quarta-feira, 24 de julho de 2013

Capítulo 37:



Passaram a noite falando sobre o bebe que estava na barriga de Demi. Caroline fazia planos para o quarto do bebe na casa dela e Demi achava aquilo tudo muito louco, mas nem se importava. Deixaria a menina sonhar acordada, era o melhor que tinha a fazer.
Logo o cansaço tomou conta de Caroline e a garota acabou dormindo com a cabeça apoiada nas pernas de Demi.

- Carol, acorda meu anjo. – Demi disse.
- O que?
- Vamos dormir numa cama confortável. – disse Demi levantando e com Caroline atrás de si.
Logo já estavam dormindo como dois anjinhos.

Na manhã seguinte, Demi acordou com o barulho da campainha freneticamente. Não podia levantar depressa, mas aquele barulho a incomodava. Se alguém não estivesse morrendo, ia morrer. Demi levantou rápido sentindo a tontura e se sentou novamente.
- O que foi, Demi? – perguntou Carol acordando.
- Nada. Deve ser algum idiota querendo quebrar minha campainha. – depois que Demi sentiu seu corpo, levantou pegou o hobby e desceu as escadas tranquilamente. Avistou no olho mágico a figura de um Joseph e um Lucas sorrindo travesso.
Abriu a porta brava.
- Por acaso, se apaixonaram pela minha campainha? – perguntou Demi com a pior cara.
- Bom dia para você também, princesa... E não, minha paixão está dentro da casa. Por que demorou para atender? – Joe disse entrando indo em direção à cozinha com Lucas do seu lado, ambos carregavam sacolas.
- Eu estava dormindo. – disse naturalmente.
- Então, está atrasada.
- Bom dia, Lucas. – beijou a testa do garoto e subiu para acordar Caroline e se trocar.
Depois de um banho rápido, desceu.

- Não entendo o que faz aqui, Joe. - perguntou Demi quando entrou na cozinha, sentiu o estomago virar de ponta cabeça com o cheiro do café que Joe preparava. Ela voltou e correu para o banheiro, que era o mais próximo.
- Está melhor? – perguntou Joe segurando seus cabelos.
- Sim, estou... – Demi levantou para escovar os dentes.
- Desculpe pela grosseria de ontem. Agi feito um idiota.
- É normal vindo de você. – disse grossa.
- Eu quero assumir a criança.
- Não precisa fazer isso por obrigação.
- Eu vou assumir, já disse. Eu quero assumir o meu filho, alias, não poderia ter mãe melhor para um bebe do que você, Demi. – ela estava tonta com aquela declaração, mas sabia que ele só queria ser legal, como sempre era.
- Obrigada por...
- Não tem que agradecer.
No fundo Demi sabia que era só a obrigação de ser pai. Aquele cara todo grosso e estressado que saiu noite passada não era o mesmo que estava ali. O cara da noite passada odiou a ideia de ser pai novamente e esse estava disposto a assumir seu filho. Deveria ficar contente ou somente aceitar com um sorriso nos lábios?

Tomaram o café conversando normalmente, quer dizer, era só o que parecia, pois Demi não sabia o que fazer quando Joe se declarou pai do filho de Demi na mesa. Caroline, que já sabia, se comportou como se nada soubesse e Demi achou o comportamento de Lucas estranho, como se ele fingisse algo. Joe tinha contado para ele e tentou agir como Caroline.

- Sem quebrar nada, sem correr pela casa e sem brigas. Você estão grandes de mais para brigar como crianças. – disse Joe na hora de ir para revista.
- Sim, pai. – disse Lucas.
- Joe, deixa eles se divertirem estarão na minha casa e eu deixo vocês correrem se quiserem, só não pode brigar mesmo. Nessa parte Joe ter razão.
- Tudo bem, Demi. – disseram os dois juntos.

