segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Capítulo 26: I Hate You, Don't Leave Me



(Botem para carregar a música >>> SaySomething 


Uma semana se passou correndo e chegou o tão esperado casamento de Joe e Demi.
O dia foi uma correria imensa, não só pelas famílias responsáveis pela organização, mas pela adrenalina dos noivos que estavam loucos enquanto se arrumavam. Demi apesar de tudo estava feliz, aquele casamento não seria de todo uma mentira, já que ela amava Joe e tinha consciência disso. Mas se via preocupada em como seria sua vida dali em diante. Será que ela estava disposta a lutar para fazer com que Joe a amasse também? E por sua vez Joseph estava desesperado, estava sofrendo por saber que tudo aquilo não passava de uma mentira. Ele queria que Demi o amasse, que ela desejasse aquilo tanto quanto ele desejava agora, mas ele sabia que era em vão, e sua consciência o alertava do que era o certo a se fazer.

Todos já estavam na igreja, que foi fortemente guardada por seguranças para que a imprensa não penetrasse. Era uma precaução, já que eles não revelaram a data da cerimônia e fizeram questão de que todos os convidados fizessem o mesmo. Nicholas e Selena estavam juntos no altar, eram padrinhos de Demi assim como Miley e Zac que eram os padrinhos de Joe. O noivo estava muito nervoso e todos pensavam que era por causa do casamento. E era, mas por motivos diferentes. Quando a musica começou a tocar, Demi entrou acompanhada por Patrick que sorria contente. Joe olhou em sua direção. Ela olhou em seus olhos e sorriu. Ele pensou nunca ter visto tamanha beleza na vida a não ser quando olhava as estrelas na praia, ou de um lugar bem alto.
Ele sorriu também, mas um sorriso torturado, por saber que ele não poderia sacrificar a felicidade da mulher que ele tanto amava por puro egoísmo. Suspirou sabendo que ia se condenar a ser infeliz pra sempre, pois ela era a única pessoa capaz de fazê-lo feliz. Mas ele percebeu que preferia ser infeliz pra sempre, a ver a mulher que amava sofrer. Então decidiu que aquele era o momento. Demi se aproximou, Patrick o cumprimentou e foi para seu lugar no altar. Ela sorriu pra ele, que retribuiu forçadamente, Demi logo percebeu que havia algo estava errado. Ela podia ver em seus olhos. Ele parecia torturado, com algum tipo de angustia em seu olhar.

(Dê play na música)

– Caros irmãos, estamos aqui neste dia para celebrar a união de dois corações apaixonados...

“Say somenthing, i’m giving up on you
'll be the one, if you want me to
Anywhere, I would've followed you
Say something, I'm giving up on you”

– Joseph você aceita Demetria como sua legítima esposa, para ser fiel, ama-la e respeita-la todos os dias de sua vida?

“And I, am feeling so small
It was over my head
I know nothing at all

And I, will stumble and fall
I'm still learning to love
Just starting to craw”

– Não
– O que?
Demi estava espanta, chateada.. ela não sabe o que pensar no momento.
– Eu… Eu não posso Demi, Não posso fazer isso.
– O que? Por quê?  
– Porque não é o certo.
– Joseph, isso não é hora de você bancar o certinho. – ela dizia visivelmente assustada assim como todos ali presentes.

“Say something, I'm giving up on you
I'm sorry that I couldn't get to you
Anywhere, I would've followed you
Say something, I'm giving up on you”


– Demi, isso não devia ter chegado a tanto.
– Ah, e agora que você percebe isso?
– Eu não devia ter levado isso adiante..
– Então agora você vai desistir é isso? Vai me humilhar na frente de toda essa gente?
Ela já dizia aquilo com os olhos marejados, não pela vergonha ou pela humilhação que sofreria, mas por entender que ele a deixaria.


