sábado, 15 de fevereiro de 2014

Capítulo 3: Esposa de Mentirinha

Capítulo 3
No caminho Demi não conseguia pensar direito. Ela queria aceitar o pedido de Joe desde o momento que ele ofereceu um estúdio a ela, mas ela tinha medo. Não sabia em que estava se metendo. Um beijo no primeiro encontro era muito para Demi. Ela mal contava sobre sua vida no primeiro encontro e já estava indo para a casa de Joe!
Era praticamente uma mansão. Quer dizer, era uma casa, mas era enorme. Demi mal acreditava onde estava. Já imaginava que a casa dele fosse luxuosa pelo dinheiro que ele tem, mas ela não conseguia segurar a admiração de vê-la tão de perto.
- Vamos subir que eu lhe mostro as cartas. – Joe levou Demi até um escritório. Pegou uma espécie de caixa e quando abriu havia milhares de cartas. – Elas estão organizadas por data. Nas cartas eu comecei contando que eu te conheci no restaurante, que você era garçonete e que tem o sonho de construir seu próprio estúdio.
- Então a mentira é só que estamos casados. Quer dizer, que já nos conhecíamos e que temos um romance.
- É, e os nossos encontros, o meu pedido de casamento...
- Como foi o seu pedido de casamento para mim?
- Foi com um bombom... Eu lhe ofereci um bombom e quando você mordeu havia um anel.
- Isso é muito romântico, Joe.
- Vai lendo as cartas que eu vou buscar uma coisa para nós bebermos. – Joe saiu e deixou Demi sozinha. Aquela vontade louca de aceitar estava cada vez mais forte. Principalmente, pela atração que estava sentindo.
- Demi, deixe os sentimentos de lado. - Disse sozinha e sussurrando.

Vinho, cartas, risos, carinho, carícias, beijos, abraços... Sexo. Essa foi a ordem exata dos fatos que ocorreram depois que Joe voltou. Demi não queria que isso acontecesse, mas agora não dava mais para voltar.
- Isso não devia ter acontecido. – Demi disse em voz alta às cinco da manhã para Joe.
- Eu sei, mas...
- É, eu sei... – Eles mal conseguiam se encarar, olhavam para o teto.
- Eu não queria que isso afetasse a sua escolha. Claro que seria ótimo para mim se você aceitasse, mas não quero que pense que isso aconteceu só para você aceitar. Acho que se fosse um encontro como qualquer outro, isso aconteceria do mesmo jeito.
- Tem razão... Preciso ir embora. - Demi levantou-se pegando a roupa e colocando, foi a primeira vez que isso aconteceu no primeiro encontro.
Ambos não sabiam explicar o que tinha acontecido entre eles, quer dizer, com os sentimentos.
- Joe, prometo que lhe dou a resposta o mais rápido. Eu só preciso pensar com calma. – Joe também colocava suas roupas.
- Eu vou buscar as chaves para te levar.
- Oh, não Joe. Prefiro ir sozinha...
- Demi, eu sei que o clima ficou meio estranho, mas eu não posso deixar-te ir embora sozinha. Estamos longe da sua casa.
- Eu pego um taxi, vou de ônibus. Qualquer coisa! Eu só preciso pensar e faço isso melhor longe de você.
- Tudo bem, eu entendo... Então me deixa chamar o táxi e pagar por ele.
- Não quero que pague nada para mim.
- Eu lhe trouxe aqui, não foi? – Demi virou os olhos.
- Pode chamar.
Demi sentou no sofá, estava se condenando por ter feito a coisa errada.

- Por que eu deixei isso acontecer? – perguntou a irmã que se arrumava para sair para o trabalho.
- Demi, o importante é que aproveitou a noite. Já está feito, agora só tem que pensar na proposta dele. O que pode acontecer de ruim é a família descobrir a verdade. Não é contra lei dos homens mentir. Além disso, você ai sair ganhando, vai ter o seu estúdio.
- Eu vou pensar nisso...
- Não vai trabalhar?
- Vou, mas meu horário é às oito esqueceu?
- Ah, é mesmo... É que você sempre vai comigo.
- Hoje eu quero ficar e pensar... Pretendo dar a resposta hoje ainda. A família dele está chegando... Dul, me desculpe pelo que eu disse ontem a noite. Eu não queria te magoar.
- Tudo bem, Demi... Está tudo acertado. Beijos! – saiu.
Demi tinha muito o que pensar e pouco tempo para tal. Pensou no prós e contras até chegar a seguinte conclusão...