- Não pode me desautorizar assim, Demi. – disse Joe entrando no carro.
- Você não deixa eles se divertirem. Poxa estão de férias, Joe. – ela se justificou.
- Já vi que teremos problema na criação do nosso filho. – Só de ouvir isso o coração da mulher acelerava. – Temos que criar estratégias para quando não gostarmos do que o outro diz, senão nosso filho vai ser muito bagunceiro. Será que vai ser menino ou menina?
- Não sei, Joe... É cedo para a gente descobrir. Mas se você pudesse escolher qual seria? Pergunto por que teve oportunidade de criar os dois juntos.
- Bom, criei Lucas e Caroline e quem me deu menos trabalho foi Carol, mas Mi e Liam dizem que Júlia que dá trabalho. Acredito que não depende do sexo... Mas eu queria mais um menino. Adorei ensinar ao Lucas a jogar futebol e basquetebol, espero estar em condições físicas para ajudar o próximo. – Joe passou a mão suavemente pela barriga dela. Demi quase chorou. Esperou tanto tempo por esse momento. – Estaremos mais juntos nessa, Demi. Você prefere o que?
- O que? – Demi estava absorvendo cada palavra.
- Prefere menino ou menina?
- Joe, eu não sei... Eu sempre quis ter um filho, mas nunca pensei qual sexo eu preferiria. Pensava que eu poderia ter quantos eu quisesse.
- E agora? Se quiser a gente pode tentar outro depois desse. – disse brincando.
- Joe! – ela brigou. – É serio, eu vou ficar feliz se ele nascer com saudade e em um ambiente bom.
- Concordo com você e a partir daí quero te fazer um convite. Convite não... Intimação. Vem morar comigo, Demi? Pelo menos, até o bebe ficar maior. Eu não consigo deixar você sozinha, vou ficar preocupado, muitas coisas podem acontecer com uma mulher gravida sozinha. E se você preferia, podemos nos mudar para  a sua casa. Só não me peça para te deixar sozinha... Você não tem escolha. Se não quiser ir, nós invadiremos a sua casa.
- Joe, que situação! Teremos um filho e quer que compartilhemos a mesma casa? Como um casal normal, como uma família normal.
- É... eu sei que parece meio louco, mas é questão de segurança. Pense no nosso bebê.
- Tudo bem, Joe... Eu vou pensar com calma, e resolveremos esse assunto.

O elevador da revista abriu no andar deles, Joe foi logo gritando.
- Eu serei pai de novo! – foi motivo de espanto para todos. Inclusive Mi e Selly que só sabiam que Joe tinha saído nervosa da casa de Demi. Ambas estavam prontas para dar uma bronca em Joe, mas era Demi quem precisava de uma por não ter contado o restante da história.
Todos vieram ao encontro de Joe para saber quem era mãe e de como surgiu esse filho. Demi saiu de fininho e entrou na sala de Selena, quer dizer, ela mandou Demi entrar.

-... E foi isso que aconteceu! – terminou de contar a história.
- Confesso que Joe tem razão, morar sozinha gravida é arriscado, principalmente na sua idade, Demi. Sei que não somos tão velhas assim, mas é melhor prevenir.
- Infelizmente, ele tem razão. Não chamo você para morar na minha casa, porque eu não tenho espaço para você. Todos os quartos estão ocupados.
- Meninas, não se preocupem com isso. Eu vou morar com ele, não se preocupem. Eu só... estou com medo. Depois de tanto tempo que esperei para ter meu primeiro filho não esperava que fosse dessa maneira. Sei que estão preocupadas, confesso que me assusta também. Joe e eu éramos amigos, de repente somos pais. Se eu não tivesse com um filho do Joe, se a inseminação tivesse dado certo, Joe não iria me chamar para a casa dele. Não mandaria Carol para lá... A preocupação é com o filho dele.
- Não, Demi... Joe estava muito nervoso com essa sua história maluca de querer ter um filho sozinha, por isso, às vezes reagia daquela maneira. Já havia desabafado comigo muitas vezes sobre isso, depois que contou para nós o que pretendia fazer. Quando nos disse que havia contado ao Joe, achamos que ele se comportaria de outra maneira.
- O que Selly esta querendo dizer, é que Joe teria te chamado sim. Ele estava preocupado com você.
- Não consigo acreditar.
Quando voltaram as atividades normais, todos cumprimentaram Demi pela gravidez, menos Ashley. Todos achavam um absurdo com quase quarenta anos e estar gravida do primeiro filho. Demi nem ligava pelos cochichos que conseguia escutar, estava adorando a sensação de ter um filho, o seu filho. Nada lhe afetaria.




