sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Capítulo 9:

Capítulo IX:

- Não se desculpe, eu não me importo. Aliás, eu quero mais. - Demi olhou assustada. Joe chegou mais perto e a beijou. Demi queria o beijo, queria muito, mas não podia deixar essa situação ficar mais embaraçosa do que já estava. Querendo se desvencilhar do beijo, deu um passo para trás. Chegou tão perto da beirada do barranco, que aquele pedaço se desfez, e Demi saiu rolando com Joe barranco a baixo. Não era muito alto, tinha no máximo uns três metros. Como rolaram não chegaram a se machucar, só alguns arranhões, na verdade, um havia protegido o outro.
Quando não havia mais para onde rolar, pararam. Joe estava por cima de Demi. Se encararam assustados e começaram a rir. Havia sido muito engraçado.
- Está bem? – Joe perguntou.
- Estou. Quer dizer, meu corpo está todo dolorido. – levantaram.
- Demi? – quando ela virou ele a beijou novamente.
- Não pode ficar me beijando o tempo todo sabia?
- Por quê? Você quer, eu quero... Qual o problema?
- Vamos tentar sair daqui! – mudou de assunto.
- Aquela parte é mais baixa. – Joe apontou para frente. – A gente pode pular.

Quando estavam bem próximos da fazenda...
- Deus, o que aconteceu com vocês? – Vera os abordou quando viu aquele dois tentando inutilmente tirar a terra do corpo.
- Caímos do barranco!
- Vão correndo tomar banho e trocar essas roupas.
Quando estavam no corredor, Joe a puxou pelo braço arrancando mais um beijo. Pararam assim, que ouviram passos na escada.
- Alguém vai acabar nos vendo! – Demi disse e entrou em seu quarto.

Demi não sabia o que estava acontecendo. De uma hora para outra, Joseph mudou completamente. Não era mais um bruto com ela, ele era carinhoso e a beijava toda hora. O que havia acontecido com aquele homem?
Joe, por outro lado, nem ligava. Iria aproveitar cada segundo que tivesse perto dela. Sentia uma coisa por ela e não sabia contar o que era. Só tinha necessidade de ficar por perto, de beijá-la, abraça-la, acaricia-la.
No almoço, as crianças comentavam sobre os dois.
- Eu vi vocês caindo! – comentou Maria Clara com malícia.
- Como foi, Clarinha? Conta-me! – Fernando pediu entusiasmado.
- Eles estavam bem perto, mas bem perto mesmo... Quase abraçados! Poderia até dizer que estavam...
- Chega Clarinha! Sabia que eu fiquei com medo. Eu caí, poderia ter me machucado. - Demi disse interrompendo a menina.
- Ah, Demi! Não seja boba... Nem foi tão grave assim!
- Afinal, como conseguiram cair os dois juntos? – Demi petrificou-se na cadeira com a pergunta de Lucas e ainda, só para variar, ficou vermelha como um tomate.
- Demi e eu estávamos conversando sobre as obras do barranco, ela estava muito na beirada e quando estava quase caindo me levou junto. - Joe explicou.
- É verdade. – Demi concordou e todos riram.
- Demi, notei a sua voz um pouco grossa. Por acaso, está ficando gripada?
- Sim. Esse tempo indeciso me deixa doente.
- Depois vou fazer um chá para você. Se sentirá melhor.

