quinta-feira, 18 de julho de 2013

Capítulo 23:



Demi acordou era quase dez horas, tinha que acordar depressa, então, tomou um banho gelado para despertá-la. Dois dias de solidão a aguardavam, pois eram dois dias de feriado.
Desceu para a cozinha encontrando todos se preparando para o café.
- Bom dia! – Demi disse sorridente. - Desculpem por não ter acordado junto com vocês.
- Que isso, Demi! Não se preocupe aqui você é hospede. – Joe disse.
Demi iria ignorar Joe, esse era seu plano, mas tentaria não mostrar isso perto de Carol e Luc.
- Está diferente, Demi. – Lucas disse.
- Diferente? Mas diferente como?
- Bom, está agitada... Não sei.
- Coisa sua, Luc.
- Não é não. Eu também estou achando isso e eu já sei o que é. – disse Joe e mais uma vez ela ficou em silêncio.
- Talvez seja coisa da cabeça de vocês, tia Demi está ótima, não é tia? – disse Caroline.
- Sim, querida. Estou maravilhosamente bem.
- Tia Demi, será que podemos conversar depois? – a menina perguntou apreensiva.
- Só depois que Demi conversar comigo. - Joe disse autoritário.
- Claro, Caroline, depois do café nós duas iremos conversar.
- Não me ouviu, Demi? – Joe perguntou com raiva.
- Eu ouvi Joseph, só não gosto que mandem em mim dessa maneira. Não sou nem um tipo de animal e muito menos algo que pertence a você, portanto, fale comigo com respeito.
- Vocês brigaram de novo? – perguntou Lucas totalmente tonto. – Eu não acredito nisso. Vivem brigando, depois dizem que Caroline e eu não devemos brigar. –levantou da mesa e saiu.
- Pela primeira vez, eu tenho que concordar com Lucas. – Carol saiu da cozinha também, na intenção de fazê-los conversar.
- Dessa vez a culpa é sua. – Joe disse. - Dessa vez, não. Mais uma vez a culpa é sua. Sempre arruma uma coisa para que possamos brigar, eu não entendo você. Não sei como eu fui me... Apegar a uma pessoa tão complicada como você, Demi.
- Eu sou complicada? Joe, eu não gosto de ser usada. É isso que acontece sempre quando tentamos ser amigos. Eu não gosto de ser apenas um passatempo para você, eu me sinto uma prostituta que não ganha nada em troca. Por isso, eu sempre me arrependo, Joe. Eu não sou qualquer uma, eu não gosto de me sentir assim! – ela disse por fim e saiu da cozinha. Não estava bem, mas não queria chorar.
Demi bateu na porta do quarto de Caroline.
- Entre! – A menina gritou de lá. Estava mexendo no seu computador.
- Disse que queria falar comigo?
- Sim, tia Demi, mas as meninas também querem participar da conversa.
- Anna e Júlia.
- É... Elas vêm para cá depois do almoço.
- Carol, eu estou indo para minha casa agora.
- Não, tia Demi, fique por mim.
- Eu não posso ficar, acabei de brigar com o seu pai mais uma vez. Não posso ficar na casa dele como se nada tivesse acontecido.
- Seja lá o que ele fez, deve estar arrependido.
- Ele tem que se arrepender mesmo e, principalmente, dizer isso para mim ou ficaremos brigados para sempre.
- O que ele fez de tão grave?
- Eu até queria te contar, meu bem, mas é um assunto muito particular. Sempre brigamos pelo mesmo motivo, mas seu pai nunca aprende. É cabeça dura!
- É, eu sempre quis saber porque tanto brigam. Parecem a tia Selly e o tio Nick, vivem trocando farpas.
- Um dia, eu te conto... Se fosse outra pessoa e não seu pai, eu até te contaria, mas... É seu pai e fica esquisito se eu te contasse.
- Tudo bem, eu entendo. Fique até as meninas chegarem? Por favor!
- Por que não marcam na minha casa? Teremos mais privacidade e podemos fazer bagunça.
- É melhor mesmo. Vou ligar para as meninas... Tia Demi, posso chamar uma amiga?
- Aquela amiga que você me contou ontem?
- É, o que temos para contar é sobre ela.
- Nada mais justo que ela esteja junto, não é mesmo? Vamos marcar o almoço na minha casa, tá? – Carol assentiu. – Vou arrumar minhas coisas para eu ir embora.
- Já vi que papai não vai te levar. Vou chamar um táxi! – avisou.

