quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Capítulo 11:


Demi Lovato

Cheguei em casa louca por um banho e conversar com Wil, ele já me esperava com as duas malas na sala. Ele me conhecia muito bem, sabia o quanto eu era vulnerável. Sentamos no sofá para conversar.
- São assuntos meus, que... Em breve, eu vou resolve-los e eu juro que tudo vai mudar, que eu vou poder, quer dizer,  que eu vou poder ficar mais com você e, em fim, poderemos nos casar.
- Eu ainda não estou convencida disso, mas... Eu confio em você, Wil. Sei que na hora certa, eu vou saber de tudo.
- Eu te amo, Demi. Nunca se esqueça disso.
- Não vou me esquecer. - o beijei. – Vou tomar banho para jantarmos.
- Será que eu posso te acompanhar?
- Não. – respondi séria e sincera. Ainda bem que ele sabia quando estava sendo sincera.
Entrei na banheira e aquela água morna me fazia viajar, apoiei minha cabeça na banheira e fechei meus olhos. Pensava nas coisas que estavam me acontecendo. Tudo aquilo estava virando uma bola de neve e eu estava com medo dessa bola chegar ao seu ápice e tudo ficar de cabeça para baixo. Depois, me peguei pensando em Joe. Como ele estava diferente hoje, estava mais sensível, mas carinhoso, parecia frágil... Wilmer me chamou.
- Docinho, vai demorar muito?
- Não, já estou saindo.
- Reservei um lugar para nós comermos, mas é um pouco longe.
- Por que longe?
- Ah, sei lá... Uma vez comi lá e gostei. Fica perto da casa do seu amigo, se quiser pode até passar lá.
- Melhor não, Wil.
- Então, já está saindo?
- Já!

Saí da banheira, coloquei um vestido bem confortável, uma sandalinha fechada de salto baixo, algumas joias e, podem apostar, a pulseira que Joe me deu estava comigo.
- Vamos?
No carro, fomos com o meu, como sempre, mas Wilmer dirigiu.
- O que foi? Está muito pensativa hoje. Ainda é sobre o que conversamos? Por que se for podemos tentar esclarecer e...
- Não, Wil. Quer dizer, metade é, mas eu estou me sentindo estranha hoje.
- Como?
- Não sei... Com um sentimento ruim, uma angústia.
- Nem o fato de eu te amar, melhora?
- Melhora quando você me diz isso.
- Eu te amo, Demetria.

Durante o jantar...
- Wil, sabe que até hoje eu não sei porque me chama de docinho!  – Wilmer riu.
- Então por que me deixou chama-la assim?
- Sempre achei muito fofo esse tipo de apelido...
- Te chamo assim, por que você parece aqueles docinhos de festa de criança. São maleáveis, eles grudam, tem uma cor esquisita e são gostosos. – Para tudo! Wilmer estava me ofendendo? – Não se preocupe, é tudo no bom sentido, óbvio. Você é maleável quando está comigo, sempre consigo o que quero de você. Também não quero dizer que é o tipo de namorada que gruda, quero dizer que você gruda na gente, mas de uma maneira boa, e também não é porque você quer, como se eu pensasse em você sempre de maneira obsessiva. Quando disse sobre a cor, não me referia a sua cor e sim, as suas esquisitices que eu amo muito, esse seu jeito certinho e esquisito de ser. E o melhor de todos, são gostosos, esse eu não preciso explicar. Por isso, te acho de docinho, Docinho.
- Só você mesmo, Wilmer! Eu te amo.