Mais tarde o céu tinha fechado. O sol que queimava a pele, não estava mais presente no céu. O vento frio, gostoso, havia se transformado numa ventania. Joe e os peões estavam guardando os animais em seus devidos lugares.
Demi e Vera estavam na varanda da casa esperando as crianças, que brincavam distante dali. Tão distante que nenhuma das duas conseguiam visualiza-las. As duas já estavam ficando apreensivas.
- Ora, onde essas crianças se meteram? – Vera perguntou muito preocupada.
- Eu vou procura-las.
- Eu vou com você. – Lucas apareceu atrás delas.
- Tudo bem. Vera, quando Joe chegar diga que está tudo sob controle. Eu vou acha-las.
Quando Lucas e Demi haviam dado uns vinte passos, viram Mariana, Fernando e Pedro correndo na direção deles gritando.
- O que aconteceu? – Demi perguntou. Alguns pingos já caiam do céu.
- Maria Clara, caiu no barranco. Ela não tá conseguindo levantar. - Fernando gritava.
- Ela disse que está sentindo dor no pé. – Mariana explicou.
- Oh, Deus! Vão para casa a avó de vocês está preocupada. Eu vou buscar a Clarinha. – as crianças foram para casa. Os pingos estavam ficando mais fortes. – Lucas, chame o seu pai... Eu não sei se consigo pegá-la sozinha. – Lucas foi correndo para o curral.
De repente uma chuva forte começou a cair. Demi conseguiu chegar na beirada do barranco e viu Clarinha chorando, sentada.
- Clara, eu tô chegando! – Demi escorregou sentada, já que estava chovendo e o barro havia se transformado em lama. A lama escorregava do barranco como uma cachoeira, a força da água fazia a terra descer depressa.
- Demi, eu estou com medo.- Clarinha disse chorando.
- Vai ficar tudo bem, eu estou aqui. Não precisa ter mais medo. Consegue levantar?
- Não. Meu pé está doendo! – Demi a pegou no colo.
- Segure-se em mim. – Demi deu a volta no barranco, como ela e Joe haviam feito mais cedo, mesmo assim ainda precisava subir e com Clara no colo, não era possível.
Como salvação, Joe chegou por aquele lado, com um peão em seu encalço.
Demi ergueu Clara para ele pegá-la, Joe o fez e logo depois pegou Demi. As duas estavam cobertas por lama.
- Estão bem? – Joe perguntou preocupado.
- Clara machucou o pé!
- E você?
- Eu estou bem.

Depois que já estavam de banho tomado, Joe brigou com Maria Clara, pois havia pedido para que ela não brincasse naquela parte. Demi achou totalmente desnecessário, afinal, era uma criança.
Já querendo se intrometer, Demi pegou gelo colocou num saco e levou para colocar no pé da menina.
- Eu só estava brincando papai, aí eu corri e quando vi já tinha caído.
- Eu pedi para não brincar naquela parte, Maria Clara! – Joe gritou. – Podia ter acontecido algo mais grave.
- Mas graças a Deus não aconteceu nada mais grave. Devia rezar e agradecer a Deus e não brigar com ela, foi apenas um acidente. – Demi achou que a guerra estava armada, mas não, Joe saiu do quarto.
- Pensei que ele fosse me bater. – disse Clara.
- Eu não ia deixar. – Demi tossiu .- Seus pés ainda doem?
- Sim, muito!
- Vou colocar gelo para não inchar. Depois que a chuva passar, eu te levo no médico. – Demi espirrou.
- Você também precisa ir. Está doente.
- Não, é só uma gripe. Amanhã mesmo estarei melhor.
- Obrigada, Demi. – a menina deu um beijo na bochecha de Demi.

Mais tarde na sala só estava Vera e Joe conversando, Demi desceu as escadas com os olhos avermelhados.
- Joe, acho que deve levar Maria Clara no hospital. Penso que ela torceu o tornozelo.
- Acha que é necessário? - Joe perguntou.
- Sim, mas depois que a chuva passar. – Demi tossiu.
- Não é melhor chamarmos o médico aqui? – Vera deu uma opinião.
- Seria melhor ainda, mas é possível?
- Sim, Demi. Aqui não é como na cidade onde você mora. Há poucas pessoas morando aqui, então quando precisamos de um médico, chamamos. Se precisamos ficar internadas levamos para a outra cidade. – Joe explicou. – O Doutor Robert mora perto daqui. Quando a chuva passar, mando Jorge chama-lo.
- Tudo bem. – Demi espirrou de novo.
- Agora, está doente de vez, não é mesmo? – Vera levantou da poltrona que gostava de sentar e verificou a temperatura de Demi. – Pelo menos não tem febre. Vou preparar um chá para você.
- Não precisa, Vera! Estou ótima. – Demi estava rouquinha. Vera já estava na cozinha sem dar importância ao que Demi dizia.
- Não precisa, Vera! Estou ótima. – Joe a imitou achando graça, indo para perto dela que estava em pé perto da escada. – Sua cara está péssima, sabia?
- Imagino. – Joe estava bem perto dela, seus corpos já estavam colados. – Se ficar perto assim, vai acabar pegando a gripe também.
- Não. Eu sou forte como touro. Posso até te beijar que não vou ficar doente.
- Melhor nem pensar em fazer isso. Todas as vezes que me beija algo ruim acontece.
- Eu não sou homem de pensar, Demi. Eu gosto de agir. – o raciocínio e o corpo de Demi estavam tão lentos, que Joe a imprensou na parede e a beijou. Sem a deixar escapar dos seus braços, Demi tentou se esquivar quando ouviu um barulho, mas Joe não deixou e também não tinha ouvido o barulho.
- Eca! – Pedro disse da escada. Joe largou Demi, quer dizer só a boca. – Que nojo! Vai machucar a Demi, papai!