Quando Demi entrou no quarto de hóspedes teve uma surpresa, Joe estava lá.
- Preciso falar agora.
- Eu não quero te ouvir. – Demi disse sincera. – Não agora. Me deixe esfriar a cabeça e nós conversamos.
- De hoje não passa, Demi.
- Tudo bem, Joe... Eu vou guardar as minhas coisas, eu preciso ir embora.
- Pensei que passaria o dia conosco.
- Joe, não tem mais clima para isso, né?
- Vai ficar naquela casa sozinha de novo.
- Sozinha sim, mas é lá que eu moro e tenho que me acostumar com ela sozinha. Eu sempre morei assim e não é incomodo nenhum. – Era sim, mas Demi não admitira que Joe estivesse certo.
- Tudo bem, Demi... Faça o que quiser! – Joe disse grosso. – Eu estou tentando arrumar as coisas e é assim que você me trata?
- A única coisa que tem que fazer é pedir desculpas por me usar como uma qualquer, Joseph. É só isso que eu quero ouvir de você. Se não for isso que tem a me dizer nem apareça para conversarmos, não mais nada que eu queira ouvir de você.
- Você é uma doida! Uma maluca! Eu não vou pedir desculpas por uma coisa que você também faz. Por que eu lembro muito bem noite passada. Alias, me lembro de todas as noites que passamos juntos. E eu sei que não fiz nada sozinho, você também fez... Por tanto, você também me usa, Demi.
- Uso mesmo! É claro que uso, eu entro no seu quarto no meio da noite só para dormir com você e te culpar depois. Pensei que nunca fosse descobrir, Joseph. – ela disse irônica e brava por Joe tê-la acusada. – Eu não entendo você, Joseph. Sinceramente!
- Não me entende? Eu que devia falar isso para você. Primeiro se entrega para mim e depois me acusa de estupro.
- Eu não te acusei de nada, alias, eu só disse a verdade. Disse que você se aproveita de mim, da minha fraqueza, mas se quiser dizer que foi estupro, pode dizer também cabe.
- Demi!- Joe gritou. – Pare de arrumar desculpas!
- Não grita comigo! – Demi gritou de volta. – Gritar não leva a lugar nenhum. – depois disse calma.- Tem que aprender a falar com as pessoas sem gritar.
-Por isso que nunca arrumou um marido, Demetria. – Joe disse pegando no ponto fraco de Demi. – Você afasta as pessoas de você.
- Você não sabe do que está falando, é melhor calar a boca.
- Ouvir a verdade é ruim, não é?
- Joseph, cala a boca! – Joe só percebeu o que estava fazendo quando as primeiras lágrimas de Demi desciam rápidas assim como o desespero dela de querer ir embora dali. – Acho melhor você nunca mais falar comigo, está me ouvindo? Nunca mais!

Demi arrumou as suas coisas que estavam pelo quarto colocando-as, ou melhor, jogando-as na mala que trouxera no dia anterior. As lágrimas desciam quando se lembrava de quão baixo Joe tinha sido. Boba foi ela de ter acreditado nele.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Capítulo 22 :


