domingo, 9 de novembro de 2014

Capítulo 3: Amor Autêntico

- Pode me devolver?
- Não. Pensei que íamos ficar juntos. - Joe fez carinha de triste. Antigamente Demi teria cedido, teria agarrado-o pelo pescoço e o carregado para cama. De lá, não sairiam até a próxima segunda, mas agora... Essa Demi é diferente!
- Ainda bem que pensou, Joe, eu disse que tinha trabalho hoje. Eu não posso ficar com você.
- Por favor! Quem manda lá é você.
- É por isso que eu tenho que ir. Pode me devolver o celular?
- Tudo bem, mas amanhã você tem que ficar o dia todo comigo.
- Eu faço o que quiser, desde que me dê o celular.
- Não programe nada para amanhã. – entregou o celular.- Ouviu, querida. - Joe puxou- a e a beijou. – Tchau.
Ela atravessou a cozinha correndo. Ligou o carro e “cantou pneu”, no caminho ligou para Selly, ela já estava louca sem Demi. Ela sabia como trabalhar, a falta de Demi não era o problema, mas estranhava a falta dela, pois Demi nunca faltava.
- Joseph, eu já entendi!
- Joseph?
- Demi, é você? O que aconteceu? Ster está quase indo atrás de você. O ogro do seu marido atendeu seu telefone, disse que você não ia trabalhar.
- Aquele... Olha, ele é louco. Depois, eu explico melhor... Tranquilize Ster, estou a caminho.
- Tudo bem. Seguro as pontas, enquanto não chega.

Em vinte minutos Demi chegou ao prédio. Ainda estava brava e arfando.
- July, chame Selena e diz que eu cheguei. - ela a olhava assustada.
- Ela, Miley e Sterling estão te esperando na sua sala.

Quando entrou, Selly já foi logo perguntando.
- O que houve com você? –  Demi percebeu que, naquele momento, ela não queria saber da confusão de hoje com o celular e estava olhando sua roupa, quando Demi fitou sua roupa. Bom, a blusa de pano leve estava do lado do avesso, os botões estava casados errados, a saia mal colocada e a sandálias sem abotoar.
- Eu tive que vir correndo. – justificou.
- Isso explica o cabelo.- Mi disse rindo.
- O que tem meu cabelo? – pergunto exasperada tentando mexer nele.
- Está bagunçado! – Ster disse.
- Eu vou ao banheiro e já volto.
- E quando voltar, pode explicar direitinho o que aconteceu?- Ster disse brincando de um jeito autoritário e sério.
- Posso. Pede July para fazer um café para mim, por favor?

Demi foi ao banheiro e arrumou a roupa, por sorte, trazia uma mini escova na bolsa e maquiagem, para casos de emergência, como esta.
Quando saiu do banheiro...
- Outra pessoa! – exclamou Mi batendo palmas.
- Mi, não era para tanto!
- Tudo bem, Demetria. Pode nos explicar! – Ster brincou cruzando os braços.
- Só não me chama de “Demetria”, desse jeito que eu não gosto. - Respirou fundo e sentou no seu lugar- Vou começar o assunto desde o inicio.
- Não precisa, as meninas já me disseram. Quero saber de hoje. – Ster estava sério, Demi ficou até com medo.
- O Joseph ontem pediu para passarmos a dia de hoje juntos, eu não aceitei. Estava bem radical como eu combinei com as meninas. Hoje de manhã, acordei as dez sem meu celular e meu relógio estava desativado. Corri e tentei vir direto para cá, mas Joseph tinha prendido o meu celular.
- Como fez para recuperá-lo? – Mi perguntou curiosa.
- Eu tive que prometer uma coisa a ele.
- O que? – agora foi a vez de Selly perguntar.
- Que passaria o domingo em casa. – Ster não gostou muito não. – Podemos trabalhar agora?
- Sim. – os três disseram.
- Pensou no meu pedido de ontem?- Ster perguntou.
- Desculpe, que pedido?
- Da modelo...
- Bom, eu nem me lembrava depois do que aconteceu... Eu me desliguei. Por que não a chama aqui, assim eu converso com ela.
- Teremos que chamar o advogado, Demi. – Mi alertou.
- Não quero chamar Joseph. Só quero conversar com ela, depois acertamos o contrato.
- Tudo bem. – Mi disse.
- Eu já entrei em contato com as novas costureiras, elas vêm depois do almoço.
- Menos um problema. Precisamos de mais um modelo, mas um homem.
- Ah! Eu já falei com ele também. E ele vem também depois do almoço, portanto está tudo feito.

Resolveram tudo o que precisava em pouco tempo. A menina que o Ster falou, foi até a sala de Demi, ela conversou com ela tudo o que achava necessário, já que será a empresária dela.
Depois o modelo apareceu com o seu empresário. Foi uma conversa mais longa, o empresário era muito lento e não entendia de nada do assunto, até que veio uma coisa à tona.
- O que acha, pai? - O modelo, Michael James, perguntou ao empresário.
- O senhor é pai dele? – perguntou.
- Sim.
- Sr. August, conhece alguma coisa sobre... O assunto?
- É a primeira vez que meu filho vai trabalhar. –Logo Demi pensou“Temos um problema!”
- O senhor vai ter que voltar aqui quando tiverem um empresário de verdade, eu não posso contratar você sem que entenda todo o contrato.
- Por favor, Senhora Jonas. É o meu sonho, não tem nada que possa fazer?
- Espere um minuto.–Demi ligou para July e pediu que chamasse Selly.
- Me chamou, Demi? – Ela entrou na sala.
- Selly, você sabia que este senhor, o “empresário” do garoto, é o pai dele e não entende nada do assunto?
- Eu não sabia. Não foi esse homem que veio hoje de manhã.
- Eu vim com meu empresário de verdade, mas ele não quis mais me ajudar. Surgiu uma proposta melhor para ele, então ele foi para outro país. E, vendo o meu estado, meu pai quis me ajudar.
- Demi, porque não faz com ele o que fez com a nova modelo?- Selly sugeriu. Era uma ótima ideia!
Demi explicou ao garoto e ao pai o que eu pretendia fazer, eles aceitaram e o garoto ficou contente já que teria o emprego que queria.