No carro, na volta para casa...
- Sabe o que eu notei? Você está usando muito essa pulseira. Ela tem alguma parte sentimental?
- Mais ou menos, Wil... – Estava com medo de contar. – Ganhei de Joe, na quarta.- Wilmer parou o carro bruscamente. – Seu louco!
- Joe te deu essa pulseira?! Essa pulseira é muito cara, sabia?
- Claro que sabia, foi exatamente por isso que ele me deu. Eu ia compra-la, mas ele quis fazer isso na minha frente, pois ele sabe o quando eu a queria e se comprasse a pagaria para o resto da vida.
- Por que não me pediu? Eu poderia tê-la comprado para você, sabia? Também tenho dinheiro.
- Wil, eu não pedi nada a ele. Ele me deu porque quis. O que quer dizer com isso? Por acaso está insinuando algo de mim?
- Não. Claro que não, Demi. Me desculpe!
- Não precisa sentir ciúmes de Joe, já disse que somos amigos. Inclusive, nesse momento ele deve estar pedindo a mão de Ashley em casamento. Foi por isso que ele me deu essa pulseira. Levei-o à joalheria e ele escolheu com a minha ajuda o anel de Ashley, e quando percebeu que eu queria comprar a pulseira resolveu compra-la como forma de agradecimento.  Longe de mim ser amante de alguém, sabe? Odeio essa coisas de traição! Traição é uma das coisas que eu não perdoaria, o mesmo digo da mentira.
Senti Wilmer um pouco desconfortável...
- Será que podemos voltar para casa, senão... Perderemos o voo.
- Claro. – Wil deu a partida.

Em poucos minutos estávamos no aeroporto, estava bem feliz em poder ir para o México, como eu sempre quis. Wilmer já tinha ido para lá algumas vezes, mas eu nuca fui... E era um lugar que eu sempre quis ir. Em minha fantasia lá seria minha lua de mel, mas já que meu casamento estava longe de acontecer...
- Mais uma vez pensativa! Quer me contar alguma coisa, docinho?
- Não Wil... Fique tranquilo, acho que eu só estou cansada. Trabalhei muito hoje.
- Poderá dormir no voo.
- Será que eu consigo?
- Acho que sim.

Dito e feito, dormi praticamente o voo inteiro...

Continua...


Hei, meninas! Como prometido, vou postar com mais frequência, mas comentem mais, tá?
Bom, Ashley e Wilmer não tem um caso, o negocio é pior que podem imaginar! Só acompanhando a história e se surpreender, pois ela é surpreendente.
Eu também estava morrendo de saudades de postar, vocês não sabem o quanto. Isso, pode parecer estranho, mas me deixa muito feliz e os comentários só fazem minha alegria aumentar.
Escrever é uma das coisas que eu mais amo fazer depois de lecionar.
Não sei se eu vou conseguir postar amanhã, mas prometo que na sexta a noite e no sábado, terá mais uma postagem...
Beijões.

P.S.:NÃO ESQUEÇAM DE DEIXAR SUA OPINIÃO NA CAIXA DE COMENTÁRIOS.

Capítulo 8, Capítulo 9 e Capítulo 10:


Demi Lovato

Assim que eu entrei em casa, ouvi.
- Também estou com saudades, te amo muito. – só que não era para mim. Ele falava ao telefone. Na hora senti um calor enorme percorrer o meu corpo só não sabia se era pelos sentimentos que pediam espaço, todos no mesmo tempo, ou porque estávamos no verão. – Não se preocupe. – ele desligou o telefone.
Fiquei ainda parada ali, ele estava de costas e mexia no celular. Não sei se ele percebeu a minha presença, mas ele olhou para trás e, quando me viu do jeito como eu estava, ficou assustado.
- Oh, meu amor! Chegou cedo... O que aconteceu? – eu não conseguia responder, primeiro tinha que respirar e esperar aqueles sentimentos se acalmarem. - Que cara é essa?
- Wil, eu... – respirei fundo. - Quem que você ama?
- Como? – ele fez-se de desentendido. Não era possível que ele não me entendia.
- Quando entrei você disse “te amo muito”... Eu te pergunto: quem você ama?
- Além de você? – ele parou de falar, acho que esperando uma resposta, mas precisava? – Bem, minha mãe. Faz tempo que eu não a vejo, estou com saudades.
- Mesmo?
- Mesmo. Vai duvidar de mim, agora?
- Não, não é isso... Desculpe, eu... Ah, esquece!
- Eu te entendo, mas não me disse por que chegou cedo.
- Pedi a Joe que me deixasse sair para preparar a sobremesa.
- Meu amor, não precisava, eu ia preparar.
- Então eu te ajudo.
- Tudo bem, eu até fui ao supermercado busquei algumas coisas, até comprei uns legumes para você. Sabe, só tem porcaria nesse armário.
- Nossa! Que noivo preocupado eu tenho. – Eu disse contente, depois de tanto tempo, era muito bom ouvir alguém se preocupar comigo. Mesmo dez anos ao lado de Wil, eu às vezes me sentia sozinha.
- Preocupado e que te ama, não esqueça!
- Nunca. – o beijei.
Quando eu cheguei nem o fiz, pois estava chocada demais para isso. Ainda bem que foi só um engano, pequeno e terrível engano. Eu o amo demais para deixa-lo, acho que eu nem conseguiria.
- Demi, pode tomar banho agora, eu vou começar a fazer o recheio e na hora de montar você me ajuda.
- Tudo bem, já que vai fazer tudo sem mim, eu não me importo.