“And I will swallow my pride
You're the one, that I love
And I'm saying goodbye”


–Demi, isso é o certo a se fazer, o melhor, pra nós dois.
–Joe – ela sussurrou sentindo a primeira lágrima descer por sua bochecha.
Ele a limpou acariciando seu rosto uma última vez
–Me perdoe – ele sussurrou torturado.
Segurando sua mão ele deu um beijo em sua bochecha e virou as costas, indo embora o mais rápido que podia daquela igreja sob os olhares curiosos dos convidados, e o olhar dolorido da pessoa que ele havia deixado. Da mulher que ele gostaria que corresse e lhe dissesse pra ficar, mas que apenas observou em lágrimas com o coração quebrado enquanto ele ia, aquela que mesmo querendo fazê-lo ficar, o deixou partir.

“Say something, I'm giving up on you
And I'm sorry that I couldn't get to you
And anywhere, I would've followed you
Say something, I'm giving up on you”

Joe entrou no carro ainda tremendo, ligou e começou a dirigir sem rumo enquanto as lágrimas caiam de seu rosto e molhavam seu fraque. Sem perceber chegou até o prédio antigo onde na semana anterior ele teve uma noite maravilhosa ao lado dela. Ele entrou e seguiu direto ao terraço. Não queria ver ninguém, apenas queria chorar e colocar pra fora toda a sua dor.  
E ele o fez.
Chorou. Não soube dizer por quanto tempo ficara ali, despejando seu sofrimento ao vento, para que talvez ele pudesse levá-lo até Deus para que ele pudesse se compadecer de sua dor, e dar a ele um pouco de paz, ou talvez, sendo um pouco abusado, que trouxesse o amor da mulher de sua vida.

“Say something, I'm giving up on you
Say something…”


****


– Demi, você está bem?
– Sim, só preciso ir pra casa.
Demi disse secando as lágrimas que ainda caiam em seu rosto.
– Eu te levo.
– Não precisa Nick, eu estou bem.
– Não te perguntei se é preciso, eu vou e pronto. Sel, você vem com a gente, certo?
– Óbvio que sim.
– Tio Patrick, é melhor o senhor ficar aqui e ajudar o Sr. Jonas com os convidados. Acho que a senhora Jonas e a tia Di estão meio perdidas ali. Nós levamos a Demi.
– Obrigada Selena, você é um amor, Nicholas obrigada pela ajuda, rapaz.
– Não me agradeça senhor Lovato, Demi é minha amiga e melhor amiga da minha namorada, não poderia deixar de ajudar.

Zac e Miley haviam ido atrás de Joe, apesar de todos estarem preocupados com Demi, eles sabiam que ele não estava bem. Nick e Selena seguiram com Demi até seu apartamento. Ao chegarem a porta do prédio, Sel impediu Demi de descer do carro.
– Demi, você está vestida de noiva, não pode descer assim.
– E o que você espera que eu faça Selena? Que eu morra dentro desse maldito carro? –Selena se calou e recostou no banco do passageiro e Demi suspirou cansada – Desculpe, eu estou nervosa.
– Tudo bem. – Selena se virou e sorriu compreensiva – Você quer que eu suba e pegue alguma roupa pra você não sair assim?
– Faça melhor Sel, pegue uma mala pequena no armário, aquela cinza que você sabe qual é, coloque algumas roupas, suficiente pra uma semana. Não quero ficar aqui, vou pra casa dos meus pais. Nick você se importa de me deixar lá?
– Claro que não Demi, eu te levo.
Selena subiu e pegou as coisas como Demi explicou, logo desceu e eles seguiram rumo à casa de seus pais.
– Tem certeza que você não quer que eu fique?
– Não Sel, eu estou bem, vá curtir seu namorado, amor.
– Tudo bem, amanhã passo aqui pra ver como você está.

Selena a deixou e saiu com Nick. Demi então tirou o vestido que foi aberto por Selena e o deixou cair ao chão. Entrou no chuveiro e assim que a água começou a cair sobre a cabeça ela finalmente se permitiu chorar abertamente. Seus soluços eram encobertos pelo barulho da água caindo e ela sentada no degrau do Box chorou até aliviar seu coração da dor. Ela sabia que ele nunca havia sido dela, mas jamais pensou que esperaria até o altar para desistir. Ela sabia que não daria certo, sempre soube. Mas depois daquela noite no terraço, sentiu um pingo de esperança de que ele pudesse amá-la, de que ela não fosse apenas um passa-tempo e uma maneira de ganhar mais poder. Chorou todas as lágrimas que podia, sofreu tudo o que seu coração permitiu sofrer, pois havia decidido que não derramaria mais nenhuma lágrima quando saísse dali, que não sofreria por alguém que não valia nem suas lágrimas, nem o seu amor.

