sábado, 21 de junho de 2014

Capítulo 3: I Hate You, Don’t Leave Me

Capítulo 3: I Hate You, Don’t Leave Me

Nós dois sem querer quase apertamos o botão ao mesmo tempo, mas Joe foi mais rápido.
Entramos no elevador e esperamos que ele descesse para o estacionamento.
Joe estava lindo, eu não podia negar, e cheiroso. Muito cheiroso!
– Essa roupa ficou bem em você. – Joe quebrou o silencio.
– Obrigada. – Eu devia elogiá-lo? – Você está muito bonito e cheiroso. – Eu devia tê-lo elogiado duplamente?
Saímos do elevador, eu segui em direção ao meu carro e Joe ao dele, que era ao meu lado.
– Poderíamos ir juntos, se você quiser?
Lembra quando eu precisava de uma carona?
– Melhor não. – disse somente e entrei no carro.
Uma carona com Joe pode virar morte em todos os sentidos. Primeiro porque Joe dirige feito um retardado e outra que Wilmer não gostava de Joe, poderia perder um namorado.

Cheguei na festa e Joe já estava lá, sendo focalizado pelos flashs. Quando eu me aproximei, pensei que eles iriam me deixar passar e continuar focado em Joe, mas a atenção era de nós dois. Pediram até que posássemos juntos, isso era péssimo.
– Lembre-se de que as câmeras fotografam tudo. – lembrei da voz de Wilmer ao telefone.
– Vocês formam uma dupla e tanto! – exclamou um fotografo, fingi não ouvir.
– Um belo casal! – exclamou outra pessoa que eu não pude vocalizar.
– Seus filhos serão lindos! – dessa vez foi um entrevistador.
Essas exclamações nos trariam problemas e antes que eu pudesse cortar, Joe pronunciou.
– Demi, apesar de ser linda, - disse isso olhando para mim. – É apenas a minha amiga e companheira de trabalho. É melhor que saibam que Demi tem namorado e que ele é ciumento.
Ele não podia ter dito ao mundo que eu tenho um namorado! Filho de uma boa mãe.
– Joe também tem uma namorada e ela é... Uma.... Mulher muito ciumenta.
Joe teve medo que eu dissesse que ele namorava a filha do editor chefe da nossa revista rival.  Esse namoro fazia parte de um plano sujo de descobrir o que a nossa rival fazia. Joe era sujo, assim como suas ideias, seu apartamento e seu modo de ser.
Já estávamos dentro da festa quando fui abordada por muitas pessoas agradecendo a festa, dizendo que não esperava a hora de eu chegar. Eu precisei dar um pouco de atenção apenas por política, logo depois fui atrás das minhas amigas que estavam com meus amigos.
– Demorou, sua vaca!
– Desculpa, eu precisava resolver uma coisa.
– Que coisa? – perguntou Selly
–Nick, eu atendi o seu pedido. Eu falei com o Sr. Robert e está tudo certo.
– Sério? Joe vai surtar quando souber!
– Ele já sabe, já agradeceu e pediu desculpas pelo modo como ele falou comigo. Ele está tão agradecido que até me ofereceu uma carona.
– Aí, galera! – chegou Joe atrás de mim. Fechei meus olhos, pois havia passado uma corrente de ar e eu arrepiei.
Não tinha corrente de ar nessa boate. Ar condicionado, talvez?
Começou uma música da Jessie J e eu simplesmente não queria ficar perto de Joe, chamei Selly para dançar, porque Miley estava com os olhos cintilando por Zac, isso ainda daria algo.
Depois de Jesse J, foi Pink, Usher, Justin Timberlake e muitas outras que eu não conhecia, mas nem por isso eu parei de dançar. Eu estava me divertindo e o anfitrião da festa era Joe, não eu, então ele que cumprimentasse os outros, não eu.
Passei meus olhos por toda a boate procurando Joe. Eu não o vi em parte alguma, ele era tão chato. Como ele podia estar aproveitando a festa?
Selly estava com Nick, o que significava que eles iam acabar juntos no final da festa e eu apoio esse casal, assim como eu apoio Miley e Liam.
Depois de muito tempo procurando, eu finalmente achei Joe. Ele estava com três garotas. Uma dançava sensualmente para ele, enquanto ele colocava as outras duas, uma em cada braço. Ele sorria como uma cafajeste, ele estava gostando daquilo. Que cretino!
O que é isso? Eu estava brava, tão brava que quem percebesse pensaria que era Wilmer no lugar de Joe. Aquela traidor de uma figa!
– Joseph! – exclamei chegando perto e empurrando vadiazinha, quase sem roupa que dançava sensualmente.
– Demi? – ele perguntou, como se tivesse dizendo claramente que eu estava atrapalhando e era o que eu queria.
– Preciso falar com ele. – disse para as duas semi-nuas agarradas a ele, que saíram imediatamente. – O que você pensa que está fazendo?
– Como assim? Estou aproveitando a festa, igual você que estava agora pouco dançando.
Ele estava me vigiando?
– Você não mede as consequências das suas ações? Você sabe que está cheio de repórter e cheio de fotógrafos pela festa e fica dando uma de cafetão com três garotas? Está achando o que, seu traidor ridículo? Esqueceu que você tem uma namorada? E que ela é filha do rival? Ela pode acabar com você e com a revista a hora que ela quiser, unicamente com uma única matéria, seu imbecil!
– Ninguém sabe que estamos namorando!
– Ela sabe, seu tosco. – quase gritei. – Vá até o banheiro, lave o rosto, beba bastante refrigerante para voltar ao normal e vá conversar com os nossos patrocinadores! Essa festa não é para você se divertir e transar com qualquer uma, Joseph!
– Quem você pensa que é para falar assim comigo?
– A pessoa que está te emprestando dinheiro para ampliar a sua parte da revista. Se você não for conversar com os patrocinadores em meia hora, eu falo agora mesmo com Robert e cancelo tudo.
– Você não seria capaz!
– Seria sim, Joseph. Você não sabe do que eu sou capaz de fazer. – ficamos em silêncio apenas nos desafiando com o olhar. – Entenda que essa revista não é só sua. Essa revista pertence a nossa família, em conjunto. Eu sou capaz de tudo, por ela... Se você não é, acho que é melhor você pensar nas suas prioridades e decidir o que fazer da sua vida.
–Eu... Eu... Eu sei que ela é da nossa família. Por enquanto.
– Por que por enquanto?
– Melhor você esquecer isso. – Joe disse e saiu.
Eu queria saber, ele tinha que me contar.
Ele ia me contar.

