domingo, 29 de junho de 2014

Capítulo 7: I Hate You Don’t Leave Me

Capítulo 7: I Hate You Don’t Leave Me

Pedi o taxi por telefone, eu não ia de carro com risco de beber demais e acabar deixando ele lá, simplesmente por não conseguir dirigir ou vir dirigindo e acabar sofrendo um acidente gravíssimo, ou até mesmo ser presa por dirigir embriagada. Do jeito que eu estava, eu precisava de uma boa bebida para que eu esquecesse tudo isso.
Para que fui me meter nessa confusão enorme?
O táxi estava demorando, já passou vinte minutos depois que eu o chamei.
– Oi, docinho! – ouvi dizer perto do meu ouvido. Ele sabia que eu odiava quando alguém me chamasse de docinho. Eu não gosto de nada que tenha diminutivo.
– Jonas, finge que você não me conhece, pode ser?
– Impossível! Está linda essa noite. Posso saber onde a senhorita pensa que vai?
– Eu não penso, Jonas, eu vou e não é da sua conta.  – O taxi parou na frente do hotel, eu me aproximei para entrar. - Esse táxi é meu.
– Demi, provavelmente iremos para o mesmo lugar. Vamos com o mesmo táxi, podemos rachar, se quiser.

Dei de ombros e entrei no carona. Eu estava rezando para que Jonas e eu fossemos para lugares diferentes, mas o endereço do Pub que ele deu era o mesmo endereço que Miley havia me dado. Sinceramente, se eu soubesse que ele ia, eu não cogitaria um segundo se quer na ideia de ir. Eu poderia ficar em casa com uma garrafa de um bom vinho, sozinha, ouvindo a radio local. Quem eu quero enganar? É obvio que ia ter problema. Eu seria louca de deixar de ir há algum lugar por culpa de Joseph. Nunca mesmo.
 Evitar Jonas nunca foi tão difícil desde os últimos tempos. Parece que desde que transamos, há uma necessidade de estarmos conectados de alguma forma e... Hei, isso é coisa da sua cabeça, Demetria! Pare com isso!
Eu tentava travar uma briga entre o meu consciente e inconsciente. Eu sabia que havia gostado daquela transa no sofá da casa dele, como também sabia que queria repetir. Por isso os sonhos retardados de transar com Joe. Eu só posso estar ficando maluca, ou... Claro, é falta de sexo e podemos acabar com isso hoje mesmo. Sem Jonas.
O taxi estacionou e eu deixei que Jonas pagasse, eu não liguei mesmo em pagar e ele não me deixaria rachar, mesmo que ideia tenha vindo dele.
Eu entrei no Pub e logo avistei Liam. Ele era grande, loiro e não era muito comum. Era fácil achá-lo na multidão. Joe estava ao meu lado quando me aproximei da mesa.Mi, Selly, Nick, Zac, Liam e Mary – atual noiva de Liam - nos olharam de um jeito estranho.
– Vocês estão bem? – perguntou Zac.
– Eu estou ótima. – sentei do lado de Nick e Joseph ao meu lado.
Ele não vai me largar não?
– Aconteceu algo que eu não estou sabendo? Vocês beberam antes de virem para o Pub?
Ah, agora eu entendi. Joe e eu chegamos juntos, Joe e eu andamos juntos até a mesa e agora estamos sentados lado a lado. Eu não tinha percebido isso, como se fosse a pior coisa do mundo ou algo surreal.
Eu acho que não estava bem mesmo.
– Mi, não precisa pirar. Saímos ao mesmo tempo e Joe achou mais barato que viéssemos no mesmo táxi.
– Não adiantou muito para o meu lado, já que eu paguei o taxi sozinho. Se bem que a Srta. Eu-tenho-cinquenta-mil-dolares, precisa economizar, pois ela só tem seis meses.
– Que história é essa de cinquenta mil dólares?

Jonas estava jogando sujo. Ele achava que podia me intimidar dizendo para todos que eu estava na luta atrás do cinquenta por cento das ações, pois ele sabia que eu não ia conseguir e sairia de derrotada e empregada dele, ou se tratando dos meus amigos, iam sentir pena de mim.