- Sra. Demetria, Sr. Jonas  na linha um.
- Diz que eu saí!
- Parece que é importante.
Demi bufou derrotada e atendeu.- Fala!
- Oi, meu amor. Como você está?
- Cansada e ainda tenho muito que fazer, portanto seja breve.
- Desculpe, se atrapalhei. Eu estava pensando sobre amanhã. podíamos fazer um piquenique, ou almoçar fora, queria sua opinião.
- Por mim, nada. Olha, decida o que quiser,eu como qualquer coisa. - Selly fez sinal negativo com os dedos e Demi pode ler seus lábios: “ Peça o que ele não gosta”- Logo, Demi teve uma ideia!
- Ótimo!
- Por que não comemos naquele restaurante que eu gosto?
- Qual?
- Aquele perto da nossa casa.
- Naquilo eu não como! Só tem comida normal!
- Então, eu não quero nada. Vou ficar sem comer.
- Mas a comida de lá é horrível.
- Não é, eu gosto daquela comida.
- Tudo bem, rainha... Bom trabalho!- Demi desligou o telefone.
- Ele... Aceitou!
- Aí tem, Demi.- Miley falou.
- Meu Deus, eu não sei mais o que fazer!
- Continua como está que por enquanto, está dando certo. - Sel opinou.
- Não sei se vou aguentar por muito tempo.
- Por quê?- perguntou Ster.
- Porque preciso saber o que ele quer. O Fato de ele achar que sou boba, me deixa irritada.

A noite estava chegando e Demi tinha que ir embora. Ela só queria descansar, mas se descansar fosse sinônimo de ver Joe, isso ela não queria.
Pegou suas coisas lentamente, para ganhar tempo. Sempre era a última a sair daquele prédio, mas de propósito. Como na noite passada, Demi viu a luz da sala de Ster ligada e foi até ele.
- O que ainda faz aqui?
- O mesmo de ontem. Não consigo arrumar um jeito de... Sei lá. Nada do que eu faço faz essa roupa ficar boa.
- Se você me deixasse ver, eu até podia opinar, mas...
- Nem vem, dona Demetria. Eu não vou te mostrar esse esboço.
- Tudo bem. Vamos embora? Está ficando tarde.
- É, vamos.- Ster arrumou algumas coisas por sua mesa e foi.- Será que rola uma carona hoje de novo?
- Claro.
O celular de Demi tocou, ainda andando atendeu-o. - Oi!
- Meu raio de sol, vai demorar a chegar?
- Vou, por quê?
- Por nada. Não quero ficar sozinho...
- Joseph, acho que nem vou jantar em casa.
- Por quê? Quer que eu fique aí com você?
- Não. Claro que não. Estou trabalhando. Tenho que desligar agora, tchau.- desligou o telefone na cara de Joseph.
- Antes, você não era assim. - disse Ster.
- Antes, eu era boba. Agora, eu não sou.- entrou no carro destravando a lado do passageiro para Ster entrar.- Na verdade eu pensei no que me disse ontem. Você estava certo, eu estava sendo muito boba e maleável. Fazia tudo o que ele queria e ele nem se importava comigo, só sabia me ignorar. Voltei para casa querendo separação e ele apareceu desse jeito. Isso acabou comigo! Eu sei o que ele quer e isso me deixa mais aborrecida ainda. Por mim, ele já estaria longe de mim, mas quero que ele sofra um pouco.
- Tem certeza disso?
- Tenho.
- Você ainda o ama?
- Amar? Acho que eu nem sei o que é isso. - Demi começou a dirigir e os dois ficaram em silêncio.
- Vai jantar onde?
- O que?
- Você disse que não ia jantar em casa, sei que não vai jantar no trabalho, então...?
- Eu não sei...
- Pode jantar na minha casa se quiser.
- Não quero incomodar.
- Sei que é um absurdo um homem da minha idade morar com minha mãe e espero que não esteja pensando nisso.
- Não, eu não estava pensando nisso.
- Minha mãe disse que sente sua falta. Por favor, ela vai gostar!
- Tudo bem, Ster. Eu janto na sua casa, mas espero não incomodar mesmo.
O jantar tinha sido maravilhoso, Dona Elza, mãe de Ster, sentia muita saudade de Demi, que sempre fora grande amiga. Joe não parava de ligar e Demi nem se quer atendia. Não queria ir embora dali, estava muito bom conversar com a Elza e Taylor, irmã de Ster. Estava tudo muito bom até Elza fazer a grande pergunta:
- Como vai o casamento, Demi?- Ela sabia mais do que ninguém que o casamento não ia bem, Ster, uma vez, contou em forma de desabafo. Demi não queria ser má educada e dizer “De mal à pior”, mas também não queria mentir.
- Está como deve ser.
- Isso é bom ou ruim?- Dona Elza queria que Demi desabafasse com ela, mas Demi não queria falar disso agora.
- Mãe, acho que é melhor mudarmos de assunto.  - Elza ignorou o comentário do filho.
- Demi, pela sua cara nada está bom, não é?- Demi assentiu- Escute, o fato de casar uma vez, não significa que temos que ficar preso a ele sempre.  Se não está feliz, deve fazer algo para melhorar.
- Eu já fiz de tudo, mas eu cansei.
- Já está na hora de ficar sozinha agora. Você entende, não é?
- Sei... É difícil. Joe é a única pessoa com a qual tenho um parentesco. A Senhora sabe que meus pais, eles me renegaram como filha quando me casei com Joe. Hoje só tenho a ele.
- Isso não importa! Você tem amigos incríveis e tem a mim também. Se quiser uma mãe pode me procurar.
Demi não podia fazer outra coisa se não abraçar Elza. Era tudo que precisava: um abraço aconchegante para chorar, e foi o que ela fez, chorou. Taylor e Ster saíram da sala deixando as duas sozinhas. Elza só a abraçou e a confortou.
Um tempo depois, Demi se recompôs. Elza a aconselhou mais uma vez, mas Demi precisava ir. Não podia ficar ali até o dia seguinte.
Já eram onze da noite quando Demi estava chegando em casa. Estacionou o carro e entrou pela cozinha, como sempre.
- Demi, onde estava que demorou tanto?- Joe subia as escadas atrás dela.
- Estava jantando. – entrou no seu quarto jogando a bolsa e tirando os sapatos.
- Até as onze?
- É.- Demi entrou no banheiro e trancou a porta. Tirou o resto da roupa ignorando as reclamações de Joe do outro lado da porta, quando ligou o chuveiro conseguiu ouvir só o barulho da água caindo. Fechou os olhos e relaxou. Precisava dormir.
Saiu do banho secou-se e escovou os dentes. Quando abriu a porta, Joe estava ao telefone, não percebeu que ela estava saindo do banheiro. Uma frase a fez voltar e ouvir atrás da porta.
- Eu já fiz de tudo, mas ela está impossível!- esperava a pessoa falar algo- Quer que eu me deite com ela? Aí já é demais! Imagina se acabamos por fazer um filho? É o fim! Olha, eu vou pensar nisso, mas não prometo nada. Tenho que desligar, acho que ela terminou o banho. - desligou.