****

Zac e Miley encontraram Joe entrando no carro no centro e logo foram ao seu encontro. Era visível o estado deplorável em que se encontrava.
– Cara, o que foi aquilo?
– Aquilo fui eu deixando de ser egoísta e permitindo que pelo menos alguém pudesse ser feliz, Zac.
– Eu devia te bater pelo que você fez com a minha amiga, mas vejo que você mesmo já esta se castigando o suficiente.
– Obrigado, eu acho
– Bom, melhor você ir pra casa, eu vou ligar pro seu pai e avisar que você está bem.
– Valeu cara, se eu ligar eles vão me encher de perguntas.
– Tranquilo cara, vai la.

Joe chegou em casa, tomou banho e pôs uma roupa qualquer. Queria tanto explicar direito as coisas a ela, não queria que ela se magoasse. Mas sabia que ela o odiaria pra sempre por isso.



XXX
Sim, isso não é pegadinha! ele a deixou no altar.
São dois idiotas #sóacho
Esse capítulo é contra indicado em casa de suspeita de choro compulsivo ou ataque cardíaco.
COMENTEM E EU POSTO! 

domingo, 3 de agosto de 2014

Capítulo 25: I Hate You, Don't Leave Me


Algumas semanas se passaram após o “acordo” feito entre Joe e Patrick.
Demi assistia sua mãe e a mãe de Joe preparar tudo para a cerimônia e estava se sentindo perdida no meio daquele caos. Estava confusa, não sabia se aquilo era certo.

Casar sem amor?

Ela não queria isso, mas também não queria desfazer o acordo, pois seu pai dependeu disso para garantir mais alguns anos de vida para a sua mãe que por sinal estava radiante com tudo aquilo. Ela estava bem melhor e o médico havia dito que a doença havia regredido bastante depois da cirurgia. Joe não se pronunciava a respeito e ela também não queria discutir. Por incrível que pareça eles estavam se dando bem e ela gostava de acordar em seus braços todas as manhãs. Tinha se acostumado com sua presença e seus costumes esdrúxulos. Ela se sentia segura, protegida, e desde o incidente com o vizinho ela tinha ficado com medo de ficar sozinha muito tempo.

Pensando bem, até que não era de todo ruim a ideia de ter Joe como marido. Ele era uma boa companhia quando não tentava bancar o idiota. Era carinhoso e vamos admitir, fazia o melhor sexo oral que ela já viu na vida, alias, ele fazia qualquer sexo com a maestria de um mestre. Além disso, ela nutria um grande carinho e gratidão por ele ter salvado sua vida e cuidado dela.
Pelo menos era isso que ela pensava.

Joe por outro lado estava desesperado, não conseguia parar de pensar no que ia fazer de sua vida. De uma hora pra outra ele estava apaixonado e não sabia o que fazer. Ele que tanto tempo disse pra si mesmo que nunca iria ser pego pelo Lovebug, estava completamente e irremediavelmente apaixonado por Demetria. E ele se deu conta disso, quando se viu pagando até o que não tinha, para devolver o sorriso ao rosto dela.

Ele pretendia comprar a revista, claro. Mas não agora, não assim. Só que ao ver as lágrimas dela de desespero no hospital, ao ver seu rosto tomado pelo sofrimento, ele sentiu como se seu coração fosse ser esmagado. Morreu de angústia por não poder fazer nada para aplacar seu sofrimento naquele momento. E ao se dar conta de que aquilo poderia trazer um pouco de paz a ela, pelo menos temporariamente, ele não hesitou em fazê-lo. Foi aí que percebeu que era isso o que as pessoas faziam quando amavam alguém de verdade. Elas fazem tudo para ver o outro feliz. É claro que ele queria estar ao lado dela pra sempre, pois agora sabia e entendia que aquilo era amor. Mas sabia que ela não concordava, que ela não queria aquele casamento, que era uma farsa. E ele passou todo esse tempo se torturando, pois estava confuso entre fazer o que era certo, ou ser egoísta e pensar apenas em si. E não sabia o que fazer.