Entrei no chuveiro, deixei a água cair sobre meu corpo e eu estava tão feliz que até sorria sozinha. Wilmer não era perfeito, mas eu o amava tanto que os seus defeitos ficavam opacos, e não faziam diferença para mim.
Terminei meu banho e fui escolher uma roupa. O que usar? Jeans? Jamais! Não num jantar onde você vai conhecer a futura noiva do seu melhor amigo. Optei por um vestido azul marinho básico, batia até o joelho e ele era meigo. Excelente para a ocasião.
Na escolha da roupa não podia faltar uma sandália simples e joias, entre elas a pulseira – caríssima – que meu amigo me deu. Deixei para coloca-las depois, pois vou ajudar Wilmer.
Cheguei à cozinha e ele estava finalizando...
- Por que não me esperou?
- Ah, meu amor. Você trabalhou o dia todo, não é? Merece descanso. Vem cá, será que amanhã Joe não deixa você sair mais cedo, não?
- Já saí cedo hoje! A coisa lá não está para brincadeira...
- Sério, Demi?
- Sério. Escuta, você não me disse para onde é a viagem!
- Para o México...
- Brincando?
- Não, eu estou falando sério.
- Eu sempre quis ir para lá! É meu sonho, eu estou muito feliz! Você sabia disso, eu sempre disse, porque não me disse antes?
- Eu só queria fazer surpresa, sempre quando viajamos você nunca pergunta onde, só na hora mesmo... Dessa vez foi diferente.
- Não estou acreditando! – eu pulei no colo dele de tanta felicidade.
- Uau! Quanta alegria!

Já estávamos prontos para ir à casa do Joe, eu só estava dando um toquezinho na maquiagem, mas Wilmer não espera.
- Anda, Demi! Você está igual a... – se limitou a falar.
- Igual a quem?
- Igual a uma rainha...
- Rainha? Sei...
- Podemos ir?
- Podemos.
- Demi, será que podemos ir com o seu carro hoje?
- Sempre vamos com ele, né?
- Eu acho melhor... Depois ficam dizendo “vi seu carro na zona leste”...
- Já disse que não têm que ligar para o que as pessoas dizem, elas não tem que saber de nada da sua vida.

No carro, deixei Wilmer dirigir. Liguei o som, e Wil desligou.
- Ora, por que desligou?
- Gosto mais de ouvir a sua voz. – liguei de volta.
- Isso não cola! Se quiser, eu canto mais alto que ele.
- Melhor não!
Dei as coordenada a ele e chegamos.
As luzes da casa do andar de baixo estavam acesas, o que significa que eles estavam no andar de baixo. Faz quase um ano que eu não venho à casa de Joe. Da última vez, vim para uma festa maravilhosa.
- É essa casa mesmo?
- Claro, Wil! Toque a campainha. – Ele tocou, dez segundos depois a porta abriu.  Era Joseph.
Ele e Wilmer já se conheciam, então se cumprimentaram. Não ouve olhares nem nada, pois Wil sabia muito bem que Joe era meu amigo e nada mais. Entramos na casa, e uma mulher veio falar conosco, acredito ser a Ashley. Não sei porque, mas ela e Wilmer, trocaram olhares.
- Ashley essa é Demi e o noivo, Wilmer Valderrama; Demi e Wilmer essa é Ashley minha namorada.
- Te conheço de algum lugar... – disse Ashley após ser apresentada ao meu noivo.
- Deve estar enganada, me lembraria do seu rosto facilmente. Prazer!- O sedutor do meu noivo estava cumprimentando Ashley.
- Você é a famosa Demi, a amiga de Joe. Estou muito feliz de em fim, poder te conhecer.
- Depois de um ano...


