domingo, 24 de março de 2013

Capítulo 51: (último)



Demi Lovato
Bem, eu estava me desdobrando para fazer tudo o que eu tinha que fazer. Não tinha a ajuda de Mi nem de Sel, uma vez que uma estava quase dando a luz e outra com bebê para cuidar. Arthur era fogo! Elas até tentavam me ajudar, mas sempre acontecia alguma coisa. Uma vez Mi ia comigo para resolver as coisas do buffet, mas teve uma consulta e desmarcou. Para Selly sair era quase impossível, já que o pequeno Arthur não fica no carrinho e ela não tem paciência.
Fora os enjoos, os desmaios repentinos, a vontade de comer as coisas... Sim, estou grávida. Isso não é maravilhoso?
O ruim era ter que saber disso e não contar ao Joe, não porque eu não queira, mas achei que ficaria mais romântico se eu contasse no dia do nosso casamento.
Só de falar a palavra “casamento”, eu tenho um troço!
Eu dormia pensando nisso, acordava pensando nisso... Sério, estava querendo ajuda! Eu disse isso ao Joe e ele chamou a mãe dele. Certo, achei fofo da parte dele, mas eu queria a ajuda dele.
- Oi, querida! – ela disse quando me viu no aeroporto. – Como está?
- Ótima, Denise! E você? Faz muito tempo que não nos vemos.
- Fiquei muito feliz de saber que vão se casar e mais feliz ainda quando Joe me chamou para te ajudar.
- Ele é muito atencioso, Denise.

Ela passou um dia inteiro comigo e só bastou isso para ela chegar a essa conclusão:
- Está grávida, Demi?! – Não era uma pergunta, pode ter certeza.
- Como descobriu?
- Ora, Demi... Ninguém me engana!
- Não queria te enganar, ninguém sabe. Eu não contei para ninguém, eu ia fazer uma surpresa no dia do casamento.
- É uma ótima ideia!
- Não pense que esse é o motivo do casamento.
- Eu sei que não é, não dessa vez. Joe me contou tudo... Está com quanto tempo?
- Daqui uns dias eu completo oito semanas.
Eu estava emotiva e Denise me passava conforto o tempo todo, ela estava fazendo o papel que minha mãe deveria fazer. Certo, eu não queria chamar a minha mãe e acabei fazendo isso por culpa de Joe e ela só me desejou sorte. Eu não sei que mulher é essa que diz ser minha mãe, mas que não se importa comigo. Decidi que seria definitivo, ia fazê-la sumir da minha vida! Com tudo isso que estava vivendo com Denise, eu a associava a uma mãe, portanto não conseguia ficar mais um segundo perto dela sem chorar.
Percebi que a melhor coisa que o Joe poderia ter feito, era ter chamado Denise. Ela me ajudou em tudo, coisas do casamento, também com a mudança e, principalmente, com a gravidez. Ela me dava dicas do que comer e o que fazer para não enjoar como eu estava enjoando.
O Joe estava percebendo isso e a minha surpresa seria falha se isso acontecesse. Estávamos muito unidas!
- Você e minha mãe vivem de segredinhos. – disse Joe quando eu estava saindo para a prova do vestido.
- Verdade! E isso é ótimo, Joe. Sua mãe é maravilhosa! – estava saindo, mas voltei - Ah, já ia me esquecendo! Eu não vou trabalhar hoje, eu tenho que resolver um monte de coisas! – disse, mas era mentira... Eu ia fazer um exame depois da prova do vestido. Só que eu não podia dizer isso a Joe.
Denise foi comigo, chorou horrores quando me viu vestida de noiva. Talvez esteja assim porque nenhum dos filhos se casaram. Joe tinha três irmãos: Kevin, estava fora do país, Taylor e Frankie.
- Está fabulosa, Demi! – disse Denise quando conseguiu. Se eu chorei junto? Claro que eu chorei.
Voltamos para casa era mais de seis horas, pois depois passamos no shopping e compramos algumas coisas.
- Oh, chegou as minhas gatinhas! Finalmente se lembraram de mim.
- Ah, Joe! Não amola. – minha sogra disse.
- Mamãe, papai ligou e ele estava bravo. – Denise correu para ligar para o marido. – Hei, estava preocupado com você.
- Por quê?
- Não agora, mas antes de minha mãe... Você estava muito estranha, fora que passava mal, eu não sabia o que fazer!
- Não se preocupe. Estou melhor agora... – o beijei.