- Você só pode estar bêbado, Joe! – Demi disse ainda sem acreditar no que ouvia. Adoraria ter um filho com Joe, era o maior dos sonhos, mas a ideia de ele fazer essa proposta por pena, era angustiante e causavam dores em Demi. – Não quero sua pena, Joe.
- Desculpe, se foi isso que pareceu. Mas a ideia é boa! – Realmente a ideia era maravilhosa e justamente por Demi ama-lo mais que qualquer pessoa, a ideia era ridícula. Ter Joe como marido e pai do seu filho, mas sem poder dizer que o amava era absolutamente idiota.
Idiota seria ela de aceitar uma coisa dessas.
- Joe, acho melhor você dormir. Está delirando! – Demi levantou e foi para o quarto de hóspedes já se arrependendo de ter aceitado dormir naquela casa que trazia recordações boas e ruins ao mesmo tempo.
Demi tomou um banho no banheiro do quarto, tentando afastar as recordações e o pedido de Joe. Aquele proposta maluca de ser seu marido e pai do seu filho, ao mesmo tempo em que a aconchegava a fazia chorar. Não era assim que ela queria, ela não queria que Joe sentisse pena dela, não queria que ele fizesse esse pedido dessa maneira. Queria que ele fizesse porque a amava, mas ela sabia que isso jamais aconteceria. Jamais teria um filho com Joe.

Deitou na cama de casal do quarto mais uma vez morrendo de raiva por estar ali e não na sua casa e seu quarto. Onde ela poderia chorar alto ou ficar acordada a noite inteira transitando pela casa.
Pela milésima vez tinha trocado de posição quando a porta do quarto abre. Ela não sabia quem era, mas qualquer pessoa que fosse iria embora se ela fingisse estar dormindo. Demi estava enganada quando sentiu a porta se fechando, ouviu passos dentro do quarto, mas pensou estar imaginando coisas. Depois sentiu alguém deslizar por entre as cobertas e abraça-la.
Demi conhecia aquela mão, aquele corpo, aquela maneira carinhosa de roçar o nariz no ombro dela. Era Joseph. Ele deu um beijo na nuca de Demi fazendo a arrepiar com o contato.
- Eu sei que está acordada. – ele disse no ouvido dela. Aquele corpo totalmente gelado pelo banho frio fazia Demi querer afasta-lo, mas a vontade de tê-lo ali era maior, mil vezes maior.
Ela queria dizer alguma coisa, mas a voz e a mente não lhe ajudaram no momento.
Sua mente a mandava se afastar de Joe, pois ela já havia previsto tudo o que ia acontecer  depois, ficaria arrependida de ter feito, como todas as vezes. Seu corpo dizia para Demi continuar e avançar, antes que Joe fosse embora e a deixasse mais uma vez sozinha. Seu coração mandavam Demi continuar como estava e somente dissesse a ele o que sentia e que aceitaria sim ser a esposa e mãe do filho dele.
Os três estavam brigando e Demi sem saber o que fazer. Respirou fundo, mandou seus sentimentos e seus arrependimentos para o fim do mundo e resolveu atender o seu corpo. Resolveu atender o desejo latente que estava bem visível naquele momento.

Um tempo depois quando tudo já estava feito e não poderia mais voltar atrás Demi, deitada no peito nu de Joseph, se arrependia. Talvez seus pensamentos e seu coração tenham perdido a passagem para o fim do mundo e voltaram para atormenta-la e dizer aquele terrível e sonoro: Eu te avisei.
Ao contrário de Demi, Joe estava tranquilo e com um sorriso tosco nos lábios, aos olhos de Demi.
Quando sua mente e seu coração se juntaram, Demi se afastou virando para o lado pensando em dormi. Joe sabendo do que viria a abraçou.
 - Eu sei o que esta pensando e eu discordo mais uma vez.
- É claro que discorda! Não sabe nada do que se passa na minha cabeça e nem... o que eu estou sentindo no momento.- Demi segurava com todas as forças que tinha para não chorar. – Tinha prometido que seria só amizade, Joe.
- Somos amigos ainda. – essa afirmação desmontou Demi.
- Amigos não fazer amor, Joseph.
- Sempre com a mesma história.
- Não é a mesma história. – Demi sentou na cama olhando para ele.- É a única e verdadeira história, Joe. Não podemos simplesmente fazer amor como se nada importasse mais tarde.
- Já fizemos isso tantas vez, eu não sei o que vê de errado nisso. Nunca foi ruim, porque agora tem que ser?
- Por que agora que tudo faz sentido, Joe. Demorou, mas caiu a minha ficha.
- Que ficha?
- Era tudo uma armação sua. – Demi levantou e acendeu a luz do abajur procurando e colocando a camisola que Joe jogou em qualquer lugar daquele quarto. – Só queria voltar a ser meu amigo, porque tinha terminado com Ashley e queria alguém com quem pudesse transar quando quisesse, não é verdade? Queria mais uma vez que eu servisse de passatempo. – Demi terminou de colocar a camisola, pegou o hobby e o colocou. – Eu cai feito trouxa mais uma vez. Como eu sou idiota!
- Demi, espere! – Joe disse quando Demi abriu a porta e saiu, mas tinha ficado totalmente imóvel enquanto ela dizia aquelas coisas.
Joe sabia que Demi precisava pensar e deixá-la-ia sozinha naquele tempo. Mas a verdade é que ela queria mesmo que ele fosse atrás dela, como nos filmes, e disse coisas bonitas para ela, como nos filmes, mas eram apenas filmes. Não era a vida real.