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COMENTEM, POR FAVOR!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Capítulo 2: Amor Autêntico

Esse capítulo, eu dedico à duas amigas que se mostram como irmãs nessa minha fase difícil da vida. Me deram conselhos, me animaram, me deram força, carinho, me ouviram e eu sou muito grata à Deus por ter colocado duas preciosidades na minha vida.
Obrigada Larissa e Anne por todo o amor, carinho, e palavras de entusiasmo. Eu já estava sem esperanças, já estava desistindo de lutar e vocês me ajudaram a levantar. 
Vocês me animaram a voltar para o blog. 
Amo vocês de todo o coração <3 b="">

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O dia de Demi foi isso, solucionar os problemas.
Às seis da tarde, todos estavam indo embora ou já tinham ido. O horário era até as cinco.
- July, o que faz aí ainda? – perguntou Demi.
- Esperando a senhora ir.
- Não precisa me esperar, pode ir. Vá descansar... Eu ainda tenho uma coisa para fazer.
Na verdade, Demi não tinha nada para fazer. Estava mentindo, pois não queria ir para casa. Hoje Joe não ligou para dizer “Não vou jantar em casa”, portanto, ele estará lá e, com certeza, ele está bravo com ela.
Depois que July foi, Demi ainda escutava barulhos dentro da empresa. Ela pensava que todos já tinham ido... Procurou em toda a parte, até encontrar a luz da sala de Sterling ligada.
- O que ainda faz aqui? – perguntou assustando o homem.
- Pergunto o mesmo. - como sempre devolveu a pergunta.
- Eu perguntei primeiro, Ster.
- Eu estou terminando o meu desenho...
- Deixa eu ver?!- Demi sentou já puxando o papel de Ster, ele tirou a folha de perto dela com rapidez.
- Não!
- Como assim?
- Nem Marie, pode ver.
- Quem?
- Marie, a secretária. Falando nisso, ela ficou assustada quando falei da demissão. - ele a distraia enquanto guardava o papel no seu portfólio e dentro de sua bolsa.
- Que bom! Assim ela não se atrasa mais e não precisamos contratar ninguém. Isso dá um trabalho. O dever da secretária  é chegar antes do chefe e não depois. Quem atendia as ligações?
- Era sempre Kiara, a secretária de Selly.
- Vamos dar um extra para ela...
- Só você Demi! Só para saber, você está de carro, não é?
- Estou, fomos almoçar com ele, lembra que apertou meu estômago?- brincou ela. – Depois dizem que as mulheres que não sabem dirigir.
- Pois é... Eu queria uma carona. Meu carro está quebrado e parece que não tem concerto, ou seja, vou ter que comprar um novo.
- Claro que eu levo você. Está no caminho...