Continua,,,

Recapitulando...
“Eu não sou homem de pensar, Demi. Eu gosto de agir. – o raciocínio e o corpo de Demi estavam tão lentos,”
Tão lentos... SEMPRE ESTÃO LENTOS! KKK ISSO É NORMAL !!!!!

Parei!! Tadinha da minha Demizinha!


Querem mais capítulos? É muito fácil conseguir, basta comentar! *-*

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Capítulo 8:

Capítulo VIII:
- Joe, se está desse jeito porque fizemos compra, me desculpe. Sei que fiz mal em não avisar, mas eu tive a ideia depois. De início iríamos comprar só uma coisa que eu queria dar ao Lucas, mas depois me empolguei e comprei para todo mundo.
- Tudo bem, Demi. Não vai adiantar brigar mesmo. Nunca mais faça isso!
- Pensou que eu tinha sequestrado seus filhos?
- Não, eu estava mesmo preocupado. Pensei que tinha acontecido alguma coisa, algum acidente.
- Seus filhos estão bem.
- E você?
- O quê?
- Perguntei se está bem também.
- Estou... Claro que estou. – Demi estranhou, mas deixou passar.

- Pode contando tudo, Demi. – Miley pediu, assim que conseguia arrastar irmã para o quarto junto com Selena.
- Contando o que?
- Primeiro, por que não disse que ele é bonito? – Miley foi direta.
- Eu disse isso.
- É mais, ele é mais que bonito, vamos combinar! Agora, o que está rolando entre vocês? - Foi a vez de Selly perguntar.
- Definitivamente nada. Só brigamos a maior parte do tempo. Se bem, que de uns tempos para cá isso tem parado.
- Como não acontece nada entre vocês, Demi? O jeito como ele olha e fala de você, é bem visível.
- O que é visível? Vocês estão me deixando confusa!
- O fazendeiro está apaixonado por você, Demi. Ele estava aqui todo apreensivo, mas não era com o fato de seus filhos estarem por aí, mas sim com você.
- Conta outra, Mi.
- Não, ela está falando a verdade. Tudo bem, ele estava preocupado com os meninos, mas sempre falava de você. E perguntava também.
- Perguntava coisas sobre mim?
- Sim, contava como a mãe dele e os filhos gostam de você. Os olhos dele brilhavam, Demi, assim como os seus estão brilhando agora. - Demi fechou os olhos.
- Meus olhos não estão brilhando. – esfregou os olhos.
- Demi, está apaixonada por ele?
- Não. – respondeu de imediato. - Não estou.
- Não, está amando, não é?
- Claro que não.
- Demi!
- Eu acho que estou sim, mas não tenho certeza. Eu acho que eu preciso ir embora daquela casa.

