sábado, 8 de dezembro de 2012

Capítulo 23:



Demi Lovato
Enquanto nos preparávamos para dormir, Joe e eu conversávamos sobre a nossa recepção, que até presente compramos essa tarde. Quer dizer, eu comprei. Mas o verdadeiro motivo de eu estar organizando tudo isso é porque eu queria ocupar a minha cabeça com coisas que não me fariam pensar em Valderrama.
Desde o momento que Joe leu a carta eu fiquei pensando em como contar às meninas que o meu noivo era casado e que a namorada de Joe o traía sempre e que agora, eu e ele moramos juntos e estávamos prestes a nos casar. Sim, eu vou aceitar o pedido de Joe.
Tenho certeza que é o melhor para nós três. Meu filho terá um pai, de verdade, e o melhor de tudo: amor. Sei que Joe vai dar amor ao meu filho e tenho certeza que seremos felizes.
- Joe, a diarista vem que horas amanhã? - perguntei, tentando afastar os meus pensamentos.
- Ela virá às oito horas, disse que deixaria tudo pronto. Eu combinei com ela, e ela fará o nosso café da manhã, Demi. Não se preocupe!
- E depois? – perguntei preocupada. Não quero estragar a volta das minhas amigas com comidas horríveis e nem com pré-cozido: a única coisa que eu sei fazer. – Bom, ela já disse que não vai trabalhar no domingo, né?
- É verdade. No domingo a gente pode comprar comida, Demi. Não se preocupe!
  Como as meninas estavam contando com uma casa e estávamos sem tempo para escolhê-las, Joe e eu decidimos que eles ficariam aqui mesmo. Joe e eu dormimos no mesmo quarto e temos dois quartos vagos, mesmo que um não tenha nada. Iríamos comprar uma cama de casal para eles e depois decidiríamos.
- Estou muito feliz com a volta delas. Ainda mais nesse momento tão especial para nós dois.
- Que... Momento especial?
- Ué, Joe! Nós iremos nos casar, criaremos nosso filho juntos e... Seremos uma família. Quer momento mais importante e especial que esse?
- Quer dizer que... Você aceitou o meu pedido? Vai se casar comigo? – Joe tinha um brilho inexplicável no olhar, era lindo vê-lo assim. Ele levantou da cama e me abraçou me rodando no ar. Como se ele fizesse o pedido para a pessoa que ele realmente amasse e acabou me surpreendendo com um beijo. Só que não era um beijo, como sempre costumávamos dar... Era um beijo diferente, ele vinha do coração. Era terno, delicado, gostoso e macio. Eu retribui da mesma maneira, mesmo surpresa.
- Seremos felizes para sempre! – ele disse depois do beijo.
- Eu tenho certeza disso, Joe.

Logo após isso, Joe e eu deitamos abraçados e eu adormeci. Nunca dormi tão tranquila como havia dormido aquela noite, mas de repente durante o meu terno sono, eu me senti incompleta... Desconfortável e acordei. Eram três da manhã e eu estava sozinha na cama. Onde estava Joe?
- Joe? – chamei num tom alto, só para saber se Joe estava no banheiro do nosso quarto.
Levantei querendo procura-lo. A primeira coisa que fiz, foi ir à cozinha... Não tinha ninguém. Será que Joe me deixou? Na sala também não estava, eu havia acabado de passar por lá. Aproveitei e coloquei água no fogo para ferver e eu fazer um chá, pelo menos isso eu sei fazer. Subi novamente as escadas e entrei no quarto de hospedes, Joe estava lá, em pé olhando. Estava até com medo de perguntar.
- Joe, o que houve?- perguntei o abraçando.
- O que faz acordada há essa hora?
- Eu acordei e você não estava na cama... Eu queria você. - o abracei de lado.
- Eu estou aqui... Agora que tenho você, não vou te deixar. – Ele falava como se estivesse apaixonado por mim, e eu estava amando, mas não era verdade.
Quando voltamos para o nosso quarto…
- Não me disse por que estava lá.
- Eu estava pensando no quarto do nosso bebê. Como vai ficar, Demi? Já pensei, mas... Este quarto parece tão grande para um bebê que está na sua barriga.
- Joe, fique tranquilo. Tem muito que comprar ainda... – eu me lembrei de algo. – Eu te contei  o que comprei?! – corri para o closet, que agora tinha coisas minhas também, e peguei a sacola. - Olha! – tirei de lá um macacãozinho amarelo. - Sempre dizem que quando não sabe o sexo do bebê, devemos comprar o amarelo. Gostou?
- Gostei muito, Demi. – notei Joe cabisbaixo.
- O que foi?
- Eu queria te dar a primeira roupa do bebê. – eu ri.
- Joe, por que você não dá a roupinha que vamos sair do hospital?