Eram quatro da manha e Demi estava na sala da casa de Joe, não conseguiria dormir com aqueles sentimentos dentro de sua mente, seu corpo e seu coração. De repente, Demi ouviu um barulho na escada, era Carol.
- Demi? – a menina assustou quando viu Demi na sala. - O que faz aqui há essa hora?
- Não consigo dormir. – disse sincera. Ela não ia dizer que o pai da menina havia a usado por capricho, seria maldade. – E você?
- Ah, eu tive um sonho ruim e vim beber um pouco de água.
- Sabe, - Carol sabia que todas as vezes que Demi iniciava a frase com um “sabe” é porque vinha uma coisa interessante, então, a menina sentou ao lado da mulher de cabelos ruivos. - quando você era pequena e dormia lá em casa, ou quando eu vinha para cá... E tinha sonhos ruins vinha deitar ao meu lado. Era bom, eu gostava muito!
- Quer repetir a dose?
- Deixa para outro dia. – Claro que Demi queria, mas ela tinha certeza que Joseph não tinha saído de lá. Ela o conhecia muito bem. - Eu não sou uma boa companhia para dormi hoje.
- Está tristinha. É por causa daquilo que vimos?
- Não, eu já superei essa. São só problemas. Trabalho demais é isso!
- Eu vou fingir que acredito em você, tá? – Carol disse compreensiva.
- E você? Por que está triste?
- Demi, eu sinto que com você eu posso contar todos os meus segredos, mas não é um segredo meu, entende? É de uma amiga. Por mais que eu saiba que você poderia ajuda-la e muito, eu não consigo te contar, acho que ela me mataria.
- Tudo bem, meu bem. Mas quando quiser pode me contar, eu prometo que ajudaria em tudo que estivesse ao meu alcance.
- Eu sei. – a menina beijou a face daquela mulher que tanto amava. - Boa noite! – a menina esqueceu o que queria quando desceu, e subiu novamente.

Quando o relógio completava quase cinco horas, Demi subiu novamente para o quarto. Lá encontrou Joe dormindo maravilhosamente bem. Teve raiva dele naquele momento, ela não iria dormir ao lado dele, não aquela noite.
Foi para o quarto dele e se aninhou naquele lugar que cheirava Joe. Aquele cheiro tomou conta de sua mente, seu corpo e seu coração fazendo-a dormir como um bebê de tão bem que sentia.
Eram nove horas quando Joe procurava pela casa toda por Demi e quando abriu a porta de seu quarto, achando que ela tinha ido embora, a encontrou. Totalmente entregue ao conforto daquela cama, mas a achou. Na duvida de acorda-la ou deixa-la dormir, Joe optou por deixa-la. Mais tarde ela acordaria sozinha. Ela precisava descansar e depois eles conversariam. Talvez verdades fossem ditas naquele dia.

Continua...