Demi contou toda a novidade, mas eles precisavam ir embora. Demi dirigiu seu carro e Joe dirigiu a nova caminhonete. Lucas foi com Demi e Fernando com Joe, ele queria sentar na nova caminhonete.
Quando chegaram, Demi desceu do carro. Lucas e Fernando entram em casa. Joe ajudou Demi a carregar os presentes, todos ficaram muito contentes com o que tinham ganhado.
Demi estava do lado de fora da casa e Joe saiu, já sabendo que ela estava lá.
- Obrigado.
- Não sei por que está agradecendo... Não comprei presente para você. – riram.
- Estou agradecendo pelo que fez à minha família, todos estão contentes com o que trouxe. Não é só isso, você chegou aqui e conquistou o coração de todos aqui. Todos te adoram! Até Lucas que é um garoto bem difícil... Maria Clara que é turrona. Conquistou todos em pouco tempo.
- Não precisa agradecer, e sobre o seu presente. Me desculpa, tá? Eu não sabia o que trazer, eu não tinha ideia do que comprar e já estava bem tarde. Creio que se eu tivesse demorado mais um... – Joe não deixou Demi terminar de falar e a beijou.
Joe teve uma vontade incontrolável de beijá-la e o fez, sem aviso prévio, no início Demi levou susto e ficou sem ação, mas depois se entregou o abraçando e aprofundando mais o beijo. Os dois sabiam o que aquele beijo significava. Estavam gostando um do outro, agora tinham certeza.
Foram interrompidos por Pedro que caiu da bicicleta, ainda dentro de casa.
Os dois entraram em casa correndo e assustados, não só pelo barulho alto que fez, mas pelo beijo que acabara de acontecer. Encontram o Pedro rindo, junto com o resto da família. Já estava bem tarde e Demi estava muito assustada.
- Eu vou dormir, foi um dia bem agitado hoje. Boa noite!
- Demi, - Joe chamou quando ela estava na metade da escada. – obrigado pelo meu presente. – Demi ficou mais vermelha que um tomate seco, assentiu e terminou de subir a escada.
Demi não parava um minuto de pensar no beijo. E que beijo! Demi pensou. Agora tinha certeza que estava apaixonada, e não sabia o que fazer. Em uma semana, no máximo, ela estaria de volta a sua casa.

O dia amanheceu bem ensolarado, como disse Vera, “chamando chuva”.
Eram sete da manha quando Joe chegou da cozinha e viu só a sua mãe, Demi não estava lá ajudando e nem conversando com Vera, como fazia todas as manhãs.
- Bom dia, mãe. Onde está, Demi?
- Bom dia, meu filho. Demi, foi dar uma olhada no barranco.
- Eu vou atrás dela. Lá é muito perigoso.
- Joe, por favor. Não faça nada que machuque Demi. Ela é uma moça maravilhosa.
- Não vou machuca-la, mãe.
- Eu vou te contar uma coisa, mas é segredo. Demi, já mudou de ideia em relação a ferrovia, ela não vai mais construir, mas eu pedi para ela ficar mais um tempo. Afinal, ela gostou tanto de ficar aqui e... De outras coisas, que seria injusto deixa-la ir dessa maneira.
- Então é por isso que ela resolveu dar presentes para todos, porque ela está indo embora?
- É por isso. Eu tenho certeza que assim que ela terminar de construir esse muro, ela vai ir embora. Ainda mais pelo que aconteceu ontem.
- Do que está falando?
- Do beijo. Eu estava perto da janela quando você avançou para cima da moça. Coitadinha! Ela ficou assustada.
- Estava nos espiando, Dona Vera?
- Oh, não... Eu saí assim que começaram com o beijo.

Demi estava observando o barranco.
- Cuidado, pode cair!
- Não se preocupe. Eu sou cuidadosa.
- Já sabe exatamente o que pretende fazer?
- Sim. Eu já fiz o projeto, está pronto. E só começar!
- Então, podemos começar amanhã?
- Podemos.
- Vou falar com os peões.
- Tudo bem. – Demi tentava manter menos contato possível.
- Sua família é adorável, Demi.
- Obrigada, a sua não fica para trás. São todos maravilhosos!
- Demi, não precisa me evitar só porque nos beijamos ontem.
- Não estou te evitando. – Joe chegou mais perto, segurando com cuidado o queixo de Demi para ela poder olhá-lo.
- Diz isso olhando nos meus olhos.
Como se a aproximação não fosse o bastante, Demi o beijou. Dessa vez, a decisão de beijar foi dela. Ela queria sentir o mesmo de novo.
- Desculpe, eu não devia ter feito isso.


domingo, 6 de outubro de 2013

Capítulo 7:

