sábado, 11 de abril de 2015

Amor Autênto - Capítulo 13


- Por favor... Beija-me.

Não era um sacrifício para Demi, ela já queria beijá-lo de novo mesmo. Por que não fazer isso, agora... Quando Demi se aproximou para beijá-lo, a porta abriu.

- Demi, desculpe a demora. Nós até tentamos arrombar a porta, mas... ela é pesada.

- Amanhã vocês mandam arrumar essa porta, eu só quero ir para casa. – Demi pegou suas coisas inclusive o pote com doce. – Faça isso também, Joe. – Demi saiu.

 

Em casa, Demi não parava de pensar em Joe. Antes agia com a teoria de que “Não preciso de Joe, tenho Ster”, mas agora ela não tinha Ster e precisava de Joe. Ela sentia isso, cada parte do seu corpo precisa dele. Ela queria Joe ali com ela, e pela primeira vez em anos. Ela chorou por ele, por querer Joe novamente.

Ela sabia que às oito ele ligaria e esperaria, quem sabe dessa vez ele aceita conversar.

Claro, que ela não voltaria para Joe, mas tinha vontade. Tinha uma enorme vontade de esquecer tudo que ele lhe fez e correr para os braços dele de novo. Quem sabe, poderia ser feliz novamente.

 

No última gaveta de sua cômoda, havia uma camisa de Joe. Aquela camisa, esquecida por Joe, já foi motivos de brigas dela e Ster, mas Demi nunca a deixava. Nunca mexera nela e naquele dia se pegou pensando se ela ainda teria o perfume de Joe.

Subiu calmamente as escadas, entrou no seu quarto e a pegou. Inalou profundamente cada pedaço da camisa e, para sua sorte, tinha o cheiro de Joe. A colocou por sua da camiseta que usava.

Voltou a sala, pegou a taça de vinho quase vazia e tomou o último gole fitando o relógio. Eram oito horas, a campainha tocou.

Demi não costumava receber visitas naquele horário. Ela nunca recebia visitas, só se fosse de seus amigos, porém ela sabia que todos estavam numa balada naquele horário.

Receosa, olhou no olho mágico. O mesmo estava tampado e a campainha tocou mais uma vez, estava curiosa demais para se preocupar com um tarado ou com um ladrão idiota que aperta a campainha.

Abriu a porta e viu um buque, ou melhor, um homem de terno segurando um boque.

- Oi. – Ela sabia que devia ser o homem que lhe mandara flores durante esse tempo.

- Boa noite. – ele disse tirando o boque do rosto. – Quer dizer que queria muito me conhecer.

- Por que não disse logo que era você, Dougie Poynter?

- Eu queria ser diferente, original... Queria saber qual seria sua reação.

- Já soube! Seu... Cretino!

- Então... posso entrar, ou quer conversar assim.

- Entra! – ela disse brava, mas sorrindo.

- Quanto tempo não te vejo, baixinha! – ele a abraçou.

- Não me chama de baixinha, há muito tempo não me chamam assim. – depois que ele a abraçou, ela conseguiu fechar a porta.

- Como está?

- Bem. Aceita alguma coisa?

- Sim, aceito que se arrume para jantar comigo.

- Oh, não... Eu já jantei, chegou tarde.

- Na verdade, não... Eu fui à sua agencia hoje e fiquei sabendo que estava presa com seu ex-marido. Depois, eu fiquei pensando: como ex?

 - Ah, longa história quer saber de tudo. Te conto enquanto faço algo para você comer.

- Panqueca?

- Claro.

 

Dougie Poynter foi seu ex-namorado, o cara que Joseph tinha ciúmes quando namoravam. Na cidade que Demi morava, ele era um dos mais cobiçados e melhor amigo de Demi. Aquele tipo de melhor amigo que diz que ama e que é de verdade. Ele era, ou é, apaixonada pela Demi. Sempre disse que a amava e ela sempre foi apaixonada por Joe, o que sempre foi uma pena para a família, que adorava Poynter.

- ... E foi isso. Já faz anos que estamos separados. Recentemente, ele voltou para a empresa de advocacia e está como braço direito do atual chefe. Hoje, fomos conversar a respeito dos panfletos e ficamos presos.

- Essa história é um tanto confusa. Então, agora, está solteira. – Agora, conversavam enquanto eles comiam panqueca com vinho. Uma grande mistura.

- Solteira, não... Divorciada.

- Não importa, não tem ninguém.

- Não, ninguém...