Isso só me fez enxergar o quanto Joe queria essa família. Dá para acreditar que eu iria construir uma família com o meu melhor amigo?

No dia seguinte, acordei bem agitada. Minhas amigas estariam ali na minha casa em poucas horas.
Já eram onze horas e eu estava doida para elas chegarem.
- Demi, acho melhor irmos para o aeroporto, senão chegaremos depois de uma hora e, se as conheço bem. Elas nos matariam!
- Joe, como iremos trazer mais quatro pessoas no seu carro?
- Eu pensei que você poderia dirigir o seu carro. Assim, na volta, as meninas vão no seu carro e podem conversar.
- Pensei que tivesse vendido.
- Ainda não. Estou com medo de você mudar de ideia.
- É... Eu não queria vende-lo, Joe. Eu suei tanto para compra-lo... Se você quiser, eu posso trabalhar todos os dias com ele.
- Não, não precisamos vender. O apartamento precisava, e eu não o vendi, eu o aluguei. Assim você pode receber mais um dinheiro por mês. E sobre o carro, você vai precisar dele. Quando você estiver de licença, você poderá sair de casa e sem carro fica difícil. Minha garagem é espaçosa, Demi. Eu disse aquilo, mas eu já pensei com calma.
- Eu sabia que você ia entender. - levantei para abraça-lo e mais uma vez, ele me surpreendeu com um beijo. No começo eu me assustei, depois me entreguei.
- Precisamos ir! – ele me levou de mãos dadas até o carro, fez questão de abrir a porta para mim e antes de feche-la. – Eu vou atrás de você, então se sentir qualquer coisa, você para.
- Tudo bem!- me deu um selinho e a garagem abriu. Eu saí bem devagarinho e logo depois, o Joe estava na minha cola.


Continua...

Não precisa ficar com medo, Luh Sooh eu sei bem como é uma história ficar chata de repente. Não posso prometer nada, porque não sei exatamente o seu gosto, mas quando estiver achando a história chata ou entediante, me avisa e eu vejo o que posso fazer. Muitas vezes isso acontece comigo, mas eu sempre me arrepende de não ter lido.
É igual novela, quando tudo não está como queremos paramos de assistir e só voltamos quando alguém disse que esta acabando. Kkkk
É provável que aconteça, mas peço que não deixe de ler.

Obrigada as meninas que estão comentando, estou postando por você. Deixem sua opinião aqui. Posso dizer, que algumas estão acertando algumas coisas, hein!
Beijos, posto mais em breve!

Capítulo 22:


Joe Jonas
Fiquei com medo do que Demi estava pensando sobre nos casarmos. Era um plano perfeito para o nosso futuro, se ela disser que não, teremos que aguentar o que vem por aí. Quando Wilmer souber que ela está gravida, a primeira coisa que ele irá fazer, será procura-la e querer os seus direitos sobre a criança e Demi se sentirá desconfortável nessa situação. Quem sabe até voltar esse relacionamento a três em que estavam e isso eu não quero.
Depois da nossa conversa, Demi saiu do quarto e um tempo depois voltou. Ela estava calada, creio que estava pensando. Espero, e peço de coração, que ela pense muito antes de tomar qualquer decisão.
- Boa noite, Joe. – Demi me abraçou para dormir e eu desliguei a tevê.
- Boa noite, Demi. – a abracei também.

A noite toda Demi estava desconfortável na cama, deitava de um lado e trocava sempre. Algo a incomodava. Ela levantou rápido e correu para o banheiro. Todas as noites era assim, Demi enjoava e corria para o banheiro, sempre negava a minha ajuda, mas dessa vez não importava o que ela dissesse.
- Está tudo bem, Demi?
- Estou colocando tudo que eu comi para fora, você quer o quê? – ela disse muito nervosa. Realmente eu não estava ajudando muito.
- Fique calma! – eu segurei os cabelos dela.