- E vai dizer isso quando? – Dul perguntou quando a irmã lhe dissera.
- Quando ele aparecer. Se ele aparecer aqui hoje... Está demorando.
- Tenha calma.
No mesmo momento a porta do Café abriu e era Joe. Ele tinha a mais plena certeza de que a resposta que receberia, teria de contar a verdade a família e magoa-los.
Demi pegou a caderneta para atendê-lo, só que Joana foi na frente. Era bonito e a nova garçonete nem sabia que aquele cliente era exclusivo de Demi.
- Posso te ajudar? – a garçonete, Joana, se insinuava para o homem sentado.
- Pode, chame Demi para mim?
- Ela não pode atender o senhor agora, mas eu estou aqui.
- Não, eu quero a Demi.
- Já disse que...
- Joana, deixa comigo! – Demi disse, já se sentando na cadeira da mesa em que Joe estava sozinho. – A, traga duas xícaras de café com creme, por favor. – A garçonete saiu bufando de perto dos dois. – Oi.  - Ela disse sem graça.
- Oi. – retribuiu sorrindo.
- Eu... Bom, eu pensei muito e vou aceitar a sua proposta. Eu aceito – disse sussurrando. - ser sua esposa de mentiria até sua família ir, se a sua promessa de me dar um estúdio ainda estiver de pé, claro.
- Claro que está de pé. Eu vou hoje mesmo conversar com um pessoal e conseguir isso para você.
- Demetria, será que você pode voltar ao serviço ou vai ficar de papo? – Disse Antony.
- Já vou... Tenho que ir, Joe.
- Demi, não precisa você ir... A partir de hoje você não precisa mais do seu emprego.
- Como assim?
- Enquanto for minha esposa de mentirinha não precisa trabalhar e depois terá seu estúdio.
Não foi preciso Joe dizer mais nada, Demi tirou o avental que usava mandou beijos no ar para a irmã e o senhor Antony e saiu do café, ao seu lado estava Joe, Demi tinha um sorriso nos lábios.
- Obrigada, Joe.
- Eu que tenho que agradecer. Peço desculpas mais uma vez pelo que aconteceu essa noite, nós...
- Joe, pare de pedir desculpas. O que tinha que acontecer aconteceu e agora é tarde para se arrepender de qualquer coisa. – reproduziu o discurso da irmã. - Sabemos que foi precipitado e que não deveria ter acontecido, mas é tarde.
- Tem razão. O que vai fazer agora?
- Bem, não pensei ainda. Acho que vou para casa.
- Tenho uma proposta para te fazer. Agora que não tem que trabalhar, pode ir para minha casa. Digo, falta pouco tempo para minha família chegar poderíamos nos conhecer melhor.
- Não está dizendo isso só pelo que aconteceu ontem, ou está?
- Não, a minha intenção é nos conhecermos melhor.
- Sim, aceito.

Joe levou Demi até o apartamento dela e da irmã. Demi escreveu um bilhete para Dulce explicando o que ela iria fazer e deixou o número de telefone do Joe, assim a irmã poderia entrar em contato quando quisesse.

Na casa de Joe, ele reuniu todos os empregados. Não eram muitos, uma governanta, duas arrumadeiras, um jardineiro e um cozinheiro. Joe não precisava de muitas pessoas trabalhando para ele, pois morava sozinho. Explicou para eles que Demi agora seria sua esposa de mentirinha e que sua família estava chegando. Deveriam obedecê-la como se ela estivesse morando lá há mais tempo.
O quarto de Demi foi separado do quarto de Joe por enquanto, até que a família dele chegasse.
Passou alguns dias, e Joe e Demi estavam cada dia mais unidos, conversavam como velhos amigos. Joe nunca se imaginou em uma situação assim, jamais deixaria seus serviços para conversar com uma pessoa. Sempre fez o contrário!