BahChris

Estava tudo maravilhoso, Joe e Wilmer conversavam na sala enquanto Ashley e Demi conversavam na cozinha. Demi ofereceu ajuda a Ash e aproveitou para levar a sobremesa.
Podia-se ouvir as risada das duas da sala, pelo visto tinham se dado bem. E Joe achava que isso era ótimo, para Wilmer não fazia diferença.
-... E amanhã vamos para o México.
- Que maravilha! Demi sempre quis ir ao México. Por que ela não me contou?
- Bem, ela só soube hoje. Eu vou a trabalho, mas... Não vou trabalhar vinte e quatro horas, por isso sempre levo a Demi comigo. - dizia de um jeito malicioso, jeito do qual Joe não gostava. - Também vou trabalhar só no sábado, no domingo estaremos livre e poderemos aproveitar mais o lugar.

Com Demi e Ashley....
- Joe não sabe nem pegar numa colher, imagina fazer alguma coisa!
- Sei bem como é... Eu não gosto de cozinhar, então sempre faço coisas mais rápidas e fáceis, assim eu não fico tanto tempo na cozinha. Além disso, eu cozinho mal.
- Por que não paga alguém?
- Eu não tenho condições de pagar ninguém para fazer comida para mim.
- Pelo que eu sei, seu noivo é bem rico.
- Ele é rico, e eu não. Nós não somos casados.
- Mas eu e Joe também não somos casados e isso não impede de Joe pagar nada para mim. - Demi notou um tom diferente na voz dela, um tom que ela não gostava.- Aliás, ele nem se importa.
- Está querendo dizer q...
- Então, Ash? Já podemos comer? – Joe perguntou entrando na cozinha ao lado de Wilmer.
- Sim.

Quando todos já tinham se servido e saboreavam a comida, ninguém tinha muito o que falar. Bem, Joe não combinava com Wilmer, eles tinha gostos bem diferentes e Demi não combinava com Ash... Aliás, desde o primeiro momento não bicaram.
A situação estava ficando desconfortável, não ouvia-se nada, só os ruídos do garfo batendo no prato e algumas palavras como “está ótimo!”. Para não ficar pior, Joe resolveu falar.
- Esse jantar está uma delícia, Ash! Demi, sabe o que isso me lembrou? Aquele almoço na casa da mãe da Selly, que você comeu cinco vezes!
- Joe, não diga isso! Eu não comi cinco vezes... Eu só comi duas. Não entendo porque sempre dizem isso!
- Porque tinham cinco pratos descartáveis ao seu lado.
- Mas só dois era meu.
O assunto rendeu, pena que só Joe e Demi falavam o tempo todo.

Não era para ser assim, o objetivo do jantar não era esse.
Bem, no final de tudo...
- Demi, está tarde. Podemos ir embora? – Wilmer a chamou para ir.
- Claro. Joe e Ash, o jantar estava maravilhoso! Obrigada pelo convite.
- Faço minhas as palavras da Demi.

No carro com Demi e Wilmer...
- O que achou?  – Demi perguntou sorridente, esperando que seu noivo tivesse gostado de estar com seu melhor amigo, mais uma vez.
- Sabe Demi, eu vou ser sincero: Joe não é tudo que você diz. Achei ele muito sério, parece que não sabe conversar... Com certeza ele e eu não seríamos amigos.
- Joe não é assim! – Não havia pessoa melhor que Demi Lovato para conhecer Joe jonas. – Você não pode julga-lo assim, nem o conhece.
- Já conversei com ele um milhão de vezes e não gostei de nenhuma.
- É incrível como nada te agrada, sabia?
- Você perguntou e eu respondi. Outra coisa: que clima era aquele? Acho que esse foi o pior jantar que eu já participei e olha que eu já fui a muitos jantares chatos! Nem o jantar que min..
- De sua o que?
- Esquece, Demi!
- Wilmer, você me irrita tanto! Vive cheio de segredos. Eu não estou aguentando mais. Te conheço há mais de dez anos, mas as vezes é como se eu te conhecesse agora. É insuportável essa situação! Sério, eu não estou aguentando.
- O que quer dizer com isso?