Era um sábado e Joe havia passado todo o dia fora. Demi estava em casa entediada e revoltada por ele tê-la deixado sozinha. Faltava uma semana exatamente pro casamento e os dois estavam com os nervos à flor da pele. Tanto por seus conflitos internos, quanto pela recomendação do padre de não manter relações até o dia do casamento. Joe entrou cansado em casa, mas satisfeito. Ele havia preparado uma surpresa pra ela, estava bem mais romântico depois de se descobrir apaixonado, Demi percebeu a mudança e estava adorando, mas nesse momento ela queria matá-lo por deixá-la sozinha em casa.
– Posso saber aonde você se meteu? E nem adianta dizer que estava com o Zac, porque eu liguei pra ele mais cedo.
– Eu não estava com Zac, tive que resolver uns assuntos e acabei demorando mais do que o planejado.
– Espero que esses seus assuntos não usem perfume barato e tenham facilidade em abrir as pernas – ela falou
Logo indo para a cozinha possessa enquanto ele sorria atrás dela.
– Está com ciúme?
– EU? Ah, pelo amor de Deus Joseph, eu apenas não quero meu nome jogado na lama e sendo chamada de corna por aí, não se esqueça que pro resto do mundo somos um casal.
Ele rapidamente deu um passo e a abraçou por trás, beijando seu pescoço delicadamente.
– E pra você Demi? Pra você somos um casal? – Demi suspirou, se virou alcançando seus botões, começando a brincar com eles, sem olhá-lo nos olhos.
– Eu não sei Joe, sinceramente, não sei nomear o que temos. – Joe suspirou dessa vez.
Como ele queria que ela dissesse que sim eles eram um casal, que ela estava com ciúmes e que ele era só dela, porque ele era. Agora era.

– Eu fui buscar os ternos com meu pai, ele me pediu pra tomar uma cerveja com ele e eu fui. Fazia um tempinho que não nos víamos então acabei me atrasando.
– Você poderia ter deixado um bilhete, você sempre deixa um bilhete quando precisa sair antes de eu acordar. – ela disse manhosa fazendo Joe sorrir – Fiquei preocupada.
– Eu sei, eu na correria acabei esquecendo, me desculpe sim? – ele se aproximou e lhe deu um beijo calmo que foi prontamente correspondido.
– Tudo bem, na verdade foi até bom porque você iria morrer de tédio junto comigo. Odeio sábados, eu não faço nada de útil e não saio durante o dia. – Joe riu do comentário.
– Acho que você é a única pessoa no planeta que odeia sábados, bom já que a senhorita está entediada vamos fazer algo, vá se arrumar, nós vamos sair.
– Vamos? – Seus olhos brilharam e Joe abriu mais o sorriso – e aonde vamos?
– Bom isso é surpresa, eu vou me arrumar em casa pra ser mais rápido sim?
– Joe você sabe que eu odeio surpresas - ela disse emburrada.
– Não se preocupe, dessa você vai gostar.
Ele então saiu deixando uma Demi emburrada pra trás.
Ele se arrumou rapidamente e esperou mais vinte minutos até que ela estivesse pronta.
– Vamos?
– Você não vai me dizer, né?
– Noop
– Ai você me irrita sabia? – ela comentou
E se encaminhou porta com ele logo atrás que a abraçou e falou em seu ouvido.
– Sabia, e sabia que você fica linda assim irritadinha?
– Sai seu chato, me deixa fechar a porta – ela disse sorrindo.
Joe dirigia concentrado enquanto Demi o olhava discretamente e pensava quando ele havia ficado tão lindo? Joe era completamente diferente do que ela pensava e especialmente do que mostrava as pessoas. Ela conhecia um lado dele que poucos conheciam. E ela estava completamente encantada por ele. Não podia negar, estava gostando demais da ideia de se casar com ele, mesmo que não fosse exatamente “real”.
Quarenta minutos depois eles chegaram ao seu destino, um prédio antigo no centro de Manhattan.
– O que estamos fazendo aqui?
– Você já vai saber – disse ele enquanto entravam no elevador-
– Wow!