Demi estava concentrada lendo um dos e-mails que Joe havia recebido. Esse era especial, a família de Joe estava parabenizando-os pelo casamento. Ela estava quase chorando com tanto carinho e amor que a carta transmitia. Há muito tempo não tinha notícias de seus parentes de onde morava e ler uma carta tão bonita mexia um pouco com ela.
- Demi! – chamou Joe só com a cabeça para dentro do quarto. – Vim te chamar para sair!
- É?! E aonde vamos, querido?
- Comprar umas roupas para você.
Isso fazia parte do acordo que fizeram, uma vez casada com Joseph Jonas, um homem rico e cheio de posses, teria de andar vestida como ele.
Demi assustava-se com os preços das roupas que Joe escolhia para ela. Não que ele entendesse de moda e isso a assustava também.
- Joe, pare! – ela pediu. – Se vai escolher roupas para mim, escolha roupas mais bonitas. – ralhou, Joe riu.
- Tudo bem, mas pare de escolher roupa pelo preço! Escolha sem olhar o preço.
Aquilo foi quase uma ordem de Joe, e quem seria Demi para o contrariar? Na verdade o sonho de toda e qualquer mulher é gastar sem limite. Joe estava dando carta branca para isso. Ela aproveitou e comprou tudo o que lhe agradava.
Joe e Demi estavam se divertindo no shopping e, para que não acabasse tão cedo, resolveram lanchar. Joe jamais faria compras com qualquer mulher, ele jamais desperdiçaria sua tarde com uma futilidade como aquela, mas estava gostando tanto da companhia de Demi, que fazia muitas palhaçadas arrancando risadas de Joe.
- Gostei de nossa tarde hoje. – disse Joe assim que entraram em casa. – Nunca imaginei que fazer compras fosse divertido.
- Para mim nunca foi, mas hoje... Foi diferente.
- Sr. Jonas, seu irmão Nicholas ligou algumas vezes para você. – disse a governanta Elza.
- Ah, sim... Vou retornar. Obrigada, Elza. – agradeceu. – Só um minuto, Demi.
- Elza, você me ajuda a pegar as compras? – perguntou, a mulher foi ajudar de prontidão. – Acho melhor colocarmos tudo no quarto de Joe, acho que vou começar a dividi-lo em breve.
- Demi, eles chegarão essa noite. – Eu tremi do pé a cabeça. Nunca fiquei tão nervosa desse jeito, nem quando fui conhecer a família dos meus namorados de verdade.
A situação era diferente, Joseph não era nada meu e agora teria que fingir que éramos casados, mentir para toda a família.
- Hei. - Joe segurou minhas mãos. – Vai dar tudo certo!
- Assim espero... – murmurei. – Teremos de dormir juntos hoje, certo?
- Certo.

Demi arrumou uma parte de closet de Joe, para ser seu agora.
- Obrigada, Elza e Luiza. – Agradeceu a governanta e a arrumadeira. – Se não fosse por vocês, não teria terminado a tempo.

Depois do jantar o clima na casa ficou estranho. Demi estava tão apreensiva que mal conversava, ficava o tempo todo pensando em como era a família de Joe. Já tinha visto fotos da família e Joe já tinha lhe dito muitas coisas deles, mas mesmo assim o medo era visível.
Demi estava sentado no sofá, Joe beijou lhe o rosto por trás.
- Está com medo de que?
- Deles descobrirem, de não gostarem de mim, de eu não gostar deles...
- Você não corre risco nenhum, só eu.
- Estou com você! Correremos risco juntos. É assim que um casal enfrenta as coisas. – disse Demi fazendo Joe rir.

- Está ficando tarde, acho que eles só chegam de madrugada. – Joe disse depois de verificar o relógio.
 - É melhor dispensar o pessoal, eles devem estar cansados. Trabalharam o dia todo!
- Tem razão! – disse Joe. – Você pode fazer isso, é minha esposa, não?
- Sim, sou... – Demi disse tentando se convencer. Levantou do sofá e foi até a cozinha, vendo todos sentados a mesa conversando.
- Deseja alguma coisa? – perguntou Elza.
- Sim, desejo que vão dormir. – disse Demi. – A família de Joe, vai chegar tarde... Pode deixar que eu me viro por aqui. Vocês devem estar cansados.
- Tem certeza que...
- Vão dormir tranquilos. – disse Demi saindo da cozinha. – Boa noite.
Demi voltou para sala, sentando no mesmo lugar que estava.
- Devia dormir também. – disse Joe.
- Não, eu quero esperar com você.

Algum tempo passou e Demi estava ficando cansada, deixou seu corpo relaxar no sofá e acabou dormindo sentada no sofá. Joe a viu, mas sabia que se tentasse leva-la para a cama, ela iria acordar e falar que queria ficar ali.
Demi acordou com o barulho da campainha e levou um susto.
- Oh, Deus! Dormi. – afirmou tentando se recompor.