No carro, dessa vez, quem dirigiu foi Demi. Estavam conversando, mas seus pensamentos estavam na sua casa. Ela sabia que teria que encontrar Joseph lá e.... Bem, ele iria falar com ela dessa vez, mas não ia ser legal. Eles iam acabar discutindo, iam brigar feio. Ela não estava no clima para isso.
- O que está acontecendo com você, Demi? Não parece a mesma de sempre. De uns tempos para cá você tem ficado tão triste e ausente. O que houve? Onde está o sorriso que eu tanto gosto?
- Ele morreu, junto com o meu casamento. – disse ela se sentindo mais triste.
- Não deve ficar assim por culpa daquele inútil.
- Não estou assim, por culpa dele. Em maior parte a culpa é minha, quem sabe se... - ele a interrompeu.
- Olha, eu sei que o ama. Porém, colocar a culpa em você, não é justo. Eu sei mais do que ninguém que você fez de tudo para não chegarem onde chegou.  Até deu o escritório que ele tanto queria. Você fez todos os caprichos dele, porque o amava. Quando era para ele retribuir, ele não o fez e te deixou assim. Eu nunca dou minha opinião como as meninas fazem, porque...- ele parecia se limitar a falar-  não acho certo, mas você tem que fazer alguma coisa. Ou ele cai na real, ou você termina. Demi, não se prenda a ele, ele não te merece. Tenho certeza que homem para você não vai faltar!
Demi parou o carro na frente da casa dele.
- Eu tenho medo, Ster. – Pela primeira vez, ela foi sincera. Sabia que com Ster podia confiar, ela se sentia segura perto dele.
- Tem medo de que?
- Não sei... Eu não consigo dizer acabou. É como se minha vida fosse ele e se eu deixá-lo ir vou perder a minha vida, entende? Não consigo ficar sem ele, ele é tudo o que eu tenho.
- Demi, você tem a mim. Tem seus amigos. Selly e Mi não vão te deixar sozinha. Você precisa entender que sua vida é mais do que isso, você merece mais do que isso.
- Joe é minha única família, e minha última esperança de ter uma família.
- Se continuar como está, você vai ter uma família triste ... Para sempre.
- O que eu faço?
- Vou deixar que decida sozinha, eu já disse demais. Boa noite! Obrigada pela carona. – Ster abraçou a amiga que ainda parecia desolada e saiu do carro.
Ela sabia que ele estava certo, Demi tinha que se separar, mas ela não tinha coragem. Estacionou o carro na garagem e logo percebeu o carro de Joe ao lado. Demi respirou fundo, já esperando o pior, e entrou pela porta da cozinha, Joe nunca fica na cozinha mesmo. Pelo som que vinha na sala, pensou que Joe estivesse lá, mas quando abriu a porta do quarto deles, lá estava Joe, trocando de roupa. Ela estava preparada para qualquer coisa. Sua armadura fora construída, ela podia argumentar com qualquer coisa.
- Oi, Demi! Eu acabei de tomar um banho. Estava pensando que podíamos ir ao restaurante, o que acha? Eu sei que gosta de cozinhar, mas podíamos ter uma folga, não é? Hoje é sexta, amanhã você trabalha?
- Como é?
Demi estava sem fala, como disse: estava preparada para qualquer coisa, mas não para aquilo. Demi estava disposta a dar o divórcio a  ele e ele estava assim: atencioso?, preocupado?, participativo? O que houve?
- Desculpe, nem te dei um beijo hoje.- se aproximou e a beijou, nem correspondeu de tão besta que estava. Ele agia como se não tivesse se passado anos que estavam se estranhando dentro da própria casa. – Então, o que acha?
- Eu só posso estar sonhando! – disse ela ainda incrédula.
- Por quê? Gostou do CD que eu comprei? É esse que está tocando, lá em baixo...É daquela banda que você comentou outro dia. Lady Antebellum, não é? Eu vou descer e te esperar para jantar. Fica bem gata, hein!- ele saiu do quarto. E ela, ainda estava besta.
Como ele pode mudar de uma hora para outra? Ela entrou no banheiro achando aquilo tudo muito engraçado. Pegou seu celular e ligou para Miley, contou tudo a ela e a Selly que estava com ela.
- Como assim? Joseph, não vai mudar de uma hora para outra, Demi. Ele deve estar querendo algo em troca. Não faça nada que ele queira, principalmente se tiver a ver com dinheiro.
- Eu tenho uma ideia melhor. Por que você não entra no jogo dele?Mas tente fazer dele o que você quer. Faça como ele fazia com você.- Selly contou sua ideia.
- Como?
- Faça dele sua marionete.

Depois de muito explicarem, Demi entendeu... Tomou um banho bem gelado e relaxou, colocou uma roupa bem folgada. Desceu as escadas, ele a olhou espantado. Sentou na poltrona longe dele.
- Minha rainha, você está linda, mas não dá para ir ao restaurante assim. – ele agachou próximo a ela. Como ela sentia falta do Joe assim, como queria abraçar e beijá-lo infinitamente. Pedir para ele nunca mais mudar.
- Eu sei, achou mesmo que eu ia sair assim? Eu tive uma ideia melhor, podemos pedir uma pizza e ficar em casa mesmo. Estou cansada, trabalhei o dia todo...
- Você quem sabe! – pegou o telefone. – Qual pizza você quer?
- Pede de calabresa.
- Eu não gosto de calabresa.
- Então pede outra! Eu queria de calabresa.
- Então eu peço a sua de calabresa e outra para mim.
- Mas, eu vou comer sozinha...?
- Não, vou comer com você. Só não vamos comer a mesma pizza, entende?
- Eu queria comer a mesma pizza com você.
- Então vou pedir uma de quatro queijos.
- Joseph, eu quero de calabresa! – fingiu se estressar.
- Tudo bem, princesa. Não precisa ficar brava. Eu vou pedir a pizza de calabresa. - Ele foi para a cozinha. E ela sorriu vitoriosa. Estava conseguindo fazer o que havia planejado com as meninas, mas o que a deixava preocupada é que ele cedeu. Joseph Jonas nunca cede.
Isso me fez refletir sobre o que ele quer com tudo isso. Será que ele realmente quer dinheiro como Sterling disse?
Uns cinco minutos Joe entrou na sala.
- Então, minha rainha, gostou do CD?
- Gostei.
- Eu comprei para você.
- Pena que eu já tenho.
- Por que não me disse?
- Eu disse. Eu comprei esse CD tem muito tempo, Joseph.
- Eu devo ter esquecido. Escolha um presente e eu compro para você.
- Para que quer me agradar?
- Não posso agradar minha esposa?
- Poder pode, mas há muito tempo não recebo um presente seu.
- Resolvi mudar. Quem sabe resgatar o nosso casamento?