– Não escute histórias que Jonas conta. – eu disse. – Ele é um idiota que não pode ser cavalheiro pelo menos uma vez na vida.
– Demi, não vem mudar de assunto. – disse Mi.
– Demi, acha que pode conseguir cinquenta mil dólares do céu para conseguir comprar as ações que o Pai dela está vendendo.
– Seu pai está vendendo as ações? – Selly perguntou. 
Elas sabiam o quanto as ações eram importantes para mim.
– Ué, Demi, não contou as suas amigas? – disse Joseph debochado.
– Demi!- Mi exclamou.
Eu estava muda.
– Sim, meu pai está vendendo as ações para esse idiota do Joseph, mas eu não quero que ele venda e eu vou comprá-las no lugar dele.
–... Por cinquenta Mil dólares? – completou Jonas.
– Você tem cinquenta mil dólares? – perguntou Mi.
– Eu não tenho isso tudo, mas eu tenho um bom dinheiro e eu posso conseguir...o resto. – Ou não.
– Demi, você... Amiga, – Miley procurava palavras. – Não é fácil conseguir cinque...
– Eu vou conseguir. – Eu sabia que eu não ia conseguir, mas eu lutaria até o fim. Eu não podia confirmar isso na frente de Joe. Nem se eu estivesse morta! – Vamos mudar de assunto: Liam e Mary, já marcaram a data do casamento?
– Ainda não. – respondeu Liam sorrindo para Mary. Esses dois fazem um casal muito lindo. – Nós ainda precisamos ver algumas coisas antes de marcar a data.
– Liam quer falar com meu pai pessoalmente, mas papai está na Espanha. Então, decidimos passas as férias lá.
– E antes que fale alguma coisa, Joseph. Eu troquei as minhas férias com Rodolf. – disse Liam, alarmando ao chefe.
– Poxa, Liam! Precisamos de você.
– Joseph, não empaca! Você é um chato! – eu disse.
– É pelo bem da revista. – disse ele.
– Você é um anti-romântico, isso sim!
Eu levantei e fui até o bar, eu precisava de uma bebida doce e que contenha álcool. Eu precisava ingerir álcool.
– Sex on the Beach. – pedi.
Eu sabia que não era uma bebida doce e que podia me fazer beber sem perceber a quantidade de álcool que eu estava ingerindo, mas eu queria apenas beber e esquecer tudo por aquela noite. A ideia de me embriagar não se aplicava a estar com Joe no mesmo ambiente. Desde aquela noite na casa dele, na sala dele, sobre o sofá. Eu tentava ficar sempre em defesa ao seu lado, apenas tentava.
As mulheres na mão de Joseph são como brinquedos de loja de sexyshop, depois de usado, é esquecido e só lembra quando o normal não te satisfaz mais. Ele é assim, agora.
Naquela noite eu apenas queria ajudá-lo, mas agora... Agora eu queria distancia, por mais que eu tenha gostado, por mais que aquela noite tivesse sido um Maximo e eu quisesse repetir. Eu não ia repeti-la e dar essa chance a Joseph.
Olhei para ele, porque eu sabia que ele estava olhando para mim. O olhar dele tinha um peso sobre mim, eu não gosto quando ele olha para mim.
– Aqui moça. – eu paguei e continuei sentada lá. Por mais que eu quisesse falar com os meus amigos, ficaria ali um pouco pensando mais e Joe continuava me olhando, porque eu senti meu corpo queimar pelo olhar dele e isso me incomodava. – Que olhar tristinho é esse?
Foi quando o garçon lançou essa pergunta, que eu realmente o olhei e automaticamente me perguntei porque eu não percebi que aquele garçom era um gatinho. Ele é lindo, tão lindo que dá vontade de empalhar e colocar no meu quarto.
– Não estou triste.
– Está esperando alguém? Está sozinha?
– Não estou esperando ninguém. – respondi e vi um sorriso formar em seus lábios. – Eu vim com os meus amigos. – apontei para a mesa e Joseph ainda me olhava, conversava com Nick, mas os olhos corriam para mim em seguida.
– São só seus amigos? – assenti. Ele podia ser lindo, mas estava fazendo muitas perguntas. – Por que esse olhar triste? – ele perguntou novamente.
Eu respondi, mais uma vez que não estava triste, mas alguém chegou pedindo três cervejas.
Era Joe,ele se sentou ao meu lado.
– O pessoal está querendo saber, por que a mocinha está demorando tanto?
– Porque eu queria ficar longe de você. – Fui até nossa mesa novamente e chamei Selly e Mi para dançar.

Dançamos muitas músicas, foram tantas que eu não consigo dizer quais era. Eu sabia que algumas eram um remix de Akon, outras de Usher, Chris Brow, Rihanna, Beyonce, Lady Gaga... eram ótimas músicas para dançar e enquanto eu dançava, Joe continuava a me olhar. Eu sabia disso só com o queimar do meu corpo. Por que ele me olhava tanto? Será que era puro ódio.
Depois de beber sex on the beach, eu resolvi passar para a vodka. Eu precisava de algo mais forte para poder lidar com tudo que estava acontecendo. Mal eu sabia que muitas coisas estavam para acontecer e uma simples garrafa de bebida alcoólica não poderia me ajudar.
– Dança comigo? – ouvi alguém sussurrar no meu ouvido. – Só essa noite!

XXX

Vamos fazer uma votação: Quem quer dançar com Demi, Joe ou Garçom?
Se comentar bastante eu posto um hoje a noite ainda.
Estou de olho em vocês. Beijos.


Capítulo 6: I Hate You Don’t Leave Me

Capítulo 6: I Hate You Don’t Leave Me

– Demi, me escuta! – eu saí da minha sala e Joe estava atrás de mim.
– Eu não vou te escutar, eu não vou trabalhar para você e eu não vou desistir, Joseph! – eu gritei.
O pior é que todos que estavam trabalharam pararam para me olhar gritando. Eu estava bufando, suando e com dor de cabeça. Voltei a caminhar em direção ao elevador, que por sorte alguém segurou para mim sem que eu pedisse.
Eu estava exausta. Não só pelo trabalho, mas por tudo que estava acontecendo.
Cheguei em casa e depois de um banho morno e longo na banheira, eu deitei nua na minha cama e dormi.