Como será o encontro de Demi com a família Jonas?
Será que Demi vai gostar deles e eles dela?
Continua...




quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Capítulo 2: Esposa de Mentirinha (INFORMAÇÃO)

- Desculpe, eu estou nervoso.
- Imagino.
- A minha família é muito conhecida e pressões acontecem. Eu sou mais restrito que o resto da família, por isso vim morar por aqui. Quando meus irmãos arrumavam namoradas, meus pais ligavam e diziam que tinham saudade e perguntavam quando ia conseguir a minha. Eu sempre disse que não queria, que não achei uma pessoa certa ainda, mas a verdade é que eu não tenho tempo para procurar uma pessoa. Até que um dia pensando em conseguir uma namorada, eu te vi... No momento pensei que fosse fruto da minha imaginação, pois te achei linda e foi quando tive a ideia de dizer que estava namorando você. Descobri seu nome, pelo broxe do avental e te descrevia para minha família. Comecei a contar coisas que eu via casais fazendo, até algumas cenas românticas de filmes. Eu estava indo bem até os meus irmãos começarem a casar. Primeiro, foi meu irmão mais velho e depois o mais novo. Quando o último se casou, meus pais mandavam cartas para mim e minha noiva perguntando se tínhamos marcado a data do casamento e quando iríamos fazer isso. Pensei em dizer que tínhamos casado, mas já com a ideia de nos separar logo. Depois inventaria alguma coisa. Na semana passada, recebi um e-mail e nele comunicando a chegada da minha família para o início de dezembro. Querem passar as festas de fim de ano com toda a família reunida e como eu não iria voltar ao México, eles resolveram vir até nós.
- Sabe que para mim essa história é muito complicada, louca e assustadora? O que me pede é impossível de fazer!
- Eu preciso de você, Demi.
- Eles vão suspeitar assim que nos verem juntos. Não sabemos nada um do outro para quem se conhece há anos. Dá para perceber de longe que você é rico, eu não sou... Eu não sei me comportar nesse mundo de gente que tem dinheiro, entende?
- Eles podem desconfiar, mas não terão provas.
- Joe, eu...
- Por favor! Olha, não recuse de imediato. Pense primeiro, ok? Eu te dou o quanto você quiser.
- Está tentando me comprar? - perguntou se ofendendo.
- Não. Dinheiro todos nós precisamos, não é mesmo? Pense na minha proposta, Demi.
- Prometo pensar, mas só vou pensar.
- Ainda está fazendo a faculdade? – Joe quis saber, pois havia ouvido a mulher conversar com uma das garçonetes sobre como as provas estavam difíceis.
- Sim, mas estou no último ano... Na verdade, com o pé na formatura. Faço faculdade de fotografia.
- É verdade que está querendo montar um estúdio?
- Sim, eu quero montar o meu estúdio, mas eu não tenho condições para isso. Eu sempre digo isso, mas eu sei que é difícil.
- Se aceitar ser minha esposa até minha família ir embora, eu lhe dou um estúdio com tudo que você tem direito.
- Joseph, tem ideia de quanto custa um estúdio completo?
- Dinheiro para mim não é problema ...
Depois daquela frase Demi não disse mais nada. Sabia que podia ser sua grande chance. Poderia montar seu negócio, sairia da casa da irmã e ela poderia se casar. Ela ganharia dinheiro de jeito que queria. Seria tudo perfeito, mas ela tinha que pensar.

- Espero que esse silêncio, seja por estar pensando na minha proposta e não porque sou entediante.
- Não, eu estou pensando, mas eu posso fazer isso depois. Me fale mais de você.
- Não me conhece mesmo?
- Não... A minha irmã disse algo sobre uma agência de turismo, mas eu não te conheço mesmo. Quando vim morar aqui eu me foquei nos estudos.
- Veio só para estudar?
- Mais ou menos... A princípio, sim, mas os meus pais morreram três meses antes de minhas aulas.
- Morreram juntos?
- Sim, no acidente de trem que teve nessa época. Minha mãe morreu imediatamente, mas o meu pai conseguiu sair do trem ainda vivo com algumas sequelas e morreu uma semana depois.
- Eu sinto muito.
- Eu superei, mas você ainda não me disse nada sobre você.
- Acho que você tem mais coisas para contar do que eu.
- Minha vida é tão banal.
- Estou adorando ouvir.
- Diga-me, mora sozinho?
- Sim, moro sozinho... Com alguns empregados, mas praticamente sozinho. Passo mais tempo trabalhando do que tomando conta da minha vida pessoal, eu gosto do que faço.
- Nunca quis ter família?
- Eu tenho família, meus pais moram longe, mas eles são a minha família.
- Desculpe, acho que a minha pergunta não foi bem formulada. Nunca quis casar e ter filhos?
- Não nessa ordem. Eu nunca quis casar, acho que é por não ter achado a pessoa certa.
- Se achar essa pessoa e ela estiver disposta a casar, você casaria?
- Sim, para poder garantir os meus filhos.
- Só por isso?
- Se ela realmente for quem eu quero para ser a minha esposa, sim, eu casaria.
- E deixaria um pouco do seu trabalho de lado?
- Não sei... Qual é o objetivo dessa perguntas?
- Se eu aceitar ser sua esposa quero saber se vai ter tempo para mim durante o tempo necessário. Quero ser uma esposa com todos os direitos!
- Todos? Até a consumação? – riram. Demi de vergonha por ter dito uma coisa sem pensar e Joe por vê-la corar bruscamente. - Desculpe, esquece o que eu falei. Foi inapropriado. Respirou fundo - Voltando as perguntas: Você tem namorado?
- Não. Se tivesse não teria aceitado vir jantar. Se solteira já acho essa ideia idiota, me desculpe, imagina namorando?
- Já namorou antes?
- Sim. Namorei um cara egoísta e mesquinho há um tempo. Aliás, quando morava com os meus pais, só que ele vive me ligando ainda. Igual chiclete, grudou e não sai mais.
- Ainda o ama?
- Ninguém nunca me fez essa pergunta e eu nunca parei para pensar, mas eu acho que não. Se o amasse teria perdoado seus erros.
- Quais erros foram esses?
- Prefiro não dizer.
- Então, você é a favor do perdão?
- Sim, acredito que todos nós erramos e merecemos uma segunda chance. Eu o perdoei, mas não voltaria a namorá-lo, porque queremos coisas diferentes e, como disse, não o amo mais. E você?
- Também acho que todos erramos e merecemos uma segunda chance, mas eu fui magoado uma vez e não consegui perdoar ainda.
- Um dia você vai perdoar a pessoa. Quer contar?
- Não. Na verdade só contarei se aceitar ser minha esposa.
- Oh Deus! Se eu disser que aceito, agora, vai parecer que eu sou curiosa?
- Vai, é melhor aceitar mais tarde. - riram.