Capítulo VII:
Depois do nosso passeio, voltamos para casa.
Já estava na hora do almoço.
- Papai, tem um buraco enorme! – Maria Clara disse.
- Oh, já ia me esquecendo. Não quero que brinquem por lá. Está muito perigoso!
- Ah, pai! Eu adoro brincar lá. Tem mais espaço e os animais não ficam correndo e me atrapalhando.
- Está avisada, Maria Clara!
- Clarinha, é só por um tempo. Já vamos consertar!- Demi disse.
- Demi, eu pesquisei a sua profissão. Lá na escola temos computadores com internet e eu pesquisei. É bem legal! Pai, quando crescer quero ser engenheira civil! – Mariana disse sorridente.
- Falou a dondoca!- Clara implicou. – Gosta de chamar atenção!
- Maria Clara. – Joe repreendeu.
Foi a primeira vez que Demi viu realmente o quanto Maria Clara era turrona. Gostava de implicar com todos os irmãos.
- Pai, você comprou um carro novo?
- Não, Nando. Aquele carro é da Demi.
- Nossa, é bem legal!
- E falando em carro... Demi, acho que tem razão.
- Sobre?
- Comprar uma caminhonete nova. Wilma, não está andando como antes!
- Que bom!
- Gostaria de ir comigo? - perguntou à Demi.
- Posso ir também, papai?
- Claro, filho.
- Gostaria sim, Joe.
- A agência que eu conheço, fica na sua cidade. Pode aproveitar e... Ver suas irmãs. – disse relutante. - Ou alguma pessoa em especial...
- Será maravilhoso!
- Papai, Demi já disse que não tem ninguém especial. – Pedro, que parecia alheio a conversa, disse.
- Pretendem ir quando?
- Amanhã, pode ser?
- Claro. Podemos aproveitar e comprar os materiais para a obra do barranco. - um tempo em silêncio se formou e Demi teve uma ideia. – Quer ir conosco Lucas?
- Não quero incomodar.
- Claro que não vai.
- Verdade, Lucas. Vai ser legal... Pode me ajudar a escolher. - Joe adorou a ideia de levar o filho. Quem sabe se aproximar mais dele?

Demi acordou bem cedo, assim como Joe, Lucas e Fernando. O menino estava muito animado com a ida a uma agência de automóveis. Lucas, apesar de tentar não mostrar, estava animado com o convite. Tomaram café e foram para o carro da Demi, já que Wilma não aguentaria a viagem.
Era o carro de Demi, mas era Joe quem dirigia.
- Demi, seu carro é demais!
- Obrigada, Nando.
- Verdade. Pai, você podia comprar um carro assim. – Disse Lucas.
- Não vem com essa. Eu vou comprar uma caminhonete, porque é mais fácil para mim.
- Pelo menos vai ser moderna. – Demi disse. - Nada contra Wilma.

A viagem foi tranquila, foram conversando. Não era muito longe uma cidade da outra. Com certeza de metrô seria mais rápido!
Na agência, Fernando estava fascinado com o que via. Seus olhinhos brilhavam. Os quatro escolheram uma caminhonete muito bonita.
- Eu tenho que resolver alguns assuntos aqui ainda, Demi. Se quiser, pode ir ver suas irmãs.
- Claro. Fernando e Lucas podem ir comigo?
- Pode, claro. Só não sequestre meus filhos.
- Pode deixar. Como vou saber que já está resolvendo tudo?
- Espere um minuto. – Joe entrou e buscou um papel e uma caneta. – Me dê o endereço da casa da sua irmã, ou o telefone. Assim, quando eu terminar eu encontro com vocês lá. – Demi deu todos os dados que lembrava.