Minha campainha tocava insistentemente e freneticamente. Eu levantei, coloquei o meu robe e fui atender. Joe entrou como um furação no meu apartamento dizendo coisas desconexas e nós brigávamos.
–Você não devia, Demi. Fez a coisa errada. – Joe andava de um lado para o outro. – Você não devia ter terminado com Wilmer! – ele gritou. – Como eu vou me controlar agora?
– Queria que eu fizesse o que, querido?Fosse para o Chile junto com o traidor do meu namorado e deixar toda a revista para você?
– Não nessas condições. Eu queria, Demi, que você jogasse tudo para o alto. Tudo. A revista, Wilmer, seus pais, seus amigos e fosse só minha. Eu não paro de lembrar um só dia daquele dia na minha casa e que transamos loucamente como dois amantes no sofá do meu apartamento. Demi, eu não penso em outra coisa senão dormir com você novamente. Eu só penso no seu corpo nu embaixo do meu, no mesmo movimento e suados por um único motivo.
Joe me pegou pela cintura e segundos depois estávamos repetindo a cena da casa dele, exatamente igual a cena na casa dele.
– DEMI! – Joe gritou e estava me assutando. – DEMETRIA!
Acordei num pulo sentando na cama, eu não sabia se era pelo sonho louco de transar com Joe novamente ou se era por culpa de Joe que me gritava desesperadamente.
Joe estava de pé na minha porta. Ainda usava a camisa social do terno, com a gravata frouxa e o cabelo despenteado. O que ele estava fazendo dentro do meu apartamento?
– Joe, você quer me matar de susto?
– Não, você é que quer ser assaltada! – ele afirmou. – ou estuprada se for julgar pelos seus trajes – ele disse apontando para o meu corpo nu debaixo do lençol. – Como pode dormir com a porta encostada, sua maluca. Eu bati na porta e ela abriu. O que está querendo com isso? – ele semi-cerrou os olhos.
– Joseph, diga logo o que quer. Eu não estou me sentindo bem, eu preciso dormir. – sem sonhos loucos.
– Sabe muito bem o que  eu quero! – ele exclamou.
A minha cabeça ainda doía loucamente. Eu precisava de um remédio.
– Joseph, eu não sei! Por favor, a gente conversa outro dia. Eu não estou bem, eu preciso dormir.
– Eu não vou conversar com você um outro dia, eu vou conversar com você agora.
– Então converse sozinho. – eu andei em direção ao banheiro da minha suíte levando um short e uma blusa. Era humilhante conversar com Joe nua, como eu estava.
– Demi, abra essa porta! – ele quer me ver nua ou o que?
Ele vai ver só o que é bom!
Abri a porta só usando short, Joe parou de falar e encarou os meus seios em seguida engoliu em seco. Ora, ele queria que eu abrisse a porta não queria. Peguei a blusa e a vesti, saí do banheiro e Joe permaneceu onde estava.
Na minha cozinha americana, eu coloquei os ingrediente para um sanduíche.
– É loucura da sua parte dizer que tem cinquenta mil dólares para comprar as ações do seu pai, você sabe disso. – eu não respondi. – Juntar cinquenta mil não é como juntar mil, Demi. – eu fiquei quieta fazendo meu sanduíches. – O seu pai resolveu te dar um prazo. – ele disse e eu olhei me interessando. – Seis meses. -Seis meses é pouco tempo. – Você tem seis meses para conseguir cinquenta mil dólares. Eu tenho certeza que você não vai conseguir. – Eu não ia dar ao gostinho de ele discutir comigo. – Eu não acredito que você disse para o seu pai que vai conseguir esse dinheiro, só porque não quer trabalhar para mim. Acredite, trabalhar para mim não é bem desse jeito que você está pensando. Eu prometo não pegar no seu pé! – terminei meu sanduíche e sentei no sofá para assistir TV. Joe foi para a cozinha preparar o sanduíche dele. Quanto desaforo! – Demi, eu já estava quase fechando negocio com seu pai. Isso é loucura! Vai retardar tudo! Você está prejudicando a sua mãe, você sabe disso? E quando seu pai perceber que você não vai conseguir comprar as ações ele vai ficar desapontado com você.
– Joseph, quem é você para falar de caráter de alguém? Você está se aproveitando da doença da minha mãe para ficar com a revista toda para você. Eu não vou deixar a revista para você, Joseph, nem que eu tenha que vender a minha alma. Você não vai ficar com a revista. Não vai.
– O que te faz pensar que eu quero a revista só para mim, Demi? – ele perguntou mais brando dessa vez. Talvez porque eu tenha ficado brava o suficiente por nós dois.
– Você sempre disse isso, desde que nos conhecemos. Quando éramos crianças, você disse que o seu sonho era ter a revista toda para você. Eu amo essa revista, minha família ajudou-a a se erguer junto com a sua família. Eu ainda não acredito que você tem a coragem de fazer isso. Como eu disse, eu AMO essa revista e eu vou lutar por ela até o fim. Eu posso até perder, mas pelo menos eu não vou me arrepender de não lutar.- ficamos em silencio. – Eu quero que  você saía do meu apartamento, agora.
– Nick me contou que você não quis mais alugar o andar para a People Masculina.
– Eu expliquei tudo ao Nick.
– Demi, eu não tenho condições de alugar.
– Você não vai comprar cinquenta por cento das ações de meu pai? Então você tem condições de alugar um andar do prédio. Se esforce!
– A People Masculina não tem condições.
– Talvez se vocês soubessem fazer uma boa revista como a People Feminina.
– Você está misturando as coisas, Demi. O nosso trabalho não tem nada a ver com a nossa vida pessoal.
– Joe eu não misturo as coisas!
– Claro que mistura! Como daquela vez que transamos, no dia seguinte você brigou ferozmente comigo por causa de um nome idiota de uma manchete. Como hoje de manhã, você não querer mais alugar. Estava tudo acertado.
– Eu só acredito que você pode fazer uma revista melhor e eu não admito e nunca vou admitir que mudem o nome das manchetes dos meus colunistas. É falta de ética e respeito! Não tem nada a ver com eu ter ou não transado com você e por que você não esquece isso? Você faz questão de me lembrar disso a cada momento.
– Eu não estou fazendo você se lembrar, eu só acho que você mistura muito.
– Querendo ou não, o nosso relacionamento de ódio vai interferir na revista, Joe. Porque eu não te suporto e eu quero você longe, mas quanto mais eu rezo pra ficar livre de você mais você aparece e estraga alguma coisa. Eu não aguento mais!
– Tudo bem. – Joe saiu do apartamento

A minha cabeça parecia que ia explodir a qualquer momento. Isso era stress.
Onde eu estava com a cabeça quando disse ao meu pai que conseguiria cinquenta mil? Eu me droguei e não sabia, só pode.
Tomei um remédio qualquer para dor de cabeça e me deitei novamente, dessa vez me certifiquei de trancar a porta.