Ao final da noite os dois pareciam como melhores amigos. Conversavam e faziam perguntas pessoais, faziam palhaçadas e riam delas; coisa que para Joe não era normal.
- Quer dançar? – perguntou ele quando uma música agitada e mexicana começava a tocar.
- Ah, não, Joe... Me desculpe. Eu não danço em lugares públicos. Além disso, não tem ninguém dançando.
- Seremos os únicos. Por favor, a gente dança e depois vai embora do restaurante para ninguém ficar nos olhando.
E assim fizeram, dançaram. Muitas pessoas depois deles começaram a dançar também e assim que a música terminou, Joe pagou a conta e foram embora.
- Não vamos pegar o carro?
- Já quer ir embora?
- Sinceramente, não. Faz tempo que eu não me divirto assim. Antes era trabalho e faculdade, sem contar que nos finais de semana eu estudava ou tirava fotos.
- Que bom! Eu também não quero ir e também há tempos não me divirto assim. – riu Joe, pegou as mãos dela e andaram. – Nós, sem querer, reproduzimos umas das mentiras que eu contei nas cartas.
- Verdade?
- Sim. Me lembrei quando te chamei para dançar.
- Isso é interessante!
- Só falta uma coisa... A noite que eu contei na carta termina com um beijo.
- Outra coisa interessante. – Demi disse. Joe já estava frente a frente a ela. O que faltava era apenas o beijo.
Joseph não hesitou em beijá-la. Ele tinha que seduzi-la para que ela aceitasse o seu pedido de ser sua “querida esposa” por um tempo.
O beijo era delicado e lento. Demi não parou, nem quando a sanidade bateu a porta. Ela queria aquilo, ele era bonito e ela se sentiu atraída por ele. Aceitaria o seu pedido?
- Desculpe se fui longe demais, mas... Eu queria mesmo te beijar.
- Não precisa se desculpar. Acho que eu também queria.

- Eu queria te mostrar as cartas antes dessa noite terminar, só que elas estão na minha casa. Você acha que o meu convite é...?



Continua...

Mostrar as cartas, não Sr. Jonas?Que tipo de cartas vocês acham que ele vai mostrar?
Estão gostando, meninas? Ainda tem muito o que acontecer. 
Eu estou fazendo uns capítulos bem grandes para vocês, porque eu estive sem postar desde nov/13 TRÊS MESES.
Não vou negar que a situação está feia para o meu lado, muito trabalho, muita coisa na faculdade... A parada está frenética. Vou fazer o possível, mas eu desanimo quando não comentam. AMEI os oito comentários. Eu acho que li umas cinco, seis, dez vezes. Estava com saudade e nem sabia.
Quem ainda não tem o meu facebook Bárbara Brum e não sabe, eu criei um grupo para que eu possa ter mais contato com vocês e saber mais o que querem de mim. E postar coisas bacanas também. Quem tem o grupo sabe quando eu vou postar, ou porque eu não postei... ME COBRA AS COISAS, principalmente. kkkkkk
BEIJOS.