Depois que a pizza chegou, ficou um pouco mais tenso, pois Demi o fez comer a calabresa. Alguém tinha que fazer aquele homem mimado comer algo que ele não gosta. Pensava Demi. Ele tentou paparicá-la a noite toda, enquanto ela tentava dar uns foras nele. Até que estava engraçado, mas a brincadeira por hoje acabou e ela tinha que ir dormir.
- É a minha hora! – disse Demi.
- É hora de que?
- De ir dormi, Joseph. Não sei você, mas amanhã eu tenho que trabalhar.
- Amanhã é sábado, princesa. Por que não fica em casa comigo?
- Porque eu tenho muito que fazer. – subiu para o quarto, logo Joseph foi atrás dela.
Entrou no banheiro para trocar sua roupa para uma camisola e estava pensando sobre o que faria agora. Respirou fundo e voltou para o quarto, Joe já estava com a samba canção que ele gosta de dormir e sorrindo para ela.
- Eu já sei porque queria dormir. – fez cara de malicioso.
- Por que estou cansada.- Deitou ao lado dele. Colocou o relógio para despertar e seu celular sobre o criado-mudo.- quando apagou a luz do abajur ,ele a agarrou.  Demi aproveitou um pouco dos beijos,- talvez mais do que devesse- depois...
- Joseph, por favor! Eu preciso dormir. – ele estava dando beijos ainda. – Por favor!
- O que foi? Vamos aproveitar!
- Joseph, estou falando sério. Preciso dormir!
Ele desistiu, bravo r bufando, mas desistiu.
Demi virou para o lado do abajur. Quando estava quase dormindo... Joe passou os braços em volta dela. Fingiu que dormia, mas depois ela pediu que tirasse.
- Por quê? – Ele perguntou.
- Porque eu preciso respirar.

No dia seguinte Demi acordou sem o despertador. Achou estranho, porque ela nunca acordou antes do horário certo. Quando observou a hora, estava mega atrasada.
O celular não estava lá, e seu despertador estava destravado, ela  lembrava-se de tê-lo travado ontem.
Tomei um banho rápido, trocou de roupa como um foguete e correndo andava pela casa a procura de seu celular. Desceu as escadas como um animal, com a bolsa na mão.
- Onde vai nessa correria, querida?
- Como assim “onde vou”? Vou trabalhar, Joseph. Viu meu celular?
- Eu estou com ele.
- Pode me devolver? – ela estava nervosa, mais uma gracinha dele e ela seria capaz de socar o rosto perfeito do marido.

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Eu sei, estou sumida por mais de um mês.... Quase dois!?
Me desculpem! A vida tem sido cruel comigo, mas tem me ensinado muitas coisas. Prometo postar mais e estar mais presente no blog.
Meninas, esse capítulo pode conter muitos erros, porque eu o revisei correndo, por isso qualquer erro entre em contato comigo pelo:
WhatsApp: (24) 99924-2101 >>>>> Brasil.
Ou
Facebook: Bárbara Brum

 Espero que tenham gostado desse capítulo. Agradeço imensamente a todos os comentários, eu precisava muito do carinho de vocês.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Capítulo 1: Amor Autêntico