Com Ashley e Joe...
- Joe, ela é muito sem graça, meio sem noção... Não gosto de pessoas assim!
- Ela não é assim, ela é minha amiga.
- Amiguinha chata, hein!
Era bem nítido que o objetivo do jantar não fora atingido e aquilo não ia acabar bem, pois quando o melhor amigo não gosta do seu(a) namorado(a) o bicho pega!

Quando Wilmer e Demi, finalmente, chegaram em casa...
Demi entrou como um furacão na frente dele e foi direto para o banheiro tinha algo preso na garganta, precisava urgentemente gritar e quem sabe até chorar. Há muito tempo Demi sentia-se como um objeto usado por Wilmer Valderrama, não queria mais sustentar aquela situação e estava disposta a acabar com qualquer coisa que a machucasse daqui para frente.
Wilmer bateu na porta.
– Docinho, precisamos conversar.
- Não quero conversar agora! – gritou do banheiro.
- Mas precisamos muito docinho.
- Só se me contar a verdade. – Demi abriu a porta para poder olhar para ele e poder julga-lo.- Toda a  verdade! - Demi abriu a porta.- Quero e preciso muito saber a verdade. Wilmer, por que tudo é tão oculto em você? Por que têm muitos telefonemas estranhos? Por que nunca dorme aqui comigo como todos os namorados normais? Por que só tenho o número do seu celular? Por que não posso conhecer seus pais, seus familiares?
- Um dia você vai conhece-los, eu juro.
- Esse um dia está demorando demais.
- Tente me compreender.
- Eu já te compreendo há mais de dez anos. - Demi estava prestes a chorar.
- Demi, eu... Desculpe!

No dia seguinte...
Joe Jonas

Eu acordei mais cedo que imaginava, estava muito tenso, parecia que algo ruim poderia acontecer a qualquer momento, mas aquele dia era extremamente importante para mim e Ashley, a pediria em noivado, mas com a intenção de nos casarmos o mais rápido possível! O tempo estava passando e a idade estava chegando e meus planos eram os melhores possíveis no que diz respeito à família.
- Joe, que cara é essa? – Eu tinha um plano para esse dia.
- Ash, sério! Me deixa... Não acordei de bom humor.
- Já percebi! – a partir dali eram patadas atrás de patadas. Eu me desconfortava com isso, dificilmente Ash e eu brigávamos, mas fazia parte do meu plano.

Quando fui para o trabalho, tinha que encontrar Demi e dizer toda a verdade. Conhecia tanto Demi que já sabia o que ela ia falar.
- Oi, Joe!
- Oi Demi, e aí? Como está?
- Posso dizer a verdade? Eu preciso de um amigo agora, sabe.
- Claro Demi. Sabe que eu sou seu amigo e que pode confiar em mim para o que quiser.
- Joe, eu não estou aguentando mais, entende? Wilmer e esses segredos me matam! Não sei o que fazer, na verdade tenho vontade de terminar tudo, mas eu o amo. É tão difícil, Joe. Eu... Não sei o que fazer. – realmente Demi parecia desolada. Precisava mesmo de um amigo.
- Demi, não sei o que dizer...
 - Joe, eu preciso muito da sua ajuda. Diga alguma coisa sábia que possa me ajudar a pensar.
- Oh, Demi. Queria muito poder te ajudar, mas eu não sei o que dizer.
- Wilmer está cada dia mais misterioso e eu estou cada vez mais arrasada com isso. Talvez ele tenha... Outra?! – Não sabia se Demi estava me perguntando ou afirmando, saiu estranho. – É difícil acreditar nisso, porque o amo, mas tudo me faz pensar nisso. - Como não sabia o que falar e Demi precisava desabafar, deixei que ela continuasse. – Talvez ela seja mais importante que eu.
- Demi, não diga isso! Você é maravilhosa, Wilmer seria um cretino se te trocasse. Nenhuma mulher chega aos seus pés.
- Nem mesmo Ashley? – Demi perguntou brincando sabendo a resposta, mas querendo saber como iria se livrar disso.
 - Agora você me pegou! Difícil te responder. – riu de mim, depois deu um beijo em minha bochecha, quer amigo melhor que eu?
- Te amo, Joe. Obrigada por me ouvi, você é um ótimo amigo. – ela saiu da minha sala.
Tudo ficou mais tranquilo depois da nossa conversa. Algumas vezes que fui à sala dela, a peguei pensativa, mas sempre profissional. Uma grande qualidade em Demi.

