ela queria estar sempre. Em resumo, ela amava aquele retardado e não mudaria nada.
Os dois voltaram pra casa pensativos, e fizeram todo o caminho em silencio, mas um silêncio bom, onde de vez em quando trocavam olhares e sorrisos. Joe a levou ata a porta e parou pra se despedir, não estavam dormindo juntos todos os dias.
– Bom, boa noite.
– Boa noite Joe, obrigada pela surpresa, eu amei, salvou meu sábado.
– Ah não foi nada, eu gosto de ver você sorrir.
Ele se inclinou e deu um beijo bem demorado, onde nenhum dos dois queria parar, mas o ar foi faltando e eles se separaram com selinhos.
– Joe?
– Sim?
– Será que você pode,er... Bom você pode dormir aqui hoje?
– Demi, eu não sei..
– Por favor? Passei o dia todo sozinha, não quero dormir sozinha hoje. Você dormiu em casa toda essa semana e eu não reclamei.
– Esta bem, vou só pegar uma roupa, sim?
Ela sorriu radiante e entrou em casa.

Joe pegou suas coisas e foi para o outro apartamento. Ela já estava no banho e ele esperou que ela saísse para entrar e tomar o seu. Os dois se deitaram em silencio, e Demi se aconchegou em seus braços. Joe estava péssimo, toda vez que ele a sentia tão perto ele ficava com vontade de gritar aos quatro ventos que a amava. Mas não podia, não devia, ela não sentia o mesmo e se houvesse algum tipo de sentimento seria no máximo carinho, e ele não aguentava mais esse sofrimento. Enquanto isso, Demi se via as voltas com sua nova descoberta e o que iria fazer com ela. Ela sabia que estava sendo usada apenas, que ele apesar de ser tão fofo e carinhoso, não a amava, e sabia que tinha cometido o maior erro de sua vida se apaixonando por ele. Mas enquanto sua vida não entrava no abismo sem fim, ela aproveitaria ao máximo o tempo ao lado dele.
– Joe? – Demi chamou em um sussurro para saber se ele ainda estava acordado.
– Huum.. – respondeu Joe
Cuidadosamente ele abraçou mais a mulher em seus braços.
– Boa noite . – De se aconchegou em seu peito.
– Boa noite, Demi.

E assim adormeceram pensando em suas novas descobertas.


***
Então meninas, é isso mesmo! Só mais cinco capítulos mais um epílogo e essa fic vai terminar.
Vejam que eles já fizeram novas descobertas, a mãe de Demi está bem melhor e o casamento está cada vez mais perto! O que será que esses dois vão aprontar até lá?
Descubram comentando, minhas princesas!

Amo vcs <3 nbsp="">

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