Capítulo 36:



- Eu sei que é difícil para você, já que você não queria, mas  nós... –Joe interrompe como se não prestasse a atenção. Isso era um mal sinal, ela pensava.
- Há quanto tempo você sabia disso?
- Duas semanas. Lembrando quando me levou na médica? Foi logo quando Ashley mentiu dizendo que estava grávida. Esse é também um dos motivos que eu não quis contar, queria que se acalmasse.
- Devia ter me contado, Demi. – ele não estava feliz. Seu rosto não tinha expressão, até tinha mas Demi não conseguia decifrar.
- Eu sei, mas eu tive medo. Eu sei que não quer mais um filho, não quero que se sinta obrigado a assumi-lo, se quiser ninguém mais vai saber que você é o pai. Eu não me importo com isso.
- Depois de uma noticia dessas, você diz isso. Não gostou de ser eu o pai do seu filho? Queria ter me escolhido no catálogo como iria fazer? Deve ter ficado decepcionada, não é Demi?
- Não, Joe... Eu
- Não minta para mim. Odeio isso! – disse num tom mais alto.
- Joseph, se não gostou... Ninguém vai saber! Agora que sabe a verdade, sabe que estou gravida, acho que não tem mais nada para você fazer aqui. Pode ir!
- Não, precisamos conversar.
- Eu só vou conversar com você, quando falar comigo com respeito.- Não parecia, mas Demi estava querendo chorar. O que ela não queria estava acontecendo. – Não precisa assumir o MEU filho, não precisa olhar e nem falar comigo, Joe. Eu já esperava isso de você.
- Porque não tomou o anticoncepcional, Demi? Poderíamos estar evitando essa conversa.
- Eu estava fazendo o tratamento para a inseminação. Não venha colocar a culpa em mim, quem sempre me procurava na sua casa? Quem se esqueceu do meu tratamento? Foi você.
- Você aceitou na boa, Demi.
- Não quero falar com você. Pode ir embora, Joe.
- Eu vou, mas amanhã iremos conversar sobre isso. – ele saiu da casa dela.
A vontade que ela tinha de chorar se transformou em raiva, e teve vontade de jogar algo na parede que pudesse se quebrar.
Ligou para Selena e depois para Miley contando o que acontecendo, já tomando a decisão de esconder dos outros a paternidade de seu filho. Joe não iria querer a criança.
Depois de um banho, ligou para a pizzaria, e assim que a pizza chegou. Veio um brinde com ela.
- Caroline! – Demi disse assuntada quando viu a garota com a caixa de pizza na mão. – O que faz aqui?
- Papai me mandou. Disse que tinham brigado, só não entendi a parte do não te deixar sozinha.  – ela disse colocando a pizza na cozinha.
- Como foi o passeio hoje?
- Maravilhoso. Íamos comer pizza, mas a Anna e a Julia não queriam mais, queriam ir para casa.
- E você?
- Eu queria e, pelo visto, vou comer pizza.
- Vou colocar refrigerante para a gente.
- Por que você e meu pai brigaram de novo?
- Dessa vez, foi seria a nossa briga. Tem um assunto um pouco grave, diferente das outras vezes.
- Eu percebi que ele estava longe demais. Por que ele disse que não queria deixar você sozinha?
- Sabe que apesar de sempre brigarmos, nós somos melhores amigos e sempre queremos o bem do outro. O fato é que eu... Estou gravida, Carol. Ainda é segredo, não conta para ninguém, e seu pai sabe disso e ele nunca gostou da ideia de eu ter um filho. – Demi deu uma mordida no pedaço de pizza.
- Parabéns, tia Demi. – a menina abraçou a mulher feliz da vida.- Deve estar muito feliz!
- Sim, estou.
- Pensei que você ia fazer a inseminação mais para frente.
- É... – Demi disse somente e a menina estava com a cabeça funcionando.
- Você... Está gravida do meu pai. – não era uma pergunta, era mais uma afirmação. - Por isso, que brigaram, papai não gostou. – a menina riu. – Você não sabe mentir, nem tente.
- Não pode, não deve contar isso para ninguém, Caroline. Seu pai e eu não resolvemos essa situação ainda.
- Vai acabar tudo bem. Isso explica o sorrisinho bobo nos lábios dele.
- Do jeito que ele saiu daqui é difícil imaginar um sorriso.
- Eu vou ter um irmãozinho! – a menina gritou sorrindo.


terça-feira, 23 de julho de 2013

Capítulo 35:



- Não aqui e não agora. Não é o momento.
- Promete me contar?
- Sim, eu prometo.
Entraram no elevador e subiram juntos e em silêncio. Todos já estavam chegando e colocando a “mão na massa”. Faltavam três dias para a edição da revista mensal e todos trabalhavam feito loucos.
Demi foi para o seu lugar, lá ligou o computador e conectou o seu pendrive. Pelo menos estava quase tudo resolvido, já estava quase pronto para edição. Selena estava prestes a explodir com tanta pressão e parecia que nada dava certo.
Faltavam quinze minutos para o almoço e todos trabalhavam como se tivessem acabado de chegar.
- Demi, eu vou almoçar com um pessoal. Quer ir com a gente?- Joe chamou.
- Depende, que pessoal?
Demi conversa com todos que trabalhavam naquela revista, mas ela simplesmente não gostava das atitudes de algumas pessoas e, por isso, as evitava.
- Gabriel, Carlos, Antônio e eu.
- Joe, quatro homens e uma mulher?
- Não queria que almoçasse sozinha.
- Joe, me esquece. Eu vou ficar bem...
- Diz isso todos os dias e todos os dias você tem uma espécie de recaída. Já disse que estou preocupado com você. Vou desmarcar o almoço com os rapazes e vou almoçar com você.
- Não, Joe. – disse num tom mais alto. – Não precisa ser assim. Eu vou com Selly ou Miley. Não se preocupe.
- É Joe, estava vindo chamar Demi para almoçar. – disse Miley se aproximando. – Eu, ela e Selly. Só nós três, não adianta se convidar, porque vamos só as meninas. Pode almoçar com os caras lá do fundo. E, por falar nisso, eles te esperam.
- Viu? Eu estou bem. – Demi disse ainda brava. Ele saiu um pouco bravo.
- Controle seus hormônios. – disse Mi.
- Eu não consigo. Ele está querendo saber, Mi, mas eu não consigo contar. Eu tenho medo.
- Se você contar pode ser até melhor, ele vai diminuir a pressão.
- Não sei se consigo contar.

No almoço, Selly estava mais calma. A terapia de casal estava ajudando separar o trabalho com o laser e a família. Ela e Nick estavam indo muito bem.
- Tem que contar, Demi. – Agora era a Selly pressionando. – Ele gostando ou não, ele vai ser o pai. Se ele deixar de falar com você, ótimo. Significa que ele é fraco e não serve para ser o pai do seu filho e muito menos um companheiro. Os dois devem arcar com as consequências.
- Demi, eu sei que é muita pressão, mas a Sel tem razão.
- Tudo bem, eu sei que estou sendo infantil. Eu realmente estou com medo.
- Entendemos. Demi te daremos todo o apoio independente da opinião dele e depois que contar, você liga para a gente.
- Combinado. – Demi sorriu. – Uma das duas poderiam me dar uma carona para casa. Depois da grosseria com Joe, não sei se ele ainda vai querer me levar.
- Eu levo você, Demi. Sem problemas. – disse Miley.

Já na hora de ir embora. Tudo estava mais calmo, todos já haviam adiantado os seus trabalhos e estavam em fase de finalização. Inclusive Demi.
Demi terminou de desligar o computador e quando se levantou sentiu o chão saírem dos seus pés e tudo rodar, se sentou novamente escondendo o rosto com as mãos. Miley via tudo de longe e tentou ficar calma e socorrer a amiga.
- Demi, respira pelo nariz que melhora. – Mi disse afagando a cabeça da amiga. – Não levanta correndo, tem que ser devagar.
- Tudo bem. – Demi levantou pela segunda vez. Agora, devagar. Sorte que não tinha chamado a atenção de ninguém. – Podemos ir para casa, agora?
- Sim, podemos. Eu já vinha te chamar. – Mi sorriu.
Demi pegou a bolsa e nem foi se despedir de Joe, que não falava com ela desde o grosseria da hora do almoço.
No carro, Demi ainda estava enjoada.
- Esta melhorando.
- Um pouco.
- Daqui a pouco melhora.
- Eu sei, depois que eu dormir até amanhã ou acordar morta de fome. – riram. – E as crianças?
- Ah, eles estão no cinema agora. Júlia me ligou vão pegar a seção das sete e devem voltar lá pelas nove se não inventarem de comer pizza. Foi isso que ela me disse.
- Hum... Pizza? Deu vontade agora.
- Quer parar em algum lugar?
- Não. Eu peço lá em casa. Não quero te dar mais trabalho.
- Trabalho? Quando é que ajudar uma amiga é dar trabalho?
- Não, Mi... Eu quero ir para casa, agora. Quero dormir e quando me der fome eu peço a pizza.
Miley estacionou o carro, Demi se despediu e saiu. Ela até tentou convencer Demi de que tinha de ficar com ela, mas ela recusou e Demi acabou convencendo-a.
Demi assim que entrou jogou a bolsa na poltrona da sala e deitou no sofá maior, de três lugares.
Aquele assunto de contar ou não ao Joseph estava acabando com ela. Não queria contar, mas já havia passado um mês e logo traços de sua gravidez apareceriam e perguntas surgiriam. Já estava ficando tensa com tantas pressões. Ora era Joe querendo saber porque tanto ela passava mal, outrora eram Miley e Selly querendo que ela contasse logo ao Joe. Entretanto, o medo estava superando essas pressões, mas ela sabia que a hora estava chegando.
- O que está pensando? – ele disse afagando o cabeça dela que estava deitada no braço do sofá.
- Que tem que parar de entrar na minha casa, sem ser anunciado. – ela disse sentando devagar. O que menos precisava era de ter uma tontura ao lado de Joe.
- Só quando aprender a fechar a porta da frente. – disse ele. Sentando-se ao lado dela. Rindo.
- O que faz aqui? – Demi perguntou depois de lembrar-se do desentendimento no horário do almoço.
- Eu vim ver como estava. Saiu do prédio quase branca e ao lado de Miley. Pensei que viria comigo.
- Depois da nossa conversa, não teria clima para você me trazer, né Joe? Sei que te tratei mal, mas me perdoe.
- Demi, - Joe ficou de frente para ela agachado no chão e segurou as mãos dela. – quero que me diga o que esta acontecendo com você. Por mais que me diga que você está bem, eu sei que não está, princesa. Não minta para mim, me diz. É algum tipo de doença grave?
- Não, Joe. Mas pode ser grave para você. Por isso, não contei antes. Achei que não fosse gostar, mas espero que possa entender que isso acontece.
- Demi, quer dizer de uma vez! Eu estou preo...
- Eu estou esperando um filho seu, Joe. – disse de uma vez, quando a coragem bateu na porta.