Na hora do almoço fui abrigado a perguntar:
- Então, vai viajar hoje?
- Pensei bem, vou sim. Acho que vai ser uma ótima oportunidade de poder conversar melhor com ele, sabe? Quase não temos tempo de conversar.
- Pode tirar sua dúvidas, então?
- É o que eu mais quero.

Hoje foi um daqueles dias estressantes que dá vontade de jogar aqueles papéis pela janela, ou colocar tudo dentro da gaveta e fazer-se de desentendido quando alguém te solicitar isso. Graças a Deus, às seis horas de trabalho já estavam no fim. Aproveitei e fui a sala de Demi desejar-lhe boa viagem.
- Obrigada, Joe.
- Me avise quando chegar?
- Claro, eu devo chegar tarde, Joe. O voo vai ser às onze da noite.
- Então me ligue pela manhã, pode ser?
- Claro. – a abracei mais uma vez. Eu sei que ia ser só um final de semana, mas eu tinha um aperto no peito como se algo fosse acontecer. É como se eu não fosse vê-la nunca mais. – Na segunda estou de volta. – esclareceu, provavelmente achando estranho o meu jeito.
Demi era como minha irmã, meu pinguim da sorte – a chamava assim na faculdade, só parei porque ela não gostava. Se algo acontecesse com ela me sentiria culpado. Eu sou praticamente a única pessoa mais próxima dela. Os familiares moram no norte do país.
Indo para casa me peguei imaginando as piores coisas, como acidentes de carro, ou o avião caindo, ou até mesmo o hotel desabando como as torres gêmeas. Eu sei que pensei em tanta tragédia que cheguei em casa sobrecarregado, só queria tomar um banho e deitar.
- Joe, preciso te contar uma coisa. – Ash disse subindo as escadas atrás de mim. - Já sei de onde conheço esse Wilmer! – Ashley disse de um jeito empolgante, como se tivesse ganhando algo com essa descoberta. Eu não entendia muito essa empolgação, mas...
- Conhece mesmo ele?
- Não o conheço, mas sei onde o vi e sei quem é.
- Bem, quem é nós sabemos. Sabemos que é Wilmer Valderrama um empresário bem sucedido, noivo de Demi ,...
- Noivo de Demi? Você tem certeza?
- Por que está dizendo isso, Ash? Não estou te entendendo. Você está me deixando confuso.
- Wilmer Valderrama, esse que você diz ser noivo de Demi, é casado.
- Ashley o que você está dizendo é muito sério! Não pode afirmar as coisas assim, imagina se alguém te escuta?
- Mas eu não estou falando nenhuma mentira e nem acho nada! Eu tenho certeza que ele é casado, e aliás, é casado com a minha amiga Geovana Casilas Valderrama.
- Como pode ter certeza?
- Primeiro eu achei muita coincidência esse nome, mas... Deixei de lado! Hoje a encontrei e quando ela pronunciou o nome dele, perguntei quem era. Fiquei sem ação quando ela me disse que era o marido dela. – Será que isso é verdade? – Depois, ela me disse que ele estava viajando. Logo pensei, por isso que os dois vão viajar hoje.
- Ash, pensa bem... Será que não é coincidência demais?
- Não, eu ainda vi uma foto dos dois no dia do casamente. Já o vi na casa deles poucas vezes, por isso não lembrei de cara quem era. Joe, tudo se encaixa! Ele é um marido ausente, vive trabalhando e sempre chega tarde, a maioria das vezes de madrugada e sempre fedendo a vinho ou a perfume de mulher. Como Geovana diz: perfume barato e vagabundo, mas na verdade é um ótimo perfume, inclusive eu uso.
- Demi vai surtar quando souber!
- E você não pensa em contar, né? Ela não ai acreditar em você, a menos que tenha alguma prova. Pelo o que você me disse e pelo que eu vi, Demi é apaixonada por ele. Vai ser difícil!
- Eu sei... Como vou contar isso a ela?
- Melhor não contar, Joe. Não vamos nos misturar nessa historia. Não contei nada a Geovana e ela não me perdoaria quando souber que eu sei.
- Mas Demi é minha amiga, Ash.
- Geovana também é minha amiga. Sabe o que eu estou pensando em fazer, chamar ela e o marido para vir aqui. Quero ver a cara do Valderrama! E se no dia chamássemos a Demi também, nossa iria ser maravilhoso!
- Ashley, que coisa horrível! Não conhecia esse lado vingativo e perverso seu. Com licença ou tomar um banho.
Depois do banho Ashley me pediu desculpas, tudo isso fazia parte do plano de pedi-la em casamento. Consegui convencê-la a me ajudar a contar a Demi, toda a verdade. Pelo menos, conseguir provas.