Meia hora depois que eu o vi conversando animadamente com os patrocinadores no segundo andar, ele me lançava alguns olhares e sorria. Ele sabia que tinha mexido comigo, ele sabia que eu perderia o sono pelo o que ele disse.
Será que ele queria tomar a parte da revista do meu pai só para se tornar chefe? Ele não seria capaz. Ele não poderia ser capaz de fazer isso comigo.

Depois que a festa estava quase no fim, eu fui para o meu apartamento. Não era quatro da manhã, mas eu estava muito cansado. Passei o resto festa pensando no que Joe tinha dito, eu sentei no sofá e fiquei algum tempo ali pensando no que Joe havia dito.
Cheguei a conclusão de que ele só queria me deixar confusa, porque eu estava ganhando a briga, mas eu ia atrás dele e ia perguntar. Ele não podia jogar a bomba e simplesmente e depois cair fora como se nada tivesse acontecido.
Saí da sala, entrei no banho e deitei na minha cama, mas isso ainda não saia da minha cabeça.
Eram seis da manhã quando levantei correndo, tiraria essa história a limpo.
Abri a porta do meu apartamento e me deparei com a porta de Joe aberta e ele jogado no sofá. Era uma cena deprimente. Ele ainda estava com a roupa da festa e roncava feito um porco. Eu poderia deixá-lo ali para que ele acordasse com dor nas costas e de ressaca, mas eu não queria um Joe mal-humorado para conversar comigo sobre essa história da revista ser da minha família por enquanto.
– Joseph. – cutuquei.- Joseph, acorda!
– Hum... – resmungou. Ele estava babando, isso era nojento.
– Joe, preciso que acorde! – disse mais alto.
– Me deixa!
– Levanta já, daí! – gritei. Joe sentou no sofá.
– O que você quer?
– Você estava jogado no sofá e sua porta estava aberta. – Joe olhou para a porta e olhou para mim.
– Quem me trouxe?
– Não faço ideia. Vá tomar um banho. – mandei, com a voz mansa.
Joe levantou e seguiu para o banheiro. Só porque eu preciso dele lúcido, ele tinha que beber até perder a consciência?
Preparei um café bem forte e sem açúcar.Joe estava demorando no banheiro.
Despejei um pouco em uma xícara bonita que estava no armário de Joe, coloquei três colheres pequenas de açúcar e mexi. Ouvi a porta do banheiro ser aberta e automaticamente olhei para ela e vi.
Joe estava nu, como veio ao mundo, parado na porta secando o cabelo. Joe sempre foi lindo e possui músculos lindos. Eu não consegui parar de olhar para onde eu não devia. Subi meu olhar para Joe e ele estava me encarando, talvez até pensando o que eu fazia ali ainda e porque eu o olhava tanto. Virei de costa para ele, eu senti meu rosto queimar, eu estava com o rosto vermelho, eu sabia disso.
– O que diabos você está fazendo aqui ainda?
– Eu preparei um café para você e nós precisamos conversar. – eu ainda estava de costa. – Eu jamais imaginaria que o veria assim.
– Não vai me dizer que não saí do banheiro sem roupa?
Ah, eu fazia! Quando estava calor, eu andava nua pelo apartamento, mas Joe não precisa saber disso. Por isso não respondi.
– Agora podemos conversar. – Joe disse, eu me virei e ele estava vestido. Ele não estava totalmente sóbrio. – O que  a fez acordar tão cedo e vir me atormentar. – Coloquei uma xícara de café para ele.
– Eu nem dormi. – expliquei. – Que história é essa de a revista ser da minha família por enquanto.
– O seu pai está pensando em vender algumas ações. Sua mãe precisa de uma cirurgia, Demi. Ele escondeu de você porque ele ainda não sabe se vai vender. Ele sabe que você ama aquela revista, como também sabe que ela é, o que é hoje por você. Se o seu pai vender, eu serei seu comprador. Sou o primeira da lista.
– Se ele vender para você, a família Jonas terá 100% de ação.
– Isso mesmo.
– Que cirurgia minha mãe vai fazer? Por que eu não estou sabendo nada disso?
– Sua mãe tem alzheimer. Há uma nova cirurgia que garante a paralisação da doença. Não é garantido, mas é caro. Os remédios são caros. Sua mãe não sabe de nada e é um desejo do seu pai.
– Não.
Eu não sabia se estava triste pela revista, por minha mãe ou por terem mentido para mim. Era difícil saber o que era pior nessa história toda.
Saí sem dizer nada ao Joe, voltei para meu apartamento pensando nisso tudo.
Por que eles não me contaram tudo isso? Quem sabe eu não poderia ajudar de alguma forma? Poderíamos pensar em uma decisão que não me fizesse ficar sem a revista ou minha mãe. Por que eu me sentia como se tivesse que escolher pelas duas?

Eram aproximadamente nove da manhã quando meu telefone tocou.
– Demi, é Cândida, sua secretária. – ela riu. – Só liguei para lembrá-la de que hoje é dia de pagar as contas de Wilmer. Ele está viajando e pediu esse pequeno favor. Bom domingo para você, até amanhã.
– Oh, merda! – exclamei indo me arrumar. Havia esquecido totalmente. Eu não entendia porque Wilmer insistia em ter apartamento se ele não para nele. Se não estava viajando estava na minha casa e se não estava na minha casa estava viajando.
Dirigi até o apartamento de Wilmer e depois de pagar as contas ia atrás do meu pai e tirar toda essa história a limpo. Eu tinha que saber, eles tinham que ter me contado.
– Vai subir, Demi? – perguntou o porteiro.
– Preciso pegar as contas de Wilmer, ele me pediu.
– Ah, então não sabe?
– Do que eu não sei?
– Wilmer chegou de viagem essa manhã. Aposto que ele queria fazer uma surpresa.
Eu sorri pensando que eu poderia surpreender Wilmer, ele deveria estar dormindo e eu o agarraria por debaixo do edredom. Eu merecia um dia agarrada ao meu namorado debaixo do edredom, quem sabe fazendo coisas...
Abri o apartamento com a chave reserva que eu tinha. Avistei as malas de Wilmer na sala, com uma mala a mais. Seria presentes para mim?
Entrei pé ante pé. Ouvi a voz de Wilmer rir alto. Ah, como eu amo aquela risada. Wil estava conversando com alguém, dentro do seu quarto. Quem poderia ser?
Eu comecei a pensar um monte de coisas e meu sorriso desmanchou quando eu ouvi um gemido de mulher. Uma mulher vulgar pelo jeito.
Abri a porta do quarto e o vi.
Eu os vi.
Ele. Ela. Cama. Nus. Enrolados. Suados. Assustados.

XXX
Galera, é com vocês!
Quanto mais comentários, mais postes!
AMAMOS OS DOZE COMENTÁRIOS!
MORRI ASSIM QUE VI.