Joe olhava ainda de uma maneira que Demi parecia que ia morrer com aquele olhar, mas morrer de agonia, pois não tinha expressão alguma. Ele, de repente, levantou bagunçando o cabelo. Finalmente, Demi pensou. Pelo menos, ele estava nervoso.



Ta aí, gente!
Obrigada pelos comentários! Eu amo vocês! *-*

Capítulo 34:




Uma hora depois, Tiffany ligou para Demi.
- Amiga, fica despreocupa. Joseph não será pai, pelo menos Ashley não está grávida. – Demi ficou tão feliz que deixou escapar um ar pesado.- Demi?
- Eu estou aqui, só estou gravando que me disse. Sabe que eu fico muito aliviada com isso, não é?
- Claro que eu sei, meu bem. Sei o quanto gosta dele, o quanto o ama.
- Eu não queria que fosse desse jeito, gostaria que as coisas entre nós dois fosse diferente, mas ele esta longe de querer alguma coisa.
- Eu notei o alivio que ele sentiu quando eu garanti que Ashley não estava grávida.
- É... Ele não quer um filho. Não quer mais. – ela disse triste.
- Eu preciso trabalhar agora, amiga. Beijos. – Tiffany desligou o telefone.
Demi foi correndo na cozinha.
- Lucas e Caroline! O pai de vocês não vai ter um filho com a Ashley! – ela disse animada. Os dois começaram a pular e se abraçar, como se fosse ano novo.
Caroline correu para colocar um som do radio, os três dançavam na sala e foi nesse momento que Joe chegou. Vendo os três se divertindo na sala. Teve uma ideia e desligou o radio.
- Eu não acredito que eu estava com o coração na mão para contar a você que, realmente, vou ser pai e quando chego aqui você estão se divertindo? – os três não aguentaram e começaram a rir.
- Pai, desculpa. – disse Lucas. – mas já sabemos que não tem bebê nenhum. – Lucas foi abraçar o Joe e depois foi a vez de Caroline.
- Não vai me abraçar, Demi?
- Não. Tem que aprender a ser mais responsável, Joe.
- Demi me dá um abraço, mulher. – Demi negou. – Sério, Demi. Eu preciso de um abraço seu.
Demi correu e Joe conseguiu pega-la a abraça-la. Se não fosse seus filhos, ali Joe tinha a beijado.... Beijado de verdade. E quem sabe teria dito o que já queria há dez anos. Seus olhares chegaram a se cruzarem e se não fosse Lucas.
- Por que não beijam de uma vez e ficam juntos? – ele perguntou. – Fica essa coisa chata de novela e filme.
Demi saiu de perto dele.
- Eu preciso... – Demi subiu correndo.