Quando tudo tinha terminado, ela deitou derrotada na cama.
- Eu não aguento mais! – ele estava triste e eu a abracei confortando-a. Acabamos dormindo e só acordamos no dia seguinte.
Quando abri os olhos, ela não estava deitada comigo. E, sem ela, aquela cama era imensa, fria e desconfortável. Sentei-me na cama para espantar o sono. Demi entrou no quarto.
- Joe, você estava dormindo ainda? Estamos atrasados.
- Não tem problema não, eu sou o chefe!- eu e ela rimos.
- Seu bobo!
- Vou ligar para Divina e direi que vamos nos atrasar.
- Tudo bem, então vou terminar o café com calma.
- Está fazendo café?
- Estou tentando!
- É melhor não tentar, vai ver seus enjoos tem aumentado por causa dessas coisas que você faz.
- Joe! – ela riu me repreendendo. Eu ri também.
- Larga o que você estava fazendo, que eu peço a divina para pedir um café para a gente lá mesmo. Só espere eu tomar banho.
- Então deixa que eu ligo para ela...

Depois que eu terminei de tomar banho e estava pronto para trabalhar, desci as escadas encontrei a Demi de cabeça baixa na sala.
- O que houve?
- Nada, eu fui ver a correspondência e achei essa carta. É sua... Foram Selly e Miley que a mandaram.
- Mesmo? Quanto tempo elas não me mandam uma carta. – peguei a carta rapidamente das mãos de Demi e abri correndo. Estava com saudade de minhas amigas, acredito que ela também.
 Abri a carta e li em voz alta.


New York, 09 de Março de 2011

Querido Joe.
Desculpe-nos a falta de comunicação. Selena teve um enorme problema com o e-mail dela, que não quer mais abrir e eu havia perdido o seu. Estivemos trabalhando muito e acabamos esquecendo de você e de Demi. Falando em Demi, por acaso sabe o e-mail dela? Ou o endereço?
Na última vez que nos falamos ela ainda estava trabalhando com você e ainda estava noiva com aquele bonitão, que nem eu nem Selly lembramos o nome ... Ela já está casada? E você? Continua com a Ashley? Já casaram? Precisamos de notícias!
Ah, isso nem será preciso mais, já que estamos voltando para o Rio de Janeiro. Quantas coisas deixamos para trás? E saudade é muito pouco para o que eu sinto por vocês. Quer dizer, sentimos, a Selly está no meu pé, enquanto eu escrevo a carta. Escrever mesmo ela não quer, você a conhece não é mesmo?
Tenho que te contar as novidades: eu ainda estou noiva do Liam, mas vamos nos casar no mês que vem e por isso estamos voltando, queremos nos casar no Brasil. Já a Selly se casou em Las Vegas com o Nicholas Jerry. Você não o conhece, e foi de repente... Ela é doida mesmo! E já está casada há três meses, mal conhece o cara. Ele vai morar no Rio de Janeiro com a gente.
A finalidade dessa carta é só para comunicar-te que estamos voltando, as outras novidades contaremos pessoalmente e... Será que dá para arrumar um cantinho para a gente? Já que é dono de uma imobiliária, pode escolher duas casas para a gente aí, não é verdade?
Estaremos de volta no dia 12 de março 2011, no sábado, às 13 horas. Queremos você e Demi nos aguardando. Não esqueça de dizer a Demi que estamos morrendo de saudade e  esperamos chegar a tempo para o casamento dela, se é que ela não se casou.
Nós amamos vocês!                                           
Beijos...
Mi e Selly


Quando terminei de lê-la, sabe-se á porque, mas Demi estava chorando. Pensamentos rápidos rondaram minha mente e logo me lembrei que Wilmer havia sido citado na carta e até de um possível casamento. Será que Demi ainda sofre com isso? Passaram pouco tempo, mas ela parecia ter superado.
De certa forma, eu  estava com ciúme dela. Acho que estou levando esse “casamento” a sério demais.
- Elas chegam amanhã. – comentei.
- É...
- Por que está chorando, Demi? – perguntei já não me aguentando de curiosidade.
- Saudade delas, Joe. Será que ainda não entendeu que estou mais emotiva? – perguntou brava.
- Também tenho saudade delas. – disse entendendo-a. - Temos que ir, Demi. Já ligou para Divina?
- Sim, liguei. Ela já está arrumando tudo.