Chegou o grande dia e não posso dizer que estava nervosa por causa do casamento, estava mais nervosa com o meu bebê. Ia contar a Joe e estava com medo da reação dele, por mais que Denise dissesse inúmeras vezes que Joe iria adorar e, por mais que eu já soubesse disso... Era isso que nós queríamos!
Só o papo que tivemos dois dias antes que me fez ficar assim, Joe disse que não precisávamos de filhos agora, iríamos aproveitar fazendo viagens e mais um monte de coisa que ele listou.
- Fique tranquila! – disse o pai de Joe, antes de eu entrar naquele salão de festas.
Joe e eu não iríamos nos casar na igreja, seria só no civil. O Juiz estava lá na frente e iríamos assinar os papéis. Não era nada muito sofisticado, mas tinha muita gente.
Depois que a família e amigos nos abençoaram, começou a festa com direito a DJ e tudo, coisa de Liam e Nick.
Miley descobriu que estava esperando gêmeos e ainda não sabia os sexos dos bebês, mas ela jurava que eram dois meninos e já tinha escolhidos os nomes: Matheus e Henrique. Liam queria que fossem como Miley, mas logo desistiu, na brincadeira, depois de se lembrar do gênio que a esposa tinha. “Ter dois pestinhas em casa não ia dar certo!” Frase do próprio Liam.
Todos estavam felizes na festa.
- Eu estou doido para ir para nossa casa, Princesa. – Joe disse enquanto dançávamos a primeira música como marido e mulher, e eu o beijei.
- Eu também estou doida para ir para nossa nova casa.
- Só de pensar na nossa vida daqui para frente! – Joe sorria. – Tanta coisa irá mudar...
- Eu preciso te contar uma coisa, Joe.
- Contar o que, princesa? – perguntou preocupado.
Eu me afastei de Joe, fui até um palco improvisado que tinha lá, pedi ao DJ que parasse a música e todos voltaram os olhos para mim, Joe principalmente e estava com a feição assustada. A única tranquila ali era Denise.
- Obrigada a todos por terem vindo. – comecei agradecendo – Preciso contar um pouco de como chegamos aqui. Vai parecer clichê, mas a verdade é que há algum tempo atrás Joe era só um amigo para mim, nós tínhamos compromissos com outras pessoas, mas éramos ligados de uma forma que era inexplicável. Ríamos e zoávamos as pessoas que diziam que um dia iríamos nos casar e ser felizes, mas agora eu deixo vocês dizerem: “Eu avisei!” – todos riram. Inclusive Joe, por mais que eu estivesse falando com todos, meus olhos se mantinham em Joe. – Bem, nós começamos a ter alguma coisa realmente quando coisas ruins nos aconteceram e eu descobri que Joe era maravilhoso, eu não podia ter melhor amigo e ele acabou se tornando meu namorado, passamos por mais um momento difícil, nos separamos, voltamos e aqui estamos casados... Depois de muito tempo de idas e vindas. Éramos dois corações tristes e traídos, essa era a palavras certa. Éramos dois corações traídos. - Joe balançou a cabeça concordando comigo - Crescemos e aprendemos muito um com outro, inclusive aprendemos o que é o amor. – bateram palmas, eu não sei por que, mas bateram. – Essa enrolação toda, Joe, é só para dizer que eu estou grávida, estou esperando um filho seu. Não foi só o casamento que me deixava feliz. Era o NOSSO filho.
Joe correu para o palco e me beijou, depois beijou a minha barriga e me rodou. Eu ouvia palmas e assobios, alguns “aê”, mas eu só me importava com o que acontecia ali na minha frente.
- Eu te amo! – dissemos ao mesmo tempo, chorando e olhando nos olhos um do outro.
FIM

Olá meninas! Bom, é com o coração apertado que deixo de presente às últimas emoções de “Corações Traídos”!
Espero que tenham gostado o tanto quanto eu gostei de compartilha-la e receber o carinho de vocês.
Ainda não tenho certeza sobre qual história postarei. Talvez uma pequena, talvez uma grande. Pensarei com muito carinho!
Obrigada pelo carinho e por esses quatros anos ao meu lado, para quem esteve comigo desde o início.
Deixo de agradecimento a Ruh, minha melhor amiga e companheira na hora de escrever. É ela quem eu recorro para colocar mais tempero nas histórias, é ela quem faz tudo ficar mais emocionante e sem erros. Se hoje tenho mais de 250 seguidoras é ela a culpada. Ruh, muito obrigada por me aturar e me dar suas ideia comigo.
Beijões meninas!


24-03-2013 - BahChris

Capítulo 50: (penúltimo)



Joe Jonas
Acordei Demi aos beijos.
- Eu te amo. - Ouvi as três palavras que eu mais queria ouvir em toda a minha vida.
- Ama mesmo? – perguntei olhando profundamente em seus olhos, queria saber se era verdade, ou coisa de momento.
- Eu preciso ir ao banheiro e tomar um banho. Precisamos buscar Selly lembra? – disse Demi, com sua capacidade de mudar de assunto rapidamente.
Eu soube que ela não queria falar sobre isso, mas será que ela sente algo por mim? Ou era só charminho dela e não quis dizer?