Demi decidiu que não ia mais contar ao Joe. Não naquele dia, afinal, eram só duas semanas de gravidez esperaria pelo menos darem um mês e aí sim, contaria para ele.
Bom, e o tempo passou. Demi já estava com um mês e três dias de gravidez. Tinha que contar para Joe, ainda mais que os sintomas estavam aparecendo. Os enjoos e as náuseas eram constante e como Joe, Caroline e Lucas ficavam mais tempo com ela, estavam preocupados.
Miley e Selena já sabiam que a amiga estava grávida e estavam animadas com isso, mesmo achando estranho... Estavam gostando tanto quanto Demi.
Na manhã de uma sexta-feira, Demi ainda dormia em sua casa. Joe já estava ligando para o seu celular e telefone de Demi desesperadamente, mas estava no silencioso. O telefone estava com defeito e tocava baixinho.
Demi não estava atrasada para trabalhar, pois seu relógio nem despertara, mas Joe estava preocupado, já que deixou Demi “passando mal” ir para casa sozinha. Ela que não quis a companhia dele e disse que estava bem.
Quando o relógio berrou, Demi levantou e viu a luzinha de seu celular acesa. Seu corpo estava pesado pedindo mais uma eternidade de sono, mas ela tinha que ir trabalhar. Primeiro pegou seu celular no criado-mudo, rezando para que fosse alguém dizendo que ela não precisava trabalhar, mas seria um sonho se isso acontecesse.
Haviam vinte chamadas de Joseph todas de dez minutos atrás, ela ligou imediatamente achando que era algo com Lucas ou Caroline.
- Demi?
- Sim. – respondeu somente.
- Graças a Deus, mulher! Por que não atende ao telefone?
- Estava dormindo, Joe. O que houve? Está me ligando feito um desesperado.
- Queria saber como estava. Ontem você saiu daqui pálida e com uma cara estranha.
- Já passou, Joe. Estou melhor agora.
- Mesmo?
- Claro... Nos vemos mais tarde?
- Sim, mas eu não quero que dirija. Vou passar aí e te buscar.
- Não precisa, Joe.
- Não perguntei, me espere.
- Tudo bem... Beijos. – Demi desligou.
Isso tudo porque ele não sabia o motivo de Demi estar “passando mal” desse jeito. Se soubesse que ela estava grávida, o carinho iria aumentar.
Demi quando colocou os pés no chão para levantar o resto do seu corpo, sentiu o enjoo novamente. Há uma semana esses enjoos tem sido constantes durantes as manhãs e algumas vezes a tarde e a noite. Era normal isso acontecer, mas Demi tinha medo, pois estava morando sozinha e se caso acontece algo grave, ou ela viesse a desmaiar não teria ninguém para socorrê-la a tempo. Sempre que acordava pedia a Deus que nada acontecesse de grave a ela e que pudesse afetar o seu filho e todas as noites agradecia a Deus por ter corrido tudo bem. Mas ela continuava com medo, não que não tivesse fé, era só zelo pelo seu bebê.
Alguns minutos mais tarde, Joe estava buzinando na frente da casa de Demi, ela pegou a bolsa e trancou a porta da casa.
- Bom dia. – disse entrando no carro. Caroline e Lucas já estavam no banco de trás.
- Tia Demi, está melhor? – perguntou Carol.
- Claro, foi só um mal estar passageiro.
- Esse seu “mal estar passageiro” não tá passando, Demi. Tem que procurar um médico, pode ser algo grave... Eu estou preocupado com você.
- Obrigada por se preocupar comigo. – disse sincera e morrendo de amores por dentro. Ele se preocupava com ela.
- Não entendo por que a Mi e a Selly não dizem nada. – Demi resolveu não dizer nada. – A não ser que... elas saibam mais que eu. – Demi continuou quieta.
- Pensei que hoje não tivesse aula. – Demi comentou fugindo do assunto.
- E não tem. – Lucas disse. – Nós e os outros, vamos ao zoológico e depois ao shopping.
- Hum... Que legal! Saudade de ser jovem.
- Nós vamos nos encontrar na revista. – disse Carol, tentando estender o assunto e evitar uma “briguinha” entre Joe e Demi.
Joe estacionou o carro no lugar de sempre e todos saíram. Lucas e Caroline deram um tchau rápido e correram para perto de Anna, Miguel e Daniel que haviam chegado junto a eles. Estavam animados com a ideia de passar o dia fora das rotinas normais
- Agora que estamos sozinhos, será que dá para me contar?