Continua....


Hei meninas, desculpem a demora... Desde agosto né? Ui, me perdoa!
Está tudo uma correria para mim, vocês não fazem ideia, mas está tudo sendo produtivo e eu sei que no futuro eu vou me orgulhar disso.
Nunca parei de escrever, essa história inclusive, já está prontíssima e aprovadíssima pela minha editora-amiga. Espero que estejam gostando e deixem o comentário aqui, viu?
Beijos.... s2

P.s: Se conseguir um resultado legal, ou seja, se quiserem ler mais deixem um comentário que eu posto mais quando entrar aqui, fechado? 




domingo, 19 de agosto de 2012

Capítulo 7:



Joe Jonas

Assim que entrei em casa...
- Joe onde esteve esse tempo todo? São quase nove horas!
- Eu avisei que ia demorar, meu amor. Estava com Demi.
- Você me disse isso, mas você demorou tanto! Já fica com ela a maior parte do tempo, e quando pode ficar comigo, ela te pede um favor.
- Oh, meu amorzinho mais ciumento! –  a beijei.
- Já disse que não sou ciumenta.
- Quando a conhecer vai esquecer tudo isso.
- Por quê? Por acaso, ela é feia?
- Não, pelo contrário. Só disse isso, pois você verá que Demi é loucamente apaixonada pelo noivo. Só que ele não enxerga e fica cozinhando ela a banho Maria.
- Sei...