Qual vai ser a atitude de Demi diante dessa visão? Ela será capaz de perdoá-lo?
Se houver bastante comentário, posto ainda hoje. Deixo essa para vocês decidirem. Apenas um “Lindo”, “Não gostei” ou “Posta mais” é o suficiente, mas se quiser escrever um testamento, fiquei a vontade. Somos livres pra comentar!

Beijos.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Capítulo 2: I Hate you, Don’t Leave Me

Capítulo 2: I Hate you, Don’t Leave Me

Eu liberei meus trabalhadores mais cedo para curtirmos a festa de hoje a noite, mas fui a última a sair por volta de oito horas. Provavelmente a festa já tinha começado, mas eu precisava terminar de resolver o problema de Joe.
Quando cheguei no estacionamento assustei-me quando percebi que haviam apenas dois carros nos estacionamento, o meu e o do Joe. Apertei o botão para desligar o alarme, quando entrei no carro, Joe me chamou.
– Hei.  – ele disse sem graça. – O Sr. Robert me ligou... – Senhor Robert era um traíra, eu havia acabado de pedir que não contasse a Joseph. Eu queria dar a noticia. – Primeiro, me desculpe pelo modo como lhe tratei mais cedo. Às vezes eu não penso e sempre é quando estou perto de você. Você me tira do sério.  Esse seu jeitinho petulante e desafiador tira um animal de dentro de mim, você é... – eu estava séria olhando para ele. – Em fim, muito obrigada por alugar o andar para mim. Nós não teríamos condições agora.
– Por nada.
– E só para deixar claro, a festa está sendo bancada pelos nossos pais.
– Eu soube disso.
– Obrigado.
– Não há de que. – eu entrei no carro, coloquei o cinto, fechei a porta e abaixei o vidro. – Isso é para você aprender a falar com as pessoas direito. – dei a partida.
Liguei o rádio e coloquei na estação que eu mais gostava, tocava Kelly Clarckson. Eu amava Kelly, as músicas dela eram ótimas.
Depois que acabou My Life Would Suck Without You, começou uma que eu não conhecia e também não era de um cantor conhecido. Talvez algum que começou a fazer sucesso a pouco tempo e isso não fazia diferença para mim.
Entrei com o carro na garagem, acenei para o porteiro. Eu não sabia seu nome e também não sabia o horário que ele trabalhava, eu só sabia que ele era o porteiro. Estacionei na minha vaga, tirei o cinto, peguei minhas coisas e saí do carro. Apertei o botão do elevador, ouvi um carro entrando na garagem acelerado. Provavelmente, era Joe. Meu celular tocou na bolsa, peguei para atender.
– Oi, Wilmer! – disse desanimada.
Ele era muito controlador, nem estava na cidade e tentava me controlar de todas as formas. Hoje mesmo ele havia me ligado umas quarenta vezes.
– Estava com saudades.
– Eu também. – Eu estava com saudades dele?
– Eu só liguei para te desejar uma ótima festa e que não fique com caras por lá. – ele riu. – Lembre-se de que as câmeras fotografam tudo.
– Wil, sabe que eu te amo. – Eu o amava muito. – Eu jamais ficaria com ninguém, você sabe disso.
– Eu também te amo e também não ficaria com ninguém além de você.
O elevador estava demorando tanto que eu senti a presença de Joe ao meu lado, esperando o elevador.
– Eu sinto falta do seu corpo, do seu toque, do modo como sorri quando estamos fazendo amor e do seu...
– Wil, eu preciso desligar agora. Eu estou ficando vermelha e não estou sozinha. Eu estou chegando no apartamento, depois nos falamos.
– Eu entendo. Boa festa!
– Obrigada, uma boa noite para você. – desliguei.
– Romântico, não?
– Não começa!
– Ele a ama?
– Ele diz que sim.
– Você o ama?
– Muito. – minha voz quase não saiu.
Eu realmente amava Wilmer, eu me casaria com ele sem pensar duas vezes. Eu trocaria tudo para ficar com ele.
Entramos no elevador. Joe ficou em silêncio e eu também não queria falar com ele.
– Vai à festa? – ele perguntou quando eu abri a porta do meu apartamento.
– Vou. – respondi. – Sei que estou atrasada, mas foi preciso.
– Eu entendo. – ele disse entrando no apartamento dele. Eu fiz o mesmo já tirando meu scarpin. Wilmer achava isso sexy e engraçado. Alias, tudo para Wilmer era sexy e alguma-coisa.
O fato de ter Joe como meu vizinho era extremamente irritante.
Tudo começou quando ele veio até o meu apartamento no dia em que estava mostrando para os meus pais, eu não o tinha convidado. Eu só convidei o Sr. e a Sra. Jonas, Frankie que é seu irmão mais novo e os meus pais com minha irmã mais nova e o meu corretor, mas por que eu quis chamar meu corretor? Ah, claro! Eu estava tão feliz pela compra do apartamento que não medi as consequências de chamá-lo.