Ficamos mais de horas na casa de Selly conversando com eles. Estava muito agradável, falávamos de todos os assuntos, até sobre a faculdade de Arthur, o que era engraçado, já que o menino tem apenas dois dias de vida.
Miley e Liam estavam radiantes porque teriam um bebê, só eu e Demi que ficamos a ver navios. Ri com o pensamento.
Não que não fôssemos nunca ter um filho, mas não éramos nada para ter um bebê e teríamos que ter alguma coisa. Logo percebi que estava faltando atitude da minha parte.
Hoje ela disse que me amava e se minha Demi disse que me amava é porque ela me amava. Se não quisesse ficar comigo, nunca teríamos dormido duas noites seguidas juntos.
Eu a amo e a quero para sempre minha.

Desde aquele dia do nascimento de Arthur que Demi e eu ficamos juntos, não nos desgrudamos. Eu havia acabado de sair da casa dela, mas sentia-me incompleto e cheio de saudades dela, sentia o seu cheiro e ainda o seu gosto, mas não era o mesmo que estar com ela.
 Tudo que planejara dizer a ela naquela noite, não consegui dizer nem naquele dia e nem em qualquer outro. Já havia passado três semanas depois daquela vez e eu não tive coragem, ou quem sabe, tive medo. Medo de perdê-la de novo.
Depois de um banho demorado, eu tive uma ideia para dizer a minha princesa tudo o que eu sinto por ela.
Estava atrasado para busca-la em sua casa para vermos o bebê de Selly, então faria no caminho. No carro eu formulava as frases de minha declaração e quando parava no sinal vermelho, escrevia uma mensagem em meu celular.
Em frente ao prédio de Demi estava cheio de carros estacionados, parecia que tinha alguma espécie de festa em uma casa ao lado. Tive que estacionar um pouco longe, mais um ponto positivo a meu favor.
No caminho eu fui digitando. Estava terminando, passei na padaria que tinha ali perto e comprei um pão com doce de leite dentro, o moço me disse que se chama “sonho”, o nome eu realmente não sabia. Só sabia que minha princesa ama esse pão - se é que ele pode ser considerado pão.
Segurava o pacotinho com cuidado em uma mão, enquanto a outra eu segurava meu celular. Quando terminei de ler e considerei uma ótima declaração, mas como sempre os mocinhos da história sempre demoram para ter um final feliz... Algo aconteceu. Algo, não! Eu fui roubado! Ele roubou meu celular, roubou minha declaração! Roubou meu amor!
Foi tão rápido que eu não vi para onde aquela garotinha de aproximadamente quinze anos carregou meu celular. Fiquei chocado e olhava para os lados, quem sabe alguém me ajudava.
Ela estava com o meu amor escrito, porém a vizinhança de Demi sempre fora meio lerda. Tinha pessoas do lado de fora e, com certeza, viram, entretanto ninguém se  mexeu, ninguém quis segurar a garota.
Logo me lembrei de Demi ter me dito que já fora roubada naquela rua outra vez, tinha também me alertado sobre não andar com o celular, chave de carro ou qualquer item de valor nas mãos. Como eu me lembraria disso se eu só queria terminar de me declarar com as palavras?
Cheguei ao apartamento de Demi com as mãos vazias, me senti um inútil! Nem um tipo de declaração eu conseguiria fazer? Toquei a campainha, mas ainda estava transtornado.
- Joe, o que houve? – perguntou quando me viu suando por ter corrido atrás da pequena ladra.
- Meu amor. Ela roubou.
- O que? – perguntou, ela não estava entendendo. Será que eu não estava me fazendo entender?
- Eu escrevi tudo, mas ela passou rápido e não deu para eu pegá-la. Ela acabou levando meu amor escrito, levou tudo que eu tinha escrito para você. Estava tão perfeito, eu jamais vou saber escrever aquilo de novo. Escrevi o que sentia por você, escrevi até sobre meu coração que acelera quando te vê. Escrevi que te amo e sinto sua falta ao meu lado, que não sei viver sem você por perto, que sinto ciúme quando qualquer outro homem chega um metro mais perto de você. Que eu te amo como nunca amei outra mulher na minha vida, que preciso de você como minha namorada, esposa. Eu não vou conseguir escrever tudo isso de novo... Me perdoa por ser um idiota que não sabe... – Demi me beijou. Estávamos os dois em pé no meio da sala dela, eu estava falando o quanto fui um idiota por ter perdido o meu amor escrito a ela e ela simplesmente me beija.
Claro, eu estava tão transtornado de a garota ter roubado a minha declaração que não percebi que estava dizendo frente a frente, olho no olho, tudo o que sentia. Ela não é burra e conseguiu entender, por isso me beijou. Ela sente o mesmo por mim.
- Seu burro! Quantas vezes eu te disse para não andar com celular na mão assim? – ela brigou quando eu contei, agora com detalhes, o que aconteceu.
- Eu estava concentrado demais para me lembrar disso.
O celular de Demi tocou na estante, ela levantou calmamente e o pegou. Ainda parada e observando o celular, olhou para mim e sorriu. Continuou olhando o celular, parecia que lia algo, ela cada vez mais ria largamente até que seus olhos começaram a ficar marejados e ela abaixou o celular.
- Eu também te amo e não sei viver sem você, Joe. – pelo menos ela tinha mais coragem do que eu. – Eu recebi a sua mensagem. – ela virou o celular para mim. – Eu também não fui justa com você quando vim embora de sua casa, me perdoa por ter sido uma estúpida e não ter percebido que me amava. Me desculpa por ter te feito sofrer. Eu te amo e não quero ficar sem você mais nem um minuto! – ela me beijou. Ou melhor, nós nos beijamos. Sério, esse beijo foi bem melhor que os outros.
- Demi, quer... Quer... Ser... Minha... Namorada? – perguntei franzindo o rosto, com medo da resposta.
- Eu quero ser mais do que sua namorada, Joe. Eu quero ser toda sua! – ela disse e eu a beijei.
Acho que vamos nos atrasar para ver o pequeno Arthur ...
Chegamos à casa de Selly, ela estava com Arthur no colo dando mamá. Assim que entramos todos olharam para nós, estávamos de mãos dadas. Nick e Liam não perceberam, mas Mi e Selly logo disseram.
- Finalmente se acertaram! – contentes. Claro.
Isso, finalmente nos acertamos.