Era noite de sábado e durante toda aquela semana, depois de chegar em casa a única coisa que eu queria era deitar e dormir. Eu pensei bastante e não tinha jeito, para eu ter os cinquenta mil eu teria que fazer um milagre, mas eu não ia desistir. Eu lutaria até o fim, mesmo sabendo que poderia e iria perder.
Jonas não parava de me perturbar todos os dias dizendo que eu não ia conseguir e que eu deveria desistir. Eu não ia desistir.
Eu devia ter dormir bastante, ouvi o telefone tocar longe e acordei ainda meio sonolenta.
– Oi.
– Demi? É Mi.
– Oi, amiga. Tudo bem?
– Já está dormindo? São dez da noite.
– Eu estava exausta, Mi. Jonas sabe como acabar comigo.
– Eu espero que você esteja melhor! Eu liguei para te convidar para ir num Pub conosco.
– Ah, Mi. Sério? – estava desanimada.
– Demi, aproveita que agora você está solteiríssima e se divirta! O que acha?
– Eu preciso de um banho primeiro. Selly vai também?
– Sim, e ela perguntou se podia levar alguém. Eu acho que a nossa amiga está virando a página.
– Que bom! Eu fico feliz por ela. Daniel vai ficar com quem?
– A mãe de Selly disse que ela devia sair e se divertir um pouco, ela vai ficar com o garoto essa noite.
– Preciso desligar agora.
– Quer que eu te pegue aí, ou você vem de carro?
– Pode ir na frente, me manda o endereço por mensagem e eu apareço lá daqui a pouco.
– Tudo bem, te esperamos!

Entrei no banheiro, tomei um ducha rápida. Sequei meu cabelo com o secador, fazendo o ficar com os cachos naturais, fiz uma maquiagem rápida, mas bem bonita. Escolhi um vestido preto e coloquei uma scarpin também preto. É eu estava apresentável, dava para arrumar uns carinhas por essa noite.
Coloquei o necessário dentro da bolsa.
Eram onze horas quando eu saí do meu apartamento.

XXX
Olá, meninas!

Desculpe pelo demora, tive a semana corrida. Daqui a pouco vou postar outro para vocês.
Eu acho que algo acontece nesse PUB. O que acham?

domingo, 22 de junho de 2014

Capítulo 5: I Hate You, Don’t Leave Me

Capítulo 5: I Hate You, Don’t Leave Me

No dia seguinte eu imaginava que Joe não mencionaria o dia anterior, só não achava que ele seria tão frio comigo.
- Bom dia! – disse quando saí do meu apartamento, apenas por educação, como eu disse não esperava receber carinho. Joe estava parado esperando o elevador abrir.
- O dia não tem nada de bom. – ele respondeu. Eu esperei o elevador, ele entrou. – Vai entrar?
- Prefiro esperar. – ele olhou fundo em meus olhos e deixou a porta fechar. Assim que ela se fechou eu apertei o botão novamente. Posso até me atrasar, mas não quero olhar para a cara dele novamente.
Dominó da Jesse J começou a ecoar pelo cômodo, eu olhei no visor e foto de Miley piscava. Eu já havia ligado o meu celular, bloqueei o número de Wilmer, mas eu sabia que depois do soco que Joe deu nele, ele não voltaria a me ligar ou tentaria entrar em contato comigo.
- Oi, amiga!
- O que houve? – ela perguntou desesperada. – Wilmer me ligou ontem a noite, ele disse que você o estava evitando e que eu deveria te ligar. Eu até tentei, mas os seus números davam fora de área, liguei para o apartamento de Joe e tocou sem parar. Eu ia até a sua casa quando Joe me mandou uma mensagem dizendo que você estava bem.
- O Joe?
- É, eu também me assustei, mas ele mandou algo como: “Demi está melhor agora”. como eu não sabia do que se tratava eu resolvi ligar hoje e se você não atendesse, eu ia até a sua casa.
- Bom, ontem era dia de pagar as contas de Wilmer. – o elevador chegou e eu entrei. – Cândida me avisou, eu havia esquecido completamente. Então, peguei o carro e fui para a casa dele pegar as contas. Quando cheguei lá, o porteiro dele me disse que Wilmer estava em casa, pensei: “Ótimo! Vou fazer uma surpresa para ele”, só que a surpresa acabou sendo minha. Eu o peguei na cama com outra. Eu o peguei transando com outra, Mi. Você tem ideia do que é isso.
- Oh, amiga! Eu fico tão triste de saber isso, eu jamais imaginaria que Wilmer fosse desses. Por que você não me procurou e foi atrás de Joe? – o elevador abriu e eu saí, seguindo em direção ao meu carro.
- Eu não queria ver ninguém, Mi. Ninguém mesmo, mas eu estava tão triste que voltei para casa aos prantos e Joe... Bom, Joe me ajudou!
- É estranho pensar em Joe te ajudando. Porque você é Joe juntos são como bombas acesas. Há qualquer momento podem explodir. Em fim, como você está hoje?
 - Eu estou ótima! Quero que o Wilmer morra no Chile, na China... Onde quer que ele vá, e que leve Joe junto.
- Já brigaram de novo?
- Joe é um idiota! Não sabe se comportar como cavalheiro por mais de vinte e quatro horas. Voltou a ser o asno de sempre. Me lembre de nunca mais tentar conversar com ele civilizadamente.
- Demi, você e Joe vão acabar casando, vivendo felizes com três filhos Jonas-Lovato.
- Miley, lave a sua boca com sabão.
- Eu estou falando sério. Dizem que de um ódio nasce um grande amor.
- Você não sabe do que está dizendo! Preciso desligar agora, não gosto de dirigir falando ao celular.
- Tudo bem, eu acabei de chegar aqui na revista. Ouvi dizer que Joe está uma fera hoje, Rose está até chorando no banheiro.
- Esse asno já chegou?
- Parece que eles estavam no telefone.
- Preciso desligar agora. – desliguei o telefone.
Hoje seria um dia trabalhoso.
Cheguei e Cândida já me esperava na recepção do prédio.
- Demi, o Sr. Robert ligou hoje querendo terminar a transação, parece que deu alguma coisa errada.
- Ótimo! Ligue para ele e cancele tudo. Jonas é um idiota e não merece a minha ajuda. Ele que consiga o andar sozinho.
- Por falar em Jonas, Sr. Meyer quer falar com você assim que chegar.
- Pode avisar que eu cheguei. – entrei em minha sala. – Cândida, marque uma reunião com o meu pai, só com meu pai.
****