Essa história está acabando!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Capítulo 33:




Do lado de fora, Joe estava ficando cada vez mais nervoso, aquelas grávidas com aquelas barrigas imensas andando de um lado para o outro o fazia suar frio, algumas crianças bem pequenas faziam pirraça no chão e Joe ficava se perguntando se aguentaria tudo de novo. Se pelo menos fosse ao lado da mulher que ama, mas não, era com Ashley. A mulher fútil e antipática que seus filhos odiavam.

Na sala de consulta, Demi estava deitado fazendo a ultrassom, a Dr. Alice estava sorrindo e não sabia se aquilo era bom ou ruim. Alias, nem Demi saberia.
- O que houve?
- Demi, troca de roupa e assim podemos conversar tranquilamente, ok? – Demi assentiu já nervosa.
Tinha medo de dar errado e não poder ter o filho que tanto queria. O que a Dr. Alice poderia ter descoberto apenas numa ultrassom?
Quando Demi sentou na cadeira de frente para a Doutora, um copo de água foi servido a ela.
- Eu sei que está havendo alguma coisa e eu estou ficando com medo. Desculpe, mas a senhora pode dizer logo?
- Claro, mas eu vou começar com uma pergunta: você é ativa sexualmente? Digo, tem algum parceiro agora, mesmo que não seja o seu namorado. Finge que é uma conversa de amiga.
- Sim. Quer dizer, mais ou menos.
- É aquele moço que não para de perguntar por você lá fora?
- Sim, Joseph é meu amigo, mas algumas noites nós ultrapassamos os limites da amizade.
- E teve relações recentemente?
- Sim, mas eu não entendo o que isso tem haver com...? – Demi não conseguiu terminar sua frase, ou sua pergunta. Sua cabeça estava a mil e ela não sabia o que fazer ou o que falar.
- Demi, parabéns! Você está gravida de duas semanas. – mulher de mais ou menos quarenta anos dizia com um sorriso enorme, pois já sabia de toda a história de Demi. Era sua doutora desde sempre. – Ficou chocada?
- Claro! Eu não imaginava. Nós... nós nos prevenimos.
- Acontece algumas vezes, Demi. A camisinha pode ter furado, ou rasgado... Essas coisas acontecem a todo o momento. Você já estava tomando os remédios para o aumento da ovulação e já havia parado com os anticoncepcionais.
Logo Demi se lembrou do dia de seu aniversário. Era exatamente o seu dia fértil e , realmente, não se lembrava de ter se prevenido naquele dia. Ambos estavam cansados, jamais se lembrariam. Isso explica também o motivo de tanto choro, estava sensível e por isso o desejo de ter Joseph consigo.
Era Joseph o pai de seu bebê, era aquele cara que estava lá fora e que só estava atrás dela, porque não suportava olhar as mulheres grávidas, pois não queria ter um filho agora. Como ele reagiria? Agora seriam dois filhos.

Quando saiu do consultório, Demi não sabia se saia correndo e gritando de felicidade, ou se chorava horrores, mas de felicidade. Queria sair contando à todos que pudessem ouvir que estava gravida, mas não podia. Joseph estava ali e ele era o pai do seu filho.
- Que bom que saiu!- Joe a abraçou. – Por que está assim? – ele perguntou vendo a cara de assustada que ela fazia.
- Nada. – ela sorriu. – Podemos ir ou você prefere passar mais um tempo aqui?
- Não, vamos!
No carro Joe falava o tempo todo, mas Demi nem prestava atenção. Em outras ocasiões ela falaria com ele, ou talvez junto com ele. Joe percebeu que ela não estava prestando atenção.
- E eu estava pensando em dizer a Ashley para fazer um aborto, Demi. O que acha?
- Legal.
- Legal? – Joe perguntou em voz alta. – Demi, o que aconteceu? – ele estacionou o carro.
- Nada, Joe.
- Eu não acredito em você, está viajando aí. Não prestou atenção no que eu falei.
- Claro que eu estou prestando atenção.
- Eu disse que ia pedir Ashley para fazer um aborto e você disse “legal”.
- Está doido! Não faça isso!
- E eu não vou fazer. Só queria saber se prestava atenção.
- Desculpa, eu quero ir para casa e dormir. Só isso!- ela disse rindo.
- Está muito feliz. Conseguiu marca o dia?
- Não. – Demi odiava mentir para Joe.
- Por que ficou feliz assim, depois que a gente saiu de lá.
- Só estou feliz com a ideia de você ser pai de novo. – ela disse sincera, afinal, ela esperava um filho dele.
- Eu pensei que não ia gostar da ideia, você não gosta de Ashley.
- Realmente, eu não gosto dela, mas... o filho será seu então, está ótimo. Eu também não gostava da mãe dos gêmeos e amo Carol e Luc.