Dois corações que se machucaram muito, mas que agora estavam mais do que felizes juntos.

Um tempo passou e eu pedi Demi em casamento. Com outro anel, que dessa vez eu escolhi... Sozinho. Tudo bem, tive a ajuda da vendedora, mas eu que dei a palavra final! O mais importante é que Demi amou.
- Está fazendo o que? – perguntei para Demi que estava no banheiro. Eu sei, pergunta estranha, mas desde que estávamos juntos mal fechávamos a porta do banheiro e ela estava sozinha antes de eu chegar.
- Joe, por que quer saber o que eu estou fazendo? Estou no banheiro. O que acha que eu estou fazendo?
- Princesa, eu preciso te contar uma coisa, você vai demorar?
- Não, Joe!
Era impressão minha ou Demi estava nervosa, de novo? Há um tempo eu tenho notado que ela estava estranha. O humor então? Talvez fosse TPM, mas estava demorando para acabar.
- Pronto. – ela saiu do banheiro, como eu suspeitava, estava brava.
- Lembra daquela casa que ficou para a gente vender uma vez?
- Joe, já vendemos tantas casas!
- Não, Demi, aquela casa.
- Por favor, seja mais específico! – ela estava quase gritando.
- Aquela casa que você gostou e que disse que gostaria de ficar com ela, tinha um jardim maravilhoso e...
- Sim, agora estou lembrando... Você a vendeu tem quase seis meses, Joe.
- É essa mesmo e os compradores aceitaram vender a casa de novo...
- Por quê?
- Porque eu a pedi, para nós!
- Eu não acredito, Joe! Essa casa é linda!
- E é nossa! - nos beijamos para comemorar.
 - Joe, eu preciso te contar uma coisa. – ela disse de um jeito que a conversa devia ser séria, mas estava sorrindo. – Eu estava... – meu telefone tocou, eu ignorei a chamada e prestei atenção nela. – Bom, há um tempo eu estava... – meu telefone tocou de novo. – Parece importante, pode atender. – ela disse e saiu de perto de mim, me dando privacidade para falar a vontade.
Não era nada interessante, era só Nick me falando o quanto era estressante ser pai. Ele ficou horas contando as últimas do Arthur.
Nosso casamento estava chegando e Demi estava ficando mais estressada, faltava apenas uma semana. Ela tinha que fazer provas de vestidos, saber se o bolo daria para todo mundo e tinha a igreja e tudo mais. O que diferenciava a Demi das outras noivas, era que ela estava sem a ajuda da mãe e familiares, então chamei minha mãe para ajuda-la, quem sabe assim ela fica mais calma?





sábado, 23 de março de 2013

Capítulo 49:



Demi Lovato
Joe estava me ouvindo atentamente e essa seria a última vez que jogaria uma indireta dessas a ele. Se caso ele sentisse algo por mim, que dissesse logo. Não aguentava mais tê-lo tão perto e ao mesmo tempo tão longe de mim.
- Vai chegar a sua hora, princesa. Um dia o homem que te ama, vai tomar coragem e dizer o que sente, vocês vão ficar juntos, vão casar e ter quantos filhos você quiser.
- Só que esse cara está demorando demais para dizer que me ama, eu já estou perdendo a paciência de espera-lo.
- Dá para perceber pelo modo como você se comportou hoje.
- Vai começar? – perguntei. Já estava cheia daquele assunto de novo. – São quase cinco horas da manhã, eu realmente não tenho condições para ouvir mais uma vez essa sua obsessão em me atrapalhar.
- Não é obsessão, Demi. Eu só...
- Joe, vamos deixar isso para outro dia? – ele não disse mais nada.