- Demi, Nick Meyer está chegando. – avisou Cândida.
- Bom dia, Demi. – entrou Nick. – Que história é essa de você cancelar o andar? Joseph está louco de raiva.
- Deixe que fique. Eu tentei ajudar aquele energúmeno, mas ele é um idiota com “I” maiúsculo!
- Demi, pense bem é para o bem da revista.
- Eu espero que ele consiga, dessa vez sozinho. Eu não vou ceder mais nada para vocês. Ele ao invés de trabalhar fica querendo dar uma de bom moço.
- Do que está falando?
- Esqueça Nick. Joseph me tira do sério com as grosserias dele. Custava ele me dar um “Bom dia” essa manhã.
- Tudo isso é por um “Bom dia”!
- Eu me arrependi. Joe sempre se dá bem, porque eu estou sempre o ajudando, mas dessa vez ele vai ter que se virar sozinho. Nick, a revista masculina precisa ser mais do que só mulheres nuas e esportes. É por isso que ela não vai para frente. Vocês precisam se empenhar mais.
- O que você nos sugere?
- Eu não vou dizer, Nick. Vocês vão ter que fazer isso sozinhos. Aceitaram a minha sugestão sobre uma mulher responder as perguntas dos homens e deu certo. Pensem no que os homens gostam, do que ele querem.
- Esporte e Mulheres. – respondeu Nick.
- Vocês precisam compreender que nem todos os homens são como você e Joe. Existem homens carinhosos, sensíveis, amorosos, simpáticos, gays, machistas, mesquinhos, cheios de qualidades, sem qualidade... Existem todo o tipo de homem e não só os que gostam de esportes e mulheres nuas. Eu já tentei dizer isso ao Joe mil e uma vezes, mas ele não me escuta, porque quem está dizendo sou eu... Mas se você dizer isso, quem sabe ele não te escuta. A revista tem de tudo para dar certo, Nick.
- Eu entendi o que vocês quis dizer, Demi e talvez você tenha razão. Mas eu gostaria que você deixasse o lado pessoal e nos ajudasse com o andar. Nós vamos te recompensar.
- Eu prometo pensar. – eu disse e sorri. – Você não veio aqui só para falar do meu cancelamento?
- Na verdade, eu vim conversar a respeito do novo andar, sobre o que vocês tinham conversado e tudo mais, mas cinco minutos antes de eu vim eu soube que você havia cancelado.
****

Eu fui até a sala do meu pai. Ângela me anunciou e ele ainda estava no telefone, eu acredito que estava falando com a minha mãe.
- Tudo bem, querida. Demi está aqui, eu vou conversar com ela. Mando sim, eu também amo você.
Eu amava ouvir meus pais dizerem que se amam. Durante toda a minha infância e adolescência eu sonhava em encontrar um homem como meu pai. Ele amava incondicionalmente a minha mãe, ele nunca a traiu e ela sabia disso. Ele não deixava de demonstrar o seu amor, era carinhoso, gentil, amoroso e bondoso com todos nós. Definitivamente, não haviam mais homens como o meu pai. Tanto que eu estava solteira aos trinta anos.
- Tudo bem, querida? – meu pai levantou para me dar um beijo e me abraçar. – Quer conversar sobre a revista ou é algo pessoal?
- Eu estou ótima, papai. Eu quero falar sobre as duas coisas.
- Antes que comece, eu soube do seu rompimento com Wilmer. Ele ligou para a nossa casa a sua procura. Sua mãe está preocupada com você, afinal você está...
- Ficando velha? – perguntei. Ao contrario de papai, minha mãe ás vezes era invencível e diziam coisas desse tipo para mim. Que estou velha, que ninguém vai me querer, eu não vou dar netos a ela... e por aí vai.
- Wilmer foi um cachorro comigo. Eu não ficaria com ele depois de uma traição, papai. Nem se eu ficasse, poderíamos. Acho que ele foi para o Chile e não volta mais. Eu desejo que ele morra lá mesmo.
- Demi, você não pode...
- Pai, eu não vim falar de Wilmer. Joseph deixou escapar na festa de sábado sobre o senhor vender as ações. De que cirurgia minha mãe precisa? Por que tem que vender logo as ações?
- Demi, sua mãe está com Alzheimer. É uma doença, provavelmente incurável, mas eu achei um site de um doutor especialista nessa área. É uma cirurgia no cérebro, complicada e que pode dar certo.
- Pode dar certo? Você vai vender as ações da empresa que eu amo como algo que pode “dar certo”? Sabe que tem grandes possibilidades de não dar certo? Papai, há remédios e tratamentos que retardam a doença. Tem pessoas que sobrevivem com ela.
- Demi, querida....
- Você não pode vender as ações!
- Demi, me desculpe.
- Venda para mim. – eu disse.
- Demi, você não tem o dinheiro.
- Eu tenho, claro que eu tenho. Eu compro as ações de você. Você não pode vende-las para o Joe, eu não vou trabalhar para ele. Isso está fora de questão. Eu não vou trabalhar para Joe.
- Sabe de quantos eu estou falando, querida. São cinquenta por centos das ações. Você por acaso tem cinquenta mil dólares?
- Me dê um tempo e eu terei cinquenta mil dólares.
A verdade é que eu não tinha nem vinte mil dólares e eu só poderia juntar mais cinquenta mil dólares em vinte anos. Papai não esperaria vinte anos para vender, ele venderia para Joe.
Eu pensava tanto nisso que no fim do dia eu estava sem almoço e com dor de cabeça estupidamente chata.
Bom, eu tinha doze mil dólares no banco e eu poderia vender meu apartamento por vinte mil. Eu tinha mais do que a metade. Eu poderia pegar um empréstimo no banco, mas eles não cederiam vinte mil dólares e os juros seriam altíssimos. Eu não conseguiria os cinquenta mil.
- Onde você pensa que vai achar cinquenta mil dólares? – Joe entrou na minha sala. – Você é doida, ou o que?
- Por acaso você tem?
- Meu pai vai me ajudar com dez mil dólares, mas eu devolveria a ele.
- Você tem quarenta mil dólares?
- Não mude de assunto! – gritou Joe.
- Não grita comigo. – a minha dor só aumentava.
Eu juntei as minhas coisas e estava saindo.
- Demi, nós precisamos conversar. Você não vai poder comprar as ações, você sabe disso tanto quanto eu e só vai retardar as coisas. Eu vou acabar comprando, você sabe disso.
- Você não me conhece, Joe. Você não sabe do que eu sou capaz. Eu vou comprar as ações do meu pai e eu não vou trabalhar para você.
- Demi, me escuta! – eu saí da minha sala e Joe estava atrás de mim.