Foi o que Demi conseguiu dizer ao entrar no telhado do prédio. Joe havia preparado um jantar ao ar livre. O prédio era bem alto e no meio da cidade, então a vista era incrível. Demi estava encantada olhando pra tudo quanto Joe falava com o senhor que cuidou das coisas para ele enquanto ia buscar Demi.
– Obrigado Antonio, está tudo certo.
– De nada senhor Jonas, a comida está quente e o vinho no ponto.
– Ótimo, mais uma vez obrigado
– Por nada, vou descer agora, aproveite o jantar e me chame quando precisar.
– Pode deixar.
Joe chegou por trás dela e a abraçou. Ela sorriu e encostou sua cabeça no peito dele.
– Joe esse lugar é incrível!
– É sim, eu adoro esse prédio, gosto de vir aqui pra pensar, é mais perto que Jersey – ele disse sorrindo e ela também sorriu – Vamos comer?

O jantar seguiu com conversas e risadas, os dois aproveitaram tudo e ficaram por um tempo admirando à vista abraçados. E ali naquele momento, Demi percebeu o quanto estava feliz naquela noite, e que não queria estar em nenhum outro lugar, com ninguém mais. Que era ele a causa do seu sorriso por nada ou qualquer coisa, que ela adorava brincar de brigar com ele todos os dias, só pra poder fazer as pazes com um sexo incrível. Que era pra ele que ela corria quando estava com medo ou perdida, era seu porto seguro, e amava estar em seus braços. Ela percebeu que aquele imbecil era o cara mais perfeitamente imperfeito que ela já teve, que aquele idiota era o cara com quem ela queria estar sempre. Em resumo, ela amava aquele retardado e não mudaria nada.
Os dois voltaram pra casa pensativos, e fizeram todo o caminho em silencio, mas um silêncio bom, onde de vez em quando trocavam olhares e sorrisos. Joe a levou ata a porta e parou pra se despedir, não estavam dormindo juntos todos os dias.
– Bom, boa noite.
– Boa noite Joe, obrigada pela surpresa, eu amei, salvou meu sábado.
– Ah não foi nada, eu gosto de ver você sorrir.
Ele se inclinou e deu um beijo bem demorado, onde nenhum dos dois queria parar, mas o ar foi faltando e eles se separaram com selinhos.
– Joe?
– Sim?
– Será que você pode,er... Bom você pode dormir aqui hoje?
– Demi, eu não sei..
– Por favor? Passei o dia todo sozinha, não quero dormir sozinha hoje. Você dormiu em casa toda essa semana e eu não reclamei.
– Esta bem, vou só pegar uma roupa, sim?
Ela sorriu radiante e entrou em casa.

Joe pegou suas coisas e foi para o outro apartamento. Ela já estava no banho e ele esperou que ela saísse para entrar e tomar o seu. Os dois se deitaram em silencio, e Demi se aconchegou em seus braços. Joe estava péssimo, toda vez que ele a sentia tão perto ele ficava com vontade de gritar aos quatro ventos que a amava. Mas não podia, não devia, ela não sentia o mesmo e se houvesse algum tipo de sentimento seria no máximo carinho, e ele não aguentava mais esse sofrimento. Enquanto isso, Demi se via as voltas com sua nova descoberta e o que iria fazer com ela. Ela sabia que estava sendo usada apenas, que ele apesar de ser tão fofo e carinhoso, não a amava, e sabia que tinha cometido o maior erro de sua vida se apaixonando por ele. Mas enquanto sua vida não entrava no abismo sem fim, ela aproveitaria ao máximo o tempo ao lado dele.
– Joe? – Demi chamou em um sussurro para saber se ele ainda estava acordado.
– Huum.. – respondeu Joe
Cuidadosamente ele abraçou mais a mulher em seus braços.
– Boa noite . – De se aconchegou em seu peito.
– Boa noite, Demi.