- Lucas e Fernando querem ir a minha casa comigo?
- Claro!
- Eu terei de passar em um lugar antes, vocês se importam?
- Não. – Lucas respondeu.
Era tudo um plano, Demi parou em frente a loja de instrumentos musicais e entrou com os garotos. Ela queria dar um presente a Lucas. Quando entraram na loja Lucas quase surtou de alegria por estar ali.
- Olha, Lucas, eu sei e vi que aquele violão está bem velhinho. Eu quero te dar um novo, pode escolher e não se importe com o preço.
- Não posso aceitar, Demi. Meu pai vai achar ruim.
- Ele não tem que achar nada, Lucas. Eu estou te presenteando e presente a gente não recusa.
Lucas escolheu o violão mais moderno que tinha na loja, preto como sempre quis um. Estava muito feliz! Logo depois seguiram para o shopping comprar presentes para Fernando, Maria Clara, Pedro e Mariana.
Fernando escolheu uma coleção de carrinhos, Demi comprou para Maria Clara o skate que ela queria - na fazenda tinha onde ela andar. Joe havia construído um espaço para as crianças andarem de bicicleta, mas bicicleta não animava mais Clarinha. Para Pedro, Demi comprou uma bicicleta - para o seu tamanho -, era o único que não a tinha e para Mariana comprou um estojo de maquiagens, igual ao dela, pois Mariana havia gostado. Finalmente, para Vera, Demi comprou uma torradeira, já que a da fazenda tinha estragado e Vera odiava fazer torradas e um vestido de festa.
- Falta o meu pai, Demi.
- Ah, é verdade. – sem muito entusiasmo.
- O que tem entre você e meu pai? Eu já sei que você queria construir uma ferrovia nas nossas terras, mas o que mais há entre vocês?
- Não há mais nada, Lucas. – mudou de assunto. - O que posso dar para o seu pai? – pensou um pouco.
- Acho que vou comprar uma calça já que todas que ele tem estão surradas. – brincou rindo. - Depois eu descubro um presente para ele. Eu preciso ver minhas irmãs, querem ir comigo?
Na casa de Miley, Joe já esperava Demi. Estava num lugar que não conhecia ninguém. Estava sendo simpático com todos, mas não sabia onde Demi estava metida com seus filhos.
Quando Demi atravessou a porta, Júlia e Henrique foram correndo abraça-la disseram que estava com saudade e mais um monte de coisas. Logo, Miley e Selly a abraçou e por último, Liam.
Foi a primeira vez que Joe esboçou uma afeição séria e era só para Demi. Havia sumido a tarde inteira com os seus filhos.
- Onde estava garota? – Selly perguntou. - Joe estava preocupado com vocês!
- Nós estávamos fazendo compras. – disse tranquila, mas ao mesmo tempo temendo pelo que Joe pudesse dizer. Quem sabe até expulsa-la da casa dele.
- Pai, você tem que ver o que a Demi comprou para mim. Está lá no carro! Ela comprou presentes para todos, só para você que não. Ela não sabia o que comprar.
- Esses são meus filhos, Fernando e Lucas. - apresentou os filhos. - Demi, será que a gente pode conversar a sós? – sem Demi responder, Joe saiu esperando-a do lado de fora. Era mais ou menos seis horas e estava um pouco frio.

CONTINUA...




Oi meu povo bonito!Mais um capítulo! Espero que gostem e comentem!Será que o Joe vai dar uma bronca em Demi ? E se Joe disser algo que Demi não goste, ela vai revidar, obvio. Ui! O Barraco vai comer!

O QUE VOCÊS ACHAM QUE VAI ACONTECER?

Capítulo 6:

Capítulo VI:

Todos falavam juntos na mesa de jantar, até Mariana fazer uma pergunta a Demi.
- Você tem namorado, noivo ou marido? – todos ficaram quietos esperando a resposta de Demi. De alguma forma, os filhos de Joe achavam que Demi seria uma “nova mãe”, já que ele nunca levou ninguém para a casa deles, até Demi chegar de surpresa. Entretanto, não passava na cabeça de nenhum dos dois qualquer contato mais íntimo do que cumprimentos.
- Ora, Mari, isso é pergunta que se faça?! – Joe repreendeu a filha mesmo querendo saber a resposta. Mariana imediatamente se sentiu desconfortável e Demi respondeu para que a menina se sentisse bem.
- Não, Mariana. Eu não tenho nenhum companheiro. Há pouco tempo terminei a faculdade e já comecei a trabalhar, eu não tenho tempo para romances. E não vejo problema nenhum em fazer esse tipo de pergunta, não para mim. Pode fazer a pergunta que quiser.
Vera sorriu, nem todo mundo enfrentava Joe daquela maneira, só Demi, e ela, é claro.
Depois do jantar, Fernando, Clara e Pedro estavam brincando do lado de fora da casa, Mariana estava na sala conversando com a avó e Demi, Joe estava no seu quarto vendo alguns papeis e José Lucas estava em seu quarto.
- Lucas sempre vai para o quarto, o que ele faz lá?
- Ninguém sabe. – Mari respondeu. – Demi, desculpe pela minha pergunta.
- Não se preocupe, Mari. Não me senti atacada. Fique tranquila.
- Papai achou ruim.
- Seu pai é um tolo. Oh, desculpe! Não devia ter falado isso.
- Tudo bem, às vezes a vovó diz coisas piores! – riram.
- Joseph precisa de alguém para aturá-lo. – Vera disse sorrindo para Demi.