Outra coisa: Eu esqueci de dizer, mas essa fic é um pouco antiga. Faz Multissíssio tempo que eu a escrevi, portanto eu coloquei uns personagens do RBD. Ou seja, essa Dulce que aparece como irmã da Demi, é a Roberta de Rebelde. Eu era doida, eu sou doida e sempre serei doida. Eu gostava de RBD, eu amo RBD e sempre vou amar.
Ainda vão aparecer os outros.
Quem gosta, gostou de RBD aí?
Antes de JEMI eu escrevia VONDY (Pra quem conhece o RBD)

BEEIJÃOOO

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Capítulo 1: Esposa de Mentirinha

Esposa de Mentirinha
 “Joseph está enrascado e sua única saída é fazer Demetria aceitar ser sua esposa de mentirinha até a família ir embora”

- Desculpe, eu acho que eu não entendi muito bem. – Demetria, dona de cabelos longos e ruivos, não conseguia assimilar aquilo que Joseph dizia. Tudo parecia surreal. – Está mesmo dizendo que idealizou uma esposa para a sua família e essa esposa sou eu?
- É mais ou menos isso... – Joseph Jonas tinha dificuldade para explicar uma situação que nem ele compreendia muito bem.
- Com licença, eu preciso trabalhar. – Demi levantou da cadeira e voltou para a cozinha. Ela não tinha dado a chance dele explicar-se.
Naquela manhã Joseph Jonas entrou naquele café bar com a finalidade de levar sua esposa de mentira para casa.
Durante três anos Joseph imaginava uma esposa para descrever à família. A personalidade ele realmente fazia em sua mente, mas a imagem da pessoa era real.
Um dia Joe não sabia mais o que fazer para a família parar de pressioná-lo a arranjar uma namorada, foi quando uma mulher linda, ruiva e de olhos castanhos parou perto de sua mesa naquele mesmo café.
- Posso anotar seu pedido? – Ela disse, e então, naquele momento, Joe teve certeza do que fazer.
A partir desse dia a descrevia no e-mail para seus pais, até contava coisas que não tinham acontecido. Um ano se passou e a família começou a pressioná-lo a se casar e Joe acabou escrevendo que haviam casado apressadamente, pois se amavam muito.
Agora, seis meses depois do falso casamento, a família de Joseph quer visitá-los, estão de viagem marcada.
Joseph está enrascado e sua única saída é fazer Demi aceitar ser sua esposa de mentirinha até a família ir embora, mas pelo que parecia ela era dura na queda. Não iria aceitar tão cedo, a menos que tivesse uma proposta boa. Será que Demi queria dinheiro?
Joseph não desistiria tão fácil assim, ou sua família acharia que ele era um tolo.

Demi achou aquilo um absurdo.
Quando voltou a cozinha para pegar mais um café de um cliente, Dulce, uma mulher de cabelos quase loiros, que trabalhava com ela e era sua irmã, notou que havia algo de errado, pois Demi esbravejava sozinha.
- Hei, flor! O que houve?
- Sabe... Lembra-se daquele cara que eu sempre faço questão de atender desde que eu vim trabalhar aqui, simplesmente porque ele é um gato? Então, ele acabou de me dizer... Confessar que me descreve para a família como se eu fosse sua esposa. Ele nos casou na imaginação dele e disse a família. É mole ou quer mais? – Demi estava nervosa, mas não por não ter gostado da situação, mas por não saber lidar com isso.
- Uau! Isso quer dizer que ele gostava de você também, não é? – disse Dulce tentando olhar um lado positivo na história. – Senão ele não teria te descrito. Já que o fez, então...
- Dul, ele é um pervertido, isso sim.
- Certo, e por que ele te contou isso?
- Quer que eu vá morar com ele enquanto a família vem cumprimentar o novo casal.
- Nossa! – Dul disse sem saber o que falar.
- Eu pensei a mesma coisa.
Demi continuava servindo a mesa dos outros clientes, não queria passar na mesa de Joe pediu Dul, mas ele recusou ser atendido por outra, ele queria que Demi o atendesse.
- É melhor você ir lá, antes que ele diga algo ao Antony, se ele se queixar você vai para a rua.
- Graças a Deus eu estou terminando a minha faculdade de fotografia e eu não vou ter que ficar aturando esse homem. Vou ter o meu próprio estúdio e vou virar a maior fotografa desse mundo e esse “Tony” vai ser só mais um chato na minha vida.
- Demi, coloque o pezinho no chão, minha irmãzinha. Como pretende fazer o seu estúdio? Precisa de dinheiro para isso.
- Não seja pessimista!
- Não vou tocar nesse assunto. Vai ou não atender o homem?
- Vou, né... Fazer o que? – Demi pegou a caderneta.