O relógio despertou avisando que era hora de levantar e, mais uma vez, Demi tinha vontade de jogá-lo longe. Durante a noite era o único momento que ela tinha Joe mais perto dela.
Ele, como sempre, é o primeiro a levantar, e vai direto para o banheiro. Nem um “bom dia” ela ganho daquele homem. Demi continuou deitada na cama, pensando em como sua vida era perfeita quando existia amor entre eles.
Antes, quando o relógio despertava, era Joe que o desligava.
- Que praga de relógio! Justo quando estou com a minha linda ele tem que fazer barulho?- a partir daí, o dia de Demi ficava perfeito. – Bom dia, meu amor!
- Bom dia! – disse Demi sorrindo.
- O que acha de ficarmos nessa cama até o anoitecer?
- Acho uma ótima ideia. – e ali ficavam até alguém ligar para um dos dois, avisando-os que estavam atrasados.
Hoje, Joe é o primeiro a sair para o trabalho.
Enquanto Joe tomava o banho dele, Demi ia preparar o café. Ele desceu as escadas praguejando.
- Vou ter que comprar outro chuveiro, aquele está um horror! Será que pode fazer isso, Demetria? – Antes, era “Demizita”, “Meu amor”, “meu sol”, “rainha”; agora é “Demetria” seco. Demi pensava lamentando.
- Claro, eu compro. Qual você prefere?
- Qualquer um, desde que funcione! – tomou um último gole de café. - Tenho que ir.
Nem um beijo, um selinho, nem um “Tchau” Demi ganhou, seu dia parecia ficar um caos.
Demi é estilista e ganha muito bem. Não precisa ficar na aba de um marido lindo e advogado. Se é isso que pensam!Demi está com ele porque o ama.
Chegou ao prédio onde ficava sua empresa e todos lhe davam “bom dia” ou cumprimentavam-na. Ela apenas balançava a cabeça.
- Selly - sua sócia e melhor amiga.- Será que pode vir a minha sala agora? Precisamos conversar.
- July - sua secretária - Não quero que nos interrompam.
- Tudo bem, Sra. Demetria.
Selly já entrou na sala se queixando.
- Nem um “boa dia, cachorrinho!” eu ganho?
- Bom dia, minha amiga! Como foi sua noite? - estava sendo irônica.
- Muito bem e a sua?
- Minha noite foi mais ou menos, agora minha manhã foi péssima.
- Culpa do Joseph?
- Sempre.
- Não entendo porque ainda está com esse homem. Ele te trata igual ao chinelo; chinelo esse que usou e quando estava bem gasto deixou debaixo da cama solitário.
- Espero que seja um chinelo fashion, pelo menos.- brincou a moça - Agora é sério: te chamei aqui porque temos que criar novos modelos, quer dizer, tínhamos, pois eu criei alguns e gostaria que os outro entrassem na mesma linha.
- Tudo bem, eu já entendi! O que você criou?
Demi mostrou os seus novos modelos para Selly e ela estava amando-os. Era para a linha de inverno. Todos os modelos femininos quem criava era Demi, e Selly se encarregava de dar as ordens por lá. Ela era tão simpática que mesmo ela sendo durona, o pessoal a amava.
- Bom, está um pouco em cima, mas eu vejo o que posso fazer. Falando nisso, temos que contratar mais costureiras. – Demi parecia não gostar da ideia. - Eu sei que a nossa renda está apertada, mas eu preciso. Não posso trabalhar assim, é sério!
- Tudo bem, eu vou conversar com a Miley – sua melhor amiga e administradora - e veremos o que poderá ser feito.
- Ótimo! Eu sei que vai fazer alguma coisa.
Assim que Selly saiu ela chamou a July.
- Senhora Demetria, tem um homem querendo falar com a você no telefone, ele disse que é importante.
- Pode passar.
O telefone tocou e eu atendi.
- Demetria Jonas.
- Sra. Jonas, aqui é Jonh Baker, sou do banco onde a Senhora. tem uma conta conjunta com o senhor Jonas.
- Sim.- confirmou, achando estranho aquela ligação.
- Ele pediu um valor de cem mil, eu preciso da autorização da senhora para... – Demi interrompeu.
- Cem mil! Para que Joseph precisa de cem mil?
- Segundo ele, para fazer obras.
- Obras? Nossa casa está impecável, acabamos de reformar a parte de trás, o que mais ele quer?
- Desculpe, a Senhora que devia saber.
- Desculpe, Sr.Baker , eu me  descontrolei. Quem ele mandou pegar o dinheiro?
- Mandou a secretária.
- Muito bem, peça a secretária que mande-o falar comigo, enquanto ele não disser exatamente para que ele quer cem mil, eu não dou a autorização.
- Muito obrigado, passe bem. – desligou.
Um pouco antes de seu almoço, July entrou na sala de Demi.
- O Sr. Jonas está enfurecido ao telefone.
- Ele vai saber o que é enfurecer. – pegou o telefone brava - Diga!
- Por que não deu a autorização?
- Para que quer cem mil? Que diabo de obra é essa?
- Obra que obra?
- O que vai fazer com cem mil? - repeti minha pergunta.
- Não interessa!
- Claro que me interessa! Uma vez que o dinheiro também é meu, mereço saber para onde ele vai.
- O dinheiro não é só seu.
- Pare de me enrolar e diga: para que os cem mil?
- Para a minha empresa. Eu estou falindo e preciso reerguê-la. - Joseph nunca lhe disse que estava falindo. Claro, ele nunca fala com ela.
- Nunca me contou.
- Vai autorizar?
- Cem mil é muito.
- Mas é o que eu preciso.
- Tudo bem, eu autorizo.
- Então ligue para o banco e...
- Agora eu não posso.
- Demetria, é importante.
- Tudo bem, eu ligo.- disse se rendendo.
- Então preciso desligar.
- Joe, eu... – tarde demais, ele já havia desligado.
Essa história estava muito mal contada. Cem mil é muito dinheiro! Pensava Demi.
Miley se aproximou.
- Desculpe, Demi. Eu sei que me chamou, mas eu não tive tempo, cheguei tarde e...
- Tudo bem, Mi. Depois do almoço, podemos ter uma reunião? Selly me pediu algo, quero ver o que pode ser feito.- Na curiosidade Demi perguntou - Miley, para reerguer uma empresa falida, precisa de cem mil?
- Demi, cem mil você monta uma empresa nova. Até sobra.
- Meu Deus!
- O que foi?
- Joseph, quer tirar cem mil da nossa conta conjunta e disse que precisa reergue sua empresa que está à beira da falência.
- Cem mil é muito. Demi, você sabe que eu estou, tipo que tendo um caso com o Liam, não sabe?
- Não, não sei...