E assim adormeceram pensando em suas novas descobertas.


***
Então meninas, é isso mesmo! Só mais cinco capítulos mais um epílogo e essa fic vai terminar.
Vejam que eles já fizeram novas descobertas, a mãe de Demi está bem melhor e o casamento está cada vez mais perto! O que será que esses dois vão aprontar até lá?
Descubram comentando, minhas princesas!

Amo vcs <3 nbsp="">

DIVULGAÇÃO :

Jemi e Nelena Love

Historia Nelena

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Capítulo 24: I Hate You, Don’t Leave Me



No caminho Demi olhou para fora e não quis falar com Joe, ela estava mais do que chateada, mais do que brava com o homem. Um brinquedo sexual, assim era como ela se sentia. Alias, foi disso que ele a chamou, uma boneca inflável que ele usa quando quer.
Joe colocou o carro em uma vaga qualquer e antes de ele puxar o freio de mão, Demi já havia saltado. Medo, raiva, arrependimento, surpresa... alguns sentimentos que ela tentava dominar. Ela podia dar adeus à revista, esta seria de Joe e ela não podia fazer mais nada. Seu pai estava relutante em opera-la.
Na sala de espera, Demi viu Denise e Paul nitidamente assustados.
– Como está minha mãe?
– Ela está sedada e seu pai está conversando com o médico. Foram feitos muitos exames nela, querida.
– Por que não me ligaram mais cedo?
– Assim que soubemos viemos para cá e te ligamos.
– Como ela está? – perguntou Joe logo atrás de Demi.
– Está sedada agora, Joe.

Demi sentou no sofá, abaixou a cabeça segurando-a com as mãos. Joe sentou ao seu lado, ele sabia que ela estava brava com ele, mas não recusaria um carinho. Jonas fez carinho nas costas da mulher, ela suspirou fundo. Ele teve medo de ela dizer alguma coisa que os deixasse em má situação. Uma vez que até a família Jonas era a favor do casamento. Denise levou as mãos aos céus agradecendo a nora que conhecia a família.
Paul agradeceu pela a empresa não sair das mãos de quem sempre pertencia, ele tinha medo de uma qualquer depois de um golpe qualquer pedir alguma parte da revista. Ele, como Patrick, sempre quiseram que a família ficasse entre os Jonas e Lovato.

Demi não recusou o carinho, o sentia, sabia que Joe estava ao seu lado, mas não recuou. Ela queria mais, ela queria poder chorar nos braços dele, mas era orgulhosa demais.
– Demi, não fiquei nervosa. – disse Denise. – Quer falar sobre outra coisa? – Demi negou. Queria ficar quieta e chorar se fosse possível. – Quer falar do seu casamento?
– Não vai mais haver casamento nenhum.
– Como assim? – Denise esbulhou os olhos, ela e Diana já estavam com quase tudo planejado, desde o dia que Demi disse que elas poderiam planejar.
– Conte para sua mãe, Joe, porque não vai mais haver casamento.
– Ela está brava comigo, mamãe e agora ela está nervosa. Não dê ouvidos, ainda vamos conversar. – Demi virou os olhos, mas antes que pudesse retrucar e contar toda a verdade, seu pai entrou na sala de espera, encarando Demi.
– Como ela está pai?
– Oh, querida! Eu gostaria de dizer que ela está bem, mas eu estaria mentindo. O médico disse que a doença avançou demais desde a última consulta e não foi muito tempo.
– Posso vê-la? – Demi perguntou.
Patrick ainda estava falando da esposa, mas ela não quis ouvi-lo mais.
– Pode, mas ela está sedada, está dormindo.