Sobre o meu sumiço, eu não posso dizer que não farei mais, mas eu posso dizer que vou tentar não sumir. Esses meses Junho/Julho foram complicados para mim. Tive de lidar com muitas coisas que eu não conseguia e acabei esquecendo das coisas que me faziam esquecer esses problemas.
Eu acho mesmo, que o problema foi eu ignorar o problema quando ele ainda era pequeno e quando ele ficou grande foi difícil segurar as pontas.
Em fim, a gente sempre acha que está sofrendo, mas sempre tem um sofrimento maior ainda. Deveríamos ir para a terra do Nunca e ficarmos crianças eternamente. Quem concorda?
Eu sei que a maioria tem entre 12/14 talvez 15 ou vocês tem mais de 18?
Comentem a idade de vocês... Fiquei curiosa! kkkk
Eu lembro que quando comecei a postar vocês, a maioria, tinha entres 12 e 14... Agora já são mais velhas? Alguém me acompanha desde o início?
Muitas perguntas... QUERO RESPOSTAS e saciar as minhas vontades

domingo, 14 de julho de 2013

Capítulo 21:



Quando abriram a porta da casa de Joe, Carol e Luc já estavam arrumados na sala esperando-os.
- Sabia que viria! – disse Caroline abraçando Demi. – Se demorarem chegaremos atrasados.
- Por que não tomam banho juntos, já se viram pelados! – disse Lucas.
- Cala boca, Lucas!- disse Caroline.
Nem é preciso dizer que Demi ficou envergonhada com o que o menino falou. O fato é que Lucas ficou chocado com o que havia descoberto, quer dizer, ele já sabia, mas ouvir da boca de Joe e Demi mexia um pouco com ele. Sempre acreditou que fossem amigos e Demi era amiga e como uma mãe para dele.

Demi e Joe subiram para poder se arrumar.
- Ah, Demi, eu ainda não arrume aquele pequeno probleminha do chuveiro.
- Qual problema?
- Da água quente. Dois chuveiros não tem agua quente, só um. Pode tomar banho no quarto de hóspedes com a água quente, eu tomo banho gelado.
- Não acredito que ainda não concertou esse problema! – Demi disse brava.
- É que só Caroline toma banho quente. Só brigamos no frio. – Demi riu.
Quando ia em direção ao quarto de hóspedes, Joe a chamou e correu para beija-la. Obvio, ela não negou, mas era muito cedo para um beijo.
- Joe, você prometeu! – Demi disse quando terminaram o beijo.
- Eu disse amizade sem sexo, eu não disse nada de beijos e nem você.
- Você é impossível! – Demi entrou no quarto.

Pouco tempo depois, estavam todos prontos. Demi e Caroline foram as primeiras a entrarem no carro e Joe segurou Lucas.
- O que está havendo? – Joe perguntou.
- Está falando de que?
- Não precisa ficar falando de mim e Demi do jeito que você está. Demi está ficando encabulado com isso. Essas coisas não se dizem assim, Luc.
- Só me incomoda o fato de vocês já terem feito “isso”.
- Por quê?
- Eu não sei... Só não gostei da ideia. A tia Demi é como uma mãe para mim, é uma espécie de ciúme, mas de um filho. Eu não sei explicar, pai. Eu prometo não dizer mais nada do tipo.
- Tudo bem, mais tarde a gente conversa sobre isso.