- Então, estou tendo um caso com Liam. – afirmou - Acontece que Liam, também é advogado e trabalha na empresa do Joseph.
- E...?- Queria saber onde ela vai chegar com essa história.
- E... Liam não me falou de falência nenhuma.
- Joseph não me disse nada disso até hoje.
- Demi, não acha que...
- Que Joe quer esse dinheiro para outra coisa?
- É.
- Não sei, Mi. Preciso conversar com ele, mas já dei minha palavra de que iria autorizar.
- Autorize, mas autorize dez mil.
- Por quê?
- Porque ele não vai poder dizer que é mão de vaca. A empresa é dele, ele tem que arcar com tudo. Não é possível que ele não consiga. Vou ligar agora para Liam e vamos tirar essa história a limpo.
Enquanto Miley ligava para Liam, Demi ligou para o banco e autorizou, mas só autorizou dez mil, como Mi a alertou. Realmente cem mil é muito. E esse dinheiro era para emergência da família, não da empresa dele.
- Demi, é tudo mentira de Joseph!
- Como assim?
- A empresa está super bem, não tem nada falindo. Está é faltando advogado para tanta gente. - Por que Joseph mentiria para Demi?
- Acho melhor eu almoçar... Quer me acompanhar, Mi?
- Selly, não vai conosco?
- Não, ela já foi... Parece que ela tem uma nova paquera.
- Já entendi... Bom, eu só vou pegar minha bolsa.
- Te espero no meu carro, então!
Na porta do elevador, depois que Demi apertou o botão, Sterling parou ao seu lado.
- Nem fala mais com os subordinados, Demetria?
- Desculpa, Ster. Ah, cheguei com novos modelos – o elevador abriu e só os dois entraram. - então, Selly e eu ficamos horas falando deles. Depois, aconteceram mais coisas, passei o dia presa naquela sala.
- Eu já sabia disso, só estava brincando com você.
Sterling também era estilista, mas ele trabalhava na parte de produção dos homens. Ele não gostava de desenhar roupa para as mulheres. Dizia que era ruim sair com uma mulher que usa a roupa que você desenhou.
- Preciso que dê uma olhada nos novos modelos que eu fiz, não estou levando muita fé neles, queria um de seus toques.
- Tudo bem, depois do almoço nós conversamos.
- Será que eu terei que marcar horário com July?
O elevador abriu e Demi saiu, logo atrás veio Sterling.
- Não, é só aparecer por lá, mas depois da Miley.
- Quer almoçar comigo?
- Não posso, vou almoçar com Miley, só se quiser ir conosco.
- E Selly?
- Foi com um paquera dela.
- Isso quer dizer que no final de semana ela estará aos prantos outra vez.
- Pode ser que sim, pode ser que não...
- Quem mais chamou para almoçar?
- Só Miley.
-  Posso ir junto mesmo, não vou atrapalhar?
- Claro!
- Não gosto de almoçar sozinho, é... Solitário.
- Não acredito que convidou o Estalinho para almoçar com a gente! - Mi exclamou.
- Convidei, Mi.
- Pare de me chamar de Estalinho, Sorriso Falso.
- Bobo!
Miley e Sterling vivem brincando, desde a faculdade, como dizem os dois. Se conhecem há muito tempo, mas nunca ficaram juntos.  O que é estranho, pois Sterling pega geral.
Almoçaram entre risos e brincadeiras, quando está os três juntos NÃO TEM como não rir. Eles são uma comédia e muito amigos.
Já devem ter percebido que os amigos de Demi são Selly, Mi e Ster. Realmente, são os melhores amigos que alguém poderia ter, e trabalham com ela. Quem não gostaria de trabalhar com os amigos? O melhor de tudo é que conseguem separar as coisas, sabem se portar de maneira certa e no momento certo.
Joseph sempre dizia que trabalhar com amigos não dá certo, mas Demi, Ster, Mi e Selly são a prova de que isso pode dar certo. A empresa de Demi tem cinco anos e sua amizade com eles sete e nenhum dos dois foi abalado. Seu casamento tem seis anos e... Bom, não está digno de elogios. Isso tudo para dizer que a amizade vale mais que um grande amor.
Depois do almoço voltaram. Sterling quis dirigir o carro da Demi, disse que homem não recebe carona, ele oferece.
Ainda no carro...
- Vamos direto para sua sala, Demi. Precisamos conversar sobre os novos modelos. - Sterling disse. Ele sempre foi muito atencioso com suas criações, ele sempre deu muito valor a elas.
- Não, Sr. Estalinho. Demi e eu precisamos ter uma conversa séria sobre finanças.
- Vamos fazer o seguinte, quando chegarmos vamos os três para minha sala. E chamamos a Selly também, ela está doida para ver suas novas criações e precisa conversar com Miley sobre novos funcionários, assim unimos o útil ao agradável e todos nós vamos embora mais cedo, principalmente eu.
- Não entendo porque quer ir embora. Dar sempre de cara com aquele mal-humorado do seu marido.
Miley e Selena nunca deixaram de dar suas opiniões sobre o casamento de Demi, quando ia bem era “Demi, você tem o marido perfeito!” ,agora, quando tudo vai mal: “Demi, aquele ogro do seu marido ainda não morreu?”. O único que não dá opinião de nada é Sterling, ele sempre foi muito reservado quanto a isso.
- Ele pode ser mal-humorado, grosso, idiota... Um ogro completo, mas ainda é meu marido e eu o amo.- o carro deu um arranque, Mi bateu a cabeça na poltrona do passageiro e o cinto apertou Demi. A barriga dela estava vermelha e Mi reclamava de dor de cabeça.
- Desculpe, eu não tinha visto o sinal vermelho. Peço perdão!
- Estalinho,você me paga! Fica viajando, daqui a pouco eu que vou dirigir essa lata. - disse Miley.
- Já pedi perdão!
- Tudo bem, Ster! Eu perdoo você... – disse Demi amenizando a situação.
- E preciso de um remédio para dor de cabeça. – Miley reclamou mais uma vez.
Chegaram ao prédio e foram direto para minha sala, Demi pediu July para chamar a Selly.
- Mandou me chamar , Demi?
- Sim senhora. Vamos ter uma reunião. Primeiro: Sterling trouxe novos modelos e Mi está aqui para acertarmos aquele assunto dos novos funcionários.
Selly sentou ao lado de Ster, Demi estava na cabeceira da mesa e Mi ao seu lado esquerdo e no lado direto Ster.
- Vamos começar por onde? - Selly perguntou animada.