Joe deixou Demi em casa.
- Obrigada pela carona. – agradeceu de imediato.
- Está me expulsando? – Joe perguntou.
- Não, Joe. Eu só estou agradecendo...
A verdade era que Demi queria ficar sozinha, ou melhor ligar para Miley e Selena e chama-las para contar a novidade e para que elas pudessem aconselha-la.
- Eu sei, também estou brincando com você, pequena. Está no mundo da lua. Eu sei que aconteceu alguma coisa que você não quer me contar, não precisa contar agora. Me conte quando achar que é a hora certa.
- Tudo bem. – ela disse um pouco mais calma.
O celular de Joe tocou. – Alô!- Joe ouvia a menina do outro lado. – Calma, Caroline. Estou na casa de Demi. – mais um tempo para ouvir. Joe virou-se para Demi- Carol e Luc podem vir para cá? – Demi balançou a cabeça dizendo que sim. – Tudo bem, Carol, venha com Lucas. Tchau! – Joe desligou. – Filhos!
- O que aconteceu?
- Caroline e Lucas acabaram de saber sobre Ashley. A vadia fez questão de contar a eles enquanto eu não estou perto.
- Pare de xingar.
- Desculpe.
- Acha mesmo que ela está gravida, Joe? Afinal, ela demorou tanto tempo para contar, não acha?
- Acho. Sem contar que nós ficamos dois meses sem sexo, Demi. Como ela me diz que está gravida de quatro meses?
- Joe, ela não está gravida de quatro meses. Não com aquela magreza toda. Ela está louca, ou é  gravidez psicológica.
- Como eu faço para descobrir a verdade, Demi?
- Leve-a para fazer um exame.
- Será que pode ligar para aquela sua amiga loira, a Thornton?
- Sim, Joe. Eu ligo para ela.
- Mas é para hoje.
Demi ligou para Tiffany e pediu a ajuda da amiga. Mais uma vez a amiga atendeu seu o pedido.
Quando Demi voltou a sala Luc e Caroline já estavam lá, os dois emburrados com o pai.
- O que está acontecendo?
- Já está sabendo que papai vai ter outro filho? – que vontade que Demi teve de contar.
- Sim, estou sabendo.- Será que eles se comportariam dessa maneira quando souberem que Demi iria ter um filho de Joe? – Não acho que tenham o direito de ficarem emburrados. Não era uma coisa que o pai de vocês queria.
- Devia pelo menos ter contado para a gente. – Caroline disse.
- É, Carol tem razão! Aquela ridícula chegou lá em casa se achando dona do mundo.
- Ela está lá ainda? – Joe perguntou.
- Sim, se recusou a sair. Disse que ia esperar “o pai do filho dela”...
- É sua chance Joe. Chame-a para sair e leva-a na no consultório. Eu liguei para Tiffany e ela disse que vocês tem que ir nesse momento.
- Como eu vou saber se o filho é meu?
- Joe, disse que não tinha nada a quanto tempo? Se estiver realmente certo disso, o bebê não é seu. Mas pelo que eu vi, Ashley não está nem grávida, Joe.
- Qualquer coisa, eu ligo. – Joe deu um selinho em Demi e saiu.
- Seu pai é doido!
- Está diferente, Demi. – disse Carol.
- Diferente como?
- Ah, eu não sei... Está mais bonita e feliz. – Contar ou não a eles?
- É, eu estou mais feliz sim. Não gostaram da ideia de ter um irmãozinho?
- Uma coisa é ter um irmãozinho, outra bem diferente era ter que aturar a mãe dele. – Disse Lucas. - Se fosse outra pessoa.
- Eu até gostaria de ter um irmãozinho, seria legal. Eu ajudaria olhar o bebê, mas se a mãe fosse como a chata da Ashley, aí eu não ia gostar. Iria odiar como eu estou odiando agora. Pessoas como ela não devia ter filhos.
- Me deu vontade de comer cachorro quente, topa me ajudar?
- Claro. – os três foram direto para a cozinha.