XXX


Oi, meu povo!
Vocês estão poderosas nos comentários, hein! Estão se superando a cada dia e para retribuir tanta gentileza mais um capítulo!
Uau, meninas! Será que Demi consegue os cinquenta mil?
Quem esperava uma
Será que Joe vai deixar essa afronta por isso mesmo?

Wilmer sumiu realmente?

Capítulo 4: I Hate You, Don’t Leave Me

Capítulo 4: I Hate You, Don’t Leave Me

Eu o amava tanto!
Eu o queria tanto. Eu não acreditava que ele estava fazendo isso comigo, eu não conseguia acreditar. Meus olhos estavam mesmo vendo aquilo? O meu homem estava transando com outra onde um dia dormimos juntos e fizemos amor.
Eu era muito fraca para essas coisas. Meus olhos encheram de lágrima que escorreram mais rápido do que eu podia pensar. Eu pensei que ele queria fazer uma surpresa para mim, quando na verdade ele só veio cedo para se enroscar com outra em sua cama.
– Demi, meu amor, não é nada disso que você está pensando! – uma frase clichê. Eu deveria soltar um “Eu não estou pensando, eu estou vendo” que também era outra frase clichê?
Eu não conseguia fazer nada, ou pensar... Eu só fiquei parada olhando para ele e chorando.
Dessa vez eu pensei que daria certo. Eu jurava que ia dar certo, pensei que ia me casar.
Ele estava parado, nu, com um travesseiro tapando seu órgão masculino.
– Me desculpe. Eu ia conversar com você antes, mas não deu tempo....
– Tudo bem. – eu soltei a porta que eu ainda estava segurando e saí, andei devagar até a porta de entrada.
O que eu disse? Tudo bem? Eu realmente ia sair humilhada? Não. Obvio que não.
Eu voltei para o quarto, ele estava terminando de colocar a roupa. Eu vi uma TV de plasma na cômoda do quarto. Linda cômoda. Dei um empurrão e ela caiu no chão estourando. Ouvi um grito da vadia que estava na cama, nua ainda. Puxei o edredom que a cobria e puxei o seu cabelo até que ela caísse no chão gritando, lhe dei um soco na barriga nua. Eu poderia ter batido mais se Wilmer não tivesse me segurado.
Eu me debatia e ele me segurava mais forte, até que eu parei, ele pensou que eu tivesse me acalmado, mas assim que ele me soltou eu dei uma joelhada em seu pênis. Espero que ele não o use por um bom tempo.
– Isso é para você aprender que ninguém me faz de idiota, seu otário.
Eu não me orgulho do que eu fiz, mas eu fiquei duplamente mais leve fazendo isso.
Entrei no meu carro e dei a partida acelerada, o porteiro tentou falar comigo, mas eu nem me importei. Não estou ligando para nada mais.
Liguei o rádio e começou a tocar uma música muito triste, com uma melodia mais triste ainda. Desliguei o rádio com uma força brutal que afundou o botão.
Eu não queria ficar pensando nisso, mas aquela imagem me torturava.
Os dois quase se fundindo, gemendo, suados, extasiados, amando um ao corpo do outro. Wilmer provavelmente nem se quer pensou em mim. Ele estava aliviando o seu próprio prazer. Ele só queria se enterrar no corpo de qualquer uma.
Ele teria coragem de olhar para mim depois? Ele teria coragem de me tocar? Como ele podia ser tão sínico?
Eu estava tão triste, estava me sentindo um lixo.
Dirigi de volta para o meu apartamento. Estacionei o carro, fechei as janelas, limpei minha lágrimas que teimavam em cair, funguei fingindo me recompor, que eu chorasse só no meu apartamento sem ninguém testemunhando.
Por sorte fui a única no elevador, apertei o numero do meu andar e esperei. Tentei não pensar em nada, mas era tão difícil. Eu conseguia ouvir o som dos gemidos ecoando pela minha cabeça, eu conseguia olhar a minha cara de surpresa. O elevador parou, eu saí já pegando as minhas chaves e abrindo a minha porta.
– Que bom que você chegou! – exclamou Joseph. Era só o que me faltava. – Eu pensei que você tivesse ido até a casa de seus pais. – Oh, os meus pais! – Eu não deveria ter te contado nada, seu pai vai ficar muito chateado comigo se souber. Onde diabo você... ?
– Ah, Joseph, por favor cale a boca e me deixe! – exclamei terminando de abrir a porta. Eu não queria que a minha voz soasse tão chorosa, mas eu já estava aos prantos de novo.
– Demi, o que aconteceu? – eu tentei fechar a minha porta, eu até a fechei, mas Joe entrou. – O que aconteceu? – ele perguntou de novo.
– Aconteceu que os homens são todos uns imbecis! É isso que aconteceu! Só pensam em sexo, só pensam no seu próprio prazer! São todos uns cretinos.
– Demi, me conte!
– Eu vi... Eu não queria ter visto, mas eu vi Wilmer transando com outra no apartamento dele.  O pior é que ele não me disse que tinha voltado. – eu chorei de novo.
– Demi, eu...
– Ah, Joe, me deixe sozinha. Se alguém perguntar por mim você diz que eu sumi, que eu morri. – eu fui para cozinha, procurei algo na geladeira, algo com álcool, algo como uma vodka, um whisky, um vinho... – Oh, inferno! – exclamei quando não achei nada disso.
Há anos eu parei de comprar bebidas alcoólicas. Especificamente, desde que Joe foi morar na casa da frente.
Joe me abraçou pela cintura, em outras situações eu teria tirado a mão dele e mandado ele ir embora, mas eu estava necessitada de um carinho. Eu queria beijos, queria abraço, eu queria ser aninhada, eu queria chorar no ombro de alguém. Entretanto, eu não queria contar a ninguém o que eu vi, o que eu fiz, só de ter contado ao Joe isso acabou de vez comigo. Eu sabia que precisava chorar, eu precisava chorar bastante.
Eu virei e abracei Joe, eu deitei minha cabeço no  ombro dele e eu chorei tudo que eu queria chorar.
Nós ficamos abraçados no meio da cozinha. Enquanto eu chorava, ele fazia carinho na minha cabeça. Eu me senti tão segura, tão cuidada que eu não pensei em soltar dos seus braços que me seguravam com carinho.