A conversa no carro foi agradável.
Chegaram à casa Gomez e só faltavam eles. Os Hemsworth já tinham chegado. Os adolescentes se juntaram na sala, enquanto os adultos estavam na cozinha conversando. Há muito tempo não se juntavam assim para conversa. Sempre tinha um empecilho e nunca conseguiam se reunir, pois desde a briga de Demi e Joe sempre faltava um dos dois.
Logo jantar foi servido e claro, não couberam todos na mesa e os adolescentes resolveram comer na sala. Contra as reclamações de Selly e Mi, mas os pais e Demi deram todo o apoio, mas sem ligar a tevê.
Selly e Mi chamaram Demi para conversar no quarto de Selly e os homens continuaram na sala de estar conversando.
- Conte, agora com sentido!
- Ontem eu, Joe, Caroline e Lucas fomos almoçar no shopping e eu vi Wilmer, meu ex namorado desde ontem, aos beijos com uma loira simplesmente maravilhosa.
- Demi, podia ter nos contado.
- Para que? Para me ver chorando... Prefiro sofrer sozinha!
- É, mas o Joe você chamou. – Selly disse brava.
- Chamou Joseph, Demetria? – Mi perguntou boquiaberta e brava ao mesmo tempo.
- Não, eu não chamei. Acontece que Carol viu o mesmo que eu, contou ao Joe e ele foi atrás de mim, já me conhecendo. Foi fofo da parte!
- Fofo? – Selly perguntou. – Está gostando dele de novo, Demi?
- Como assim “de novo”, Selly? – Mi perguntou sorrindo. – Olhe bem para Demi, ela nunca deixou de gostar dele.
- É Mi está certa, acho que eu sentia por Wilmer uma atração. Ainda sinto para falar a verdade, mas com raiva ao mesmo tempo.
- E o que Wilmer disse sobre isso?
- Não disse.
- Ele não te procurou?
- Me ligou ontem à tarde, mas eu não atendi. Não queria e nem quero falar com ele.
- Ele parecia tão... Perfeito para você, Demi.
- Não existe homem para mim nesse mundo, meus amores. E eu já sei que o meu destino é morrer sozinha e solteira.
- Dramática! – disseram as duas amigas juntas.
- Não está pensando em voltar com aquela “amizade colorida” que você e Joe tinham, né?
- Não. Joe e eu já conversamos sobre isso, Selly. “Amizade sem sexo” como ele diz.
- Isso é bom, assim ele pode pensar melhor e quem sabe ficar com você.
- Mi, Joe não vai querer compromisso nem hoje e nem nunca. Ele não é disso e já sabemos, já descartei Joe há muito tempo, eu só me divertia com ele e ele comigo. Foi bom enquanto durou, agora é só amizade.
Voltaram com os homens para poderem conversar todos juntos.
Eram quase meia noite quando todos decidiram ir embora. A noite estava muito agradável, mas todos tinham trabalhado estavam cansados. Principalmente, Demi e Joe que haviam dormido no sofá.
Joe não estava bêbado, mas tinha bebido o suficiente para Demi não deixa-lo dirigir.
No carro a família, digo; Joe, seus filhos e Demi estava conversando animadamente. Exceto por Caroline que até tentava ficar feliz, mas estava tristonha. Desde a ida Demi tinha percebido certa incerteza nos olhos da garota. Ela não disse nada, para que a menina pudesse dizer o que era, mas ela não disse. Demi estava na duvida entre perguntar ou deixar que a menina conte sozinha.
Quando chegaram a casa Lucas e Caroline deram boa noite ao Joe e Demi e subiram. Demi ainda sentou na sala de Joe e ele ficou em pé olhando para ela.
- O que foi? – ela perguntou quando percebeu que estava sendo observada.
- Não entendo qual a sua obsessão pela sala.
- Eu gosto de sentar e pensar... – ela disse tirando os sapatos. – As salas me ajudam a pensar. São sempre tranquilas durante a noite, tem um clima aconchegante e ela é sempre muito iluminada.
- Você tem razão, mas eu gosto de pensar no meu quarto. Desde o dia que virei pai solteiro, a noite na minha cama é o meu momento.
- Imagino, Joe... Mas eu não tenho filhos. E minhas preocupações e meus problemas são fúteis e eu posso pensar na sala.
- Não foi isso que eu quis dizer.
- E eu não entendi errado. É a minha opinião.
- Só porque não tem filhos, não quer dizer que seus problemas são menores. No seu lugar, eu não sei como eu estaria. Não sei se um bêbado e drogado que transa com todas as mulheres, ou casado e com filhos como todos os homens normais.
- Acho que a primeira opção é mais a sua cara. – Demi riu. Joe saiu do batente que estava escorado e sentou ao lado dela.
- Eu sei... E por isso agradeço à Deus todos as noites antes de dormir, pela família maravilhosa que eu tenho, pelos amigos que me aconselham a ir para um bom caminho e, principalmente, por ter tirado a mãe dos meus filhos da minha vida. Porque se ela estivesse aqui, eu não sei o que seria deles.
- Não pensei em hipóteses, Joe. Durante toda a minha vida eu aprendi que viver de hipóteses não é bom. Quando era adolescente sonhava com a família perfeita e nesse sonho com a minha idade atual seria feliz com a minha família e meus filhos seriam adolescentes como os seus. E veja? Não é isso que acontece. É exatamente o contrario. E quando o tempo foi passando eu tentava imaginar como teria sido se eu tivesse filhos e essas hipóteses me machucavam, pois quando eu acordava via que tudo era uma simples hipótese.
- A sua vez vai chegar, Demi.
- Não acredito mais nisso, Joe. Eu acho que... Não existe esperança. Dessa vez eu quero continuar assim sozinha, pelos menos eu posso sofrer por uma coisa só.
- Se eu disse que estou disposto a te dar um filho.
- O que? – Demi perguntou incrédula. Jamais pensaria ouvir isso.
- Seria perfeito! Eu juro que nem pensaria em pedir a guarda da criança, você ai cria-lo como mãe solteira. E se quisesse, poderíamos nos casar e criar o moleque. O que acha?
Continua...