No carro...
- Joe, elas vão chegar amanhã! Nem teremos tempo de fazer nada para recepciona-las. Deus, elas vão ficar bem confusas com essa situação e sem contar que elas sempre disseram que a gente ia casar e agora é quase uma realidade.
- Você pensou sobre o meu pedido?
- Sim, Joe... Eu pensei e... Bem, eu estou um pouco insegura com isso. É um casamento diferente e ao mesmo tempo é benéfico para nós três.
- Quero MUITO ser o pai do seu bebê e o seu marido. - eu sorri para ela. Demi estava quase chorando de novo. – Vai chorar de novo?
- Não. – ela disse sincera.

O tempo que passamos na imobiliária foi bem corrido, Demi e eu estávamos mais preocupados em receber Miley, Selly e seus acompanhantes do que com os nossos serviços. Contratamos até uma boa diarista para passar o sábado conosco, depois veríamos o que faremos.

Continua...
Bom, resolvi postar  mais esse capítulo depois que li os três primeiros comentários. Amei as respostas, foram bem significativas para mim. Pena que esse história já está escrita e não posso trocar nada.
Espero que gostem desse capítulo e continuem comentando...
Vocês acham que com a chegada de Mi e Selly algo vai mudar?
O fato do bebe ser de Wilmer vai alterar em algo no relacionamento de amizade de Joe e Demi? Vale lembrar que Joe criara um ódio mortal por Wilmer, acredito que ele tem vontade de bater nele.
Agora que Mi  e Selly estão de volta, será que vai modificar a resposta de Demi?
Bom, deixo mais um capítulo com vocês... Em breve, postarei mais.
Beijos.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Capítulo 21:


Demi Lovato

Eu estava feliz por Joe não ter surtado com a notícia, ele estava mais ao meu lado depois daquele dia. Compreendia todos os meus atos, às vezes me tratava como doente, mas às vezes parecia esquecer que eu estava grávida.
Joe sempre fala sobre o meu futuro com a criança, me convenceu a vender meu apartamento e morar com ele para sempre. Já disse que ele é muito convincente?
Era uma quinta-feira e estávamos jantando... Eu não fazia a melhor comida do mundo, mas eu quebrava um galho.
- A comida está maravilhosa, Demi.- ele elogiou, mas com certeza era só para me agradar, nem eu estava aguentando comer aquilo.
- Ah, Joe... Fale sério! Esse troço está horroroso! A semana toda eu tenho feito essas comidas horríveis e você fica me elogiando. Eu prefiro que diga a verdade.
- Demi, eu... – não deixei que terminasse de falar.
- Na segunda, o macarrão estava duro e você disse que estava bom; na terça o feijão estava completamente salgado e estava com a pior cor do mundo e disse que estava maravilhoso; ontem o arroz queimou e você comeu como se fosse o melhor arroz do mundo! E hoje, diz que a comida está boa sendo que “isso” está com gosto de comida de hospital. Pelo amor de Deus! Diga a verdade, pelo menos uma vez! - Estava tão sensível por causa da gravidez que estava quase chorando e sentia raiva ao mesmo tempo. Era uma coisa de louco.
- É normal, as pessoas nem sempre acertam. A gente tem que relevar, sabia?
- Mas, eu não sou uma boa cozinheira... Nunca fui! Sempre odiei cozinhar e não quero aprender tão cedo!
- Ótimo, quer que eu cozinhe?
- Você não sabe fritar nem um ovo. – comentei rindo e ele riu também.
- É verdade... Vamos contratar alguém! – ele disse como se tivesse descoberto algo.
- Só se dividirmos as despesas de toda a casa.
- Não.
- Joe, eu estou praticamente morando aqui de favor e não é agradável. Eu me sinto fora de casa e se... Pagássemos juntos as despesas não me sentiria assim.
- Se quer assim.
- Chega, Joe! – eu gritei e ele pareceu assustar-se. - Eu cansei! Pare de me tratar como doente. Que droga! O que aconteceu?
- Nada, eu nem sei do que está falando.
- Fica o tempo todo me tratando com compaixão! Eu não sou doente e também não estou morrendo. Eu só estou grávida. Posso aguentar muita coisa!
- Me desculpa, Demi.
- Não é só desculpa que eu quero ouvir de você, Joe. Eu quero que fale que a comida está ruim, quero que reclame de algo que eu faço e você não gosta, quero que brigue porque o gráfico ficou horroroso, até porque eu sei que não está bom!
- A sua comida é horrível, Demi; o seu carro está ocupando a garagem a toa; e a culpa de Elisabeth estar daquele jeito é sua. Satisfeita?- eu o abracei. Pode parecer loucura, mas Joe fazia falta.
- Era isso que eu queria, Joe.- ele me deu um selinho.