Flashback*
– Paul, seria uma boa ideia Joe seguir os passos de Demi e também comprar um apartamento ou até mesmo uma casa, não é mesmo?
– Claro, mas Joe... Ainda é folgado. – disse o pai dele.
– Papai, eu não sou folgado. Só não quero ficar longe de vocês por muito tempo. – disse Joe sorrindo. – Eu amo vocês.
– Seria uma ótima ideia você sair da casa dos seus pais, Joe. – eu quis irritá-lo. – Ter a sua independência, sabe?
– Verdade, Demi? – ele perguntou sarcástico.
– Eu posso ajudar se quiser.- meu corretor disse.
– Ele é um ótimo corretor. – eu disse. Por que eu abri a minha boca mesmo? Ah, claro! Para irritar Joe.
– Não tem esse apartamento da frente? Ele esta em obras, mas é um ótimo apartamento. Ele é muito parecido com esse, também não está num preço ruim e, em fim, é ótimo. Você adoraria ter Demi como sua vizinha.
– Seria muito legal! – disse Joe, agora para me irritar.
– Se eu conseguir autorização do dono, amanhã mesmo te levo para conhecer.
Bom, um mês depois estávamos todos no novo apartamento do meu vizinho, no apartamento de Joe... Bem na minha frente.
Flashback**

Joguei as sandálias no canto da sala, tirei meu vestido e o joguei no chão do meu quarto. Entrei no banheiro, liguei o chuveiro de água quente, tirei minha roupa intima e entrei debaixo da água lavando meu cabelo. Era relaxante depois de um dia comum.
Eu me lembrava de algumas vezes de que precisava de Joe e ele se negava a me ajudar, eu não sei  porque eu ainda  o ajudo.

Flashback*
Toquei pela quarta vez a campainha. Eu estava em desespero. Era um dia péssimo para não ter namorado por perto, por isso que eu odiava sempre quando Wilmer precisava trabalhar fora do país ou do estado. Era horrível!
Eu não dividia o meu apartamento com Wilmer. Na verdade, ele mal ia em seu apartamento. Ele era um eterno viajante e quando ele está no estado, ele fica no meu apartamento. Eu acho que é por isso que a gente dá certo.
- Por que está apertando a minha campainha desesperadamente?- ele apareceu raivoso e de samba-canção. Foi a primeira vez que vi Joe sem camisa depois do jogos de futebol do Ensino Médio e ele tinha melhorado muito, mas muito mesmo.
– Joe, tem uma barata enorme no meu apartamento! – exclamei apavorada.
– E o que eu tenho a ver com isso?
– Vá matar! – disse desesperada.
– Eu tenho cara de dedetizador? – Joe fechou a porta e eu tive que pedir ajuda a outro vizinho. Foi horrível isso!
Flashback*

Outra vez que eu precisei da ajuda de Joe e ele nem se importou, foi quando o meu carro não quis funcionar. Por que eu ainda insisto também?

Flashback*
Lá estava eu tocando a campainha dele mais uma vez. Para variar, ele estava atrasado e eu não estava ligando, pois eu poderia ganhar uma carona.
– O que é, Demi? – ele perguntou e voltou para dentro do apartamento. Havia milhões de latinhas de cerveja na mesa de centro, mas mesmo assim eu entrei.
– Preciso de uma carona. – disse atrás dele, no quarto dele que fedia.
– E...?
– Eu preciso que me dê uma carona. – corrigi. – O meu carro quebrou, acho... Ele não quer pegar, eu estou atrasada e...
– Demi, eu não vou te dar carona nenhuma! – ele exclamou.  Ele estava de mal humor, eu poderia jurar que era uma ressaca.- Que peça um taxi, vá a pé, de ônibus, se vira!
Flashback**

Não era só isso que me fazia ter mais raiva de Joe. Aquelas latinhas, guimbas de cigarro, plástico de drogas e camisinhas usadas, não era miragem. Tudo isso era fruto de uma festa ensurdecedora, na qual eu não tinha sido convidada, e que não me deixava dormir até as cinco da manhã. Isso mesmo ás cinco da manhã.
Eu ligava desesperadamente para o sindico pedindo que ele acabasse com a festa. Joe abaixava o volume, se comportava como gente decente e meia hora depois aumentava. Por que só eu reclamava?
Nós dois éramos os únicos moradores daquele andar e dois andares abaixo os vizinhos estavam viajando, ou seja, só incomodava a mim.
Por fim, o sindico desistiu e lhe deu uma multa. Uma multa tão pequena que não adiantou. Moral da história: O sindico desligou o telefone e eu tive que ir até o apartamento de Joe, de camisola e brava.