Demi viu a mãe dormindo tranquilamente, parecia que nada tinha acontecido, mas ela sabia, pela expressão de seu pai, que tudo estava longe de tranquilo antes de ela chegar.
A partir dali Demi sabia o que significava, ela teria que ceder antes dos seis meses completos, ela agora teria que dizer a Joseph que ele comprasse, era uma esperança, uma única esperança de ver sua mãe bem outra vez, senão... Lovato chorou sobre sua mãe, sentia tanto por ela está assim. Queria poder fazer algo e mudar a situação, sem que isso mexesse com o seu orgulho.
Depois de limpar as lágrimas e se recompor, Demi passou pela sala de espera chamando Joe para ir embora, em seguida despediu-se de seu pai, Denise e Paul.
Demi chorou no carro, com o orgulho ferido. Teria de pedir isso a Joe.
– Demi, pare de chorar, por favor.
– Você não tem entende, Joe. Você...Esquece.
– Eu gostaria de poder ajudar, de poder fazer algo para não ver você chorar. Ver você chorar, acaba comigo. Eu não sou capaz de ver isso.
– Estou muito mal, Joe. Não é só pela minha mãe, mas pelo o que você disse, pela mentira, pela circunstancia, pelo meu pai, pelo meu emprego...
– Sobre o que eu disse, eu peço desculpas. Eu estava nervoso e preocupado com você. Você não serve só para sexo, não foi isso que eu queria dizer. Eu estava nervoso com tudo e eu sinto muito.
– Sinto muito não vai fazer diferença. – ela disse limpando as lágrimas. – mas para o que eu sirvo, então?
– Muitas coisas.
– Como o que, por exemplo?
– Para brigar... – ele disse fazendo graça, Demi bateu em seu braço. – Hei, estou dirigindo! Você é uma ótima editora, é difícil para eu dizer isso, mas você é, eu nunca poderia tomar conta de toda a resta sozinho. Você é uma ótima amiga, sei pelo modo como trata Selly e Mi, e você é uma ótima namorada. Sei que não somos namorados de verdade, mas se de mentira é tão bom assim, imagina se fosse verdade? Você é uma boa cozinheira, uma boa enfermeira, é boa em sexo, é boa em ser carinhosa,  é boa para guardar segredo, cuida e se preocupa com a sua família... Eu poderia dizer mais, mas estou concentrado no volante. – finalizou sorrindo.
– Obrigada.
– Me desculpe pelo o que eu disse.
– Eu desculpo você, mais uma vez. – Joe olho rapidamente e sorriu docemente para a mulher.
– Quer que eu fique com você no seu apartamento? – perguntou agora preocupado com ela.
– Não. Obrigada, eu posso lidar com isso sozinha. – Demi entrou no seu apartamento.

****

Joe entrou tirando os sapatos, a camisa, e abriu o botão da calça.
– Joe! – Demi abriu a porta com a chave que Joe havia lhe emprestado depois do incidente do vizinho, eles trocaram as chaves. – Eu disse que não queria que ficasse no meu apartamento, mas eu posso ficar no seu. Eu realmente não quero ficar sozinha hoje. – disse envergonhada para o homem quase sem roupas na sala.
– Quer me acompanhar no banho? – ela sorriu indo atrás de Joe.

Depois do banho compartilhado Joe e Demi estavam deitados na cama dele, Demi estava deitada sobre seu ombro enquanto o Joe acariciava os braços descobertos da mulher. Demi ainda não havia tirado tudo aquilo da cabeça, suspirou não sabendo o que fazer.
– O que foi? – Joe acariciou a cabeça dela. – Sua mãe vai ficar bem...
– Não é só isso. São tantas coisas, que eu... Não quero falar sobre isso, Joe. Só quero tirar tudo da minha cabeça.
– Talvez se me contar, vai sair da sua cabeça.
– Outro dia... Hoje não. – Demi olhou Joe, se aproximou e o beijou.
 Beijou com muito carinho.
– Boa noite.
Ainda nos braços do Jonas, Demi dormiu e talvez aquela noite tenha sido a noite de sono mais tranquilo que ela teve nos últimos dias.