Demi não ia ficar curiosa assim, ela queria saber o que Lucas fazia no quarto todos os dias e ela ia descobrir isso. Ela bateu na porta do quarto do menino.
- Quem é? – perguntou grosso.
- Demi. – a porta destrancou e Lucas a abriu para Demi entrar.
O quarto era de um rebelde nato. Tinha pôsteres de bandas de rock espalhados por todo o quarto e Lucas estava com um violão na mão.
Durante o pouco tempo que Demi esteve na casa do Joe, ela conseguiu ter um contato maior com todos os filhos de Joe e ela sentiria falta no dia que partisse.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não. Eu só estava curiosa para saber o que você faz todos os dias aqui no seu quarto.
- Vou contar para você, mas só para você. E não conte para ninguém.
- Juro. - Demi fez sinal de chave na boca, como Fernando faz.
- Eu componho músicas.
- Sério? Que máximo!
- Eu e meus amigos estamos montando uma banda. Ainda não sabemos qual vai ser o nome, mas... Ainda estamos amadurecendo a ideia.
-Tenho certeza que vai ser legal! Cante uma de suas composições para mim?
- Eu vou cantar “Sempre vou te amar”. Não é uma música do estilo que eu costumo compor, mas eu fiz para uma garota que eu estou gostando. – A música é linda. Lucas cantava tão divinamente. Um garoto tão Rebelde, como todos achavam, só tinha um segredo e medo de todos saberem.
- Lucas, é linda! Você canta e compõe lindamente.  Devia mostrar para o seu pai, Lucas, ele vai achar lindo também.
- Não, Demi. Ele não gosta dessas coisas. Ele quer que eu seja um peão como os empregados dele. Isso é o que ele quer para mim e não é isso que eu quero.
- Eu já percebi e ele deve ter percebido, mas vocês dois são muito iguais, sabia? Por isso que brigam tanto! Joe só quer fazer coisas que o pai dele fez com ele, Lucas. Geralmente é assim... Ele quer ensinar aquilo que o pai dele ensinou para ele, porque ele gostou desse momento com o pai e acha que você também vai gostar. Quem sabe se disser de uma vez, ele não para com isso e te apoia?
- Eu não vou e não quero contar. Não quero magoa-lo. – eu o abracei o encorajando.