Flashback on
– Também veio para a festa, Lovato?
– Não, Joe. Você poderia, por favor, abaixar o som. – Joe olhou para as minhas pernas. Ele estava completamente bêbado.
– Por que eu abaixaria o som?
– Joe, eu preciso dormir, você sabe disso. Como também sabe que o som está me atrapalhando.
– É engraçado, por que o som só atrapalha a você, querida? – Joe ainda encarava as minhas pernas descobertas e, dessa vez, subiu o olhar para encarar os meus seis dentro daquela camisola minúscula que não cobria nada.
Ele estava bêbado, eu já comentei isso.
Apesar de me sentir chateada ou enojada pelos atos de Joe, eu apenas me sentia mais desejável, me sentia até bonita e sexy.
– Joe, por favor.
– Demi, querida Demi, você pode estar gostosa dentro dessa camisola, mas eu não vou abaixar o som. Se quiser se juntar a nós fique a vontade. – Dei uma pequena olhada parra dentro da festa, havia pessoas completamente doidas, havia pessoas bêbadas, haviam pessoas fumando, não havia ninguém normal. Eu não entraria e ele sabia disso.
– Não.
– Adeus! – Joe fechou a porta e eu me obriguei a voltar pra o meu apartamento furiosa.
Flashback off

Eu fiquei com muita raiva e não deixei isso barato. Contei para o pai dele as coisas que ele fazia no apartamento. Eu sei que eu estava agindo como uma criança mimada. O pai do Joe fez um ultimato, se ele continuasse agindo feito um adolescente inconsequente, perderia sua parte da revista. Felizmente eu tive paz, pois Joe parou com as festas. Claro que o ódio dele por mim só aumentou, mas comigo não era diferente.

Eu não tinha a menor vontade de ir até essa festa, mas eu precisava ir e se eu não fosse diriam que era por Joe ter conseguido se superar e não queríamos isso.
Estava terminando de me arrumar quando ouvi meu telefone tocar.
– Oi.
– Não vai vir, Demi? – era Miley, provavelmente surtando.
– Oh, desculpe, amiga! Eu precisei resolver um pequeno probleminha e acabei demorando. Eu estou terminando de me arrumar e em pouco tempo estarei aí.
– Tudo bem, estamos te esperando. Não demore mais! – ela ralhou.
Típico de Miley, ficar brava com a gente sem motivo e quando ela tinha motivo, ela só nos fazia ficar pior com o seu jeito manso.
Eu estava linda. Eu fiz o melhor que eu podia.
Abri a porta do meu apartamento quase ao mesmo tempo do que Joe. Isso acontecia quase sempre quando temos compromisso nos mesmo horário e por mais que isso aconteça várias vezes não deixava de ser constrangedor. É como se eu tivesse esperando que ele abrisse a porta, ou vice e versa.


...


xxx

DIVULGAÇÃO:FANFICSS OF STARS

Oi minhas amadas! Amamos os comentários, como disse Leka "ARRASARAM NOS COMENTÁRIOS"!
Bom, a fic não é grande, mas ainda está no começo. Há muito o que entender ainda e se já estão gostando agora, não queremos nem ver daqui uns dois capítulos quando as coisas começam a esquentar de verdade.
Essa festa promete e o que vem depois dela muito mais.
Uma sugestão: Comentem!
Dez comentários e eu posto mais um ainda hoje. 
BESOS, KISSES


P.s.: Para quem ainda não sabe. Esse blog possuí um grupo no facebook, se deseja entrar, adicione essa pessoa => Bárbara (eu)