sábado, 13 de julho de 2013

Capítulo 20



Realmente fizeram tudo junto até chegar a hora de ir embora.
- Vamos Demi?
- Claro. Será que a gente pode passar na minha casa? eu quero tomar um banho antes.
- Claro.
- Demi e Joe! – Selly se aproximou. – Ainda bem que não foram, eu preciso falar com você. Desculpem não ter avisado antes, mas Nick e eu vamos fazer um jantar hoje lá em casa. Só entre nós mesmo. É que hoje estamos completando um mês sem brigas, não é o máximo? – disse Selly contente.
- É fantástico, Selly! – disse Demi. - Fico feliz que estejam se acertando.
- Será uma coisa simples, só que no meio desse monte de coisa eu... Esqueci de falar com vocês. E como amanhã é feriado para todos nós, é um ótimo dia para comemorar sem pensar em trabalho. Vocês vão, não é mesmo?
- Claro que iremos! – disse Joe.
- Como anda sua matéria, Demi?
- Está decolando! Tive dificuldade, mas eu estou conseguindo agora. Já terminei, mas vou dar uma última olhada antes de te entregar.
- Ai, não sabe como fico aliviada de ouvir isso, Demi.
- Eu posso imaginar.
- Faltam pouco tempo para o lançamento dessa edição e o senhor Willians estava me perguntando sobre a sua parte.
- Ele é muito chato, hien. – Joe disse.
- Eu concordo, mas... Alguém tinha que se preocupar. Depois quando a Demi me contou que estava com dificuldade, eu quase morri. Ainda teve o ontem que ela saiu mais cedo. Falando nisso como está, Demi?
- Ótima.
- Ontem você estava tão triste. Ficar sozinha te fez bem?
- Não, eu não fiquei sozinha.E se tivesse ficado teria enchido a cara.
- Joe ficou comigo ontem.
- Ah, entendi... Vocês voltaram a conversar?
- Sim, Selly voltamos a conversar.
- E Wilmer? – Selena perguntou lembrando-se que Wilmer não gostava nem um pouco de Joe.
- Morreu. – Demi respondeu normalmente. – Selly, eu agradeceria se não tocasse no nome dele.
- O que houve? Brigaram de novo?
- Não, nós terminamos mesmo.
- Por isso, que estava daquele jeito ontem?
- Selly, mais tarde eu te conto toda a história. Agora eu preciso me arrumar para o seu jantar, ou quer que eu chegue assim?
- Ah, tudo bem, mas depois eu quero saber de tudo.