Joe me levou até a sala e me sentou no sofá, se sentando ao meu lado. Eu ainda soluçava, eu não via pena em seu olhar ou no  modo como Joe fazia carinho. Ele não dizia nada e de certa forma isso era ótimo, eu não queria que ninguém dissesse nada. Ele sabia que eu só precisava de carinho e tempo para pensar.
Aconteceu o mesmo com Joe anos atrás, ele sabia exatamente o que eu estava sentindo.

Flashback**
Joe estava namorando uma de nossas administradoras, antes de Liam ser contratado pela People. O nome dela era Patricia, como ela era uma tremenda de uma Patty, todo mundo a chamava assim e ela achava que era um apelido carinhoso.
O que todos não sabiam era que Patty, além de ser... Patty, era uma piriguete de carteirinha. E justo com quem ela tinha se meter? Sim, Joe.
Ele sempre foi e continua sendo um ótario, quando se tratava de mulheres. Ele só vê a beleza, pega todas, transa com todas e quando elas se cansam vão embora. Digo, não que ele fosse um santo, mas pelo o que me lembro antes de Patty, Joe só ficava com as namoradas. Era obvio que ele não queria casamento, obvio que se alguma coisa desse tipo acontecesse, não era o Joe, não o Joe que eu conhecia.
O fato é que a tal Patty, não sabia o que era fidelidade.
Foi num dia comum de novembro, que Joe e eu estávamos discutindo mais uma vez sobre a revista. Não era novidade para ninguém, mas eu queria uma nova capa e Joe não me queria ceder, porém eu sabia ser chata e petulante. Até hoje eu convencia Joe sendo chata. Ele não queria me ouvir mais, tinha dado a palavra final quando entrou no banheiro masculino.
– Joe, vai ser bom para a revista! Não seja hipócrita!
v Demi, eu já disse qu... – ele parou bruscamente de falar arregalando os olhos, incrédulo.
Não só ele viu, como eu também vi. Josh Steet, um entrevistador da revista com as calças arriadas no meio da perna e nossa querida e amada Patty de quatro com a saia enrolada como um cinto na cintura.
Preciso entrar em detalhes?
Eu nunca vi Joe tão derrotado como eu vi naquele dia. Ele simplesmente foi até o Josh, acertou um soco na cara dele e saiu. Eu fui atrás, obvio. De inicio eu senti prazer em ver o Joe bravo, mas depois que eu fui atrás dele e percebi que ele estava chorando fiquei com pena. Era a última coisa que ele queria.
Joe ia entrar no carro, mas eu não deixei.
– Demi .. – ele limpou as lágrimas. – me deixe entrar. Preciso ir para casa. Nós já conversamos, eu não vou mudar de ideia.
– Tudo bem. – o abracei. – Fique calmo! Eu vou te levar para casa, você não tem condições de dirigi.
Joe assentiu e entrou no banco do carona, liguei para minha secretária avisando que Joe e eu estávamos em uma pequena reunião e dela iríamos para casa e que todos poderiam ir assim que o expediente acabasse, pedi que ela avisasse a secretária de Joe.
Não falei muito, pois Joe ficou sério por muito tempo. Subimos para o apartamento dele, ele sentou no sofá e cobriu os olhos com as mãos. Foi quando eu percebi que batendo em Josh, ele tinha se machucado.
– Onde está a caixa de primeiros socorros? – eu precisava ajudá-lo de alguma forma. Joe não respondeu, mas eu peguei a minha e sentei ao lado dele e peguei a sua mão.
Depois que terminei de limpar o machucado da mão de Joe, ele me agradeceu.
Não só me agradeceu como ficou olhando nos meus olhos. Eu sabia exatamente o que o Joe estava pensando, mas eu sabia que não viria boa coisa, então... Como eu suspeitava não era um bom pensamento. Joe me beijou.
Ele me beijou de um jeito sôfrego, meu primeiro impulso foi tirá-lo de perto de mim, afinal nós praticamente nos odiávamos. Só que eu me lembrei que os homens conseguem aliviar a dor, o stress e o ódio apenas transando... com  sexo casual para ser mais exata.
Eu estava sem namorado há um tempo e não me importei, foi um ato sem pensar, correspondi ao beijo urgente que Joe me dava, não paramos no beijo. Joe tirou a minha blusa e eu me aprecei em tirar a blusa dele também, tudo estava acontecendo rápido demais... eu não estava conseguindo processar bem.
Faltava pouco para o ato ser consumado, faltava bem pouco, nós dois estávamos lúcidos. Eu só estava querendo ajudar Joe.
Os beijos dele apesar de urgentes e selvagens eram maravilhosos. Não lembrava há quanto tempo ninguém me dava um beijo assim. Joe sabia como deixar uma mulher louca de desejo e eu não sabia porque a Patty piriguete estava o traído.
Joe estava tão desesperado por sexo que ele tirou a minha roupa mais rápido do que eu poderia imaginar. Eu não era tão experiente em sexo, como Joe era. Eu não transava com vários, era só com os meus namorados e eu já achava isso demais.
Era a primeira vez que eu estava tendo sexo casual com alguém.
Eu estava só de lingerie e Joe só estava de boxe, já estávamos ofegantes e eu imaginava o próximo ato. Se já estava bom só nas preliminares urgentes de Joe, imagina o ato em si.
E foi maravilhoso! Joe sabia mesmo como fazer “o negocio” bem feito, eu me sentia tão leve e... Bem. Foi no sofá da casa dele, mas eu não estava me importando com isso e isso geralmente era um empecilho para mim.
– Isso não devia ter acontecido. – eu disse, ainda ofegante, suada e esperando meu corpo voltar ao estado normal.
– Mas foi bom. – ele disse ainda ofegante e deitado sobre o meu corpo.
Depois desse dia, o meu ódio pelo Joe só fez aumentar.
Eu não esperava que ele me ligasse no outro dia, ou me mandasse flores, chocolates com bilhetes carinhosos, muito menos que repetisse a dose. Não, ele não contou a ninguém. Aquilo foi o nosso segredo.
O problema foi Joe virar o pegador de vez. Depois daquele dia, cada dia uma vadia diferente entrava no seu apartamento e não estou exagerando.
Flashback**