Capítulo 1: I Hate You, Don't Leave Me

Capítulo 1: I Hate You, Don't Leave Me

Aquele homem me deixava extremamente irritada apenas com o olhar e ninguém sabia explicar por que, muito menos eu. Quer dizer, eu dizia que o achava muito galinha e pegador, o que não é motivo. A cada semana ele estava com uma vadia diferente e havia semanas que ele ficava com duas.
Nós nunca fomos do tipo melhores amigos, ás vezes conversamos, era até legal, mas aí... Bem, ele se cansava de só conversar e procurava um rabo de saía para dar para ele.
Infelizmente fazemos parte do mesmo grupo de amigos e era quase impossível não vê-lo todos os dias, já que também trabalhávamos no mesmo lugar. E não é só isso, precisamos trabalhar em conjunto.
Eu sou editora-chefe da parte feminina da revista e Joe é o editor-chefe da parte masculina, mas temos que entrar em acordo sempre e isso não acontece... Nunca acontece.
Não era uma revista. Eram duas revistas dos mesmos donos, que são nossos pais. Entretanto uma era voltada para o lado feminino com culinárias, bordados, noivas... Em fim, coisas femininas. A outra era voltada para o lado masculino, ou seja, esporte e mulheres quase nuas. Joe sempre se irrita quando eu dizia isso. Ele diz que a revista era mais do que carros e mulheres gostosas. Ah, o que mais os homens leriam?
Eu sei que estou falando mal dele, mas eu também fico com homens diferentes. Não posso dizer que eu sou do tipo que pega todo mundo... Do que eu estou falando? É claro que eu sou. Todavia, eu estava namorando agora, e por isso, eu tinha sossegado
É por isso que Joe e eu sempre brigamos quando nos encontramos. Somos parecidos.
– Selena, eu preciso do seu rascunho até o final do dia.
– Demi, eu sei que é importante, mas até o final do dia eu não poderei te entregar.
– Por que não?
– Eu quero entregá-lo todo pronto e eu não conseguirei terminá-lo hoje.
– Selly, eu não posso estender o prazo para você. – eu disse enquanto escrevia uma frase no meu bloco “Amanhã você me entrega!” – Não é justo com os outros. – entreguei o papel a ela que sorriu agradecida. Ela achou que eu estava falando sério.
O problema é que Selena e Miley são minhas melhores amigas desde o Ensino Médio. Eu sabia porque Selly não conseguiu terminar.
Ela acabou de sair de um casamento fracassado.
Era de se esperar, Selly casou com dezesseis anos. Teve filho aos dezessete e enfrentou tudo sozinha, pois seu ex- marido era um grosso.
Hoje ela tem um filho de oito anos que tem medo do pai, tudo porque esse pai batia em Selena. Ela nunca dizia nada, mas estava sempre triste e machucada. Até que um dia ela apareceu no meu apartamento chorando e com o filho no colo, ensanguentada.
Foi um dia confortável de se trabalhar, ou seja, eu não tinha visto Joseph em nenhuma parte e isso era ótimo.
Minha alegria durou pouco, meu pai e o Sr. Jonas, para quem não sabe são os donos da revista, resolveram fazer uma reunião ás quatro da tarde.
Eram três horas quando vi Jonas pela primeira vez naquele dia, ele estava passeando pelo meu andar da revista e conversando com Nick, os dois pareciam olhar para todos os lados.
– Já viu quem está aí? – perguntou Selly entrando na minha sala.
– Eu vi.
Ela tinha uma quedinha pelo Nick desde o ensino médio, mesmo depois de casada. Ela nunca afirmou nada, mas eu acho que ela só aceitou o casamento porque na época Nick também ia se casar, mas felizmente ou infelizmente, ele desistiu uma semana antes do casamento. E eu acho, sempre achei, que ela o ama.
– Oi, Demi! – exclamou Nick. – Podemos entrar?
– Claro que você pode, Nick. – levantei para abraçá-lo.
– Já está implicando com Joe? – perguntou, mas eu ignorei.
– O que vocês querem aqui?
– Viemos conversar. – Joe disse. Só a voz dele me dava raiva. – Amigavelmente.
– Já estou de saída. – disse Selly já quase na porta.