No dia seguinte, na empresa estava mais tranquilo.
- Joe, será que eu posso ir mais cedo para casa hoje? É que eu tenho um jantar muito importante e eu gostaria de não fazer feio e fazer uma sobremesa. - disse brincalhona.
- Claro, Demi! Vá a hora que quiser.
- Você é o chefe perfeito, sabia?
- Obrigada, Demi.
- Nada. – Notei Demi um pouco diferente, parecia mais triste. Aposto que é culpa do noivo.
- Que foi?
- Wil, ele me irrita às vezes. Desculpa, eu sempre tenho que falar dele, mas ele... Ah, você não vai me entender.
- Demi, esqueça que sou homem. Fale comigo só como um amigo.
- É difícil, nem você faz isso comigo.
- É porque homens quando se juntam dizem coisas mais pesadas, coisas que o universo feminino é muito sensível e delicado para compreender.
- Joe, não comece com machismo, não. Está bem? Mais isso e eu não aguento.
- Sério, Demi. Me diga!
- Wilmer está com ciúme de você. – eu ri, pois lembrei que Ash, sente ciúme de Demi.
- Está rindo de que? Não vejo graça.
- Acontece que Ashley também tem ciúme de você. – foi motivo para Demi rir.
- Por que será? Nós não temos nada a ver, somos amigos desde que nos conhecemos.
- Não sei... Bem, Ash diz que eu falo muito de você.
- É, mas é normal trabalhamos juntos e ainda somos amigos.
- Eles não compreendem.
- Verdade. Eu entendo até certa parte...
- Demi, você tem alguma noticia da Selly ou da Mi? – Mi e Selly foram nossas amigas também, desde a faculdade.
- Às vezes elas me mandam e-mail, mas faz mais de dois meses que eu não mantenho contato com nenhuma das duas.
- Verdade, eu também. Depois que Selly foi embora, Mi se afastou da gente.
- Acho que elas foram trabalhar juntas, não foram? E também tem um pouco a ver com a traição do namorado de Mi. Se desde o início ela tivesse acreditado em nós, nunca que ela teria passado por tudo aquilo.
- É difícil acreditar. Fácil seria se tivéssemos provas, mas é impossível num caso desses, entende? – Mi namorava David Henri o cara mais galinha da face da terra, ele ficava com todas que podia quis ficar com Selly e com Demi, mesmo que ela estivesse noiva, mas por mais que Demi, Selly e eu tentássemos falar com Mi, ela não nos ouvia, dizia que ele era o homem perfeito para ela. - Se fosse comigo teria investigado.
- Nem todo mundo pensa igual. – Lembrei Demi.
- Joe, isso não é motivo de se afastar dos amigos.
- Claro que não, mas ela deve ter se focado mais no trabalho. Quando estamos tristes fazemos isso, mesmo sem perceber.
- Bem, eu vou indo antes que eu me atrase e sua esposa fique com mais raiva de mim.
- Ela não tem raiva de você, Demi. É só ciúme, mas eu tenho certeza que assim que ela te conhecer, ela vai deixar isso tudo de lado, pode ter certeza.
- Espero que Wil também faça isso.
- Está de carro hoje?
- Sim, por quê?
- Bem, porque eu estou sem carro. Ashley me pediu para ir ao supermercado e eu vim antes. Não queria pagar taxi, será que você pode me dar uma carona?
- Claro.
- Eu sei que moramos em lados opostos, mas sério. Quero ir para casa.
- Vai cedo também?
- Vou fazer um agrado a Ash e ajuda-la.
- Quisera que todos os homens fossem igual a você, Joe! Se eu não fosse comprometida e não amasse Wilmer, eu ficava com você, Joe. Eu casaria, teria filhos e morreria ao seu lado.
- Isso é uma declaração de amor?
- É... Te amo, Joe. – rimos.
- Pare, Demi. Eu sei que eu sou perfeito, mas... Menos.
- Que isso? Me lembre de nunca mais te elogiar!
Minha amizade com Demi era sempre assim. Éramos amigos de verdade, sempre contamos os segredos mais guardados um para o outro, às vezes a diferença de sexo atrapalhe um pouco, mas sempre esquecíamos e começávamos a contar. Acho até que eu sei tudo sobre a Demi.
No carro, Demi colocou música. Tocava “Nothin on you” do Bruno Mars, Demi acompanhava a canção. Ela tinha um brilho diferente no olhar, devem estar dizendo “Nosso como ele repara nela!”, mas Demi era tão previsível, pelo menos para mim.
Eu sei tudo que ela pensa, antes mesmo dela pensar. Às vezes só pelo olhar eu sei o que está acontecendo. Demi é uma irmã, ou até mais que isso.
- Por que está me olhando tanto?
- Nada, estou observando você cantar. Por que gosta dessa música?
- Por que Wilmer cantou o refrão para mim uma vez. Faz muito tempo, ele nem deve se lembrar, mas tem uma recordação especial... Pelo menos, para mim.
- É quase uma declaração de amor.
- Eu o amo.
              
Continua...

Meninas, não deixem de comentar... É sempre bom!
Divulgação:
Jemifics (varias fic’s curtas sobre Jemi, em um mesmo blog)