****

Tanto para Demi quanto para Joe, aquele dia foi um dia diferente. Eles acordaram juntos, tomaram banho juntos, foram para o trabalho juntos sem nenhuma discussão, talvez estivessem se dando melhor agora ou enxergavam o quanto são bons juntos e não era só de sexo, não era só no trabalho.
Demi respondeu ao e-mail do gerente do banco, tentando argumentar, mas o senhor continuou dizendo que não poderia ajudar, Demi tentou pedir ajuda para o plano de saúde dos pais, mas como ela mesma sabia era impossível. Apesar dos pais terem dinheiro tinham um péssimo plano de saúde. Demi, derrotada, engoliu o orgulho e encheu-se de determinação. Apenas Joseph poderia pagar essa operação, claro, em troca dos cinquenta por cento das ações da família Lovato.
Demi andou devagar até o elevador, ele usava um macacão preto e saltos bege.
O coração dela dava pulos de tanto nervosismo. Pela primeira vez, engoliria seu orgulho para abandonar o seu maior sonho, faria isso pelos seus pais, pela felicidade deles. Demi saiu elevador, viu Nick conversando com Bryan, acenou para ele que sorriu abertamente para ela. Ela continuou andando em direção a sala de Joe, que há muito tempo já era intima, os dois passavam muito tempo juntos naquela sala, como na sala dela também resolvendo inúmeros problemas relacionado à revista. De fato, seu pai mal trabalha na revista, como o Sr. Jonas aparecia poucas vezes, por isso os dois tinham resolver e descascar todos os pepinos e abacaxis... Juntos.

Demi abriu a porta sem bater e sem deixar que a secretária de Joe anunciasse sua entrada. Ela assustou-se quando viu seu pai, se levantando e apertando a mão de Joe.
– Você não sabe o bem que está fazendo a nossa família. – disse o pai de Demi.
– Pai?
– Demi?
– O que...?
– Demi, estava fechando negocio com Joe. – disse seu pai sorrindo.
– Fechando negocio com Joe... Não se lembra que eu deveria saber disso? Afinal de contas, eu queria comprar as ações.
– Querida, as coisas mudaram de figura. Agora, você e Joe estão noivos, irão se casar. As ações serão dos dois em conjunto, não é mesmo?  Não achei...

 “Não, papai, não vai ter casamento! Nós não iremos nos casar!” era essas coisas que passavam pela cabeça de Demi..

– Como está a mamãe? – Demi resolveu perguntar antes de dizer algo que seu pai não gostaria de ouvir.
– Demi, os médicos disseram que se quisermos a cirurgia, este é o melhor momento. Ela não está nada bem, querida. Eu preciso ir, é horário de visitas e eu quero estar com a sua mãe. – Patrick beijou o topo da cabeça da filha e saiu despedindo-se de Joe, fechando a porta em seguida.
– Você deveria ter falado comigo. Você sabe muito bem que não vamos nos casar, isso é roubar. Nós tínhamos um trato, Joe. Não tem casamento! Ontem mesmo falamos disso, eu disse que íamos terminar tudo. Você enganou ao meu pai.
– Demi, podemos mudar a situação.
– Como quer que mudemos a situação? Quer que eu case com você de verdade?
– Não é má ideia.
– Você só pode estar brincando!
– Nossos pais querem tanto, nós nos damos tão bem, Demi.
– Nós brigamos o tempo todo, você está louco.
– Já passamos da idade de casar, querida e se você pensar bem, é a única maneira de você ter a revista que você tanto quer.
– Por que você quer isso?
– O maior sonho de nossos pais, Demetria é nos ver juntos, trabalhando juntos sem brigar por partes da revista. Eu tenho certeza que eles ficariam mais felizes ainda se tudo isso ficasse entre uma única família, Demi. A nossa família.

Demi sabia que Joe estava certo, era a felicidade dos pais deles, mas e a felicidade dele e a felicidade dela? Isso não contava mais?.


XXX
Então, meus amores!
Mais um capítulo para vocês. Esperamos que tenham gostado.
Essa fic infelizmente está nos seus capítulos finais.
ÚLTIMAS EMOÇÕES!
Será que tem casamento?
Será que a mãe de Demi melhora?