Só que na minha condição, eu não queria sexo, eu não queria homens, eu não queria nada que não fosse chorar.
– Quer que eu faça algo por você? – mexi a cabeça em negativo.
– Só não me deixe sozinha.
Deitei minha cabeça nas pernas do Joe e fiquei lá por um tempo até parar de chorar.
– Eu sei exatamente o que está sentindo.
– Dói tanto. – eu disse. – Eu o amava, Joe. Eu o amava.
– Eu sei, mas ele não era bom o bastante para você.
Joe me obrigou a tomar banho, eu fui relutante, porque por alguma razão estranha eu não queria ficar longe dele por muito tempo. Joe pediu comida para nós dois, já era mais de duas horas e eu não percebi que estava com fome até comer.
– Quer assistir um filme comigo? – perguntei quando a vontade de chorar queria me tomar de novo.
– Se não for um desses filmes melosos de apaixonados...
– Nem eu quero ver esses filmes idiotas hoje. – fui até a minha estante. – O que acha de Resident Evil?
– Hum... Bom!
– Eu faço a pipoca.
Meu telefone tocou até cair na caixa postal.
– Demi, eu... Eu sinto muito pelo o que você viu. Eu realmente não queria que você visse. Eu ia conversar com você, eu ia pedir para terminarmos. –a ligação caiu. Ele ligou mais uma vez e caiu na secretária eletrônica. – Recebi uma proposta para trabalhar só na filial do Chile. Não vou viajar tanto mais, essa vida está me cansando. Eu realmente sinto muito... – caiu mais uma vez, ele ligou de novo. – Eu quero que saiba que eu  te amo e sempre te amei. – Fui até o telefone e o arrebentei da tomada. – O meu celular tocou, eu tirei a bateria sem ver quem era.
– Terminei de fazer a pipoca.
Assistimos todos os filmes do Resident Evil.
Era quase meia noite quando Joe decidiu que era hora de ir embora e eu sabia que nós voltaríamos a nossa rotina de cão e gato no dia seguinte, era só uma questão de tempo.
A presença dele foi muito importante para mim nesse dia, eu era grata por isso, como um dia ele foi grato comigo e exatamente como naquela fez, agiríamos como se esse dia não tivesse acontecido. Se alguém me perguntar se eu já transei com Joe, eu vou negar até a morte e se alguém me perguntar se eu já estive num cômodo com Joe por horas sem brigar só com carinho, eu também ia negar. Era o nosso segredo, só nosso.
Joe me ajudou a guardar o colchão, os lençóis e lavar algumas louças, ele era prendado às vezes e quando ele chegou perto da porta para abrir, a campainha tocou.
Estranhamos o horário, mas Joe abriu a porta. Demos de cara com Wilmer. Minha vontade era de voar no pescoço dele e bater até sair sangue, mas Joe agiu por mim. Acertou-lhe um soco antes de seguir para o seu apartamento. Eu fechei a minha porta.
Wilmer foi embora. Espero que não volte mais. Nunca mais.


XXX
Estamos amando isso! Continuem assim, está sendo maravilhoso!
Já sabem que quanto mais comentários, mais postes!
Obrigada pelo aviso, Anne.
Ela fez o favor de me avisar que já haviam mais de dez, por isso que eu amo vocês.

Comentem mais e eu posto mais!