Quando estávamos chegando ao meu bairro, percebi que poucos postes tinham luz. Isso sempre acontecia lá, era só ventar que a luz acabava na metade do bairro. Chegamos à minha rua e estava um breu total, tinha um bêbado caído na rua. Não vou mentir e dizer que saltaria do carro segura e entraria no meu prédio sem vacilar, pois estava morrendo de medo.
-Tchau, Joe. Obrigada.
- Espere, vou subir com você.
- Não precisa, é só um apagão.
- Continua me enganando que eu finjo que acredito. Essa carinha de medo não me engana e eu não me sentiria bem deixando a minha princesa sozinha às cinco da manhã no escuro.
Quem era eu para dizer mais alguma coisa? Saímos do carro juntos, Joe me deu a mão e pegamos nossos celulares, virara lanterna naquela hora.
Dois minutos depois que entramos a chuva resolveu cair. Chegamos ao meu andar , Joe esperou eu entrar e acender uma vela.
- Tchau, princesa.
- Joe, - eu o chamei – está chovendo muito... Fique aqui? – eu não queria que ele fosse embora.
Não sei por que, como e nem explicar exatamente como tudo aconteceu. Só sei que Joe me beijou e fomos parar na cama.

Eram quase onze horas quando acordei, estava feliz, pois Joe ainda estava ao meu lado.
- Bom dia, meu amor.
- Bom dia... – eu disse com uma voz rouca.
- Dormiu bem? – ele perguntou sorrindo.
- Como há muito tempo não dormia. Sentia saudade de ficar assim do seu lado, dormir abraçada a você.
- Deu para matarmos a saudade um do outro. – ele disse. – Eu... Estou com fome.
Não sei por que, mas eu tenho a sensação de que ele queria dizer outra coisa, mas sabe Deus por que não conseguiu... Ou não quis. Talvez seja coisa da minha cabeça, eu sonho que um dia Joe vai dizer que me ama, que vai fazer uma declaração linda para mim com flores, bombons e tudo que eu tenho direito. Só que isso vai ficar no sonho mesmo. Enquanto isso, eu aproveito esses momentos com Joe.
- Nick ligou. Eu tomei a liberdade de atender, fiz mal? Você estava tão linda dormindo que eu não consegui te acordar.
- Não fez mal... O problema é que todos vão saber que passamos a noite juntos.
- Que problema isso tem?
- Não estamos juntos, estamos? - foi uma pergunta para ele, mas Joe entendeu como se fosse uma afirmação.
- Me desculpe.
- Não, Joe... Eu não me importo. E o que ele disse? Aconteceu alguma coisa com Selly ou com Arthur?
-Não, ele disse que amanhã de manhã, os dois vão ter alta do hospital e eles querem que nós quatro vá busca-los. Assim que chegarmos à casa dele, vai ter alguma coisa lá. Acho que é um almoço ou coisa assim.
- Entendi... – Demi disse.
- Eu vou comer alguma coisa, estou morrendo de fome.
- Eu vou tomar banho, depois eu te acompanho.
- Não demora, assim podemos comer juntos.
- Tudo bem.
Eu tomei um banho rápido, eu que não ia perder a companhia de Joe de graça. Eu não sabia a hora que ele ia embora e quero aproveitar o tempo sozinha com ele.
- Que cheiro bom! – eu disse quando passei pela sala que estava com um cheiro maravilhoso de café.
- A Lívia me ensinou a fazer café. – disse Joe sorrindo. – Ela tem saudade de você.
- Eu também morro de saudade dela, estava pensando em passar lá qualquer dia desses só para experimentar mais uma vez aquele cookie que ela faz.
- Verdade. Não são deliciosos?
- Mais que isso, só de lembrar eu fico com água na boca.
- Nem tanto, eu como todos os dias. Eu meio que viciei naquilo. Mais gostoso que o cookie dela, é só você. – Joe disse olhando para mim.
Não preciso nem dizer que fiquei colorida na hora e para despistar bati nele.

- O que acha de dormir lá em casa essa noite? – Joe perguntou horas depois, quando estava assistindo um seriado bobo que passava.
- Por quê?- perguntei curiosa.
- Bom, matar saudade dos velhos temos. Sabe, eu gosto de ficar ao seu lado e você disse que também gosta, se dormir lá em casa pode matar a saudade de Lívia e suas comidas maravilhosas.
- Aceito o seu pedido. – eu disse me levantando e arrumando uma pequena malinha com as coisas que eu ia precisar, lembrando-me que no dia seguinte iríamos almoçar na casa de Selly e Nick.

Chegamos à casa de Joe e eu senti uma enorme vontade de chorar de saudade daquele lugar, onde eu realmente tinha sido feliz. Certo que tinha recordações ruins, mas as boas eram as melhores. Entrei direto indo para a cozinha, encontrei Lívia cantando alguma música que eu não conhecia, a abracei por trás e chorei. Logo ela percebeu que era eu me encheu de beijos.
Dali por diante começaram os paparicos. Joe ficava com ciúmes, pois Lívia era mais do que uma moça que cuida da casa dele, ela era como uma mãe.
Joe e eu ficamos muito tempo longe da família e só tínhamos um ao outro. Quando as coisas apertaram Lívia chegou com todo esse carinho nos conquistando.
Ficamos horas conversando, os três, na sala. Até que Lívia disse que teria de ir embora ver os netos.
Joe e eu ficamos sozinhos mais uma vez, era mais de dez da noite.
- Vamos dormir? – Bom, tanto eu quanto ele sabia que aquele pedido não era exatamente esse... De dormir.