Enquanto Joe se preparava para dormir, eu estava reconstruindo o gráfico no notebook.
- Devia vender aquele carro. – ele disse deitando-se ao meu lado.
- Por quê?
- Primeiro, por que estamos sempre juntos e sempre usamos o meu carro. Depois, ele só  está ocupando espaço.
- Quando você e Ashley moravam juntos, vocês usavam o mesmo carro?
- Não, ela tinha o dela... Pois fazia compras e sempre ia à casa das amigas.
- Precisamos achar um comprador.
- Eu conheço uma pessoa que aceitaria comprar por um preço bom. Ele já queria, mas eu disse que não estava a venda. Na verdade, a ideia foi dele. É nosso vizinho, o Sterling. Ele disse que notou que nós só usamos um carro. E perguntou se queríamos vender, mesmo se estivesse estragado.
- Ótimo. Posso deixar por sua conta?
- Pode. – Joe estava um pouco incomodado, ele ligou a tevê e não para de se mexer. Eu sabia que ele estava prestes a dizer algo...
- Pode desligar isso? – referindo-se ao notebook. - Isso não é hora de trabalhar, eu, como seu chefe, te proíbo.
- Tudo bem! - eu desliguei o computador e o coloquei na mesinha que tinha no quarto. Deitei ao lado dele. - Acha que a culpa de Elisabeth não querer trabalhar é minha?
-Não, eu só queria arrumar uma coisa relacionado ao trabalho para lhe culpar. – ele riu, mas não tirava os olhos da tevê. – Eu vou demitir Elisabeth amanhã, o que acha?
- Terá de pagar, você sabe disso, não sabe?
- Claro que sei... Melhor assim, pois aí colocamos alguém competente no lugar dela.
- Concordo com você. Que bom que eu tenho um chefe sensato.
- Já que você disse que quer que eu diga tudo a você, eu quero conversar sobre uma coisa muito importante. – ele desligou a tevê e virou-se para mim.
- O que? Se for sobre a minha licença maternidade, eu quero logo adiantar que eu vou trabalhar em casa, mas só quando eu der a luz.
- Isso conversamos depois. – ele pareceu não gostar.- O que tenho para conversar, ainda é mais sério.
- Então diga, está me assustando.
- Demi, eu sei que não quer que Wilmer saiba sobre a criança, e que está decidida a cria-la sozinha, mas pense bem. Wilmer vai querer saber de quem é a criança, vai desconfiar que é dele e pode até pedir o teste de DNA se você não souber o que falar. - Realmente, eu não pensei nisso. - Eu estive pensando nisso desde o momento que disse que estava grávida e já tenho a solução: Demi, casa comigo?
Eu olhava para ele chocada. Eu não esperava que acontecesse uma coisa dessas. Joe, o meu amigo, aliás, meu melhor amigo estava me pedindo em casamento!
- O que? – perguntei, mas eu não queria que ele repetisse, eu só estava incrédula. – Está louco?
- Estou mais lúcido que o normal. Você está morando na minha casa, nos comportamos como um casal. E quando a barriga começar a crescer todos vão desconfiar que o bebê é meu. Eu vou adorar ser pai dele, Demi. Deixa-me ajuda-la? Deixa-me ser o seu marido e te dar conforto?
- Joe, já pensou no que está me pedindo?
- Demi, é o que eu mais quero e é o que eu mais penso. Por isso, pedi que vendesse a sua casa para morar comigo, por isso que quero compartilhar cada segundo da minha vida ao seu lado e do seu filho. Jamais seremos esses casais chatos que costumamos encontrar por aí, Demi. Seremos diferentes e entre nós haverá um amor incomum.
- Eu... Preciso pensar, Joe.
- Pode pensar... Mas pense com carinho. Pense nas coisas boas que vamos ganhar com isso.
Eu não sabia como levar isso em conta. Joe é meu amigo há tanto tempo, nunca me imaginei casada com ele. Mesmo que nossa vida seja quase isso.
Depois dessa conversa séria, eu fui à cozinha beber um pouco de água. Eu precisava pensar em tudo, é um passo sério e tem seus pontos negativos e positivos. Mesmo que eu tenha certeza que jamais amarei um homem como amei... Amo Wilmer Valderrama, Joseph é um companheiro para mim, e sempre vai ser só isso, mesmo se nos casarmos.