- Sinceramente, Demi. Eu matava um cara que fizesse uma sacanagem dessa comigo.

- Já é passado.

- Seus pais sabem?

- Eu acho que sim, pelo que Joe me disse ele foi lá na nossa cidade e teve com eles, mas eu continuo sem contato como antes.

- Bom, eles devem querer te ver... Devia procurá-los.

- Não quero. E você, falei de mim o tempo todo. Como está?

- Bem, alguns anos depois que você foi embora, eu me casei e logo um ano depois me divorciei.

- Jura?

- É e tenho uma filha com outra pessoa.

- Jura?

- Acha que só você tem uma vida complicada?

- Como é o nome dela?

- Julie Poynter, é linda como o pai.

- Ela veio com você?

- Não, ela mora com a mãe. Eu vim a trabalho e sem querer comprei uma casa ao lado da sua. Demi, quando te vi pela primeira vez quis não acreditar que era você, estava tão diferente.

- Nossa, estou tão feia assim?

- Não, pelo contrário. Está linda! Fiquei pensando se você tinha um marido escondido dentro de casa, lembrei de Joe. Pensei que estava viúva até hoje ir a sua agencia.

- Preferira estar viúva.- os dois riram- Por que se separou?

- Não estávamos dando certo. Demos certo até completarmos três meses de casamento. Aí ela começou a gritar comigo por tudo, a desconfiar de tudo que eu fazia. A família dela começou a fazer a cabeça dela contra mim, pois eu sempre fui festeiro.

- Depois que se casaram você ainda ia a festas?

- Não, quer dizer, sim, mas com ela. Não ia quando ela não queria. Os meses passaram e eu já não tinha vontade de voltar para casa depois do trabalho, já não queria dormir com ela e escutar a voz dela para mim, era como ir ao dentista. Sabe aquela maquininha irritante?

- Sei...

- Era pior. Ela também estava insatisfeita. Até que um dia conversamos e decidimos que não fomos feitos para casar. – ele riu.

- E sua filha, como foi?

- Foi até engraçado. Logo depois que eu me separei, comecei a voltar as baladas. E foi uma maravilha: ficava com muitas garotas e uma, foi especial, pois ficamos por mais um mês. E quando ela estava indo embora, ela não morava lá estava de passagem, descobriu que estava grávida de mim. No início eu não aceitei, não que eu não queria o filho e nem que não fosse meu.  Eu só me achava novo demais para ter um filho. Ela continuou na cidade até a Julie nascer. Acompanhei toda a gravidez de perto, foi perfeito. Moramos juntos, por dois anos. Até que a mãe de Julie conseguiu um emprego e comprou uma casa. Não é tão longe da minha casa, mas eu comecei a sentir falta.

- Como é o nome da mãe de sua filha?

- Annie.

- Você gosta dela?

- Claro, ela é perfeita como mãe. Quando ficamos juntos não tínhamos problemas como eu tive com a minha antiga esposa. Só que eu não a amo, se é isso que quer saber e nem ela me ama.

- Então, você ama a sua antiga esposa?

- Não. Ela, com certeza, eu não amo.

- Então, quem você ama?

- Não está querendo saber demais?

- Eu contei tudo para você, será que pode se abrir comigo?

- Um homem nunca conta tudo.

- Nunca ouvi frase mais idiota, Poynter.

- Posso te fazer uma pergunta?

- Não, agora, eu não quero mais.

- Sério, se você me responder essa eu juro responder a que você fez. Alias, é a mesma: quem você ama?

- Amo... Já nem sei se o amo, mas a única pessoa que eu senti algo foi Joe, então se ainda existe amor em mim, acho que é Joe o sortudo.

- Mesmo depois de tudo que ele fez?

- O coração não escolhe quem ele vai amar, ele fecha os olhos e escolhe. Agora, é a sua vez de responder.

- Eu amo, a pessoa que sempre amei na minha vida, Demi: Você

- Pensei que...

- Não precisa dizer nada, Lovato. Eu sei e sempre soube dos seus sentimentos.

- Desculpa.

Três caras amavam Demi e ela não ligava para nenhum deles. Joe, pois partiu seu coração. Ster, já tentou e não deu certo e Dougie que era mais que um amigo.

- Não precisa se desculpar, não te culpo.

 

Um mês depois...

 

5 comentários:

Oie, amores!
Espero que tenham gostado de " Amor Autêntico ". Escrevi com muito carinho e gostaria que registrassem o que acharam.
Posso contar com isso?
Amos vocês <3