- Pelos modelos do Ster. – A cada desenho Demi ficava boquiaberta. Sterling desenhava muito bem, ele tinha um jeito maravilhoso para a criação. Os vestidos de Sterling também eram perfeitos, apesar dele não gostar, às vezes Demi pedia para ele desenhar uns vestidos de “gala”. - Ster, eu não tenho no que mexer. Eles são perfeitos! Selly, todos vão para a produção.
- Tem certeza?Eu não gostei muito! - Ster ainda teimava em falar “mal” dos modelos.
- Eles encaixam nos meus... É como se tivéssemos trocado ideias antes de fazer!
- Eu queria ser um homem, só para usar as roupas do Estalinho. - Mi elogiou.
- Ainda é tempo! – Selly brincou.
- Bom, voltando aos modelos... - Ster lembrou - Estou terminando um e tenho uma ideia para o próximo, só preciso de três dias.
- Está ótimo, Ster! Já podemos começar a produção das roupas o quanto antes. Já estamos atrasados.
- O que me faz entrar no assunto dos funcionários. – Selly lembrou.
- O que me envolve. – Mi lembrou se achando por fora.
- Miley, você acha que podemos aumentar o número de costureiras? – perguntou Demi.
- Podemos sim. Com toda a certeza. Selly já havia me adiantado o assunto e eu andei fazendo umas contas. Podemos contratar até dez costureiras, mas o dinheiro que sobrava antes, não sobrará mais.
- Aquele que você diz que sobrava, foram para onde? – Ster perguntou curioso.
- Eu depositei na conta da empresa. - Ela respondeu.
- Podemos usá-lo para que? - Selly perguntou com aquela carinha de “estou querendo...”.
- Para comprar mais tecidos, manutenção de material, obras nas salas... Resumindo: para acidentes.
- Por quê Selly?Está pensando em alguma coisa? – perguntou Demi.
- Precisamos de mais dois modelos.
- Como assim? Pensei que tivéssemos acertado tudo.
- Acertamos, mas estamos com o número correto de modelos... Se algum deles passar mal, sofrer um acidente, for ao enterro do pai, da mãe, da vó no dia do desfile. Vai ficar faltando e vai ficar parecendo àquela coisa mal organizada.
- Está certa! Mas vamos ter que mexer com advogado, empresários, modelos chatos de novo! – lamentei.
- Nem precisa com empresários. Por que você não seja empresária?- Ster expressou sua ideia. - Demi, o que mais encontramos por aí  é garotas e garotos que sonham em ser modelos e tem tudo para isso. No prédio onde eu moro tem um menina linda, ela tem tudo para se dar bem, ela quer ser modelo, mas nunca teve oportunidade. Eu prometi ajuda-la.
- Tenho que pensar um pouco, Ster...
- Quer que eu chame o nosso advogado?
- Não. – respondeu de imediato. Nosso advogado era Joe, portanto, se Demi negou os cem mil, ele não vai aparecer tão cedo.
- Por quê?- Selly que estava por fora, dessa parte.
- Joseph Ogro Jonas pediu cem mil na conta conjunta dele com a Demi e ela negou os cem, deu só dez e Sr. Mal-humorado, deve estar bufando.- Mi contou.
- Para que ele quer cem mil? - Selly perguntou, achando a quantia alta.
- Para... reerguer sua empresa falida.- respondi.
- Mas a empresa não está falida.- Mi completou.- Pelo contrário, ela está ótima.
- Ster, se você tivesse uma conta conjunta com uma pessoa, assim igual a Demi e o ogrinho... Por que pediria uma quantia tão alta?
- Sinceramente, para tomar proveito de um dinheiro que não é só meu. Por exemplo, no caso da Demi, eles são casados. Se Demi ou Joseph, pedirem a separação a conta será dividida ao meio. Se pedir uma quantia alta, antes da separação e guardar numa conta só para mim, o resto que dividirmos será pouco, mas eu terei os outros guardados para acrescentar.
Tudo aquilo fazia sentido, mas... Joe queria tirar dinheiro dela? Quem coloca mais dinheiro naquela conta é Demi, pois ela se preocupa com o futuro, mas será que ele quer a separação?
- Demi, eu acho melhor... Você se preparar.
- Acha que ele vai pedir a separação? – ficaram em silêncio. – Bom, se eu conseguir provar que ele tem uma amante, eu ainda tenho que dividir o nosso dinheiro?
- Uma vez que a conta é conjunta, dá-se a ideia de que os dois tenham “doado” o dinheiro, ou seja, os dois saem ganhando. Já contam dez mil, a mais, na conta dele. – Demi ficou um tempo pensando.
- Bom, a reunião está finalizada, vocês podem voltar ao que estavam ou tem que fazer. – Ster foi o primeiro a levantar.
- Eu tenho que dar a bronca na minha secretária, que está chegando atrasada.
- Ster, diga que o próximo atraso nem que seja por um minuto, ela estará na rua, por justa causa.
- Sim, Senhora. - Ster saiu.
Miley e Selly estavam na sala ainda.
- Demi, sabemos e você também sabe que o seu casamento não é um dos melhores, não é? - Selly começou  a conversa.
- Sei...
- E que... É bem provável que o Ogr... Quer dizer, que o Joseph esteja querendo tirar vantagem do dinheiro. - Selly completou, e Demi ficou muda.
- Peço, ou melhor, eu suplico que não tire mais dinheiro dessa conta, Demi. Lembro muito bem, que a conta conjunta era para o futuro, para um problema gerado na família, não foi?
- Foi... Tudo bem, Mi. Eu sei por que têm essa desconfiança, e eu prometo que não vou autorizar mais a saída de nem um centavo daquele dinheiro.
- E nem depositar. Já depositou demais. - Mi quem fazia todos os meus depósitos.
- Tudo bem.
- Assim eu fico mais tranquila. - disseram juntas, foi até engraçado, mas seus pensamentos estavam em outra coisa.

XXX

Olá girls!

Essa fic eu escrevi quando eu estava no inicio do Ensino Médio. Eu confesso que ela poderia estar melhor, mas enfim.... É o que eu tenho para postar. Estou trabalhando em uma fic melhor para depois dessa, então eu espero realmente que eu consiga escrever algo que realmente merecem.

Meu tempo está mais escasso do que sempre foi. Trabalhando em dois lugares, problemas familiares e entre outros... Ou seja, o tempo para escrever é entre um trabalho e outro, ou um curso e outro, ou um passeio e outro. #cansada #queroférias

Kkkk Beijos.

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