Continua...
Então; deixe sua opinião. Comente respondendo essas questões:
Acha que Demi vai aceitar?
Joe fez essa proposta para Demi, visando Wilmer desconfiar que o bebê é dele. Concorda que é uma solução boa? Justifique.
Se fosse você no lugar de Joe, aceitaria? Por quê?
Estou perguntando só para saber a opnião de vocês. O que vai acontecer a seguir?


domingo, 2 de dezembro de 2012

Capítulo 19 e Capítulo 20:


Capítulo 19:
Demi Lovato
Quando vi Wilmer entrando com toda a família, eu tive vontade de morrer naquele momento. Estava sendo forte, mas aguentar mais essa eu não sei se eu consigo.
- Demi, é impressionante como tudo para você é alegria... – Joe olhou para trás também. - Se quiser podemos sair daqui...
- Melhor não, ele vai achar que me abala.
- Mas abala. – disse óbvio.
- Ele não precisa saber.
- Ele te viu?
- Não, eu acho que não. – A Geovana esposa do Wilmer nos viu, acenou para mim e estava se levando chamando o marido. - Oh, Deus!
- O que foi?
- Eles estão vindo para cá, Joe. O que eu faço?
- Aja normalmente.
- Demi, querida! – ela me cumprimentou e eu sorria feito idiota, tentando agir normalmente. – Esse é Wilmer, meu marido. Wilmer, ela é a menina que lhe falei. Aquela que me ajudou a achar a casa, que é ótima.
- Prazer, Wilmer. - eu disse tentando parecer normal.- Este é Joseph, um gr...
- O namorado dela. É recente, mas estamos felizes.
- Meus parabéns. – Isso foi estranho e Wilmer apresentou uma reação de ciúme e eu me senti feliz com isso. – Há quanto tempo estão juntos? – Geovana perguntou.
- Há algumas semanas, já tínhamos descoberto isso, mas tínhamos compromissos com outras pessoas, então resolvemos esperar um pouco, fora que éramos amigos também, sabe? Tínhamos uma amizade colorida. – Joe explicou.
- Não quer sentar conosco? Eu trouxe meus filhos, vai poder conhecê-los.
- Oh, não obrigada! Já estávamos de saída. – eu disse.
- Verdade. Bem, estamos comemorando, vocês entendem, não?- Joe perguntou com uma cara maliciosa.
- Claro. Então podem continuar! Vamos Wilmer, vamos deixar o casal aí.
Eu me sentei normalmente, não podia mostrar nenhuma reação, se não iria tudo por água a baixo.
- Desculpa, Demi. Eu tive a ideia de última hora.
- Tudo bem, Joe.
- Ele ficou com ciúmes. Sinal que gosta de você.
- Pode até gostar, mas não teve coragem de me contar o que realmente acontecia e... Me fez de idiota durante dez anos.
- Vou pedir a conta para irmos embora. – Joe acenou para o garçom.
- Eu preciso beber até amanhã de manhã.
- Não, Demi.
Uma coisa estava certo, agora Wilmer já sabia o motivo de eu o estar ignorando durante esses dois dias. Ele já sabe que eu sei.

Quando estávamos saindo, eu tive vontade de chorar andei mais rápido a fim de espantar essa vontade que me dominava. E Joe vinha atrás, ele abriu a porta para mim, e quando sentei no banco, comecei a chorar. Eu não queria, mas fui dominada.
Era tudo aquilo que eu mais queria, sabe? Uma família. Wilmer me enganou durante anos, e eu ainda estou apaixonada por ele.
- Fique tranquila, Demi. Um dia vai aparecer alguém especial assim como você é.
Eu deixei muitas oportunidades para trás para ficar com Wilmer e ele não se sentia culpado, nem um pouco.

Chegamos em casa e eu sentei na sala.
- Ainda o ama, não é verdade? – só balancei a cabeça em sinal positivo. E Joe me abraçou. Eu não estava mais chorando, mas ainda estava triste e isso tinha que acabar.
Saber que ele é casado já era ruim e poder ver era pior ainda. Eles pareciam tão felizes, como nós éramos.
- Eu fui tão ingênua, me senti uma idiota perto dele, Joe. É tão recente, pensei que já estava cicatrizado, mas não. Doe tanto, Joe. Eu quero que isso acabe! Quero que acabe logo, Joe.

Dois meses depois...