Na manhã seguinte, fui acordada com muitos beijos e, sério, era a melhor sensação do mundo. Joe era tudo para mim. Não dava para descrever a sensação de tê-lo comigo desse jeito.
- Eu te amo. – deixei escapar depois de um beijo. Acho que eu teria problemas.
- Ama mesmo? – Joe perguntou sério.
- Eu preciso ir ao banheiro e tomar um banho. Precisamos buscar Selly lembra?


Continua...
Hei meninas, as coisas estão começando a mudar, não estão?
Obrigada por lerem a história e, principalmente, comentar. Amo cada comentário, cada gesto de carinho, principalmente pelo face.
Não sei ao certo qual história irei postar e se irei postar alguma, mas prometo pensar muito sobre isso.
Ah, sobre trocar o nome do filho de Selly, eu esqueci de atualizar a página depois que fiz isso, então como já havia postado dois capítulos, eu deixei assim mesmo. kkk Preguiça é minha companheira em algumas ocasiões.
Ainda tem que me falar porque não gostado do nome.
Eu já disse que está história está pertíssimo do fim, e isso me deixa triste. Espero que vocês estejam gostando do início do desenrolar da história.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Capítulo 48:


Joe Jonas

Estava estranhando a demora de Demi, depois do que conversamos percebi que ela queria mesmo ficar sozinha. Ela nunca enxergava o quanto eu também fiquei triste com a morte do nosso bebê. Como sempre, ela só enxergava o próprio nariz, vai ver é por isso que ainda não percebeu o quanto a amo.
- Joe, está sozinho? Cadê a Demi?
- Ela foi comprar um café, deve estar voltando. Já era para ela ter voltado.
- O que houve com vocês? – perguntou Mi -  Estavam brigando na boate.
- Demi tem hora que ela me irrita demais.
- O que ela fez, exatamente, para te irritar tanto? Estava tão nervoso que eu jurava que você iria bater nela.
- Ela estava dançando com um cara.
- E...? – perguntou Mi.
- E... Que era só para me provocar. – respondi.
- Por que ela queria te provocar?
- Por que sim.
- Será que é por que você a ama?
- Talvez.
- Só que ela não sabe disso, Joe. Ela não sabe que você a ama, você precisa dizer a ela.
- Eu tentei, mas eu não consigo ter coragem.
- Joe, você já a pediu em casamento uma vez. É só dizer três palavras.
- Eu sei, isso que eu não consigo entender. Eu a amo e era para ser fácil dizer isso, vivemos tantas coisas juntos... Só que eu travo quando estou perto dela. Tenho medo de ela me rejeitar e dizer que não quer nem a minha amizade.
- Demi não fará isso, pode ter certeza. Fazer isso que fez hoje só vai deixa-la magoada, ela quer viver a vida e você não deixa e também não diz por quê. Eu tenho mais do que certeza que quando disser que a ama, tudo vai estar do jeito que tem que ser.
- Espero que tenha razão, Mi.
- Joe, se Miley está dizendo isso é porque ela sabe de alguma coisa, pode apostar. – disse Liam quando Mi foi pedir informação sobre Selly.
- Ninguém sabe nada nesse hospital! – ela quase gritou.
- O que houve, Mi?
- Essa demora e ninguém sabe de nada.
- Não disse que ela estava estressada? – sussurrou Liam.
De fato, Miley estava muito estranha, como Liam havia dito, mas deve ter uma razão para isso. TPM talvez, Miley sempre foi muito estourada e deve estar com problemas para resolver.
- Tem que relevar, Liam, nem sempre as mulheres são previsíveis. – disse sussurrando e aproveitando o momento em que Miley distraia-se com a revista, ela realmente estava apreensiva com a chegada do Arthur.
Nick chegou na sala de espera sorridente e todo de azul, com uma toquinha na cabeça da mesma cor da roupa, já comentei que ele estava sorrindo?
- Meu filho nasceu! – disse sorrindo ainda mais. Onde será que foi parar Demi que não está aqui nesse momento de alegria?
Ele ficou alguns minutos respondendo as intermináveis perguntas de Mi sobre como era o bebê e se eles estavam bem, acredito que era a pergunta mais importante. A resposta foi rápida, ele disse que estavam bem, Selly cansada, porém estava bem e que o pequeno Arthur era lindo, parecido com o pai, ele acrescentou. Ainda deu tempo de Liam caçoa-lo dizendo que Nick não devia ser o pai. Logo disse que tinha de fazer companhia para Selly até que chegasse a hora que nós poderíamos vê-los.
Ficamos um tempo conversando sobre como o casal deveria estar feliz e como deveria ser o bebê, até que finalmente Demi apareceu.
- Demi, nasceu!- eu disse feliz.
- Joe, não vai acreditar! Eu vi o bebê, ele estava no berçário. Ele é tão lindo. – ela disse chorando. Eu, mais do que ninguém, sabia que aquele choro não era só de emoção, tinha um pouquinho de tristeza. Eu a abracei. – Nick e Selly devem estar radiantes. Será que podemos vê-la?
- Nick disse que virá nos chamar.
Passou alguns minutos até que Nick voltou, agora com uma roupa normal e nos chamou para entrar no quarto de Selly e o bebê. Não poderia entrar os quatro, então primeiro foi Liam e eu, por último Demi e Miley. Elas demoraram horas para sair de lá e quando saíram estavam chorando. Demi abraçava Miley e fez um carinho especial na barriga dela. Se fosse o que eu estava pensando, Demi ficaria mais triste do que já estava. Eu conheço a minha princesa.
- Joe, pode me levar para casa?
- Claro, princesa. – eu a abracei pela cintura e fomos seguindo até o estacionamento.
Depois que entramos no carro, Demi ficou sorrindo. Era só o que me faltava, ela ficar rindo atoa.
- Que foi?
- Você me chamou de princesa. – As ruas estavam molhadas, com certeza havia chovido, e pelo visto ia chover de novo, dava trovoados.
- E o que tem isso?
- Fazia tempo que não me chamava desse jeito.
Tinha até me esquecido, eu só fazia isso por pensamento.
- Desculpe. – pedi sincero.
- Não precisa se desculpar nos afastamos um pouco, é normal isso acontecer. – ficamos em silêncio, eu não sabia o que falar, mas a Demi parecia pensar em alguma coisa. – Miley está gravida de dois meses. – ela disse.
Bem que eu imaginava que era isso e sabia que ela tinha ficado magoada.
- Que legal! – eu disse. - O Arthur vai ter com quem brincar.
- Verdade. – ela disse. – Eu não queria ficar triste com a felicidade dos outros, Joe.  – ela disse sincera.
- Não precisa, deve só pensar que...
- ... O que aconteceu, era mesmo para acontecer. – completou a minha frase. Talvez, eu tenha dito isso a ela mais de uma vez. Talvez eu tenha que mudar o discurso.
- Bem, eu não estou triste porque ela está gravida, só estou assim por que eu gostaria de estar gravida. Já superei a morte do meu bebê, eu só quero ter a chance de ter outro filho, construir uma família... Ter um marido.
Era só eu tomar coragem e dizer “Eu estou aqui, Demi”.