Quando entrou no salão, o homem estava no mesmo lugar e parecia não ter se movido ou cansado de ficar ali. Parecia que ele tinha acabado de chegar, não mostrava nenhum sinal de exaustão.
- Posso ajuda-lo em outra coisa?
- Claro. O que acha de um jantar? Assim poderemos conversar e você me dá uma chance de me explicar.
- Desculpe se fui grossa com você, mas... É uma história muito...
- Louca, eu sei. Mas depois que eu contar os meus motivos, você vai me entender. Me dê só uma chance de me explicar.
- Tudo bem, eu saio às oito, mas eu quero passar em casa e tomar um banho. – Demi sentou na cadeira perto de Joe sem se importar, mais uma vez, com os outros clientes e seu chefe, arrancou uma folha do bloquinho anotou o endereço do apartamento da irmã, onde estava morando há mais de um ano e entregou a Joe. – Às nove você me pega nesse endereço. Vai querer mais alguma coisa?
- Não, obrigado!- Joe levantou e deu um beijo na bochecha de Demi sussurrando um “até mais tarde” e saiu, deixando-a parada feito uma babaca olhando para porta.
- Me surpreende ele não ter beijado seus lábios, já que na cabeça dele vocês estão casados. – brincou Dulce. Demi virou os olhos.

Às sete Demi não sabia porque estava tão ansiosa para encontrar Joe. Nem queria mais conversar com ele.
- Demi, em que... Ou melhor, em quem você está pensando?
- Ninguém.
- Olha, você não me engana.
- Eu aceitei jantar com ele hoje, ele disse que vai me explicar direito.
- É bom que vocês se conheçam melhor, e podem até sair em lua-de-mel. - Brincou mais uma vez.
- Não brinca, Dulce! A situação é séria. Eu tenho medo de ele ser um louco, me sequestrar ou... Sei lá.
- Tudo bem, eu parei de brincar com você. Eu sei que é sério, mas sabe, devia aceitar brincar de casamento com ele... Quem sabe aquele loirinho da faculdade. Como é o nome dele mesmo?
- Sterling.
- Quem sabe ele te deixa em paz?
- É... – pensei. - Seria interessante. “Hei Ster, esse é meu marido”. - riram. – Nossa, eu nem sei o nome dele.
- Você não o conhece?
- Não. Deveria?
- Claro. Ele é o dono de uma empresa de turismo. É um dos homens mais ricos da cidade. Me surpreende você não saber. O nome dele é Joseph Jonas. - Demi tentava lembrar se reconhecia esse nome, mas nada. – Sabe que seu nome ia ficar muito fofo? Demetria Jonas.
- Dulce Maria, me esquece! – Demi deixou a irmã atrás do balcão sozinha.

Quando deu oito horas, Demi estava tirando o avental para ir embora. Dulce já a esperava do lado de fora do café.
- Olá! – disse Joe à Dulce.
- Desculpe, o café está fechado. Volte amanhã!
- Não, eu queria...
- Ah, você é o “marido” dela, não é? – Dul fez “aspas” com os dedos e sorriu brincalhona.
- Sim, isso se ela aceitar o meu pedido passado. – riram.
- Dulce, sua anta, porque você... – Demi parou de brigar com a irmã assim que viu Joe parado ao lado da loirinha. – Pensei que tínhamos combinado no apartamento da minha irmã.
- É, tínhamos, mas... Eu fiquei com medo de você ter me dado o endereço errado. Pensei que queria se livrar de mim. Geralmente, as mulheres fazem isso.
- Já fizeram isso com você? – Dulce perguntou. – Porque você não é de se jogar fora. – disse sincera. – Não que eu esteja querendo ficar no lugar da minha irmã, eu tenho noivo. Eu só estava sendo sincera. – Joe corou.
- Dul, é melhor você ficar quieta, deixou o homem corado. - Demi se virou para Joe. -Desculpe, minha irmã fala as coisas sem pensar às vezes.
- Tudo bem, Demetria. E sim, já me deram o endereço errado algumas vezes, mas é porque eu sou um homem difícil. Quando eu quero, eu quero mesmo, e hoje em dia as pessoas têm um pensamento diferente.
- Isso é verdade, ninguém quer saber de compromisso sério.
- Os pombinhos vão continuar parados aí conversando? Porque se for assim, eu vou indo.
- Então, aceitam uma carona?
- Claro. – disse Dul.
- Dulce! – repreendeu Demi. – Desculpa!
- Tudo bem. – Joe riu.
Às vezes Demi achava que ela tinha mais juízo que sua irmã mais velha.
Quando chegaram, Joe ficou esperando Demi na sala enquanto ela tentava se arrumar no quarto, mas a irmã ficava fazendo brincadeiras com a ela enquanto isso.
- Dulce Maria! É melhor você parar! Eu sei que está doida para se livrar de mim e poder casar com o Ucker, eu já disse que pode se casar, que eu já sei me virar, mas não fica me jogando para esse cara que tá lá em baixo e eu não sei o nome direito.
- Demi, ficou doida? Eu nunca quis ou pensei nisso.
- Eu... Eu sei, Dul. Não tente mentir para mim.
- Eu não estou mentindo.
- É sério! Pode casar com Ucker, eu ganho muito bem para poder me sustentar sozinha. Não precisa se preocupar comigo.
- Eu sei, Demi. Eu só não me casei ainda, por que... Christopher não quis marcar a data. Ele que tem medo de te deixar e não eu. Até conversamos sobre levar você conosco, mas... Sabíamos que ia recusar.
- Eu sei viver sozinha. Eu tenho vinte e dois anos, Dul. – Dulce a abraçou.
- Desculpe se te magoei.