Mais alguns dias se passaram e Demi já tinha certeza que não queria mais construir a ferrovia, quer dizer, ela ainda queria, mais não ali. Teria de pensar onde seria, mas não poderia morar mais na casa de Joe. O acordo era ela ficar até mudar de ideia, e ela já tinha mudado.
- Vera, eu tenho que ir embora amanhã.
- O que? – Vera, que estava ensinando Demi a fazer um doce e a olhou assustada. – Por quê?
- O combinado com Joe era eu ficar até o eu mudar de ideia. E eu mudei.
- Mas, Joseph não precisa saber disso... Vai ser nosso segredo!
- Vera, Joseph me odeia! Não quero mais ficar.
- Quem disse que ele te odeia? - ela perguntou divertida.- Fique aqui mais uma semana.
- Não posso. Estaria perdendo meu tempo e estou com saudade da minha família. Minha irmã Miley está grávida e Selly separou do marido. Preciso estar ao lado delas.
- Sei que gosta do lugar, das crianças, de Joseph.
- Joseph? Está brincando, né? Eu não gosto dele. Ele é um grosso! Gosto muito da senhora. É um anjo! – eu a abracei. Demi ouviu as botas de Joe. Ele estava entrando na cozinha e seu coração pareceu levar um choque e tudo parecia agir em câmera lenta. Um ato de 1 segundo pareceu ter mil minutos para ela, era estranho isso!
- Bom dia! – ele disse.
- Bom dia! – Demi sentiu vergonha ao cumprimenta-lo. Ela não se conhecia mais. – Vera, as crianças já levantaram?
- Não. – Joe quem respondeu. - Nos finais de semana, eles acordam mais tarde. – Joe ficou me olhando de um jeito estranho, parecia aprovar a minha roupa. Eu usava uma calça jeans, botas e uma blusa branca de alças.- Vem comigo, Demi. Quero lhe mostrar uma coisa. - Demi não hesitou e foi com ele. – Já cavalgou alguma vez?
- Sim. Os meus tios tinham cavalos e sempre nos levava para dar um passeio. Ele me ensinou.
- Ótimo! Eu tenho uma égua para você.
- Está doido! Eu não subo num cavalo desde que eu tinha quinze anos. Não sei se...
- Demi, andar a cavalo é igual andar de bicicleta. Não muda nada, mesmo depois de anos. É só subir e mandar ver!
- Não é, não! Diz isso porque faz isso todos os dias. Já eu, não.
- Tudo bem, Demi. Eu vou estar aqui... Não precisa ter medo. Qualquer coisa, eu ajudo. Rose é mansa.
- Rose é o nome dela?
- É...
- Me deixe conversar com ela. – Joe jamais imaginava que Demi pediria isso. Ela era da cidade grande e ela ia mesmo conversar com a égua? Pensava que até agora, só ele fazia isso. – A sós.
- Claro. – Joe foi selar o seu cavalo um pouco longe dali. Deixando espaço para Demi conversar com a Rose.
Quando voltou, Demi estava “subindo” na égua já selada antes. Havia subido perfeitamente, como se fizesse isso todos os dias.
- Muito bem, Rose! Acho que nos entendemos. – Demi disse à égua.
- Pronta? – Joe perguntou sorrindo.
- Agora sim. – Demi sorriu.
Joe subiu no seu cavalo, parou ao lado de Demi.
- Vamos devagar. Rose é nova... Eu tenho que fazer esse garanhão, cruzar com Rose, mas ela é difícil.
- Deve ser tímida. Por que quando as mulheres não querem sexo, elas têm que ser “difíceis”? Será que não são os homens que são rápidos demais? Pense bem, Rose chegou agora. Ela não vai se envolver com todos, ou até mesmo, com qualquer cavalo.
- Demi, estamos falando de cavalos!
- Só porque são cavalos não têm sentimentos?
- Não é isso. Eu sei que tem, mas não tão profundos como você coloca.
- O “grupo feminino” se entende, Joe.
- É a primeira vez que me chama de “Joe”. É sempre “Joseph”! - Demi sentiu o rosto queimar de vergonha. Não podia vacilar.
- Sua mãe fala assim, eu ouço tanto que acabei repetindo. Desculpe!
- Não tem que desculpar, eu gostei! - se seu rosto estava queimando, agora devia estar em chamas.
Joe não era tão ruim como Demi pensava. Ele tinha sentimento.
- Por que me chamou para passear a cavalo?
- Porque achei que fosse gostar.
- Eu gostei muito, obrigada pelo convite! – Em frente a eles havia um barranco. – Joe, isso não é perigoso?
- É sim. Na última chuva, caiu tudo!
- Se quiser, eu posso fazer alguma coisa para ajudar.
- Como?
- Sou engenheira civil, se quiser posso ajuda-lo.
- Séria maravilhoso, Demi.
- É muito perigoso, imagina se uma das crianças resolve brincar por essa parte. É perigoso quebrar uma pena ou um braço caindo nesse barranco.

Continua...
Gente, que triste! Demi vai embora sem nem dar um beijinho em Joseph? ISSO É MUITO TRISTE!