Continua...

Galerinha, desculpa a demora! Tive problemas com a internet, depois com o blogger... Agora ta tudo resolvido!
Só para lembrar, essa história só vai até o capítulo 51, ou seja, está acabando. Eu espero que vocês estejam gostando.
Fiquei com saudades, amo vocês!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Capítulo 47:



Demi Lovato
- Joe, para! – gritei quando ele me arrastava pelo braço. Eu não estava bêbada, eu me fingia de bêbada. De verdade mesmo, só havia tomado dois copos de bebida alcoólica. Estava querendo irrita-lo.
Depois que ele disse aquilo sobre estar apaixonado, eu fiquei fora de mim. Eu não poderia imaginar o meu Joe amando outra no meu lugar! Como eu faria Joe perceber que eu o amo?
Joe me enfiou no carro e saiu furioso.
- Olha para mim. – pedi. – Veja se estou bêbeda. Acabou com a noite atoa! Está achando que é quem? Meu Pai?
- Por que você adora me provocar?
- Vai saber! – disse de cara fechada. – Não gosto quando você começa a achar que é meu pai, isso é irritante!
- Irritante é te ver dançando com outro homem!
- Eu não estava dançando com ele, ele estava dançando comigo.
- Dá no mesmo, Demi. – disse ele grosso. Odeio quando Joe começa a ficar grosso comigo, eu só estava provando para ele entender que o amo, mas ele é muito lerdo. Vou acabar desistindo!
O celular de Joe tocou, ele atendeu.
- Sim, Nick. – esperava a resposta. – Claro! Isso é ótimo! Vamos agora mesmo. Pode deixar que eu aviso. Tchau! – desligou. – Demi, não vai acreditar!
- O que houve?
- Selly está a caminho do hospital, parece que o bebê se antecipou e vai nascer hoje.
- Ah, que lindo!
 No caminho, ficamos em silêncio. Joe estava bravo comigo e eu acabei ficando brava com ele também, já que ele não me quer, por que os outros homens não podem me querer? Eu tenho que ser solteira para sempre só porque ele quer?
- Liga para a Mi ou pra ao Liam e avisa a eles, Demi.
- Um por favor, obrigado cai bem, Joseph. – disse brava, mas pegando o telefone. Deu para ver o sorriso que Joe deu de lado, o sorriso que me encanta. Como ele consegue fazer isso comigo?
- Por obséquio, Demi, poderia ligar para nossos amigos e dizer que Selly está para ganhar um criança nesse momento? Obrigado. – ele riu, me fazendo rir também. – Obrigado, amada, Dem.