– Pode ficar, Selly. – disse Nick. – Primeiro, viemos fazer um convite a toda a equipe feminina.
– O número de vendas da revista  aumentou em dez por cento, e com isso, iremos comemorar. Viemos convidá-las para uma festa.
– Isso é muito bom, Joe. Fico muito feliz. – disse sincera.
– As suas ideias nos ajudaram bastante, querida. – disse Joe sarcástico.
– e... – disse Nick em suspense. –
– Estávamos pensando e vimos que o nosso andar está pequeno.
– E... ? – Onde eles queriam chegar com isso, quis saber.
– Queremos alguns metros quadrados do seu andar, ou melhor... O seu andar tem menos pessoal do que o nosso, queremos que ceda-o para mim.
– Eu não vou ceder andar nenhum para você. – fui grossa. – Você sabe muito bem que algumas pessoas foram praticamente compradas pela revista “Singer”, como também sabe que se não fosse por elas nós seriamos mais do que você.
– Demi, temos por volta de 10 pessoas a mais do que vocês.
– Eu não vou mudar de andar só porque você quer. – eu gritei com Joe.
– Demi, pense nisso. – Nick disse querendo apaziguar.
– Eu não vou pensar, a minha resposta é NÃO.
– Demetria, eu não acredito que você esteja brigando por um andar.
– Não é o andar que me preocupa, Joe, são as pessoas que trabalham nele. Você não entende o que é mudar arquivos de lugar. Isso vai virar uma bagunça. O meu andar pode ter menos pessoal, e pode ser o maior, mas eu não vou ceder. Você terá de dar outro jeito. Eu não vou bagunçar tudo só porque você quer. Você deve entender que não é a posição do andar que faz diferença.
– O que quer que eu faça?
– Eu não sei! – gritei. – Esse problema é seu e não meu.
– Já que você não quer fazer isso por bem, vai ter que fazer por mal. Eu vou colocar isso na reunião.
– Faça isso e vai se arrepender, Joseph. Ou eu não me chamo DEMETRIA.
– Joe, a Demi tem razão. Não podemos mexer com dois andares, sem afetar o rendimento da revista. Teremos que parar de produzir por alguns dias e pode cair a compra. Não estamos em condições de cair nada.
Nick dizia isso, porque durante seis meses a venda da revista “People masculina” estava caindo gradativamente. Isso por que as ideias não eram originais e as outras revistas masculinas faziam melhores. Em fim, a “People Feminina” estava bancando a “People Masculina”. Essa era umas de nossas brigas constantes. Às vezes eu dava algumas ideias e sugestões e Joe não me ouvia. Até que seu pai deu seis meses para a revista se reergue ou eu seria editora chefe das duas. Claro que ele resolveu fazer alguma coisa! Ele não me deixaria ganhar.
– Pense, Joe. – disse Nick.
– Nick, sabe que não temos condições de comprar ou alugar mais um andar.
– Se você fosse mais “amigável”, a People feminina poderia até ajudar, porque ela tem condições. Como você foi grosso... Eu acho que não queremos mais. – Joe me olhou com muita raiva e saiu da minha sala batendo a porta.
– Demi, não leve para o lado pessoal.
– Não é lado pessoal. Isso é uma empresa e devemos tratar as pessoas com respeito seja ela quem for.
– Eu sei que eu não deveria estar aqui, mas Demi... Nick tem razão.
– Eu juro que eu posso ajudar e vou ajudar, mas eu quero que Joe me peça desculpas. Ele é muito ignorante, grosseirão e ridículo.
– Eu vou conversar com ele. Obrigada, Demi. – Nick saiu da sala.
As maças do rosto de Selly ficaram vermelhas, eu não a via assim desde... Muito tempo. Preferi não comentar nada. Liguei para a minha secretária pedindo para avisar a todas da tal festa de comemoração e em seguida que fizesse alguns contatos para mim. Eu ia ajudar Joe, mesmo que ele não venha me pedir desculpas pelo modo grosseiro que ele me tratou, assim ele ficaria nervoso, porque mais uma vez eu o tiraria de um sufoco.
Lá estávamos nós em reunião, nossos pais parabenizavam Joe pelo crescimento da PM*¹ e me parabenizaram por manter a qualidade da PF.*²