No carro, Joe levava Demi para casa.
- Demi, eu sei que eu já me intrometi demais na sua vida, mas tem uma coisa me intrigando. Você disse a Selly que você e Wilmer tinham terminado, mas você não me disse isso.
- Joe, uma traição eu não perdoo, sabe disso.
- Sei, mas... Você me disse que não tinham se falado desde ontem.
- E nem quero falar com ele.
- E ainda usa a aliança que ele te deu.
- Oh, nem havia percebido. – Demi tirou a aliança prateada do seu dedo com o nome “Wilmer” e a jogou pela janela. Joe estava feliz com isso, mas tentou não mostrar. – Obrigada por me lembrar.
- Nada. – o celular de Joe tocou. Era Caroline. – Pode atender para mim, Demi.
- Celular de Joe Jonas. – brincou Demi sabendo que era Carol.
- Demi?
- Sim. Seu pai está dirigindo, não pode falar.
- Ah, ótimo. Era com você mesmo que eu queria falar, só não tinha certeza se estava com meu pai.
- Diga, então.
- Bom, acredito que tia Selly ligou para você avisando do jantar, certo?
- Sim, sabemos do jantar, por quê?
- Eu e Lucas queremos saber aonde vocês vão se trocar.
- Como?
- Bom, papai está te levando em casa, certo? – Demi murmurou um “Uhum”.- Então, você podia pegar a sua roupa e se arrumar aqui e iriamos todos juntos.
- Por que isso agora?
- Só queríamos ir com você, tem algum mal? Ou também podemos trocar na sua casa. Você quem sabe.
- Carol, não há necessidade, eu...
- Você tem carro e casa, nós sabemos. Só achamos que ia ser divertido.
- Eu vou conversar com seu pai, mesmo sabendo essa sua proposta muito estranha, Caroline.
- Tudo bem, ele vai aceita do mesmo jeito. Tchau! Esperamos-te aqui! – a menina desligou sem a despedida de Demi.
- Sua filha ficou maluca! Ela está tramando alguma coisa.
- O que ela fez dessa vez?
- Bom, ela disse que é para eu pegar minha roupa e me arrumar na sua casa assim poderíamos ir todos juntos. Disse que seria divertido. Ela só pode estar louca.
- Realmente, vai ser interessante e Caroline só esta querendo recordar do tempo que você sempre ia lá para casa, Demi. Nós sabemos o motivo e eles não.
- Está falando da época que nós... Joe, eles disseram que sabiam.
- É, Demi. Eles gostavam disso, só querem lembrar ou reviver. Eles sentiam a sua falta mesmo indo todos os finais de semana lá. Você vivia lá em casa e a gente sempre na sua casa. Quando tinham esses jantares, você sempre ia lá pra casa, lembra? Principalmente, quando os pequenos eram realmente pequenos e não sabiam se arrumar sozinhos e eu fazia tudo sozinho. Sozinho, não. Com a sua ajuda! Ah, vai ser divertido... Vamos?
- Tudo bem, Joe. Você me convenceu! Mesmo achando isso uma tremenda besteira!
- Não vai me dizer que não sentiu saudades?
- Claro que senti, Joe. Mas... Nós não precisamos voltar a ser amigos do jeito que éramos com sexo e tudo. Vamos tentar ser amigos normais dessa vez?
- Sim, Demi. Eu aceito a sua proposta, mas eu adoraria que dormisse lá em casa às vezes. Não precisa ser no meu quarto, Senhorita. Sabe que eu tenho um quarto de hóspedes. Só acho que seria legal! Você passa muito tempo naquela casa sozinha.
- É verdade. Antes eu tinha o Wilmer, mas agora... Estou sozinha de novo.
- Não está sozinha, porque eu estou com você. Tem muita gente ao seu lado, Demi.
Joe parou em frente a casa de Demi e entrou com ela.
- Quer ajuda?
- Não, vou pegar só uma roupa simples e algumas coisas necessárias.
- Aceita dormir lá em casa hoje?
- Por que hoje?
- Me deu vontade de fazer o convite hoje e sem contar que amanhã é feriado. Vai ficar sozinha no feriado?
- Ok, Joe. Você me convenceu mais uma vez. Espero que não tenha nada diabólico na sua mente.
- Eu juro que é amizade sem sexo! – Joe gritou quando Demi já estava no quarto.
Ela arrumou uma pequena mala, demorou um tempo, mas conseguiu arrumar tudo o mais rápido que pode. Logo já estavam no carro a caminho da casa de Joe.
- Caroline e Lucas ficarão muito felizes. – disse Joe já trasbordando de alegria.