Não posso dizer que Joe e eu estamos completamente curados, mas estávamos muito bem. Agíamos feito adolescente, sabe? Comíamos de tudo e meu apetite aumentava a cada dia, isso porque eu estou grávida do Wilmer. Queria contar para o Joe, mas eu não acho uma maneira de fazer isso. Ele está muito preocupado comigo, mas quando ele souber,vai surtar.
De uns tempos para cá ele tem mostrado um comportamento agressivo a cada vez que falo de Wilmer e, por isso, eu decidi não falar dele. Só que com o bebê vai ficar difícil não falar. Ele não vai gostar nem um pouquinho e eu não sei quando e nem como falar. Só não posso esquecer que o tempo está passando e o bebê está crescendo.
- Demi, será que pode me entregar as tabelas desse mês?
- Não, Joe. Eu não posso! Já disse que não está pronto, eu não sou uma máquina! Não posso cuidar de tudo sozinha, sabia?
- Era só dizer que não.
- Já disse, mas do meu jeito. – Como toda grávida os hormônios estavam a mil.- Desculpe, Joe. Eu já estou terminando. Juro que em uma hora, no máximo, estará na sua mesa. – Joe sentou na cadeira de frente para mim.
- Me diz o que está acontecendo, Demi? Olha, pare de dizer que não tem nada. Não há nessa vida, pessoa que te conheça melhor que eu. Sei que tem uma coisa diferente em você, tudo em você está diferente. Você mudou fisicamente, psicologicamente e emocionalmente. Até o seu jeito de falar está diferente, fora que está passando mal o tempo todo.
- Joe... Eu... Eu prefiro contar isso em casa.
- Tudo bem, Demi. Só que de hoje, não passa, tá?
- Só não quero que fique bravo comigo.
- Eu juro que não vou ficar. – quando Joe estava saindo, eu o chamei.
- Eu te amo.
- Eu também te amo. – Joe voltou e me deu um beijo, um selinho, sabe?
Esse carinho que tínhamos era maravilhoso, o selinho dele me acalmava. Era tão terno, tão carinhoso, tão Joe...

Passou mais uma hora e eu entreguei a tabela ao Joe, mas fui grossa mais uma vez. Poxa, não é culpa minha!
- Demi, se quiser ir para casa, eu deixo. Deve estar assim porque tem trabalhado demais. Vai descansar e não vá achando que eu vou deixar nossa conversa para depois, vai ser assim que eu chegar!
Saí de lá e fui direto para casa, nem falei nada com ele e nem com ninguém. Estava muito nervosa e sem motivos, não entendo porque as grávidas tem esse comportamento!
Cheguei em casa e depois de um banho e um bom lanche, eu peguei no sono...