*¹ People Feminina;

*² People Masculina;

Sinopse: I Hate You, Don't Leave Me

Ódio destruidor ou amor arrebatador?
Uma história de ódio e implicância mutua entre Joseph Jonas e Demetria Lovato acontece há anos. Um quase não suporta estar no mesmo lugar que o outro, mas são obrigados a conviver em quase todos os mesmo lugares. Trabalho, festas, até mesmo em suas próprias casas. Mas o destino promete pregar uma peça nessa dupla tão aparentemente incompatível, de tal maneira que a vida dos dois nunca mais será a mesma.







Ah, que saudade de vocês!!!
Olha que voltou? Sim, eu! Linda e maravilhosa, como sempre, e dessa vez, eu não estou sozinha. Leka, que também era do blog Jemi Lovely com a Juh Lovato ( Revisora da Fic. OBRIGADA JUH), é minha companheira nessa fic. adoramos escrevê-la, é uma fic muito legal, passamos por muitos momentos de surto de criatividade, falta de tempo e stress com essa fic fodsticamente LINDA. Deixo os créditos quase todos à ela, principalmente nos hots (não tenho participação nenhuma neles, sou péssima para hot). Esperamos de todo Coração que gostem dessa fic cheia de parcerias e, principalmente, EMOÇÕES FORTÍSSIMAS.
AGUENTA CORAÇÃO!



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