Chegamos ao hospital e perguntamos à recepcionista sobre Selena. Ela pediu que fôssemos até o andar da maternidade e nos deu um crachá. Lá tinha uma outra recepcionista que pediu que aguardássemos na sala de visitas.
O clima entre eu e Joe estava péssimo, não falávamos, apenas trocávamos alguns olhares, de minha parte significativos. Estava muito magoada com o jeito que ele estava me tratando e queria que ele soubesse.
- Não me olha assim, odeio quando você faz isso comigo.
- Eu estou magoada com você, Joe. Não precisava ter falado daquela forma comigo, ter me tirado daquela maneira. Você não é nada, para fazer isso. É só o meu amigo. – eu disse isso com pesar, infelizmente ele era só o meu amigo. – Sinceramente, eu não te entendo. Quando eu me divirto você me critica. Eu já estou completando trinta e um anos, Joe. Nessa idade já está todo mundo casando e tendo filhos. Enquanto eu só tive relacionamentos fracassados e história complicada. Um filho que eu não consegui segurar em minha barriga. A única pessoa que esteve comigo todo esse tempo foi você, meu melhor amigo que adora me magoar. – Isso estava mexendo em feridas passadas, quem sabe ele se comovia com a minha história e me deixasse seguir a minha vida.
- Está se esquecendo de que eu também estou envolvido nessa história. Eu tenho trinta e três anos e até hoje não tive um relacionamento que deu certo, incluindo o nosso. Um filho que também não deu certo e só Deus sabe por quê. Pare de se sentir culpada por ter perdido o bebê, Demi. Aconteceu tem tanto tempo. Por que está comentando isso agora?
- Não sei... – disse sincera, mas eu acho que era pelo ambiente. Meu filho era para estar em meus braços nesse momento, já era para eu estar casada com Joe e feliz como uma família, porém tudo deu errado e estávamos separados sem meu bebê.
Eu só devia estar bêbada mesmo! Fazia muito tempo que eu não falava do meu bebê, principalmente para Joe.
Depois que a barriga de Selly começou a crescer passei a evita-la até que ela foi em minha casa aos prantos, eu estava triste por ter perdido meu bebê e não aguentava olhar para ela que eu chorava. E depois disso ficou tudo bem, eu me controlava ao máximo para não cair aos prantos perto dela até me acostumar.
Agora eu era madrinha e Joe padrinho do pequeno Arthur.

Ficar parada naquele mesmo lugar por mais de meia hora era irritante. Levantei a fim de comprar um café ou coisa assim, pelo menos para passar o efeito do álcool.
- Onde vai?
- Pegar um café, quer?
-Vou com você, princesa.
- Não, fique! Miley e Liam estão chegando e é melhor que encontre um de nós. – disse querendo que ele me deixasse sozinha.
- Sim, tem razão. – ele disse sentando-se novamente.

Eu saí de lá andando devagar, queria ganhar tempo e ficar longe do Joe. Ter que ficar perto dele sem senti-lo e falar com ele, era mais do que agonizante, era torturante.
Cheguei à cantina do hospital e pediu o café para mim e para Joe, comprei uns biscoitinhos de coco que estavam num pacote pequeno fechado. Como eu disse, era para passar o efeito do álcool.
Voltei do mesmo modo como fui para cantina, andando devagar, retardando a chegada para perto de Joe.
Cheguei perto de onde estavam os bebês no berçário. Olhava todos e senti uma sensação conhecida e muito minha amiga, a vontade de ser mãe. Ela estava mais presente em mim depois que perdi o meu bebê.
Olhava para eles tentando imaginar como seria o meu bebê, mas Joe tinha razão. Se não foi, era porque não era para ser.
- Posso ajudar?  – uma enfermeira, perguntou.
- Eu só estou olhando para os bebês.
- Olhar para eles dá vontade de ter um, não é mesmo?
- Sim, dá... – respondi, prendendo o máximo para não chorar. Vi um bebezinho entrando pela porta de trás, no colo de uma outra enfermeira. Ele estava um pouco longe, mas eu consegui ler sua pulseirinha azul escrito “Arthur Jerry”, era o meu afilhado.
- Aquele bebê, é meu afilhado. – disse para a enfermeira que estava ao meu lado.
- Quer ir para perto dele? – perguntou.
- Eu posso? – ela me pegou pela mão me levando para a porta de trás  a mesma que o Arthur entrou e eu pude vê-lo de perto. Bem perto! Eu não podia toca-lo, pois a enfermeira tinha que verificar se estava tudo certo, mas eu estava vendo-o. Ele era lindo!
Arthur, mesmo pequeno, tinha mais cabelo do que eu imaginaria e negros como os de Selly, todo o resto lembrava Nick, com toda certeza.
Voltei para a sala de espera feliz da vida, encontrei Mi e Liam com Joe.
- Demi, nasceu!- Joe disse feliz.

BahChris: “Nem vou me justificar, porque não tem perdão!”