Capítulo 20:
Joe Jonas

Cheguei em casa e chamei por Demi. Só falta ela não estar em casa! Demi estava tão estranha, eu não sei mais o que achar dela. Qualquer coisa que eu diga é motivo de gritos ou choros. Minha secretaria disse que é TPM, mas TPM não dura semanas, só uma, pelo que eu sei. Mesmo assim, sei que tem algo errado com ela e eu preciso saber.
Abri a porta do meu quarto onde Demi e eu dormíamos juntos. Nada demais. Ela estava dormindo. Oh, mulher para dormir! Demi estava tão linda e serena dormindo que eu não queria acorda-la, mas minha ansiedade estava mais aguçada no momento.
Tirei meu paletó e aproveitei que Demi estava dormindo, e tirei o resto roupa para tomar um banho, e coloquei todas em cima da poltrona, Demi odeia isso.
Terminei o banho, coloquei uma calça de moletom e uma blusa de mangas. Sentei-me na beirada da cama.
- Demi... – chamei bem baixinho, para não assustá-la. - Demi... – chamei novamente, só que mais de perto. Eu podia sentir a respiração dela, o cheiro de sua pele que me fazia uma coisa interessante no corpo. Era tão agradável que eu queria continuar sentindo o cheiro da pele e a respiração dela que tinha um ritmo maravilhoso, era isso que me fazia dormir todas as noites. - Demi!- foi na terceira vez que chamei, mais perto ainda do seu ouvido, que Demi foi despertando levemente. – Já está mais descansada?
- Sim. – ela respondeu baixo e um pouco manhosa, eu ri com isso. Ela queria dormir e eu a estava pentelhado.
- Está pronta para dizer o que está havendo?
- Não. – ela respondeu sincera.
- É grave?
- Mais ou menos. Você não vai gostar, mas nada é minha culpa. Aconteceu! – justificou com um brilho nos olhos.
- Tudo bem, Demi. Está me preocupando ainda mais .- Demi jogou o corpo para o outro lado da cama, a fim de me fazer deitar ao seu lado. Estava friozinho e era uma boa ideia. – Isso tem haver com Wilmer?
- Tem, mas de maneira indireta.
- Diga logo, Demi.
- Joe, eu... Eu estou grávida do Wilmer. - Eu fiquei sem ação. – Sei que está achando ruim, mas foi inevitável. Isso aconteceu quando ainda estava sendo enganada por ele. Joe, eu fiquei muito triste quando fiz o teste e deu positivo, mas... O que eu posso fazer? Estou amando a ideia de ser mãe. É o sonho de qualquer mulher, e... Ele me enganou por tanto tempo, eu merecia algo bom dele, você não acha? Já estou com trinta anos e até encontrar alguém que possa querer se casar comigo vai demorar, Joe.  E  eu nem quero ninguém mais. Quero ficar sozinha, só com o meu filho.
- Pretende contar ao Valderrama? – era a única coisa que me fazia ter medo.
- Não, Joe. Eu vou criar o meu filho sozinha... Não o quero perto do meu bebê! – Demi abraçou a cintura, como se protegesse a criança.
Eu ainda estava chocado com tudo que Demi estava me dizendo. Não era mais eu e ela, tinha mais uma pessoa. Claro que era maravilhoso um bebê, até eu gostaria de ter um bebê, mas eu não poderia.
- Joe, está bravo?
- Não, só não esperava essa notícia.
- Sei que é complicado, mas... Não dá para voltar ao  passado.
Abracei a Demi, tentando passar conforto, para ela saber que estarei ao lado dela em tudo que ela precisar, mas com tanto carinho acabamos dormindo juntos. Só acordei quando Demi mexeu na cama.
- Estou com fome. – ela disse. Olhei o relógio da cabeceira da cama e eram dez horas da noite.
- Vou pedir uma pizza, o que acha?
- Ótima ideia! E de calabresa com quatro queijos.  Não! Só de quatro queijos. – Demi estava como uma criança indecisa.- Não, não! É melhor de calabresa com quatro queijos.
- Tudo bem! – disquei o número da pizzaria. O homem mal educado, ou melhor, o atendente da pizzaria disse que não tinha. – Demi, não tem e eles não querem fazer, pois já estão fechando.
O que vou dizer pode até parecer normal, mas foi muito estranho, Demi quase foi parar na pizzaria. Ela tomou o telefone da minha mão, disse um monte de coisas – desagradáveis - para o cara que, de algum modo, disse que ia mandar a pizza para ela. São os tais hormônios de gravidez?
- Demi, meu anjo, era só uma pizza!
Agora que eu já sabia que ela estava grávida, que eu notei que Demi estava mesmo, um pouco gordinha. Seu rosto estava redondo e havia um morrinho na sua barriga o que antes não tinha.
Cheguei pertinho dela e pausei minha mão em sua barriga, ela pareceu se chocar com o toque e seus olhos encheram de lágrimas. Certamente Demi estava sensível a qualquer coisa. Ela me abraçou, deitando a cabeça em meu ombro. Era um carinho diferente e muito gostoso.
Parecia que Demi estava sentimental a qualquer ameaça e precisava urgente de alguém que a ajudasse, alguém que estivesse ao lado dela e esse alguém seria eu, e era o que eu mais queria.
Afirmo que eu não estava tentando trocar a Ashley pela Demi, claro que não. A Demi é mais importante do que qualquer pessoa, ela era diferente, o que eu sentia por ela, era diferente.
- Joe... – ela disse ainda chorando. - Eu estou tão sensível! – ela saiu do meu abraço e nesse momento eu senti que um pedaço de mim estava saindo do meu corpo.
- Já parou e pensou em tudo?
- Sim. Estou determinada a ter essa criança, Joe. E Wilmer nunca irá saber dela, tudo bem? Essa criança já é a pessoa mais importante para mim, é tudo que eu tenho. Ela foi o motivo de eu ainda estar firme, quando eu achava que não conseguiria mais, eu soube dela. É ela que me mantem aqui ainda.
- Deve ser maravilhoso ter alguém em você. - comentei.
- Eu preciso parar de chorar! O que eu mais tenho feito é chorar!- Demi mudou de assunto, mas eu queria mesmo que continuássemos com o mesmo assunto e tentarei voltar nele, logo.


Continua...