Demi saiu do quarto e mais uma vez se assustou ao ver Joe na sala. Ela sabia que ele estava lá, mas ele era tão lindo, sexy e atraente, quase um desconhecido, mesmo o vendo sempre no café, ainda parecia uma miragem.
Quem diria que depois de mais de um ano admirando um freguês Demi estaria jantando com ele, e quase aceitando um pedido de casamento de seis meses. Quando ela se lembrava disso parecia um sonho, só não sabia se era um sonho ruim ou um sonho bom.

Joseph fez questão de escolher o restaurante mais caro da cidade, mas Demi não estava vestida de acordo com a ocasião. Ele queria ser romântico, mas esqueceu de que Demi não era nem da classe média.
Subiram as escadas em silêncio, quando estavam na porta de entrada.
- Boa noite, Sr. Jonas! – um moço o cumprimentou.
- Como é mesmo o seu nome? – Demi o parou.
- Joseph Adam Jonas, mas eu gostaria que você me chamasse de Joe, Demi.
- Como sabe meu nome, Joe? Aliás, como sabe tanto sobre mim?
- Eu... Meio que “pesquisei” sobre você.
- Então, deve saber que eu não frequento lugares como esse e nem tenho roupa apropriada.
- Demi, você está linda! – Joe disse olhando profundamente nos olhos de Demi.
- Obrigada, mas eu não vou me sentir confortável nesse lugar. – eles estavam o tempo todo parados na porta.
- Você tem razão, eu fui um tolo mesmo. – Joe e Demi voltaram para o carro.
- Desculpe por isso.
- Não tem que pedir desculpas. Eu vou te levar num lugar que eu gosto muito. Gosta de comida mexicana, não gosta?
- Claro, meus pais eram mexicanos.
- O lugar é muito agitado, mas tem um clima maravilhoso. Eu adoro ir lá e sempre vou pelo menos uma vez por mês.
- Agora até eu fiquei animada para visitar o lugar.

Quando chegaram, Demi não pode acreditar. Era um lugar muito agradável, tinha um clima maravilhoso, como Joseph mesmo dissera.
Sentaram e nenhum dos dois tinha muito o que falar, aliás, até tinham, mas ninguém sabia por onde começar.O garçom os atendeu e depois que a comida chegou Demi respirou fundo, ato de quem procura por coragem e resolveu começar.

- Então, eu acho que tem algo a me dizer, ou melhor, a me explicar.



Fim do primeiro Capítulo.
O que acham que será a resposta de Demi? kkk.
Espero que gostem dessa fiction.

Sinopse: Esposa de Mentirinha

Esposa de Mentirinha

Sinopse:Joseph Jonas sempre vai ao mesmo café bar, e sempre foi atendido pela mesma garçonete: Demetria Lovato.
Morando longe da família Joe só tinha um tipo de comunicação: o e-mail.
A família Jonas sempre o pressionou a arrumar uma namorada. No café, estava desesperado e quando vê a linda garçonete ruiva de olhos castanhos, mente à família dizendo que Demetria era sua namorada e que se casaram.
Três anos de mentiras e a família decide fazer uma visita a Joseph. E agora, ele tem que correr atrás de sua esposa de mentira, e pedir socorro.




P.s:Eu sei que eu sumi, mas eu voltei com uma nova história. As meninas do grupo "Espaço das Leitoras" escolheram essa. Espero que vocês gostem.
Beijão.
Morri de saudades.